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quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Europa 2011: parte 1

Em 2011 fizemos nossa última viagem para a Europa. O destino foi, finalmente, a Itália. E teve passagem por mais 2 países: Espanha e Vaticano. 


Foi uma viagem um pouco diferente das nossas idas anteriores para a Europa. Como já estávamos com  a ideia de vir para cá ficar uns tempos, viajamos mais com o espírito de futuros moradores. Ou seja, demos preferência a comer em "casa", comprando coisas em supermercado, a caminhar muito e a procurar atrações gratuitas. (Diga-se de passagem que a Itália cobra até para entrar em igrejas. Ô lugar expert em separar o turista do seu dinheiro.)
A viagem começou no final de outubro e foi até o meio de novembro. Saímos de Brasília diretamente para Lisboa em voo da TAP. Fizemos uma rápida escala e já embarcamos em direção à Milão.

Em Milão ficamos apenas uma noite. A cidade foi  nossa porta de entrada para a viagem. De 14:00 de sábado até às 17:00 de domingo, quando fomos embora, deu para fazer bastante coisa. Passeamos muito na cidade e adoramos. Milão é uma cidade muito bonita, com muita gente elegante. Gostamos muito da catedral, da galeria Vittorio Emannuele II, de começar nossa saga de gelatos diários, de passear pelas ruas chiques do quadrilátero da moda e pela região onde o Silvio Berlusconi mora, do parque Sempione e do Cimitero Monumentale di Milano. Isso mesmo, de um cemitério. Fica aqui a dica. Foi a Milão? Tente incluir este cemitério no seu roteiro. É um museu de arte ao céu aberto e gratuito. Cada lápide e mausoléu mais interessante que o outro.

O cemitério é um museu a céu aberto e gratuito
Milão é uma cidade a que teremos que voltar. Além de termos ficado pouco tempo, como fizemos muita coisa no pouco tempo que ficamos, acabamos apagando na noite de sábado para domingo e não conseguimos acordar a tempo de ir visitar A Última Ceia do Leonardo da Vinci. E olha que tínhamos  comprado e reservado com antecedência a visita. É muito difícil chegar na hora e conseguir entrar.

Milão é uma cidade bem cara em termos de estadia. Ficamos hospedados no centrinho, a 50 metros da catedral, no Hotel Nuovo Milano. Custou 90 euros para um quarto bem simples, com banheiro mais simples ainda, daqueles que a água inunda tudo quando a gente toma banho. E sem café da manhã. Mas a localização valeu tudo, e a cama era boa - tanto que conseguimos dormir até depois da hora.

De Milão, fomos de trem para Gênova. Fizemos todos os passeios pela Itália de trem. Exceções: a ida para Barcelona de Roma no final da viagem e um passeio de bate-e-volta para San Gimignano. Adoramos andar de trem na Itália. Todos os trens que pegamos estavam em ótimas condições, saíram no horário, não estavam lotados e tinham tomada para recarregar equipamentos. E tirando o trecho Veneza-Roma que fizemos em trem de alta velocidade, todos os outros passeios foram de trens lentos e mais antigos - e, consequentemente, mais baratos. 

Em Gênova ficamos 2 noites hospedados no hotel Hotel Continental Genoa. E que hotel. Excelente, altíssimo nível, ótimo café da manhã e a poucos metros da estação de trem. Tá certo que a maioria das atrações da cidade eram no centro histórico, um pouco afastado, mas mesmo assim recomendamos. Melhor passear a pé sem malas do que andar de malas da estação até o centro histórico. A diária aqui custou 89 euros para o casal.

Gênova foi um destino que encaixamos na viagem para servir de ponto de partida para a região de CinqueTerre. Nossa ideia era passar segunda passeando em Gênova e ir bem cedo na terça para a cidade de Riomaggiore. Acabou que o planejamento deu certo. Passamos a noite de domingo em Genova, tivemos  a segunda inteira para passear e conhecer a cidade e terça pegamos o primeiro trem do dia para Riomaggiore.

Gênova nos surpreende. É bem bonitinha. Vale um desvio para conhecer. Dizem que tem bons museus. Lógico que segunda, quando estávamos lá, estavam fechados. Eu adorei o labirinto que é a cidade velha.

O que não ajudou foi o tempo. Depois de um sábado e domingo de sol maravilhoso, segunda já começou fechada, com direito a uma chuvinha no final do dia e uma terça com bastante chuva. E não foi uma chuvinha não. Foi um temporal.

