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segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Último dia de Brasil!

O sumiço dos últimos dias é porque estamos em uma correria louca. Tentamos nos organizar direitinho para ficarmos tranquilos na reta final, mas não tem jeito: sempre surgem uns imprevistos (como roupa pra lavar, cartão para desbloquear e remédio para comprar).

Estamos animados e felizes - e calmos. Consegui dormir direitinho na última noite. Acho que é porque estamos nos preparando há tanto tempo (um ano e meio) que sentimos que está tudo sob controle. Ou pelo menos que fizemos tudo que era humanamente possível.

45 kg no total. Só que 12,5 são só da I. Reparem na Lud ali atrás, para ajudar a dimensionar os tamanhos. 
Lembrando que ela é hobbit-sized. 
Hoje fomos à farmácia adquirir uma pilha de remédios (passamos a lista depois) e estamos fechando as malas. Vamos levar uma pequena, uma média e a mochila (já com as roupinhas frescas do Sudeste Asiático). Eu estava achando que era demais, e resolvi desfazer a malinha para selecionar melhor meu guarda-roupa de viagem, mas depois que tirei tudo lá de dentro em 15 segundos, me convenci que estava sendo muito razoável!

Estamos levando também uma mala para a irmã I., com umas encomendas dela (pipoqueira!), mas essa nem conta porque vamos entregá-la rapidinho. 

À meia-noite vamos estar dentro do avião. Uma ótima passagem de ano para todos. Feliz 2013!

sábado, 29 de dezembro de 2012

Viagens separados 2010/2011

Depois de nossa viagem para EUA em abril de 2009, só em novembro de 2011 voltamos a viajar juntos. A culpa foi do meu novo emprego: até tomar posse e ter direito tirar férias demorou bastante. Mas isso não impediu a gente de passear.

Em março de 2010, a Lud recebeu um convite do Rotary Club de Coronel Fabriciano para concorrer a representante da região em um intercâmbio profissional com a Austrália. Não somos membros do Rotary (e você nem pode ser membro para participar da equipe). Cada cidade dentro de um distrito fez suas indicações e rolou uma seleção estilo trainee. Com inglês fluente e dois pingos de noção, a Lud foi selecionada
Lud, seu corte de cabelo Harry Potter e um canguru
Não foi uma viagem 0800, não. A Lud teve que fazer terninho com logo do Rotary, ir várias vezes a BH para os encontros preparatórios, e bancar o visto, vacinas, cartões de visita, camisas, broches e presentinhos. 

Foram quase 40 dias passeando por cidades do interior da Austrália, perto de Melbourne. A passagem, a estadia na casa de rotarianos e toda a logística de transporte e alimentação foi por conta do Rotary. Depois de chegar em Melbourne e passar uma noite se acostumando com a diferença de fuso, ela e o grupo brasileiro, composto por mais 2 moças e 2 moços, passearam por 6 cidades menores da região de Victoria, na Austrália. Foram elas: Ballarat, Nhill, Hamilton, Portland, Colac e Geelong. 


Em cada um destes destinos, cada um do grupo era hospedado por um membro do Rotary local. Iam conhecer a cidade e algumas das fábricas e negócios da região, como olivais e fábrica de azeite, abatedouro de patos, escritórios de advocacia, canais de televisão, fisco local - em suma, atividades relacionadas com a profissão dos membros da equipe. Sendo jornalista e advogada, a Lud pode ver como trabalham esses profissionais por lá. 

O grupo teve tempo para passear por algumas atrações locais, mas lembrem que os australianos que depois vieram para o Brasil conheceram Sete Lagos, João Monlevade, Coronel Fabriciano, Ipatinga, Belo Oriente e Governador Valadares. Ou seja, ela esteve em uma região equivalente a esta do interior de Minas.

Ao término do programa, ela e as outras duas meninas da viagem alugaram um carro e tiraram 5 dias para conhecer por conta própria Melbourne, Canberra e Sydney, de onde voltaram para o Brasil. 

Eu fiquei em casa, morrendo de saudades, esperando o resultado de um concurso e fazendo outros. Fui um super incentivador da ida para a Austrália. Não vejo problemas em casais viajarem sozinhos de vez em quando - acho que faz até bem! Como estava deprimido e cheio de saudades, fui socorrido pelas cunhadas. A irmã I. estava trabalhando nos EUA e com saudade de sol; eu, a irmã D. e o marido dela fomos para Punta Cana passar uma semana no Caribe para revê-la.  

Foi super divertido. Matamos um pouco as saudades, pegamos uma época ótima de baixa estação e com bons preços. É que o terremoto do Haiti, que fica na mesma ilha que a República Dominicana, tinha acabado de acontecer. Aí os preços despencaram. E para inveja da Lud, que sempre tentou ganhar um upgrade de classe em voos, a gente conseguiu. Na volta, o avião estava lotado. Ficamos para trás e ganhamos mais uma diária em um quarto de luxo em um resort + a passagem de volta no dia seguinte de executiva. 

A viagem da Lud para a Austrália acabou ficando em R$ 5.931,00. Para quase 40 dias de passeio, foi um preço muito em conta. É verdade que o Rotary bancou as despesas  maiores. A dica? Fique de olho na programação do Rotary/Lyons /clubes internacionais da sua região.

Já minha viagem para Punta Cana custou R$3.861,00. Foram 7 noites de hotel tudo incluído. Portanto, pesquise bem antes de viajar. Alguns destinos tem épocas melhores para ir. As vezes alguma coisa pode fazer o preço abaixar, como crises mundiais ou até mesmo catástrofes naturais, como foi o meu caso. (Ah, e quando compro pacotes ou passagens com agentes de viagens, coisa rara, gosto de usar os serviços da http://www.sarahcampos.com.br aqui de BH. Sempre fomos muito bem atendidos por ela e sua equipe.) 

Em maio de 2011, a Lud viajou mais uma vez sem mim. Passou 12 dias na Alemanha com a irmã I. Dessa vez eu fiquei trabalhando mesmo. Já tinha tomado posse e aguardava ansiosamente a chegada de novembro para minhas primeiras férias. 

O passeio da Lud pela Alemanha foi excelente. Ela tinha um pé atrás em relação ao país que foi totalmente eliminado. Adorou de montão a região e o povo. Foi nesta viagem que ela ficou pela primeira vez em albergue, e achou ótimo. É verdade que a irmã I. já tinha experiência no assunto e deu todas as manhas.

Essa viagem acabou saindo por R$ 4.716,00. Sim, foi o gasto total com passagens, estadias, transporte, comida, atrações e presentinhos para o Leo. Ou seja, viajar para a Europa pode ser bem mais barato do que você imagina. Tudo depende da época, dos meios de locomoção e do tipo hospedagem. Em outras palavras: do planejamento!

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

EUA 2009

Em 2009 nós resolvemos torrar umas milhas, e também uma grana, indo novamente para os Estados Unidos. É o primeiro relato nosso aqui de viagem para as bandas de lá, mas foi nossa quarta viagem à "América". 

Fomos no final de abril e ficamos 17 noites por lá, divida em 4 noites em Vegas, uma no Grand Canyon, uma voando de Las Vegas para Washington, 3 na capital americana e, para fechar a viagem, 8 noites em New York. 

Nosso voo do Brasil para lá foi de milhas. Ou seja, só pagamos as taxas de embarque. Mesmo assim, deixamos uma fortuna por lá. É que ainda não estávamos em nossa vibe minimalista. E consumir nos States é tão fácil... Se colocarmos na ponta do lápis as coisas que deixamos para comprar lá, deve dar para pagar a viagem e ainda ficar no lucro. Só sei que os casacos de couro (um meu e um da Lud), que juntos dariam uns 1.600 reais no Brasil, nos sairam por uns 300 dólares. 

Como as passagens foram de graça, aproveitamos para fazer um upgrade de hospedagem, ficamos em hoteis em que normalmente não ficaríamos. E também gastamos muito em experiências, como o show "O" do Cirque du Solei no Bellagio. A Lud arrastou os pés até não poder mais, por causa do preço, mas saiu do show encantada, jurando que o ingresso tinha valido cada centavo.

