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sábado, 24 de agosto de 2019

Coisas não tão boas de Manila

Manila, como todo lugar do mundo, tem lá os seus problemas - com as quais teremos que nos acostumar, porque farão parte do nosso dia-a-dia por aqui.

1) Trânsito: realmente é impressionante. Só andei de carro duas vezes desde que chegamos: ida e volta até o escritório de imigração do governo filipino no centro da cidade, região chamada de Intramuros. Saímos do hotel às 7 da manhã e só chegamos lá uma hora depois. A distância? Nem 8 kms. Já a Lud foi a várias reuniões fora da embaixada. Em uma delas, demorou quase 2 horas para voltar da Universidade das Filipinas, um trajeto de aproximadamente 16 km.  Era hora do almoço em um dia sem chuva. Se estivesse chovendo e com áreas inundadas, o que é normal, o tempo aumentaria ainda mais. Ou seja, o ideal é precisar usar o mínimo possível de transporte além dos próprios pés!

2) Calor: gente, como é quente. Estávamos acostumados com o calor de Brasília - e olha que Brasília em outubro e novembro é terrível. Mas aqui é ainda pior. E dizem que é o ano inteiro! E agora nem está ruim por causa das chuvas. Junte o calor com a umidade e eis a combinação perfeita para suar. É difícil andar mais de 500 metros sem sentir as roupas grudando no corpo. Mais um motivo para morar pertinho do trabalho: assim a Lud foge tanto do trânsito quanto do calor.

3) Chuvas: a primeira semana foi uma beleza: mal choveu. Em compensação, da segunda semana em diante choveu muito. Teve dias em que as tempestades eram impressionantes - mais fortes do que as nossas de verão em Brasília! Muita água caindo e, junto dela, muito vento. Novamente, o pessoal daqui nos lembra que isso é só a ponta do iceberg, já que ainda não tivemos um tufão passando por Manila! Mesmo assim, já vimos muito alagamento. Outra vantagem de morar em Salcedo: além de próximo ao trabalho é uma das regiões mais altas de Manila, que demora para alagar. Nos dias de chuva, passa aviso na tevê que as escolas seriam fechadas e as aulas, canceladas. As crianças devem adorar. Os pais devem odiar!

4) Insetos: eu adoro andar descalço em casa, mas aqui é sempre bom andar de chinelo. Nunca se sabe quando vamos encontrar uma barata na cozinha ou no banheiro, e estar calçado ajuda bastante a se defender nessas horas. Durante a primeira semana não tivemos o menor problema, mas a partir da segunda rolou  matar uma baratinha todos os dias de manhã durante cinco dias seguidos. Pedimos para o pessoal do hotel verificar e melhorou - por alguns dias. Outros cinco dias depois, voltamos a ter visitas indesejadas. E olha que moramos no 17º andar do prédio!

5) Doenças: está rolando epidemia de sarampo por aqui. Pelo menos essa não nos preocupa tanto: eu já tive sarampo, a Lud não, mas ambos fomos vacinados e temamos o reforço. O pior é a dengue, que dois colegas de trabalho já pegaram. O jeito de evitar é ficar em locais fechados, nunca abrir as janelas e viver no ar-condicionado. Ainda bem que não temos problemas respiratórios ou alergias.

6) Lotação: como tem gente em Makati! A população da cidade é de 500 mil pessoas. Mas, como é um centro comercial e financeiro, mais meio milhão de pessoas frequenta a região nos dias comerciais. É muita, muita gente. A Grande Manila tem o título de maior concentração de gente do mundo. A vantagem é que eles são todos baixinhos e pequenos. Acabam ocupando menos espaço! E eu, que sou enorme para o padrão daqui, sempre enxergo longe, por cima do mar de cabeças.

7) Barulho: o trânsito e a quantidade de pessoas geram muito barulho. O pessoal daqui adora buzinar - deve ser o equipamento do carro mais usado! Além disso, quando estou andando a pé pela rua, todo taxista que me vê passa devagar buzinando insistentemente até que eu olhe e faça sinal que não quero embarcar.

