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domingo, 27 de janeiro de 2013

City tour em Kualau Lumpur

Pagamos 70 myr por pessoa (18 euros) para fazer um city de 6 horas pela cidade numa van com ar-condicionado. Foi o dinheiro mais bem gasto até agora: KL é muito quente e muito úmida. De manhã cedo é ótimo, porque dá pra andar de roupa fresquinha (adeus, camadas!). Mas, quando vai chegando perto do meio-dia, o calor é de matar.  

Nosso guia/motorista se chamava Sayd, era baixinho, barrigudinho e bigodudo e falava um inglês macarrônico. Eu entendi metade do que ele dizia; o Leo, que tem um ouvido ótimo, um pouco mais. Eu tinha esperança de me acostumar com o sotaque dele e ir acompanhando melhor no decorrer do dia. Aconteceu o contrário: lá pelas 2 da tarde, eu só ouvia a professora do Charlie Brown (mwuah mwah mwah mwah). Meu consolo é que os outros passageiros (uma americana, um inglês e um canandense) também não estavam
coisas.

(Observação esclarecedora: a sociedade malásia é composta de malaios, chineses e indianos.)

A primeira parada foi em um templo budista chinês, de 200 anos, o Thean Hou. Ele é lindo e colorido. Muita gente se casa lá (de fato, vimos umas três noivas).


Depois, fomos à Little India, uma rua que nos pareceu muito típica e cheia de lojas de saris. 


Dali partimos para a Mesquita Nacional. "Um excelente exemplo de mesquita tropical": muitos espaços abertos e luz. Ela abriga 15 mil pessoas em prece - quer dizer, é imensa. Para entrar, tiramos os sapatos e nos deram robes compridos que cobriam o corpo todo. Eu, mulher, tive que usar o capuz também, enquanto o Leo andava alegremente de cabeça descoberta e canelas de fora.

Parada seguinte: a praça Merdeka, que significa liberdade e comemora a independência da Malásia. Fomos ao museu da cidade, gratuito e simpático, que conta em fotos a história de KL e tem várias maquetes interessantes. 

Aí fomos ao palácio nacional, onde mora o rei. Pelo que eu entendi (mas não garanto), o rei divide o papel de chefe de Estado com um conselho, de modo que ele só reina 5 anos a cada 45. O rei atual, sortudão, viveu muito e está no segundo período de comando, mas ninguém garante que o filho dele, que já tem 50, vai ter saúde para subir ao trono daqui a mais 45 anos. Não dá para entrar no palácio, só ver os portões, que são bonitos e imponentes. Tem dois guardas montados a cavalo na porta. Segundo o nosso guia, pelo que entendemos, o cavalo branco era bravo e mordeu um turista na ombro semana passada.

A próxima atração foi o monumento aos soldados que participaram de conflitos internacionais, como a I e a II Guerra Mundial. É uma praça grande com uma estátua gigante de soldados. A estátua é altamente ocidental (e os soldados representados nela também), o que foi explicado pelo fato de o artista ser americano e ter feito obra semelhante em Washington. O que não foi explicado é porque acharam uma boa ideia encomendar o monumento para ele.

Terminamos o tour nas Batu Caves (Cavernas de Batu). É uma caverna gigante, de milhões de anos de idade, que abriga um templo hindu. Para chegar na boca dela, são 272 degraus, sob o sol escaldante, mas a gente se diverte dando paradinhas e apreciando a vista, que conta com a maior estátua gigante dourada de Murugan, filho de Shiva.


Na volta para a cidade paramos em três lojinhas. Claro que um passeio não poderia terminar sem lojinhas, né?

A primeira era uma loja de produtos de estanho. Você entra, colocam um adesivo com um número em você (é o mesmo para todo o grupo) e começa a propaganda. Primeiro nos deram um copinho de estanho. E falaram maravilhas dele. Que deixa sua bebida fria por 1 hora, que deixa café quente por 1 hora. Que se colocar no feezer (adoramos a falta de erre do vendedor), basta colocar a bebida quente que ele esfria e dura, adivinhe? 1 hora!

Depois mostrou um vídeo de como é feito, como é lindo, como o estanho é tudo de bom, como cura todos os males da vida. Aí abrem uma porta e jogam a gente dentro da loja propriamente dita. E demos de cara com um exército de vendedoras. Todas correndo atrás da gente e tentando vender coisas. 

Para piorar, a saída da loja é altamente escondida. Com um pouco de sorte nós dois, o canadense, o inglês e a filipina conseguimos escapar. Já as duas americanas... Depois de uns 5 minutos uma delas saiu. E disse que a outra foi pega pela gangue e estava comprando um copo. Tadinha, todos da excursão gozaram dela. O Leo também não perdoou: perguntou se ela teve que prometer o primeiro filho homem ainda não nascido para a loja para deixarem ela sair. 

Depois, mais duas paradas, em lojas que vendem chocolate e café da malásia. Incrível foi ver o exército de chineses que chegavam na loja e compravam tudo. Até perguntamos para o guia se na China não vendia chocolate. Uma das americana disse que era para levar de presente para familiares. Fica aí a dica para quem mora em lugar turístico no Brasil: monte uma lojinha de presentinhos e dê um jeito de atrair chineses! 

No fim das contas nosso guia motorista entregou o ouro: ele gosta de levar o pessoal porque ele come chocolate de graça e ainda ganha para levar para a família dele em casa. Mas não vou reclamar: às 5 da tarde ele nos devolveu ao hotel, agradeceu termos ido com ele e pronto. Não cobrou gorjeta, não pediu nada e ainda explicou como pegar os ônibus gratuitos na cidade. . 

5 comentários:

  1. este talvez fosse um dos lugares que eu mais apreciaria ,sou facinada por esta cultura
    Leo e Lud voces ficaram um docinho de batas roxa,e o templo provavelmente maravilhoso , apesar do calor ,imenso,as coisas sujas ,os bichos estranhos ainda tenho vontade de conhecer este lado do mundo.

    Parabens pela viajem que estao nos proporcionando mesmo que virtual ,acompanho diariamente suas AVENTURAS

    Continuem nos contando tudo

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    Respostas
    1. Então pode vir para cá. Não vimos nada em Kuala Lumpur. Nem um rato, nenhuma barata, nenhum bicho estranho. E a cidade é bem bacana e semi organizada. Só falo semi porque agora estamos em Kuala Lumpur. A chinatown daqui é incrível de fofa e limpa. Mais do que bairro normal de cidades do Brasil.

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  2. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk me descobriu??????????????????

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  3. Vão acostumando com o inglês "pidgin" que é uma constante pela Ásia, difícil mesmo de entender (e normalmente sem os erres). Eu não conseguia ouvir sem ficar consertando mentalmente, acrescentando os erres, e acabava perdendo o fio da meada. Mas com o tempo vcs pegam o jeito - you have to respect them! era o mantra de um guia que pegamos (soando algo como "iu leve tu lespec tem").

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    Respostas
    1. Tirando este guia, o resto está melhor que a gente imaginava. Bem tranquilo. Nenhum perrengue com a comunicação.

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