Vista do quarto do Bellagio


Como foi o auge da crise econômica, conseguimos pagar "só" 125 dólares por noite no Bellagio pelo quarto com vista para a Strip e para o show das fontes. O preço só foi possível por causa da crise mesmo e de termos reservados o quarto para dias de semana (no fim de semana é muito mais caro). Com isso, passamos a primeira noite, de sábado para domingo, no MGM Grand. Chegamos quase meia-noite... e ganhamos lá um upgrade para uma suíte gigante. Devia ter quase 100 metros quadrados.  

Cabiam dois na banheira
Vegas é Vegas. Um overdose de luzes, som, calor, secura, gente, cassinos, shows... E não é à toa que americano às vezes prefere ir para lá em vez à Europa. Os cassinos são incríveis. Conseguem reproduzir Paris, Veneza, Roma...  a diferença é que as cidades cenográficas são limpinhas, rs. 

A falsa Veneza
No Grand Canyon, dormimos dentro do ladinho do buracão, no Grand Canyon Lodges. Como são poucas as opções de dormir dentro do parque, os preços são altos. E a reserva precisou ser feita com  quatro meses e meio de antecedência. Alugamos um carro em Vegas, dirigimos para lá fazendo o desvio pela parte histórica da rota 66 (segunda pior ideia da viagem. A primeira foi ir do MGM para o Bellagio a pé puxando as malinhas em vez de ir de táxi. Ideia da Lud muquirana, claro). Vimos o por-do-sol, a noite estrelada e acordamos de madrugada para ver o nascer do sol. Vale muito a pena. O Canyon é lindo e as cores variam muito com a posição do sol. 
Pequena Lud no Grand Canyon
















No dia seguinte, voltamos para Vegas e fomos fazer compras de eletrônicos, malas e roupas antes de pegar um voo noturno para Washington.

Rara foto de nos dois
Washington me surpreendeu. Eu achava que iria gostar da cidade - mas gostei MUITO. A capital americana é muito bonita. Lindos monumentos, excelentes museus. Só o tempo chuvoso que não ajudou muito. Ainda assistimos um jogo de hóquei no gelo entre o time da capital e o Pittsburgh Penguins. Super evento, com uma organização de fazer inveja. Só vimos que tinha torcida do time visitante quando o Penguins abriu o placar e muita gente começou a comemorar. Incrível a civilidade. Ninguém jogou nada em ninguém, ninguém brigou com ninguém. Podia tanto ser assim aqui no Brasil em relação ao futebol. 

Lud fazendo uma visitinha ao Obama. Ok, a foto foi tirada em NY, no Museu de Cera da Madame Tussaud. 
Em Washington pagamos a maior diária de hotel da nossa vida até hoje. 230 dólares por noite (até dói lembrar) para ficar no JW Marriot. De novo, só gastamos os tubos porque a ideia era torrar o que não gastamos na passagem. O hotel é excelente, muito bem localizado, com um maravilhoso café da manhã. Mas não pagaria isso de novo hoje de jeito nenhum. 

De Washington fomos para NY de trem. Lá ficamos em um apartamento no centrinho de Manhattan. Ele ficava na Avenida das Américas, a 2 quarteirões da Macy's. Dava até para a Lud ir sozinha sem se perder. Mais uma vez, rolaram comprinhas. Entre elas, um vestido longo para a Lud ir a casamentos e até roupa de cama de trocentos fios. Tão gostoso que é uma das poucas coisas que guardamos em nossa cápsula para o futuro. 

Vista do nosso ap em NY
NY é maravilhosa ao quadrado e multiplicado por 1000. Moraríamos lá com muita facilidade (lembrando que esse é o maior elogio que uma cidade pode ganhar da gente). NY tem de tudo, mas de tudo mesmo. É capaz de satisfazer todos os gostos. 

Dá para acreditar que é NY?
Dani e Marco, irmã da Lud e marido, ficaram lá com a gente 4 dias antes de partirem de férias para o Reino Unido. Lógico que enquanto eles estiveram por lá, choveu bastante. Mas foi só eles sairem que o céu azul apareceu com força. Como rachamos o aluguel do apê com eles, (na verdade rachamos 4 noites), e acabou que o aluguel saiu para a gente por 170 dólares por noite - o que, para ficar no centro de Manhattan foi uma barganha. Só não recomendo o apartamento porque ele não está mais disponível para aluguel. Quem animar pode procurar nos sites de alugueis americanos, que o que não falta é oferta de apartamento em Manhattan (www.vrbo.com, www.homeaway.com).

Nem dá para fazer uma lista do top 10 de NY: teria que ser um top 100. E foi muito legal visitar o Zizo e a Mayra, amigos do meu irmão que nos receberam muitíssimo bem, nos apresentaram a casa deles e nos levaram para jantar no Soho. Zizo e Mayra, quem sabe agora podemos retribuir a gentileza? Abril em Paris???

Depois desta viagem, vivemos um período de vacas magras. Como comecei a estudar para concurso e passei, só depois de outubro de 2011 voltei a ter férias. A Lud aproveitou para dar umas escapadinhas por aí sem marido. Contamos em breve.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Licença garantida

No apagar das luzes e no fechar das cortinas, quando eu já estava torcendo as mãos (e querendo fazer o mesmo com os pescoços dos responsáveis), deram o ok definitivo na licença do trabalho. Ueba!

Ainda não estou me sentindo livre como um pássaro, mas é só questão de tempo.

Camboja

Camboja será nosso último destino no sudeste asiático. Sairemos de Ho Chi Minh de ônibus com destino à Phnom Penh, capital do Camboja.


Aqui vamos precisar de visto, pela segunda e última vez no nosso roteiro pela Ásia. Mas o visto do Camboja é o famoso paga-e-entra, na fronteira mesmo.

Vamos ficar duas noites Phnom Penh, só para aproveitar que é calminha e ver o que essa pequena capital tem para oferecer. Vamos nos hospedar no hotel Billabong Hotel (sem comentários maldosos com o nome, por favor). Avaliado como o 27º melhor de 174 hoteis pelo tripadvisor e, no booking, onde fizemos a reserva por 25 euros a noite, ele tem nota de 8.1.


De Phnom Penh, também de ônibus (uma pena não ter trem no Camboja) vamos para Siem Reap, cidade mundialmente conhecida por ser o ponto de partida para explorar os famosos templos, como o Ankor Wat.

Serão 3 noites no Angkor Pearl Hotel, a 16,5 euros a diária. O hotel é 24º melhor ranqueado no tripadvisor, (em 188) e, no booking, onde conseguimos esse preço, tem nota 8.9.


Aqui acaba nosso primeiro passeio pela Ásia. Esperamos gostar e voltar em breve. Para quem tinha planos originais de passear 3 meses pela ásia, um pouco mais de um mês não é muito. Mas bom que pelo menos ficaremos focados em países com a mesma variação climática. No futuro, esperamos voltar para conhecer a China, Japão, Coreia do Sul, Índia, Nepal, Sri Lanka e por aí vai...

6873 km de viagem. 5 voos, 3 trens noturnos, 1 trem diurno,
3 ônibus.
Voltar para a Europa vai ser uma maratona.  Primeiro um voo da AirAsia de Siem Reap para Kuala Lumpur. Lá trocamos de terminal e embarcamos de volta para Frankfurt pela Ethiad Airlines, novamente com escala e troca de aeronave em Abu Dhabi. 16 horas e 25 minutos de voo, sem contar o tempo de escala!

Dia 27 fevereiro, bem cedo, estaremos em Frankfurt. Ufa! De novo casa da Isa. Acho que vamos ter que fazer cartão fidelidade por lá.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Despedida em BH!


A gente vai estar no Eddie's da Rua da Bahia entre 18:00 e 21:30 para se despedir dos amigos (e dos inimigos, se tivermos algum). Leitores do blog que estejam na cidade também são bem-vindos!

Até logo, e obrigado pelos peixes! 

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Boas festas!


Deixamos aqui nossos votos de boas festas e um excelente 2013 para todos. Aproveitando a deixa de ontem, quando falamos que em 2008 íamos viajar pelo Brasil mas desistimos depois pesquisar os preços, que 2013 seja um ano onde esse panorama possa mudar.