8) Desigualdade social: é grande. O salário mínimo é bem parecido com o nosso, mas aqui é regionalizado, sendo em Metro Manila o maior do país (por volta de 400 dólares por mês). Só que dizem que poucas pessoas chegam a ganhar realmente o mínimo - tem de ter curso superior, falar mais de uma língua e trabalhar com o inglês.

O trânsito é punk. Olha o povo abarrotado em um jeepney. Não consigo nem entrar em um desses (mas a Lud caberia). 


Lojas para lá de chiques. A gente se pergunta quem faz compras lá.

Já a parte popular dos shoppings fica sempre lotada.

É só chover que alaga tudo, piorando o trânsito.

A menos de um quilômetro de distância de Salcedo já dá para encontrar regiões menos favorecidas. E olha que essa ainda é boa comparada com as regiões realmente pobres da cidade. 

Por um ângulo, modernidade e prédios altos...

...Por outro, casebres.

Salcedo, nossa bolha de tranquilidade. 

terça-feira, 20 de agosto de 2019

Primeiros dias em Makati

Lud já chegou e trabalhou "normalmente" na sexta-feira. Isto é, como uma pessoa exausta depois de quase 20 horas de voo, fora o tempo de conexão, sem esquecer a noite de apenas quatro horas de sono do dia anterior.

O lado bom é que ela estava doida para conhecer os novos colegas, que parecem ser ótimos. E que estão dando todo apoio do mundo para resolver nossa vida por aqui.

Na sexta mesmo, por causa do fuso, acordamos super cedo. Antes mesmo de a Lud ir trabalhar, aproveitamos para dar uma caminhada pelo bairro de Salcedo Village. Ficamos bem contentes com o que vimos.

As ruas são bem limpas. Não padrão Singapura, mas muito arrumadinhas. É raro ver sujeira de verdade, como lixo. O que tem são folhas e às vezes um resto de construção.  Nada de cheiros ruins também, pelo menos aqui no bairro (já saímos um pouco dele e percebemos que alguns lugares dá pra sentir o esgoto).

O trânsito, apesar de intenso, é mais tranquilo do que imaginávamos. Não difícil atravessar a rua, porque o povo dirige bem devagar. E vimos várias opções de restaurantes que nos pareceram bem atraentes.

Além dos vários 7 Eleven, Family Market e Ministop (onde dá para comprar algo um pouco de tudo, inclusive petiscos) achamos um supermercado um pouco maior, o Rustan's Fresh. Lá fizemos nossas primeiras compras alimentícias. E não é que achamos o cereal que a Lud adora e que não fabricam mais no Brasil? Encaramos como um bom sinal.

Impressiona como o bairro é lotado de agências bancárias e Starbucks, além de várias cadeias de fastfood, como Mc Donald's, Burguer King, KFC, Subway e as locais, Jollibee e Chowking.

Na hora do almoço, um colega da Lud nos levou para comer em um restaurante que fica literalmente em frente do trabalho. Comida boa e ambiente muito bonito. De noite fomos com outro colega e a esposa em um restaurante espanhol. Ficamos positivamente impressionados com a qualidade e preço das coisas.

Já no fim de semana, ainda dormindo quase nada, exploramos mais a região. Fomos até o conjunto de shoppings Greenbelt-Landmark-Glorietta. Lá descobrimos um supermercado maior e com preços bons, o Landmark. Além de supermercado, é uma super loja de departamento, que vende de tudo. Acho que não sentiremos falta de nada por aqui.

Os shoppings também impressionam pelo tamanho. O Greenbelt ainda mais, pois no em seu centro existe um belo parque. E no parque tem uma igreja! Dá para ver como os filipinos são católicos devotos pela quantidade de igrejas que tem por aqui, inclusive dentro dos shoppings.

Fomos e voltamos caminhando por esses shoppings. Achamos muito interessante o caminho. Além de boas calçadas, plataformas e túneis ajudam o pedestre a se locomover. Tudo sempre coberto para proteger das chuvas e do sol - e com direito a escada rolante!

