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domingo, 2 de dezembro de 2018

A Passagem Bávara (Bayern Ticket)

Nessa estadia de dois meses em Munique, como eu estava trabalhando, decidimos focar em viagens curtas e rápidas para conhecer bem a região, em vez de passeios corridos para outros países. Uma das razões para essa decisão foi o fato de que a Alemanha é muito bem servida de trens, nosso meio de transporte favorito.

Para nossa grande alegria, descobrimos o Bayern Ticket, ou Passagem Bávara. Ele custa 25 euros para uma pessoa e mais 6 euros para as próximas, até um total de seis pessoas. No nosso caso, pagávamos 31 euros e podíamos pegar quantos trens regionais quiséssemos por um dia inteiro. Além disso, a passagem inclui transporte nas cidades de destino, o que era utilíssimo quando alguma atração que queríamos visitar não ficava no centro.

Dá para comprar na internet com antecedência ou no dia mesmo, na estação de trem, nas máquinas de bilhetes (que têm versão em inglês). Quer saber todas as regras direitinho? Aqui.

Usamos o Bayern Ticket para conhecer Lindau e Augsburg, Regensburg e Passau, Salzburgo, Bamberg. A gente acordava cedinho, enchia as mochilas de petiscos e água e lá se ia, passar o sábado (ou o domingo) em fofíssimas cidades alemãs. Ou austríacas: dá para ir para Salzburgo com esse bilhete, mas ele não vale nos ônibus locais.

Lindau:





Augsburg:









Regensburg: 







Passau:







Salzburg:







Bamberg:









sexta-feira, 28 de setembro de 2018

Palácio de Liderhof e a abadia de Ettal

Deixamos Neuschwanstein com destino a outro palácio construído pelo Rei Ludwig: Linderhof.

Esse é o menor, mas não o menos charmoso, dos 3 palácios/castelos que o Ludwig mandou construir. E o único que ele chegou a ver pronto. Fica bem perto da cidade de Ettal. Então, nos planos da sexta de feriado incluíam passar pelo menos por mais estes dois antes de terminarmos a viagem em nosso hotel na cidadezinha  de Grainau. 

Com a chuva não dando trégua, foi mais fácil do que pensávamos. Infelizmente tivemos que deixar para trás outras possíveis atrações. A primeira, na Áustria, bem perto da fronteira com a Alemanha, é a maior ponte estilo tibetana do mundo para pedestres, a Highline 179

Quando chegamos lá, a chuva estava bem pesada. Então não deu mesmo para irmos. Uma pena, já que parece que o visual é lindo, mesmo em dias nublados. Fora a experiência que seria cruzar a ponte. Fica para o futuro, na nossa lista de coisas a fazer na Áustria que nunca conseguimos (tipo ir a Hallstatt).

Da ponte não visitada seguimos até o palácio de Linderhof, por uma gostosa estradinha de fronteira entre a Áustria e a Alemanha, a L255/ST2060. A estrada passa ao lado do Am Plansee, um lindo lago. Seria um local maravilhoso para parar e curtir a vista fazendo um piquenique com os víveres que tínhamos no carro. Mas o tempo continuava a atrapalhar. 

Por sorte, quando chegamos no estacionamento do Linderhof a chuva deu um descanso. Até pingava ainda, mas bem pouco - nada que um guarda-chuva não resolvesse. Então deu para curtir o palácio por fora e seus enormes e maravilhosos jardins franceses. E olha, mesmo com o tempo ruim, sendo o Linderhof um destino menos conhecido e com pouca opção de chegada por transporte público o local estava bem cheio. Ficamos imaginando como já deveria estar o Neuschwanstein.

Passeamos só pelos jardins mesmo (e deu para passear de montão). Não sabemos se o interior compensa. O que dá para visitar por dentro sem pagar é o pavilhão mouro, um local de descanso do Ludwig extravagantemente decorado à moda árabe (lembranças da Espanha!). E pena que a gruta (com um lago dentro!) que o Ludwig mandou construir para apresentações musicais estava em obras, que por sinal atrapalharam muitos as fotos do palácio.

De volta à estrada, a poucos quilômetros dali chegamos na minúscula cidade de Ettal. Ali visitamos o monastério de Ettal, bem grande e bonito. E o melhor: lar de monges que até hoje fazem ótimas cervejas. Compramos 3 tipos diferentes para tomar durante nosso final de semana.

Continuamos a viagem até chegar a nosso hotel nos arredores da cidade de Grainau. E que hotelzinho mais fofo! Em um lugar lindo, praticamente aos pés dos Alpes. Quarto grande, cama confortável, bom banheiro com muita água quente, micro-ondas, chaleira elétrica e um armário cheio de pratos, copos e talheres. Deu para fazer uns lanches por ali. E com um supermercado a pouco menos de 1000 metros, fizemos a festa.

As duas cerejas do bolo eram a vista para o Zugspitze, a montanha mais alta da Alemanha e nosso destino principal para os próximos dias (se o tempo deixasse) e a dona, uma alemã cuja família mora na região faz anos e que é casada com... um português! Ou seja, dava para conversar com ela tanto em inglês (ótimo por sinal) quanto em português mesmo. Ela é muito simpática e para lá de prestativa. Recomendamos o local. Além do quarto em que ficamos ela alugar um maior, com sala e cozinha. O único senão do nosso quarto era não ter geladeira. Mas a Katrina guardava o que a gente precisava e até trazia copos apropriados para tomarmos as cervejas que comprávamos.

As aventuras do dia não acabaram por aí. Ainda passamos o final do dia na cidade do lado, Garmisch-Partenkirchen. São duas cidades que cresceram e viraram uma só. A gente ficava imaginando como seria se não tivessem crescido. Porque já achamos pequena e fofa! Na verdade, tudo no sul da Alemanha anda surpreendendo pela beleza e cuidado com os detalhes.

O Linderhof. E seus guindastes :(

O pavilhão mouro
O pavilhão mouro por dentro. Repararam nos pavões?

Para variar comparam com Versailles. Seria o mini-Versailles

Tempo fechado e névoa. Tem seu charme
A minúscula Ettal fica a menos de 15 km dali
O monastério é bem imponente e bonito


Nosso hotel
Com vista para o Zugspitze

Maravilhoso!
Garmisch-Partenkirchen, a maior cidade da região

Já foi sede de olimpíadas de inverno

Tem agradáveis ruas de pedestre


E é cheia das casinhas pintadas