Porque viajar no Brasil continua caro. E não é só a gente que acha, não: o presidente da Embratur concorda

Independentemente do destino, nacional ou internacional, desejamos a todos um próximo ano  com muitas viagens!

domingo, 23 de dezembro de 2012

Suíça, Áustria e Praga em 2008

Em 2008, pensamos em viajar pelo Brasil mesmo. Nossa ideia inicial foi conhecer Gramado e região no fim do ano. Começamos a pesquisar e ficamos pasmos com os preços. Achamos tão caro que acabamos indo novamente para a Europa.

Nosso roteiro: uma rápida passagem pela Suíça, Áustria com puxadinhos para Bratislava e Budapeste, terminando a viagem com chave de ouro em Praga.

Foram 17 noites, em um delicioso clima bem frio, com direito a neve e tudo mais. Nosso voo do Brasil chegava em Genebra e voltava de Praga.

Nessa viagem só andamos de trem. E foi excelente. Tirando a ida para Bratislava, não teve um segundo de atraso ou problema por causa da neve. E ver as paisagens dos alpes suíços e austríacos (no calor e conforto) da janela do trem valeu a pena.

A viagem foi especial porque tivemos a companhia de um casal de grandes amigos, Thaís e Maurício. Foi ótimo viajar com eles. Estão mais do que convidados para nos acompanhar novamente, e agora levando a fofura que é o Mauricinho.

Voamos BH-Rio-Paris-Genebra e na volta Praga-Londres-São Paulo-BH pela TAM. A passagem custou  quase 2.000 reais por pessoa, comprada com 6 meses de antecedência. Na Suíça, compramos por 97 francos nossas passagens de trem entre Geneva->Berba->Lucerna->Zurique->Fronteira com a Áustria. Na Áustria, um novo passe de 150 euros para os trechos Fronteira->Innsbruck->Salzburgo->Melk->Viena->Praga.

A Suíça é um país realmente caro. Hoteis então, cada um mais extorsivo que o outro (mas pelo menos todos tinham um farto e delicioso café da manhã). Compensamos os custos ficando pouco tempo, comendo muito em barraquinhas de ruas e feiras de natal e passeando muito a pé. O bom é que a maioria das atrações Suíças são as paisagens, as ruas das cidades, os prédios com arquitetura diferente da nossa.

A Áustria foi um ótimo destino. Adoramos Innsbruck. Salzburgo é maravilhosa. Viena não nos encantou muito. É mais uma cidade a que temos que voltar para dar um segunda chance. Lud passou mal por lá (labirintite), o que também não ajudou. Mas foi divertido: tinha a Demel (uma das melhorias confeitarias que já conhecemos) e permitiu ótimos passeios de um dia para Bratislava e para Budapeste.

Vitrine da Demel
Para Budapeste fomos de ônibus. Passamos um dia na cidade e voltamos no final do dia para Viena. Ficamos encantados e já adicionamos a cidade à lista de destinos que temos que conhecer melhor. Lá tivemos que nos virar para comprar comida na hora do almoço. As meninas que trabalhavam na padaria não falavam nada de inglês; a gente, nada de húngaro. Depois de muita mímica e risadas conseguimos não só comprar pãozinhos como pagar em euros e receber o troco em moeda local, que  a gente queria para levar para o pai da Lud, colecionador de dinheiros estrangeiros.

Bratislava é bem pequena. E não tem nada em comum com a cidade do filme Eurotrip.

Bratislava do filme Eurotrip
Pelo contrário: é bem arrumadinha. Mas foi o destino que mais passamos frio na viagem: estava congelante, e a chuva que começou a cair aumentou ainda mais a sensação de frio. Sem falar do vento cortante... Lud e Thaís rapidinho se esconderam no restaurante enquanto eu e Maurício aguentávamos o frio para tirar umas fotos.

Bratislava verdadeira
Praga é muito bonita. Dizem que é a Paris do leste europeu, mas todas cidades querem ser a Paris de alguma coisa. Sinceramente, achei Budapeste mais Paris que Praga. Não tem como negar, no entanto, que praga seja linda. E barata. O leste europeu é realmente mais em conta que o resto da Europa. E como é um destino bem turístico, em Praga não tivemos problemas de comunicação.

Apesar do frio, o que na verdade até gosto e prefiro, a época da viagem foi ótima. Toda cidade tinha feiras de natal. É um período muito bom de ir à Europa: ver neve no Natal é muito legal para a gente que não está acostumado.

Estava um pouco frio
Em Innnsbruck, resolvemos ir a uma linda igreja para ver um coral gratuito. Na verdade, a gente achava que era um coral gratuito. Nosso alemão capenga só nos fez entender a palavra "grátis". O que teve foi uma missa, com um projetor passando um powerpoint de imagens sagradas e música de cd. Achamos bem estranho. Entre uma música e outro, saímos de mansinho para não atrapalhar, recebendo umas encaradas mal-humoradas dos velhinhos austríacos.

Nossos hoteis:

Em Genebra, o Hotel Suisse, reservado pelo site da prefeitura, dando direito ao passe de transporte público e a um passeio pela cidade em um trenzinho de rodas.
Em Berna, o Continental Bern.
Em Lucerna, o Waldstaetterhof Swiss Quality Hotel.
Em Zurique, um hotel da época da I Guerra Mundial (o rádio que tinha no quarto definitivamente foi usado nas trincheiras), o Hotel Arlette.
Em Innsbruck, um hotel onde até o Mozart ficou hospedado, o Weisses Kreuz.
Em Salzburgo, alugamos um apartamento. Muito bem localizado e maravilhoso. Era tão bom e confortável que era difícil tirar a Lud de casa para passear com o tempo de quase 0 graus (ela preferia ficar na poltrona gigante de couro, atracada com uma garrafa de Bailey's).
Em Viena, ficamos na Pensão Kraml.
Para finalizar, em Praga ficamos em um hotel/apartamento, o Aparthotel City 5.

sábado, 22 de dezembro de 2012

O mundo acabou!

Ontem foi 21 de dezembro de 2012. Segundo uma turma aí, o mundo estava destinado a acabar.

E não é que acabou mesmo? Pelo menos para nós dois. Nosso mundo de trabalhar-o-dia-todo-em-empregos-burocráticos, morar-em-Brasília, ter-uma-vida-convencional acabou. Um novo mundo se abriu para nós: um lugar onde estamos livres para fazer o que quisermos e ir onde quisermos.

Nossa aventura começou ontem mesmo. Fechamos o apartamento, jogamos a chave debaixo da porta e carregamos o carro com TODAS as nossas posses materiais. A Lud trabalhou pela última vez e se despediu do serviço. Embarcamos em uma viagem de quase 11 horas de carro para Belo Horizonte.

Para quem não gosta de dirigir (eu), a viagem foi muito melhor do que a gente imaginava. Nossa maior experiência de estrada são as curvas malucas da estrada Ipatinga - BH, mas a rodovia 0-40 é infinitamente superior, sem o traçado perigoso que joga o carro para fora da estrada e os caminhões sobrecarregados que ameaçam deixar umas bobinas de aço rolarem pelo caminho e nos esmagar.

É verdade que a viagem teve momentos tensos. Pegamos uma tempestade tão forte que realmente parecia que o fim do mundo estava chegando. A sorte é que passou em poucos minutos. O maior perigo durante a viagem foi atropelar um maluco que tinha parado o carro no acostamento e estava calmamente atravessando a rodovia a pé, sob a chuva, contando os pequis que tinha acabado de comprar.

Outra parte chata foram os 55 minutos gastos para fazer os últimos 3 km na entrada de BH. Trânsito de sexta-feira, com chuva e acidente? Quem conhece sabe como é.

O importante é que chegamos são e salvos em Belo Horizonte, onde fomos recebidos com muita festa.

Agora é curtir o Natal e fazer as malas para sair pelo mundo!

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Nova Zelândia

No final de 2007, foi a vez de viajarmos pela primeira vez para o outro lado do mundo. O destino escolhido foi a Nova Zelândia.

Vários motivos nos levaram para lá. Queríamos um destino que não fosse frio. Queríamos variar bastante das viagens tradicionais. Queríamos testar um destino de natureza. E a Nova Zelândia acabou levando o prêmio.