Outra coisa que nos agradou foi uma feira que ocorre no "parque" do bairro que estamos aos sábados. O parque é bem pequeno - está mais para uma praça. A feira é no estacionamento que fica ao lado. São dezenas de barracas que vendem desde frutas e legumes a comidas prontas. A variedade e qualidade nos animaram, assim como os preços. Compramos um cachorro-quente feito com linguiça alemã e um chicken massala que delicioso. Acho que foi o mais gostoso que já comemos até hoje.

No mais, dormimos todos os dias cedo e acordamos ainda cedíssimo. Por mais que tenhamos tentado ir pra cama tarde, não estamos conseguindo. Dizem que a pessoa precisa de uma noite de sono para cada hora de diferença de fuso para se acostumar totalmente. Como viemos do Canadá com 12 horas de diferença, imaginamos que vamos gastar 12 noites antes de ficarmos totalmente aclimatados.

Também deu para ver como é quente e úmido por aqui. Difícil caminhar muito. 500 metros na rua e já estamos suando. Pelo menos não pegamos chuva nos primeiros dias, embora tenham nos dito que já passou da hora do tempo virar e começar a cair muita água.

Ruas de Salcedo. Bem limpas e arrumadas. Surpreendeu positivamente.

Primeiro supermercado, na primeira manhã, às 7h, logo quando abriu.

Tem All Bran! Surpresa positiva 2 do dia. 

E tem chocolates suíços, alemães e franceses! 

Nossas primeiras notas de peso filipino. 1 dólar vale um pouco mais de 50 pesos. Fácil de fazer a conversão. Tem caixas eletrônicos em tudo que é canto e rua. E eles ficam na rua mesmo, abertos 24 horas. Sinal de que é seguro, né?


No primeiro almoço já rolou suco de manga. Tudo aqui que leva manga é delicioso. 

O primeiro almoço foi um prato de café da manhã filipino: ovos, salada, linguiça (que aqui eles chamam de longaniza) e torradas (mas podia ser arroz). 

E olhem que restaurante mais fofo o que fica na frente do trabalho.

Na noite da primeira sexta fomos em um bar de pintxos.
Sábado cedo foi dia de experimentar a feira do bairro.
Muitas opções!
Uma delas foi um ótimo cachorro-quente por 115 pesos, mais ou menos 8,5 reais.
Também fomos até os shoppings no fim de semana. Olhem como as avenidas são grandes e bonitas. 

E com várias passagens subterrâneas para atravessar algumas das maiores avenidas.
E plataformas elevadas cobertas. Tudo facilitando muito a vida do pedestre.

E com escada rolante para subir.

Um pedaço do parque que fica dentro do shopping Greenbelt.

A mascote do Jollibee, a cadeia de fastfood filipina mais famosa.

No fim de semana exploramos o supermercado Landmark. Bem grande a arrumado. Comidas de tudo que é canto: americanas, espanholas e europeias e muita coisa de toda a Ásia.

Até leite condensado moça da Nestlé tem aqui!

domingo, 18 de agosto de 2019

Maratona de voos para chegar a Manila

Chegamos a Manila depois de muitos voos. Primeiro, para chegar ao Canadá, onde passamos uns dias, voamos de Brasília para Belo Horizonte, depois São Paulo, Nova Iorque e finalmente Montreal.

Depois de curtir rápidas e ótimas férias por lá, embarcamos para Manila no dia 24 de julho. Saímos de Montreal para Chicago, em um voo curto e tranquilo. Conexão relativamente rápida e sem imprevistos. Depois tivemos o terceiro voo mais longo de nossas vidas: Chicago - Tóquio.

E não é que foi mais tranquilo que imaginávamos? É que o voo da All Nippon Airways foi maravilhoso. Até para mim, que sou bem grande (1,87 m), tinha espaço para as pernas. O serviço de bordo foi excelente, e houve muito pouco barulho no avião. Não sei se porque quase todos os passageiros eram japoneses, mas o silêncio era impressionante. Ninguém escutando música sem fone, ninguém falando alto, uma beleza. 

Para resumir: bom espaço para as pernas, comida e atendimento bom, sistema de entretenimento com muitas opções. Um detalhe interessante: a configuração do avião da ANA que pegamos era 2 x 4 x 3. Bem bizarro. Se pensar, atende praticamente a todos os tipos de famílias. Só que para nosso azar, que virou sorte, estávamos na parte de quatro assentos: um no corredor e outro no meio.

