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sexta-feira, 28 de setembro de 2018

Palácio de Liderhof e a abadia de Ettal

Deixamos Neuschwanstein com destino a outro palácio construído pelo Rei Ludwig: Linderhof.

Esse é o menor, mas não o menos charmoso, dos 3 palácios/castelos que o Ludwig mandou construir. E o único que ele chegou a ver pronto. Fica bem perto da cidade de Ettal. Então, nos planos da sexta de feriado incluíam passar pelo menos por mais estes dois antes de terminarmos a viagem em nosso hotel na cidadezinha  de Grainau. 

Com a chuva não dando trégua, foi mais fácil do que pensávamos. Infelizmente tivemos que deixar para trás outras possíveis atrações. A primeira, na Áustria, bem perto da fronteira com a Alemanha, é a maior ponte estilo tibetana do mundo para pedestres, a Highline 179

Quando chegamos lá, a chuva estava bem pesada. Então não deu mesmo para irmos. Uma pena, já que parece que o visual é lindo, mesmo em dias nublados. Fora a experiência que seria cruzar a ponte. Fica para o futuro, na nossa lista de coisas a fazer na Áustria que nunca conseguimos (tipo ir a Hallstatt).

Da ponte não visitada seguimos até o palácio de Linderhof, por uma gostosa estradinha de fronteira entre a Áustria e a Alemanha, a L255/ST2060. A estrada passa ao lado do Am Plansee, um lindo lago. Seria um local maravilhoso para parar e curtir a vista fazendo um piquenique com os víveres que tínhamos no carro. Mas o tempo continuava a atrapalhar. 

Por sorte, quando chegamos no estacionamento do Linderhof a chuva deu um descanso. Até pingava ainda, mas bem pouco - nada que um guarda-chuva não resolvesse. Então deu para curtir o palácio por fora e seus enormes e maravilhosos jardins franceses. E olha, mesmo com o tempo ruim, sendo o Linderhof um destino menos conhecido e com pouca opção de chegada por transporte público o local estava bem cheio. Ficamos imaginando como já deveria estar o Neuschwanstein.

Passeamos só pelos jardins mesmo (e deu para passear de montão). Não sabemos se o interior compensa. O que dá para visitar por dentro sem pagar é o pavilhão mouro, um local de descanso do Ludwig extravagantemente decorado à moda árabe (lembranças da Espanha!). E pena que a gruta (com um lago dentro!) que o Ludwig mandou construir para apresentações musicais estava em obras, que por sinal atrapalharam muitos as fotos do palácio.

De volta à estrada, a poucos quilômetros dali chegamos na minúscula cidade de Ettal. Ali visitamos o monastério de Ettal, bem grande e bonito. E o melhor: lar de monges que até hoje fazem ótimas cervejas. Compramos 3 tipos diferentes para tomar durante nosso final de semana.

Continuamos a viagem até chegar a nosso hotel nos arredores da cidade de Grainau. E que hotelzinho mais fofo! Em um lugar lindo, praticamente aos pés dos Alpes. Quarto grande, cama confortável, bom banheiro com muita água quente, micro-ondas, chaleira elétrica e um armário cheio de pratos, copos e talheres. Deu para fazer uns lanches por ali. E com um supermercado a pouco menos de 1000 metros, fizemos a festa.

As duas cerejas do bolo eram a vista para o Zugspitze, a montanha mais alta da Alemanha e nosso destino principal para os próximos dias (se o tempo deixasse) e a dona, uma alemã cuja família mora na região faz anos e que é casada com... um português! Ou seja, dava para conversar com ela tanto em inglês (ótimo por sinal) quanto em português mesmo. Ela é muito simpática e para lá de prestativa. Recomendamos o local. Além do quarto em que ficamos ela alugar um maior, com sala e cozinha. O único senão do nosso quarto era não ter geladeira. Mas a Katrina guardava o que a gente precisava e até trazia copos apropriados para tomarmos as cervejas que comprávamos.

As aventuras do dia não acabaram por aí. Ainda passamos o final do dia na cidade do lado, Garmisch-Partenkirchen. São duas cidades que cresceram e viraram uma só. A gente ficava imaginando como seria se não tivessem crescido. Porque já achamos pequena e fofa! Na verdade, tudo no sul da Alemanha anda surpreendendo pela beleza e cuidado com os detalhes.

O Linderhof. E seus guindastes :(

O pavilhão mouro
O pavilhão mouro por dentro. Repararam nos pavões?