Nossa viagem começou no dia 23 de dezembro. Saímos de BH para o Rio, do Rio para Buenos Aires e de lá para Auckland. Detalhe: o voo de Buenos Aires para Auckland sai no dia 23 no final da noite e chegou em Auckland no dia 25 ás 07:51. Foi um ano sem noite de Natal, porque passamos na linha internacional de tempo. Já a volta foi como usar uma máquina do tempo: saímos de Auckland no dia 15 de janeiro ãs 17:20 e chegamos em Buenos Aires no mesmo dia, mas às 13:20!

Foram 28 noites de passeio pelas duas ilhas. NZ é um lugar maravilhoso, com paisagens deslumbrantes que mudam radicalmente em poucos quilômetros de passeio. E como é um país pequeno e com poucos habitantes, a sensação de liberdade é incrível.

A ilha norte é menos despovoada, com as maiores cidades (1/4 da população vive em Auckland) e com excelentes atrações, como Rotorua e seus parques geotermais, Whakatane com seu passeio à uma ilha vulcânica (em atividade!) no meio do oceano Pacífico, Napier, uma cidade de arquitetura Art Deco, e a simpática capital, Wellington.  Sem contar que visitamos a casa de Bilbo em Hobitton!

Centro de Auckland, a maior e mais populosa cidade. 


A ilha sul consegue ser ainda mais bonita e despovoada que a ilha norte.
Estradas e vistas na Nova Zelândia
 Só para citar alguns passeios imperdíveis:
- Rios e lagos de um azul indescritível
- Glaciares no meio de florestas tropicais
- Picos nevados a poucos quilômetros da praia
- Trem cênico cruzando os Alpes
- Fiords
- Caverna dos vermes brilhantes (um dos melhores passeios da minha vida, apesar do nome nojentinho)
- Voo cênico de hidroavião por regiões de beleza incrível
- O centro de expedição Antártico, onde fizemos um passeio de Hagglund, o veículo antártico anfíbio para todos os terrenos, e fomos no simulador de tempestade de neve (-20 graus centígrados)!
- A cada 10 km, um local que foi usado para filmagem da Trilogia do Senhor dos Anéis (é tudo tão lindo, que nem tiveram trabalho de usar muitos filtros e tratamentos estéticos no filme)
Senhor dos Anéis foi filmado aqui.
- Vinículas e vinhos deliciosos
- A cidade de Arrowtown, perto de Queenstown, onde, na passagem de ano, estavam Shania Twain, o John Travolta e o tio Bill Gates. Todos esses espertinhos tem casa na região. Por que será?

Em Dunedin visitamos a fábrica de chocolate da Cadburry, onde nos comemos e compramos chocolate a valer. É a cidade mais escocesa da NZ, e tem uma mansão parecida com um castelo, construída por um banqueiro milionário.

E Queenstown? A capital do esporte radical e da beleza da Nova Zelândia. Olha, não é à toa que a cidade tem este nome. É tão linda que realmente é digna de uma rainha. Onde mais as pessoas param o carro nas praias dos lagos e deixam o carro aberto, as janelas abertas (para refrescar) E a chave na ignição?

Queenstown


Foi nossa primeira aventura dirigindo na mão inglesa. E foi superdivertido. As estradas são muito estreitas - de ótima qualidade mas muito estreitas. Afinal, uma ilha com 4 milhões de habitantes, do tamanho do Japão, não tem trânsito. As pontes são todas de mão única - e, às vezes, até trem passa nela.

Única pista para carro e trem, mão dupla!
E a cor dos rios? E a cor do mar? E os vinhos? E o povo mais simpático e gentil do mundo?
Um país onde o crime quase não existe, onde a igualdade social é muito alta, onde os nativos, os Maoris, possuem seus costume preservados e integrados à vida do neozelandês. E NZ ainda tem o melhor time de rugby do mundo!!!

É o país com que mais me identifiquei até hoje. Confesso que se não fosse a distância - ela é longe até da Austrália - seria um destino que eu não recusaria morar. Quem sabe quando a gente se aposentar?

É um destino caro: afinal, chegar lá não é barato, e muitas das atrações e passeios são de deixar um rombo no bolso. Lá não é como a Europa, em que passear a pé pela cidade já é uma atração. Não que as cidades não sejam bonitas -é que são pequenas e novas, como o país.

Mas também dá para viajar barato por lá: se locomover pelo famoso FunBus, desfrutar das paisagens, dos passeios por lagos e parques, conversar com os neozelandeses.

A infraestrutura turística é impecável. E o atendimento também. Para terem ideia, foi o único lugar no mundo em que a atendente da loja de locação de carros queria nos convencer a não fazer o seguro. Afinal, segundo ela, qual a chance de acontecer algo errado? Também perguntei para ela: se a gente devolvesse o carro com o tanque vazio, qual seria o valor a ser cobrado. Ela: "ué, o valor do combustível" Mas qual valor seria esse? O famoso quase dobro do valor de um posto que se cobra em qualquer lugar do mundo? Ela ficou chocada e se saiu com um: "Nossa, que rude! Não, é o preço normal do posto na esquina."

Só tivemos dois perrengues nesta viagem. O primeiro foi chegar em Auckland e vivenciar o famoso jet lag. Eu achava que era frescura - mas 14 horas de diferença de fuso é barra pesada. Só depois da terceira noite é que realmente começamos a melhorar.

A outra é um ótimo caso que explica bem o que é a Nova Zelândia. Em Queenstown, saímos do nosso hotel e passamos o dia passeando pela cidade. Quando voltamos para casa pedi a chave do quarto para Lud. A resposta: está com você - eu saí sem bolsa! Precisei mostrar fotos da câmera digital para convencer que ela tinha saído de bolsa a tiracolo, sim. Ficamos preocupados e corremos pela cidade, indo a todos os lugares  em que tínhamos passado.

Um kiwi
Qual não foi nossa surpresa ao encontrar a bolsa na mesa onde almoçamos. Sim, na mesa, direitinho no banco, no restaurante onde tínhamos almoçados fazia mais de 3 horas. Ninguém mexeu nela.

Mais sobre a Nova Zelândia? Vai no site oficial de turismo deles. Te desafio a jogar New Zealand no google images e não querer sair correndo para lá.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Brasília: do que sentiremos falta - ou não

Foram 2 anos e 3 meses e 22 dias de Brasília. Nesse período de tempo aprendemos a gostar muita da cidade. É uma senhora capital. Tem problemas? Sim. Mas para quem tem condições de morar no Plano Piloto, eu diria que é uma cidade totalmente diferente das demais do país. Está mais para uma cidade de primeiro mundo...

Prédio do apê antigo
De cara, ao nos mudarmos para Brasília, o que saltou aos olhos é o tanto de área verde que a cidade tem: áreas abertas e muitas árvores. 

Como o Plano é tombado (patrimônio mundial), não existem construções novas, só uns poucos prédios em quadras ainda não totalmente ocupadas. E há limites de altura para os prédios. Isso encarece de forma assustadora o custo de moradia. Em contrapartida, você passa a viver em uma cidade totalmente consolidada. Não vai aparecer amanhã um prédio gigante do lado da sua casa, aumentando exponencialmente o número de carros e vizinhos. 

Por mais que as pessoas daqui falem do trânsito, violência, problemas de saúde e transporte público, eu digo que o Plano Piloto está há anos-luz das demais cidades brasileiras. Não que seja uma perfeição (nenhum lugar é).

Nunca me senti ameaçado ou inseguro no Plano. Sobre o trânsito, por mais que exista, é muito inferior ao de outras grandes cidades do Brasil. Comparado com BH então, nossa cidade natal, é uma diferença incrível. 

De novo, quem mora fora do Plano deve pegar um senhor trânsito para sair e entrar na cidade. Já nós, mesmo em horário de pico em dias de temporal, nunca gastamos mais do que 35 minutos para sair da Esplanda e chegar em casa.

Normalmente não gastamos nem 15 minutos. Isso no apartamento atual; no antigo, que ainda era mais perto do trabalho, a média de tempo era de 10 minutos. Em BH, tinha época que para sair da garagem do trabalho, na Av. Barão Homem de Melo, e conseguir fazer um retorno para descer a Av. Raja Gabaglia, eu eu demorava mais do que isso. Até chegar em casa então... E isso em 2004!