Só que essa fileira de quatro assentos é na verdade mais um 2 x 2. Entre as duas poltronas do meio, há um pequeno espaço, além de ambas as poltronas terem seu próprio braço. Para melhorar, não tinha ninguém do lado da Lud, e olha que o voo estava praticamente lotado. 

Também é interessante a forma que a cadeira reclina: ela desliza para a frente. O encosto fica dentro de uma estrutura fixa. Então, não incomoda a pessoa que está atrás. Para mim, que sou grande, ajuda demais, já que, quando a pessoa da minha frente reclina, meus joelhos sofrem.

A ANA permite que, antes do voo, você informe suas preferências ou intolerâncias alimentícias. A Lud deve a brilhante ideia de, para testar como seria, pedir uma refeição alternativa de baixas calorias. Eu até tentei convencê-la que era um risco bobo, mas, quando ela concordou, não dava mais tempo de alterar a opção no site. Resultado: todas as refeições da Lud eram compostas de frango grelhado e graça nenhuma.

O engraçado é que as aeromoças japonesas deviam estar achando que a Lud era no mínimo diabética. Corriam para longe com pãezinhos e doces. Não adiantou ela arrancar da poltrona o adesivo que marcava seu lugar como solicitante de refeição especial: a comissária de bordo se recusou a lhe entregar o Häagen-Dazs da sobremesa. Eu sabia que isso ia acontecer! Mas consegui consolar a Lud dividindo meu sorvete. 

Duro foi o último voo de quase quatro horas de Tóquio para Manila. O voo foi novamente muito bom: ficamos na saída de emergência, ou seja, muito espaço para as pernas! O problema foi  realmente o cansaço. A gente estava pregado. Temos dificuldade em dormir no avião, eu mais do que a Lud. Ainda mais que ao dormir se perde a chance de ganhar Häagen-Dazs! Nesse último voo a Lud já estava com alimentação normal, e ela ficou bem contente com seu potinho.

Ou seja, acordamos às 4:30 da manhã de uma quarta-feira em Montreal e fomos chegar a Manila às 21:00 da quinta seguinte, tudo isso sem dormir praticamente nada. A ideia era chegar aqui e capotar, dormir bem e tentar se acostumar com o novo fuso. Que ingenuidade! Demoramos praticamente duas semanas inteiras para nos livrar do jet lag. E as primeiras quatro noites foram de lascar. Acordávamos sempre lá pelas quatro da manhã e não conseguíamos dormir mais. E olha que até pílulas de melatonina nos deram aqui. Imagina sem tomar?

Em Manila, fomos recebidos na porta do desembarque pelo colega Luiz Gustavo, com direito a bandeira do Brasil! Isso é que é recepção. Ele nos ajudou com o visto. É que, como vamos ficar muitos anos, tínhamos que garantir que a imigração nos desse um visto especial, o 9E. Lógico que na primeira carimbada não deram esse. O Luiz teve que intervir. Aí o agente rabiscou no passaporte o que tinha escrito e colocou "9E" embaixo. Sim, It's more fun in the Philippines (o lema oficial de turismo no país). Mas a alteração também foi lançada no sistema. 

Olha, ainda bem que o Luiz nos buscou. A gente estava um bagaço de cansados. Sem entender muito bem onde estávamos, que dia era, que horas eram. E o aeroporto, que parecia bem lotado e confuso, não foi um problema. Pegamos nossas quatro malas e com a ajuda dele e do motorista rapidamente  estávamos a caminho de casa. Bom, como casa entendam o aparthotel onde que ficaremos hospedados pelos primeiros 30 dias. 


Pouco mais de 10 mil km e 12 horas de voo. Só perdeu para os voos Buenos Aires-Auckland e Tóquio-Istambul 

Espaço até para as minhas pernas!!!

Opções de bebida. Tomamos de tudo. Até saquê. 

Já em Tóquio, esperando para embarcar na última perna

Tudo certo. Partiu Manila!