Para variar comparam com Versailles. Seria o mini-Versailles

Tempo fechado e névoa. Tem seu charme
A minúscula Ettal fica a menos de 15 km dali
O monastério é bem imponente e bonito


Nosso hotel
Com vista para o Zugspitze

Maravilhoso!
Garmisch-Partenkirchen, a maior cidade da região

Já foi sede de olimpíadas de inverno

Tem agradáveis ruas de pedestre


E é cheia das casinhas pintadas

quinta-feira, 20 de setembro de 2018

O castelo de Neuschwanstein

Foi um custo conseguir onde passar os dois meses de trabalho da Lud em Munique. Exatamente durante nosso período aqui acontece a Oktoberfest. São 16 dias de festa. Resultado: ninguém tava a fim de alugar a casa por 60 dias. Todos falavam que preferiam fazer negócio só durante o período da festa, porque ganhariam mais dinheiro. E hotéis estava fora de cogitação. Não só pelos preços, mas porque não queríamos ficar 60 dias morando em um quarto pequeno.

A solução, depois de intensa pesquisa, foi alugar um apê bem pequeno para as 4 primeiras noites e aproveitar o feriado de 7 de setembro para já fazer nosso primeiro bate-e-volta. Por isso, ficamos de quinta a segunda bem cedo fora de Munique. Dessa maneira, conseguimos um segundo apartamento, maravilhoso por sinal, de um alemão que está tirando férias no Canadá e queria alugar a casa para uma única pessoa durante todo o período.

Voltando ao nosso final de semana prolongado: na quinta de tarde, pós-expediente, fomos para a locadora de carro. Saímos da cidade de Munique motorizados por volta das 18:00. Até chegarmos a Fussen, a cidade onde dormimos a primeira noite do fim de semana foram exatas 2 horas de direção.

Talvez desse para fazer em menos tempo, mas algumas coisas acabaram nos atrasando: um trânsito super pesado para sair da cidade - com direito a trechos de engarrafamento -, obras e mais obras em vários trechos, uma chuva tão forte que os carros paravam esperando passar e o tempo que paramos na estrada para já curtir o castelo de longe, aproveitando para tirar umas fotos.

Chegamos a Fussen também com chuva. Nosso plano de passear pela cidade no fim do dia teve de ser abortada. Nos contentamos em tomar cerveja nacional e comer petiscos comprados no supermercado no quarto do hotel. O bom é que acordamos cedo para sermos os primeiros a subir o morro e ver o castelo no dia seguinte.

O tempo continuou ruim na sexta-feira, mas seguimos com os planos. Saímos cedo de casa e antes das oito da manhã já estávamos na cidade vizinha ao Neuschwanstein, Schwangau. Fomos os primeiros a parar o carro no estacionamento número 3, o mais perto da saída de ônibus morro acima. Vitória, fomos os primeiros no primeiro ônibus do dia! Que por sinal estava bem vazio.

Na teoria, o primeiro ônibus sairia às 08:00, mas acabou saindo umas 08:10. Ele chega rapidamente ao ponto final, de onde se pode caminhar mais um pouco para chegar ao castelo ou seguir nem 100 metros até a famosa Marienbrücke, uma ponte bem legal com uma vista divina do castelo.

Dizem que a ponte, como tudo por ali, lota de turistas se acotovelando para tirar suas fotos e curtir a vista. Mas, como subimos no primeiro ônibus, não tinham mais de 10 pessoas contando com a gente.

Ficamos lá, aproveitando a ponte praticamente só para nós, até começar a chover. Por isso resolvemos descer e voltamos para o carro. Já era parte de nossos planos originais não visitar o castelo por dentro. Motivos: já conhecemos vários, a Lud já conhecia esse por dentro e o dia ainda tinha muitas obrigações pela frente.

De volta ao carro até tentamos caminhar pelo Alpsee (See quer dizer lago em alemão). Mas a chuva apertou e realmente não tivemos opção. Voltamos para o hotel, pegamos nossa malinha, fizemos o check-out e nos mandamos para a Áustria.

Sim, Áustria. Os planos eram ir de Fussen para outro palácio construído pelo Ludwig, o rei que mandou construir Neuschwanstein, e a rota mais curta passa pela Áustria. Além disso, poderíamos parar na Highline179, uma ponte pênsil de pedestre que é a segunda maior do mundo. Outra atração pelo caminho que queríamos ver era, ainda na saída da cidade de Fussen, o Maxteg, uma cachoeira artificial do rio Lech.

Lógico que a chuva atrapalhou ambos os planos. Com isso acabamos dirigindo direto até o palácio de Liderhof. Que estrada linda! Principalmente quando margeamos outro lago, o Am Plansee.