Outra coisa que amo em Brasília: as árvores. Como tem árvore - e como tem árvore diferente! Isso é sinônimo de belas paisagens, pois quase todos os meses ano algum tipo está florindo.

O parque da cidade é excelente para lazer. Poucas pessoas daqui reparam, mas também adoro a falta de fios em postes nas ruas de Brasília. Não existe a poluição visual dos fios. Junte isso com prédios baixos, muitas árvores e uma cidade plana e você tem sempre uma vista bonita. 

Ir trabalhar todo dia na Esplanada também fará falta. É um local muito bonito, com a Catedral, a Praça dos Três Poderes, o Congresso, o Itamaraty e o Palácio da Justiça. A gente se acostuma e esquece de como é bacana. 

Também vou sentir falta de sair de casa de short e chinelo para fazer compras no supermercado. Ninguém olha torto para você. Tenta fazer isso em BH!

E ir de zebrinha (o ônibus especial de vizinhança) para o trabalho? Fácil, rápido, barato (2 reais), passa com frequência e ainda tem a emoção de uma montanha russa (os motoristas adoram se jogar nas curvas). De novo, morar no Plano tem essas vantagens. Os ônibus para e de outros destinos devem ser mais complicados, como muitas outras cidades brasileiras.

Das coisas que não sentirei falta, começo pelo custo de vida, que é altíssimo. Mas tem que lembrar do que vem embutido neste custo, então acho que não dá para reclamar... muito.

A cidade não é muito amiga do pedestre e das bicicletas. Tudo aqui é feito para o carro. Uma vez, tentamos voltar do Hospital Regional da Asa Norte para a Esplanada a pé - é pertinho. Conseguimos mas foi uma aventura: não tinha calçada em vários pontos.

E, sendo Brasília, uma cidade plana, tinha que ter ciclovias, né? Mas não. Se você se arriscar a ir de bicicleta trabalhar, vai ter mais emoção do que com a zebrinha. Aqui a gente vê como é forte o lobby das empresas fabricantes de carro. É o futuro do país com base no automóvel, plano do JK. 

Não sentirei a menor falta do tratamento que muitas pessoas dispensam às outras. É uma coisa muito típica do Brasil, mas em Brasília fiquei horrorizado com a indelicadeza das pessoas em filas, supermercados, restaurantes. É raro ouvir na fila da padaria um "Boa tarde, você poderia me ver 4 pães, dos mais moreninhos, por favor? Muito obrigado". Não, a regra é: "4 PÃES! NÃO ESTES. QUERO OS MORENINHOS. HUMFF..." Sem contar o "eu posso ter, você não". Tem gente aqui que reclama que tem que chegar cedo no serviço porque até o faxineiro do prédio tem carro e tá difícil de achar vaga. E que o trânsito está um horror porque "todo mundo" pode comprar carro!

Acabou!!! 
Do que menos sentirei falta? Do trabalho. Não vou nem falar muito sobre ele... Afinal, acabou! Agora, o objetivo é curtir as festas de fim de ano e o encontro com os amigos, e relaxar nos próximos quatro meses. O que vem depois, a gente deixa para pensar mais na frente. 

Aproveito para desejar aos leitores ótimas festas e um excelente ano novo. E, claro, um 2013 cheio de viagens!

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Rolê nos consultórios médicos

Até agora, nossa aventura só  fez bem à saúde: tomamos um monte de vacinas e, já que vamos ficar um bom tempo fora, fomos a vários médicos - e ao dentista - para ver se estamos 100%.

Quando a gente morava no interior de Minas, nossa casa era do lado de um centro médico. Então, eu estava sempre batendo ponto lá. Tipo prendia-a-mão-na-porta-do-carro e marcava uma consulta (não, o dedo não estava quebrado, obrigada. Só fiquei com uma mancha de sangue na unha durante meses). Já o Leo é da escola "espera que passa sozinho".

Aqui em Brasília, perdi o hábito - e o Leo nunca teve. Então foi bom fazermos um check-up geral. Suspeita confirmada: estamos em perfeito estado de saúde.

A última consulta foi no olftamologista. Como os nossos critérios para escolher um médico são: 1) estar na lista do plano de saúde e 2) ser perto de casa, acabamos em um consultório cheio de revistas em quadrinho e um baleiro sobre a mesa da secretária (as balas estavam ótimas, por sinal).

A médica era fofa - e confirmou que eu enxergo como uma águia. Ganhou a paciente.

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

O que pedir de natal?

Já estamos vivendo de forma minimalista há um tempo. Hoje, achamos que temos tudo que é necessário. Mas, depois de investigar, descobri que estava precisando de um cinto. Minha mãe, super esperta, já comprou e garantiu um presente de natal para mim. A Lud se desfez de tantos pijamas que estava ambicionando um novo. Novamente minha mãe se adiantou e resolveu o presente dela para a Lud.

Mas e o resto da família e amigos? O que responder quando alguém pergunta o que queremos?

Sinceramente, gostaríamos de ganhar de presente mais companhias de viagem. Iríamos adorar ter mais gente conosco. Mas, por enquanto, ninguém se animou. Acho que está todo mundo esperando a gente se instalar em Paris!

Além de não estarmos precisando de mais nada, não temos onde deixar, porque não vamos ter casa. Aí tivemos duas ideias:

A primeira: trocar experiências em vez de presentes. Um exemplo é sair para jantar/comemorar com o dinheiro que seria usado para presentes.

A segunda: diárias no Vietnã.

Como nossos hotéis no Vietnã são super em conta, e estão só reservados - não pagos, eles agora são nossa lista de natal. Portanto, se algum parente, amigo ou inimigo está imbuído de espírito natalino, mas sem saber o que nos dar, vai aí nossa lista:

Noite de hospedagem em Hanoi: Rising Dragon Grand Hotel. Sabem como é - capital é sempre tudo muito caro, por isso escolhemos um hotel mais modesto. Ele é o 37º mais bem avaliado de 457 hoteis pelo tripadvisor. Pelo booking, ele tem nota 8.6.

A diária, com todos os impostos e taxas de turismo inclusas, custa 18 euros. Ele fica localizado bem na parte histórica da cidade, na bagunça do Old Quarter. No preço está incluído o café da manhã, internet sem fio, tv e ar condicionado. E custa isso mesmo, 18 euros.

O que permite que se imagine que o hotel seja meio caído, né? Bem, as fotos oficiais são bacanas. E uma das coisas que ainda gosto do Tripadvisor, que são as fotos de viajantes, são muito parecidas com as fotos oficias.

Já em Hue, nosso próximo destino, o hotel escolhido (e todos os demais) oferece o mesmo do acima. E consegue ser ainda mais barato! 11,24 euros a noite. Sério, que país sensacional para o viajante esse tal de Vietnã. 2º posição em 102 no tripadvisor e nota 9.2 no booking.


Em Hoi An a coisa ficou feia. Inflacionamos os custos diários ao escolher um hotel, o Shunshine Hotel, com diárias de 20,23 euros. Mas fazer o quê? Era a opção que nos agradou mais. 3º posição em 11 no tripadvisor e avaliação 8.4 no booking.



Na última cidade, Ho Chi Minh, os preços já são mais "acessíveis": 16,50 euros por noite. É verdade que o hotel escolhido não é tão bem avaliado: apenas o 4º em 71 hotéis avaliados no tripadvisor e nota 8.4 no booking.



O que me faz imaginar: quando formos para BH, de carro, é possível que a gente durma no meio do caminho. Será que a gente acha algum hotel em Paracatu, João Pinheiro ou Três Marias por esses preços? Duvido muito...

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Portugal e Espanha 2007 OU excursão X conta própria

Lembra que no post passado falamos que íamos contar como uma viagem por conta própria para 4 pessoas ficou mais barata do que uma excursão para 2 com metade dos dias? Então vamos lá.

Depois do sucesso da nossa primeira viagem planejada pela internet para Holanda e Bélgica, repetimos a dose no ano seguinte. Foram 28 noites entre Portugal, Espanha e Paris.