Quase chegando do outro lado do mundo. Se bobear, nesse momento o avião estava sobrevoando a antípoda de Brasília.

sábado, 17 de agosto de 2019

Nosso primeiro apartamento em Manila

Bem, na verdade temos que chamar de Metro Manila, uma conurbação de 17 cidades e mais de 19 milhões de habitantes. Mais especificamente, estamos morando em Makati, o centro financeiro e comercial do país. É onde fica a maioria das sedes das grandes corporações do país e de empresas internacionais. Sendo ainda mais específico, devemos morar no bairro de Salcedo Village, onde a embaixada brasileira está.

Makati fica a apenas 7,5 km do aeroporto da cidade. Todos diziam que o trânsito aqui é horrível, que tudo demora horas. E não é que do aeroporto até nosso aparthotel foi bem rápido? 15 minutinhos. Mas desconfiamos que tenha sido o horário, quase 22:00.

Como estava escuro, não deu para ver muito da cidade. O que deu para ver e chamava a atenção foi um aglomerado de altos prédios, bem iluminados, no horizonte. E foi para lá que o carro se dirigiu.  Makati nos impressionou à primeira vista, com seus inúmeros arranhas-céu. Nosso aparthotel para o primeiro mês, o Fraser Manila, tem 41 andares! E não é o mais alto da região ou sequer do bairro Salcedo Village.

O Fraser fica a 150 metros da embaixada. A ideia era ficarmos nele enquanto procuramos um apartamento definitivo. Se não conseguirmos nada, ficaremos outro mês e assim, vai até conseguirmos algo que nos agrade.

E a ideia foi ótima. O apartamento em que estamos ficando é até mais do que a gente precisa para os primeiros meses: 135 metros quadrados distribuídos em duas suítes com muitos armários, uma boa sala, uma cozinha que não é a maior do mundo mas é toda equipada e ainda um outro banheiro de serviço equipado com uma lavadora e uma secadora de roupas. Sim, daria para morarmos nele de forma definitiva.

O quarto principal é gigante. Cama king size, com direito a cabeceira. Travesseiros deliciosos,  roupa de cama super gostosa, ar condicionado potente, janelas enormes que vão cima a baixo em uma das paredes, cortinas grossas que vedam totalmente a luz, tv, escrivainha para estudar ou trabalhar, poltrona, banheiro monstruoso com direito a duas pias, uma banheira que me cabe inteiro e um ótimo chuveiro. O outro quarto é um pouco menor, mas ainda assim é um senhor quarto.

O aparthotel ainda tem piscina, academia e uma van que leva e busca os hóspedes em uma rota circular que passa pelos principais shoppings da região, ideal para fazer as compras de supermercado. Além disso, trocam todos os dias as toalhas e uma vez por semana a roupa de cama. Outra coisa que chama a atenção é a segurança. Inúmeros guardas armados nas duas portarias do hotel. Todo carro que chega é primeiro vistoriado por cão farejador e por um guarda que usa um espelho para olhar embaixo do carro.

De ruim apenas o fato de um só elevador estar funcionando quando chegamos e vários equipamentos da academia estarem em manutenção. O apartamento também tinha um cheiro razoavelmente forte de mofo ou fechado. E a internet é um fiasco: 2 MB de velocidade para download e menos de 1 MB para upload.

A parte boa é que o cheiro rapidamente se foi, o segundo elevador foi consertado quatro dias depois de chegarmos e na academia quase tudo foi acertado, menos a esteira, exatamente o que mais queríamos. Já a internet continua a mesma.

Sobre nossos planos de ficar por aqui até conseguirmos algo, acabaram dando errado. É que o aparthotel vai fechar no fim do mês! No dia 24 de agosto teremos que nos mandar para outro lugar.

E qual seria esse? O ideal é que fosse o apartamento definitivo, mas ainda não conseguimos assinar o contrato. Então, vamos precisar de outro lugar para passar mais um mês. A embaixada tem ajudado. Primeiro, conseguiu negociar um ótimo valor para ficarmos no Fraser no primeiro mês; depois, fechou com mais três aparthoteis bons descontos para quando sairmos de lá.

Enquanto isso, estamos na busca de um novo lar para os próximos dois anos. Torçam por nós!