O Linderhof fica para outro post. Só para terminar, o rei Ludwig não parou só nesses dois não. Tem mais um monte. Em Schwangau mesmo tem outro castelo dele, construído primeiro, o Castelo de Hohenschwangau. Portanto, atrações não faltam na região.

Informações úteis: para dirigir na Áustria é necessário comprar um selo de pedágio e colocar no vidro do carro, mas somente se você for pegar as autoestradas. Esse caminho da Alemanha pela Áustria dá para fazer por estradas menores, por isso não precisamos do selo. Pode ir sem medo, só fique atento para não pegar uma autoestrada. Na dúvida pegue só as estradas que começam com a letra B ou L e não as A (que são as autobahns).

Ficamos hospedados no hotel Maurushaus. Localização muito boa: bem na parte central e de pedestre da cidade. E tem estacionamento, bem na frente. A diária custou 58 euros, sem café da manhã. Não é barato, mas, para região, a gente diria que é uma barganha.

O quarto surpreendeu. Grande, confortável, chuveiro com bastante água quente e boa cama. O quarto também tem geladeira, onde colocamos as cervejas locais, e chaleira elétrica de água, super útil.

O dono é bem simpático e fala inglês. Mas só ele. O resto dos funcionários, só alemão. Quando chegamos foi até divertido nossa conversa com gestos com a senhora que estava lá - que foi bem atenciosa e simpática, se esforçando para se fazer entender. Reservamos pelo site Booking.

Nosso carro, pequeno, da categoria econômico. Carro aqui é tudo grande, bem diferente do que imaginávamos
Chegando na cidade, uma parada para ver o castelo ao longe
Quarto espaçoso e confortável
O ônibus que sobe o morro. 3 euros ida e volta. Recomendamos, porque o morro é puxado
A sinalização é boa. Não tem como errar
A ponte, praticamente só para nós
Fugir de filas: acordar cedo e pegar o primeiro ônibus do dia
Aí dá para tirar fotos a vontade
E curtir a vista com calma. Sem empurrões e barulho
O outro castelo, bem mais em baixo e ao lado do lago
Quando descemos, a fila do ônibus já tava grande. Eram 9:20 da manhã
 

O Alpsee. A ideia era curtir o lago, mas o tempo não deixou
Maxteg: chovia bem nessa hora

quarta-feira, 19 de setembro de 2018

Primeiro boletim de Munique

Domingo completamos 2 semanas em Munique e concordamos: é (quase) só alegria!

A cidade é linda, o tempo está ótimo, o apartamento que alugamos a peso de ouro (por causa da Oktoberfest) é grande, bonito e confortável. Vou trabalhar caminhando e gasto 25 minutos muito agradáveis; quando decido voltar para casa almoçar, pego o tram (ou o metrô) e chego rapidinho, sem me preocupar com a passagem, porque compramos para cada um o passe mensal (55 euros), que nos deixa usar o transporte público à vontade. 

No primeiro fim de semana, alugamos um carro e fomos à região de Füssen, do Eibsee e do Zugspitze. Ficamos encantados com a beleza dos Alpes, com a vegetação muito verde e com as cidadezinhas bávaras. Neste segundo fizemos bate-e-voltas para Nuremberg (no sábado) e para Lindau e Augsburg (no domingo). De novo, ficamos de boca aberta com as paisagens e a arquitetura (mais detalhes dessas viagens adoráveis em próximos posts).

Esse período está parecido com o sabático porque não é aquela correria de viagem de férias, com poucos dias em cada cidade. Estamos instalados em Munique e ficaremos até o fim de outubro. Mas também é não igual, porque trabalho de segunda à sexta. Acho muito engraçado, porque durante o dia pego no batente normal, mas à noite e aos fins de semana, estou de férias na Europa. É praticamente uma vida dupla. Dupla e ótima. 

Tem uns perrenguinhos? Tem. Uns dias de chuva, uns documentos esquecidos na locadora de carros, umas tarefas no trabalho pelas quais não morro de amores Mas tudo muito pequeno se comparado com a felicidade diária das pequenas e grandes descobertas. 

Dá pra viver assim durante 2, 5, 10 anos? Ô, se dá.

Schloss Nymphenburg, a residência de verão dos governantes da Baviera

Schloss Neuschwanstein

Schloss Linderhof

Ferienwohnung Katrin, o hotel fofíssimo do fim de semana no sul da Baviera

Ficava na minúscula e adorável cidade de Grainau

O hotel era melhor que o primeiro apartamento em Munique, que moderno e bem-planejado, mas bem pequeno e ocupado por caixas com tralhas aleatórias

Eibsee, um lago maravilhosa aos pés da maior montanha da Alemanha...
... o Zugspitze, no qual subimos

Deu para visitar Lindau, uma cidadezinha às margens do Bondensee
Augsburg

Nuremberg
E até Innsbruck, na Áustria!

domingo, 19 de agosto de 2018

Olá, Munique!