24 cidades e 2370 km
A viagem surgiu de repente. Os pais da Lud queriam conhecer Portugal e Espanha, mas todas as excursões eram caras e muito corridas. Eles queriam passear com calma: nada de acordar na primeira cidade, almoçar na segunda e dormir em uma terceira. E o roteiro teria que incluir Celorico de Basto, cidadezinha na região de Braga de onde vem a família da Lud por parte de pai.

Comecei a planejar um roteiro para os sogros. O único porém era que, para fazer tudo que eles queriam, com a calma que queriam, precisariam de um carro, e eles não estavam animados a dirigir. Foi aí que brincamos com eles: paguem para nós que vamos junto. Eu dirijo e a Lud cuida da comunicação. E não é que eles aceitaram?

Não foi uma viagem 0800 (porque temos - um pouco de - vergonha na cara). Os pais da Lud bancaram os hotéis para nós. Nossas passagens, metade da locação do carro e nossos custos diários foram por nossa conta. E no final foi ótimo para todo mundo. Conhecemos dois países sensacionais, muito preparados para o turismo, com excelentes atrações e ótima relação custo/benefício. E come-se bem demais!

Os pais da Lud também saíram no lucro. Mesmo pagando nossos hotés, a viagem para eles teve o dobro da duração da excursão que iriam fazer, visitaram muito mais lugares, tiveram motorista à disposição 24 horas e ainda fizeram um puxadinho para Paris de 4 noites. E mesmo assim saiu mais barato do que teriam pago para os 2 em uma excursão.

Voamos BH-Rio-Lisboa; na volta, Paris-Lisboa-Rio-BH, tudo pela TAP. Um bom voo. Gosto bastante da TAP (Transportes Aéreos Portugueses). Ela é muito melhor do que a Iberia, a companhia espanhola (aliás, a Iberia merece um post à parte).

Em Lisboa, chegamos no dia 17 de junho pela manhã, já pegamos o carro e começamos nosso passeio. Nosso roteiro foi o seguinte:

1 noite em Évora em um hotel Ibis. 42 euros/casal
3 noites em Sevilha no Apartamentos Murilo 130 euros apartamento com dois quartos
2 noites em Granada no Puerta de Las Granadas 74 euros/casal
2 noites em Córdoba no Hotel San Miguel 41,5 euros/casal
2 noites em Toledo no Hotel Santa Isabel 49 euros/casal
3 noites em Madrid no Hostal Cruz Sol 52 euros/casal
1 noites em Segóvia no Hotel Las Sirenas 60 euros/casal
2 noites em Salamanca no Hotel Torre del Clavero 50 euros/casal
3 noites em Porto no Pão de Açúcar B&B 93 euros quarto para 4 pessoas
1 noite em Leiria no Pousada Casa do Outeiro 60 euros/casal
4 noites em Lsboa no Residencial Florescente 55 euros/casal
4 noites em Paris no Hotel Família 99 euros/casal

Alhambra, Granada
Como podem ver, viajar por Portugal e Espanha é barato. Se bobear, com a crise, os preços devem ter subido pouco ou até caído de 2007 para agora. Dos hotéis, apenas o de Madrid, Porto e Lisboa a gente pensaria em trocar. Todos os outros foram muito bons. O Hotel Família de Paris já é literalmente da família: todos já devem ter passado por lá. Pequeno, mas simpático e muitíssimo bem-localizado (e o preço, para Paris, é bem bom).

Tirando o Íbis, e logicamente o apartamento de Sevilha, todos os hotéis tinham café da manhã incluso. Falando em apartamento, foi nossa primeira experiência de viagens ficando em um. E adoramos. O espaço é maior do que um quarto de hotel, e a gente gostou de fazer comprinhas e preparar o próprio café-da-manhã e lanchinhos.

Foram 771 dólares pelo aluguel de um carro por 20 dias. Ao chegarmos em Lisboa, devolvemos o carro.

Porto
Durante os deslocamentos deu para passar e conhecer Mérida, Tarifa, Baeza, Úbeda, El Escorial, Ávila, Piódão, Coimbra, Celorico de Basto, Fátima, Óbidos, Cabo da Roca e Sintra. Acabou que o carro ajudou muito. Valeu o custo/benefício porque dividimos por 4 pessoas e  fizemos muitos desvios entre as cidades.

Depois de 4 noites em Lisboa, voamos para Paris para aproveitar o feriado da queda da Bastilha. De Paris voltamos para o Brasil.

Do roteiro atual, eu hoje faria Portugal com mais calma. Passaria mais devagar em Coimbra e adicionaria Braga e Guimarães à viagem. E não faria Portugal depois da Espanha: mudaria a ordem. É que o sul da Espanha é tão incrível que qualquer outro lugar perde um pouco a graça.

Na Espanha, eu tiraria do roteiro apenas Baeza. El Escorial não achei tanta graça mas vale o meio dia de passeio se estiver com tempo sobrando. Ávila gostei de passar, ver e caminhar na muralha. O mesmo para Úbeda. As 4 horas que passamos por lá foram suficientes para nós.

Segóvia foi uma grata surpresa: um achado, e tão perto de Madrid. Se for para lá, não deixe de fazer um puxadinho. Nem que seja um bate e volta. Foi lá que vimos nossa tourada.

Falando em touradas, eu era e ainda sou contra. Mas faz parte da cultura espanhola. Resolvi assitir para tentar entender. Foi uma experiência interessante. Pena que o meu lado (os touros!) perdeu de goleada. 6x0 para os toureiros.

Se você quiser assitir a uma tourada, pesquise antes. Não é todo dia: só em datas específicas, normalmente no dia do santo da cidade. Demos sorte de estar em Segóvia na data. Além da tourada, a cidade estava toda enfeitada e teve desfile com banda e tudo.

Olha a África logo ali
Tarifa: valeu demais os quilômetros de desvio entre Sevilha e Granada. Para quem pensa em ir para Marrocos, a opção de ir ou voltar de balsa por ali deve ser considerada. E ver a África ali, tão pertinho da Europa é muito legal para quem curte geografia. Cabo da Roca, em Portugal, também: a vista é bacana e é o ponto mais ocidental do continente.

Em relação às cidades por que apenas passamos, Mérida foi a melhor pedida - talvez por ter sido a primeira cidade espanhola que visitamos. As ruínas romanas de lá são um ótimo passeio.

Sevilha, Granada e Salamanca são show de bola. Imperdíveis. E o Alhambra em Granada? O que é aquilo? Maravilhoso.

Toledo é apaixonante. Cidade linda. Se não quiser dormir lá, faça um bate e volta de Madrid que é super perto e tem trem a toda hora, mas não deixe de ir.

Madrid eu gostei. Lud achou sem identidade, meio besta. Quero voltar lá para ver se consigo mudar a opinião dela.

De volta à Portugal, fomos de Salamanca para Piódão. Em termos de estrada,  foi o pior detour da viagem. Estreita, milhões de curvas, velocidade média nem de 40 km/h. Mas valeu demais quando chegamos. Pontos para Marília, mãe da Lud que insistiu para irmos lá. (Pontos que ela perdeu logo depois por insistir em Fátima).

Não, eu não queria deixar a sogra ali
Coimbra fomos muito rápido. É um destino a ser explorado de novo e com calma. Mas como já disse, na época não tínhamos muito tempo. E foi melhor parar e passear rapidinho do que nem ter visto.

Porto começou meio por baixo. Acho que era o cansaço de vários dias na estrada. Mas depois de um dia de sol divino, combinado com um passeio às margens do Douro depois de uma degustação de vinho do Porto... Que lugar mágico. Foi também um período em que os casais estavam meio que cansados um dos outros. O dia separado foi bom e recarregou as baterias.

Na verdade todos os destinos de Portugal valeram. Para encurtar o post, digo só uma coisa - vá!

Para terminar, Celerico foi uma decepção. Pelo menos para mim, que imaginava uma cidade fofa e pequena do interior, com anos de história e casas antigas. Dei de cara com uma cidade pequena do interior, com nada demais e nada antigo e histórico. Mas valeu para conhecer a região da família da Lud e o incrível caso do cemitério. Vamos a ele:

Chegando em Celorico, descobrimos que na verdade, a família vem de Borba da Montanha, que fica alguns quilômetros de distância. Não existe cidade, é uma área rura, com uma casinha aqui e um sitiozinho lá. O que tinha mesmo era um cemitério.