Pedaço da sala e da cozinha

O quarto principal

Nosso banheiro com duas pias! Duas pias! E o chuveirão? E à esquerda tem uma banheira gigante.

Segunda suíte virou a da bagunça. É onde deixamos nossas malas.

Nosso janelão na primeira manhã em Makati.

A piscina com cascata. 

A vista da academia é muito boa. Uma das bicicletas estava sem funcionar. Das duas esteiras, só uma está operacional. 

A rua do aparthotel. Ele é o prédio à direita na foto.

Ele visto de mais longe. Em frente tem um estacionamento que fica lotado no horário comercial.

quinta-feira, 15 de agosto de 2019

Três semanas de Filipinas

O tempo realmente voou! Hoje completamos a terceira semana morando nas Filipinas. Está sendo uma montanha-russa de emoções. Muita novidade para contar.

A impressão é que a cidade, pelo menos onde moramos, é bem parecida com uma São Paulo ou outra metrópole do mundo. E é super ocidentalizada. Afinal, o país foi colônia espanhola e depois, americana.

O calor é realmente incrível. E, para piorar, o povo aqui diz que está fresco! Apesar de nos primeiros dias não ter chovido, depois passou a chover com força, como é esperado nessa época de monções. Pelo menos Manila ainda não foi visitada por um tufão. Por outro lado, queremos passar logo pelo primeiro. É que vamos ter que encará-los mais cedo ou mais tarde. Melhor de uma vez, para aprender como é na prática.

O trânsito realmente não é batatinha. Mas acho que além da quantidade de carros, ônibus, caminhões e jeepneys, o que torna o trânsito tão complicado (além das chuvas e alagamentos) é a velocidade em que o povo dirige: muito devagar. No bairro em que moramos, rola de se jogar no meio dos carros para atravessar a rua na faixa igual a gente fazia no Vietnã. A diferença é que no Vietnã eram só motos, e aqui são só carros.

Em breve mais informações daqui, da nova vida, de como anda a procura por apartamento e os demais trâmites burocráticos. Se quiserem saber algo específico, é só perguntar aí nos comentários. Vamos tentar não sumir de novo.

Nosso primeiro amanhecer em Manila

Que foi super cedo. Acordamos no primeiro dia às 4:30

Ainda estamos no Canadá? Não, é Manila mesmo

Prédio onde fica a embaixada brasileira. Reparem na bandeira do Brasil!

Isso é um jeepney

sábado, 20 de julho de 2019

Oh Canada

Como estamos indo para o outro lado do mundo, podemos voar para o leste ou para o oeste. Ou seja, existem muitas rotas possíveis. Pela Emirates, passando por Dubai. Pela Ethiopian, por Adis Abeba. Pela Qatar, por Sidney.

E o quê que a gente faz? Decide que é uma ótima oportunidade para conhecer o Canadá, oras! Viemos passar uns dias aqui antes de terminar de chegar em Manila.

Se fôssemos diretamente do Brasil, seriam dois voos longuíssimos, um depois do outro. Indo por Montreal, ainda teremos dois voos longuinhos (São Paulo - NY e Chicago - Tóquio), além de outros curtos, mas vamos fazer uma bela pausa entre eles.

* * *

Estamos em Montreal. Já visitamos Québec e Ottawa. Basicamente, estamos apaixonadinhos pelo Canadá.

As cidades são bonitas, as pessoas são simpáticas, a comida é boa, as línguas a gente entende. E por aqui rola de fazer o que mais gostamos - andar loucamente, pra cima e pra baixo, o máximo possível.

Antes de ontem descobri que a governadora-geral do Canadá, que é a chefe de estado, não só é uma mulher como, antes disso, foi astronauta.

Ou seja, quando você pergunta para uma menininha canadense o que ela vai ser quando crescer, ela vai responder "astronauta" e  "chefe de estado" com a maior tranquilidade.

* * *

É verdade que estamos no verão, e todo mundo diz que o mais difícil do Canadá é o inverno, que dura metade do ano e é muito rigoroso.

Ou seja: tenho de voltar para cá no fim do ano para testar se o amor permanece.

Desconfio fortemente que sim.

Montreal

Ottawa

Quebec