Já estamos preparando as malas para o próximo destino: Munique, na Alemanha! Vamos ficar dois meses inteirinhos por lá.

A Lud vai trabalhar e o Leo vai cuidar da Lud (e planejar viagens e tirar fotos e organizar passeios). A ideia é explorar a cidade depois do expediente e aproveitar os fins de semana para viajar. Dá pra ir a um monte de cidadezinhas fofas (inclusive Salzburgo, a uma hora de trem), ao ponto mais alto da Alemanha (o Zugspitze) e até mesmo a Cesky Krumlov (um dos lugares mais lindos da República Tcheca).

Já que é uma viagem a trabalho, demos sorte com o destino: a Bavária é uma região que a gente não conhece. A Lud já passou por Munique, lá em 2011, mas foi tão rapidinho que nem valeu. Dessa vez vai dar para conhecer a cidade (e os arredores) de verdade.

Também tem aquela coisa: vai ser a primeira vez que vamos experimentar morar E trabalhar no exterior. Essa temporada na Alemanha vai ser muito importante para confirmarmos se essa é realmente a vida que queremos. Afinal, é muito diferente passar um longo tempo viajando (com toda liberdade, pulando de um lugar pra outro quando dá vontade) e de fato se estabelecer em um local fixo, por mais bacana que ele seja.

Felizes e ansiosos e animados.

A Alemanha e seus encantos... aguarde-nos! 

sábado, 12 de maio de 2018

Notícias da viagem: Portugal, Espanha e França 2018

Avaliação final: foi ótimo. Confesso que estávamos um pouco aflitos, temerosos de que o sabático tivesse nos estragado para sempre, mas no fim tudo deu certo. Separamos vários dias para cada cidade, deixamos a programação soltinha e nos demos altos momentos de descanso. Resultado: conseguimos misturar destinos novos e velhos favoritos, com muita comida e bebida envolvidos, sem correria e com muita calma. Nem a greve de trens na França nos estressou.

Alugamos apartamentos pelo AirBnb em Lisboa, Girona e Perpignan; apenas em Andorra ficamos em hotel, porque foi só uma noite mesmo. Em Barcelona a estadia foi na casa da irmã mais nova,  bem localizada e confortável. Dessa vez comemos mais na rua do que de costume: embora a gente adore se abastecer nos mercados locais, aproveitamos para experimentar alguns bares e restaurantes também.

Deu pra descansar bastante e matar um pouco as saudades do Velho Continente.

Perpignan, França

Barcelona, Espanha

Lisboa, Portugal

Bixessarri, Andorra

sábado, 17 de março de 2018

De volta à terrinha!

Três anos atrás, em março de 2015, estávamos voltando do sabático para o Brasil. Não imaginávamos que demoraria tanto tempo para botarmos o pé na estrada de novo!

O importante é que o dia chegou. Pegamos o voo noturno de Brasília pra Lisboa e saímos do aeroporto às 7 da manhã. Chovia, fazia frio, e estávamos animadíssimos. Viemos preparados: sapatos à prova d'água, agasalhos, guarda-chuva. Embarcamos no metrô e fomos até o Parque das Nações, aquela região renovada da cidade onde fica o Oceanário de Lisboa e a Gare do Oriente, projetada pelo Santiago Calatrava, o arquiteto do Museu do Amanhã no Rio. 

 




Achamos muito bom estar de volta. Curtimos a temperatura em torno dos 10º C, o vento fresquinho e as árvores sem folhas. Mas cometemos um erro de principiantes: o apartamento que alugamos só deixava a gente entrar às 15h, o que significa que ficamos desabrigados da manhãzinha até o meio da tarde. O que não seria problema se não tivéssemos dormido muito pouco no voo e, consequentemente, bem cansadinhos. 

Pelo menos tivemos a esperteza de deixar nossas duas malas no guarda-volumes do aeroporto (3,30 euros por mala de menos de 10 kg por 24 horas) e sair com uma troca de roupa nas mochilas (já que embarcamos para Barcelona na segunda-feira). 

Também compramos um cartão de telemóvel (chip de celular) no aeroporto mesmo, na loja da Vodafone que fica na área de embarque (a que fica no desembarque está sempre lotada). 3GB de internet, 500 minutos de ligações, válidos por um mês, por 10 euros. A vendedora até instalou pra gente.  

Agora estamos em casa, depois de ter garantido o queijo e o vinho da noite. Tim-tim!