A ordem era procurar túmulos com os nomes da família. Serviam túmulos com Marinho, Pires ou Teixeira. Foi fácil: todos os túmulos tinham estes sobrenomes! Às vezes juntos.

O mais legal foi a chance de dar aos portugueses material para piada de brasileiros. O portão estava fechada, mas o muro era bem baixo. Não hesitamos: pulamos o muro. Na hora de ir embora, testamos o portão e descobrimos que ele estava só encostado. E depois a fama são de nossos irmãos além-mar... Fiquei imaginando um casal vendo a cena da casinha deles: "Querida, tem uns brasileiros pulando o muro do cemitério. Será que lá eles não sabem usar o portão ainda não?".

O gasto da viagem, contabilizado passagens aéreas, taxas de embarque, 28 noites de hospedagem, aluguel de carro, estacionamento, gasolina, pedágios, táxi e van para transfers de aeroportos totalizou 7.510 euros. Se dividirmos por 4 pessoas, dá 1.877,5 euros por pessoa. Nada mal, não? Se dividirmos pelo numero de noites, temos 67 euros por pessoa.

Na comparação com excursões, na época a excursão que os pais da Lud fariam teria menos dias, não passaria por alguns lugares que eles queriam, não teria França e ficaria em mais ou menos 4.000 euros por pessoa. A título de comparação, uma excursão hoje de 16 noites (pela Queensberry, "Espanha Mediterranea e Portugal") fica em 4.962 euros. (E sem passar em Paris, o que acrescenta 2 voos na jogada e puxa o valor médio das diárias - que ficava em torno de 50 e poucos euros - pra cima...)

sábado, 15 de dezembro de 2012

Viajando em excursão X com pacote X por conta própria, parte I

Nos blogs e fóruns de viagem, o povo vive se pegando sobre esse tema. Tem gente que acha que viajar de excursão é um crime, porque é muito corrido, o contato com os locais é mínimo, não pode fazer nada fora da programação... Já eu e o Leo achamos que qualquer viagem é melhor do viagem nenhuma. Então, se a pessoa só se sente confortável e segura em uma excursão, damos o maior apoio.

E tem outro fator na jogada: tempo e disposição. Eu tenho uma amiga que, além de um emprego normal, também dá aula em preparatório para concurso. Ela tem pouquíssimo tempo livre e, quando viaja, prefere relaxar e não ter de se preocupar com nada, só em escolher o cardápio do jantar. Como ela ganha bem, não se importa em pagar os tubos em uma excursão, o que nos leva ao terceiro ponto:

Você não precisa carregar sua mala. Mas tem de esperar todo mundo.
Excursões são caras. Elas incluem veículo, motorista e guia à sua disposição, e isso custa dinheiro. Não é todo mundo que tem grana pra bancar uma excursão para o destino de seus sonhos. Nesse caso, a gente incentiva o viajante a fazer o maior número de coisas possível por conta própria.

Uma maneira de diminuir custos e aumentar a autonomia é pegar uma excursão mais curta que comece e/ou termine em locais interessantes. Aí, você pode chegar uns dias antes do início da excursão e aproveitar a cidade tranquilamente - ou ficar para trás em um determinado ponto e só pegar o voo de volta para casa um tempo depois. Na hora de comprar o excursão, é só pedir para o agente de viagem fazer esses ajustes.

Outra possibilidade é fazer os passeios oferecidos à parte por conta própria. Geralmente, a recepção dos hotéis tem todas as informações e dicas sobre as atrações turísticas do local. Vale a pena perguntar!

Em suma:

Prós:
1) conforto
2) riqueza de informações (sempre tem um guia a seu lado)
3) apoio logístico (e psicológico)
4) relaxamento (tem alguém tomando todas as providências para você)

Contras:
1) preço (alto)
2) horários e programas fixos
3) correria (café da manhã em uma cidade, almoço em outra e jantar em uma terceira)
4) dependência do grupo (o ônibus só parte quando está completo, e sempre tem aquela pessoinha atrasada).

Amanhã, a gente conta como uma viagem por conta própria para 4 pessoas ficou mais barata que uma  excursão para 2 com metade da duração!

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Fortes emoções OU mais um episódio da licença

Tirar licença do trabalho não é um processo simples. Primeiro tem toda a parte de conversar com o chefe e com o chefe do chefe. Depois a parte de convencê-los de que três anos é um prazo totalmente razoável. Aí a gente acha que está tudo resolvido, mas é lado engano: nesse momento começa a parte burocrática. Os chefes não podem te liberar assim, de boca. Tem de ter toda uma papelada, que passa por vários departamentos e depende de diversos oks.

Eu sabia disso. E por saber disso, entrei em ação no começo de 2012, conversando com meu próprio chefe. Tentei adiantar tudo o mais possível, para ter uma permissão definitiva e oficial, no pior dos casos, no começo de dezembro. Porque a licença começa no início de janeiro, né? (Dia 2, para ser mais exata.)

E adiantou? Que nada. Semana que vem a gente vai embora de Brasília, e tudo indica que vamos pegar a estrada sem ter uma resposta definitiva e oficial. A papelada está com uma pessoinha que viajou esta semana, e nem deu o seu ok, nem passou para outra pessoa dar. Bacana, né? Ela volta na segunda-feira, e aí espero que as coisas desagarrem, mas depois dela meu pedido ainda passa por pelo menos duas pessoas.

Estamos quase comprando um desses
Então é isso: deixamos a cidade no dia 21, e vou passar a semana do natal ligando para o serviço para ver como a situação está. E dia 31 a gente embarca pra Portugal.

Por via das dúvidas, marquei férias a partir do dia 2 de janeiro - se a licença sair até dia 28 de dezembro, o pessoal aqui suspende as férias no sistema; se a licença só sair ano que vem, não perco dias de trabalho.

E se acontecer um imprevisto e a licença não sair? Aí a gente se ferra legal, bonito mesmo. Mas eu não estou nem trabalhando com essa possibilidade.

Quando dei a notícia para o Leo, ele quase teve um enfarto, tadinho.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Holanda e Bélgica 2006

Foi nossa primeira viagem feita por conta própria! Pesquisamos e reservamos tudo pela internet. Precisamos  uma agente de viagens para emitir a passagem aérea, mas quem achou a passagem fomos nós.
Haia e a casa de Maurício de Nassau
Saímos de Belo Horizonte no dia 10 de abril. Fizemos uma longa escala no Rio e embarcamos num voo noturno direto para Amsterdã pela KLM. Na volta fizemos o mesmo caminho, saindo de Amsterdã no dia 27 de abril, mas em um voo diurno.

Como chegamos no dia 11 e voltamos no início da manhã do dia 27, tivemos 16 noites de viagem. Foi a última vez que pegamos um voo vazio. Saudades!

A KLM? Adoramos. Acho que foi a melhor companhia aérea que experimentamos. Em 2006 eles já possuíam sistema de entretenimento individual, e o atendimento foi nota 10. Sabem aquelas recomendações de tomar muita água durante voos para não desidratar por causa do ar condicionado do avião? Sempre me perguntei: como? Geralmente os comissários de bordo desaparecem após servirem o jantar. Na KLM não: eles passavam o tempo todo perguntando se precisávamos de algo, se queríamos água, Bailey's ou um sorvete de Bariloche. E sim, viajamos de econômica!

O voo diurno da volta foi ainda melhor. Para quem tem problema de dormir durante os voos (o/), viajar de dia é ótimo. Mas, se você consegue dormir bem, a vantagem de voar de noite é que você não "perde" o primeiro dia das férias.

Nosso roteiro foi dividido da seguinte maneira:


3 noites em Amsterdam no NH City Centre Hotel (131 euros/noite)
3 noites em Haia no Golden Tulip Hotel Corona (80 euros/noite)
2 noites em Antuérpia no Hilton Antwerp (126 euros/noite)
2 noites em Brugge Hotel Karel de Stoute (99 euros/noite)
3 noites em Bruxelas NH Grand Place Arenberg  (94 euros/noite)
2 noites em Arnhem Mercure Arnhem ( 55,7 euros/noite)
1 noite em Amsterdam Ibis Hotel Airport (104,60 euros/noite)

Os hotéis foram ótimos, mas não ficaríamos em nenhum deles novamente. O motivo? O preço! Em nossa defesa, em 2006 era mais difícil encontrar críticas e opções de hotéis na internet.  Hoje preferimos - e conseguimos - pagar menos. É verdade que Holanda e Bélgica não é um destino dos mais baratos, mas certamente há opções com melhor custo/benefício.
Hotel em Antuérpia, bem na praça principal

De qualquer maneira, se alguém optar por algum desses hotéis, ficará muito bem instalado - e bem-localizado.Em Antuérpia e em Bruxelas, difícil ficar em um ponto mais central.

A viagem foi fantástica. Mas hoje, com mais experiência, faríamos algumas alterações.

Primeira: voltar de Bruxelas em vez de fazer um roteiro circular. (tivemos que dormir uma noite em Amsterdã no final só para pegar o avião no final da viagem). Outra solução seria pousar na Holanda, pegar o carro e sair viajando - e deixar Amsterdã, o ponto final da viagem, para conhecer nos dias finais.

Também trocaríamos o carro pelo trem. O que gastamos de estacionamento foi um absurdo (114 euros!). Com mais 437 euros do aluguel e 105 euros de combustível, daria para pagar muita passagem de trem.
Sem contar que as viagens de trem são muito mais relaxantes e divertidas, principalmente para mim que sou o motorista oficial. O carro, dentro das cidades, não serve para nada. Só para ficar parado na garagem e descarregar a bateria (volto a esse assunto já, já).

Os campos de tulipa ainda não estavam floridos. Isso são narcisos!
O carro teve lá suas vantagens: algumas paradas no caminho. Alugamos o carro no dia que saímos de Amsterdã e, antes de irmos para Haia, passamos em Leiden para visitar o parque do Keukenhoff. Mas dá para ir de transporte público fácil, fácil: o Keukenhoff é perto da capital e uma das maiores atrações da Holanda.

O parque fica aberto cerca de dois meses por ano, sempre entre o fim de março e início de maio. Mas não dá para saber com certeza o dia em que as tulipas estarão abertas - e, de fato, nos canteiros e plantações a gente via narcisos, mas nada de tulipas. De qualquer jeito, a visita valeu a pena. O parque é lindo e, em suas estufas, encontramos dezenas de tipos diferentes de tulipas coloridíssimas.

Conselho de amigo: se você está pensando em visitar a Holanda, tente agendar para essa época do ano. Além de ser média temporada, com preços melhores, é tempo de tulipas!

Nós não deixamos de ver os campos em toda a sua glória: no penúltimo dia de viagem, quando voltamos para Amsterdã de Arnhem, passamos novamente pelas estradas vicinais da região de Lisse - e aí sim, vimos milhares de tulipas em flor.

Também fizemos dois desvio de Haia para Antuérpia: passamos uma manhã em Delft e a tarde no Kinderjdijk, região que possui vários moinhos históricos ainda em funcionamento. De Haia, é bem fácil chegar a Delft de transporte público. Já os moinhos confesso que não sei, mas aposto que rola.

Entre Brugge e Bruxelas, uma passada por Gent para conhecer e almoçar.

O carro foi uma boa pedida em Arnhem. Ele foi muito útil para visitar o parque Hoge Veluwe, onde fica o Kröller-Moeller Museum e um jardim de obras de arte a céu aberto. Útil, mas não indispensável: aposto meu dinheiro na existência de transporte público eficiente. Adoramos o parque: várias vegetações diferentes, bicicletas gratuitas para explorar a área, esculturas com as quais a gente podia interagir e, no museu, a maior coleção de Van Goghs do mundo. 

Balanço - A divisão do roteiro foi ótima. Deu tempo para fazer praticamente tudo que queríamos com calma e sem correria. Dá para fazer o mesmo roteiro com menos tempo se a pessoa não se importar de correr um pouco.

Se eu tivesse que cortar dias por questão de tempo, diminuiria uma noite em Haia (apesar de termos amado a cidade). Se precisar cortar mais, tire uma noite de Arnhem, outra da Antuérpia e por último, se precisar, uma de Brugge. Mas tente dormir pelo menos uma noite: a cidade fica ainda mais linda com sua iluminação noturna, e bem vazia, ao contrário do dia.

Se tiver tempo de sobra, pode aumentar sem limites o número de noites em Amsterdã. A cidade é ótima e tem mil coisas para fazer.

Haia é apaixonante, pelo menos para nós. Achamos a arquitetura e o clima ótimos. Tá certo que ficamos nela no feriado de Páscoa, ou seja, a cidade estava tranquila e com dias de sol maravilhosos.

Antuérpia é meio o patinho feio da Bélgica: tem gente que passa correndo, ou nem passa. Mas nós gostamos, até porque não esperávamos muita coisa dela. Mas é outra que tem prédios maravilhosos, uma bonita catedral, uma linda praça principal, excelentes museus, ótima comida, cervejas e chocolates.

Delft é muito fofa. Vale a pena ao menos conhecer.

Keukenhof e Kinderdijk são destinos obrigatórios na Holanda. Não deixe de ir: é a Holanda clássica, com tulipas e moinhos.
Brugge à noite. Cidade só para nós
Brugge é famosa e não é para menos. Moraria lá sem pensar duas vezes (esse é o maior elogio que uma cidade pode ganhar).

Muita gente também não gosta de Bruxelas. Acha que é basicamente a Grand Place. Nós gostamos tanto que até estávamos pensando em passar nosso mês de estudo de francês por lá.

Arnhem é uma cidade comum. O que nos levou lá foi o Hoge Veluwe e seu Kröller-Moeller Museum. Se quiser ver quadros de Van Gogh, vá. De quebra ainda visitamos o Openluchtmuseum, um simpático museu a céu aberto, e "A Ponte Longe Demais", do filme de mesmo nome sobre a II Guerra Mundial (que a Lud chama de "O Filme Longo Demais", mas é implicância dela).

A temperatura durante nossa viagem variou de 9 a 24 graus. Metade dos dias foram nublados. Chuva mesmo só pegamos em Amsterdã, mas dizem que lá chove sempre mesmo.

Outra vantagem de viagens nessa época é o fato da Páscoa estar se aproximando Todos os hotéis davam ovinhos de chocolate... belga!

Adoramos a comida belga. Nosso estilo: chocolates, batata frita e deliciosas cervejas. Principalmente as frutadas, já que somos fãs de coisas doces. Mas quem prefere as cervejas amargas não precisa se preocupar: a Bélgica é o país com o maior número de diferentes tipos de cerveja do mundo. Tem para todos os gostos.

Tantos os belgas quantos os holandeses que conhecemos/interagimos foram simpáticos. Não temos o que reclamar.

E, para não falar que só tivemos bons momentos, a única coisa errada foi ter esquecido os faróis do carro acesos no estacionamento do hotel em Bruxelas. Na hora de ir embora o carro não ligava. O hotel entrou em contato com a nossa locadora, que mandou um mecânico.

O legal era que ele não falava inglês, só um pouco de francês... e alemão fluente. Nosso alemão? Nichts. Mas depois de muita mímica e um "wagen  kaput", deu tudo certo. O mecânico ligou o carro e mandou (na base da mímica) que a gente o levasse de volta para a locadora, para trocar o automóvel por outro... sem deixar morrer pelo caminho, claro.

O interessante é que geralmente as coisas erradas e imprevistos é que viram os casos mais engraçados e marcantes. Fica a dica: algo deu errado? Não estresse. Toda viagem tem seu perrengue, ou o destino, programa ou atração que não sai como esperado. O importante é lembrar que estar de férias, passeando e experimentando novas culturas, é um privilégio de poucos. E ficar tranquilo sempre ajudar a resolver mais rápido a situação.

Já contei da vez que perdemos o carro no Grand Canyon? Ou a bolsa da Lud em Queenstown, na Nova Zelândia?