Chegamos a Riomaggiore depois de 2 horas de trem, sempre com chuva. Quando chegamos na cidade, a chuva tinha virado uma leve garoa. Corremos,  ok, andamos morro acima até nossa pousada, deixamos nossas coisas e saímos correndo (morro abaixo) de volta à estação de trem. A ideia era ir para a cidade de Vernazza, e ir voltando e conhecendo as outras "terre". Só que, ao chegarmos na estação e comprar a passagem, a chuva apertou, e apertou, e nada de passar trem. Depois de uma hora esperando e nada, resolvemos voltar para nosso quarto. Aqui o preço é salgado: 100 euros a noite.

Lá, a luz acabou e ficamos meio que ilhados. Só descansando, esperando o dilúvio passar, a luz voltar e alguma loja abrir. Estava tudo fechado na cidade. Só no final do dia, lá pelas 18:30, é que uma padaria abriu e conseguimos comprar uns sanduíches. Lá pelas 20:30 a luz voltou. Com isso podemos ver tevê - e o que vimos foi assustador. Se tivéssemos conseguido ir para Vernaza, talvez não voltássemos nunca. A inundação praticamente destruiu a cidade e ilhou as cinco cidadezinhas da região, incluindo a nossa.

No dia seguinte, custamos a conseguir ir embora. Ficamos 2 horas esperando passar um trem. Tiveram que limpar os trilhos entre Riomaggiore e La Spezia. Sério, a coisa foi feia. Cliquem aqui para ver. 10 pessoas morreram.

Depois de muita espera, conseguimos ir para La Spezia e depois para Pisa. E que mudança de clima. Chegamos em Pisa com um dia lindo, com um sol de rachar. E talvez, por isso, tenhamos gostado tanto de Pisa. A maioria das pessoas apenas passa rapidamente pela cidade para ver a famosa torre inclinada. Mas a gente ficou um dia quase inteiro, dormimos e ainda metade do dia seguinte. E valeu muito a pena.

Caminhamos muito pela cidade, exploramos várias ruas estreitas de pedestre e ainda visitamos a torre de dia e de noite. Recomendamos. Ah, e não deixe de subir na torre. É caro, 15 euros, mas valeu cada centavo. Além da vista bonita, é muito estranho subir escadas em caracol de uma torre inclinada. Tem hora que parece que está andando no plano e não subindo uma escada. E tem hora que a subida aperta.

Em Pisa ficamos uma noite no hotel La Pace. 60 euros pela noite com café da manhã e internet. Recomendamos. Excelente atendimento, grudado na estação de trem e com quartos grandes. O nosso tinha uma vista linda dos campos em volta da cidade. E que café da manhã bom!

De Pisa fomos para Florença. Se possível,  faça nesta ordem: Pisa primeiro, Florença depois. É que se fizer na ordem contrária, Pisa vai perder um pouco da graça. Ela parece muito com Florença, só que esta é muito maior, com mais atrações e ainda mais bonita. Florença é uma das cidades que não dá para ir na Itália sem conhecer. E bom que a geografia ajuda. Toda viagem a Itália pode incluir no mínimo a trinca Roma-Florença-Veneza. É caminho da linha de trem.

Em Florença eu arranquei o coro da Lud: como andamos! E andamos, e passeamos, e subimos no domo, e andamos mais, e andamos até a praça Michelangelo morro acima, e voltamos andando, e passeamos mais. Adoramos a cidade. Mais uma que entra na lista de destino que moraríamos. Na verdade, difícil achar uma região da Itália que não seduz e que não dê vontade de morar.

Estávamos na Itália no auge da crise econômica européia. Não é nada parecido com as nossas. Multidões de turistas, principalmente italianos e espanhóis pelas ruas, cidades bem cheias, muito gente fazendo compras. Pode ser que a parte de imóveis tenha sido muito afetada, e consequentemente, tudo que tem a ver. Achamos várias imobiliárias e anúncios de apartamentos para comprar ou alugar com preços muito interessantes. E como comer em supermercado estava ficando barato, não preciso nem dizer que só nos animou ainda mais para realizar os planos de agora. E não é que Portugal está se mostrando ainda mais em conta? Depois contaremos dos preços dos supermercados daqui.

Não vamos perder muito tempo falando de Florença, porque não falta na internet conselhos sobre o que fazer por lá. Só quero deixar aqui duas dicas.

A primeira a internet já fala muito. Vá para a praça Michelangelo para ver o por-do-sol sobre a cidade. Vale a caminhada. Ou vá de taxi, ônibus. Só não deixe de ir. É a melhor vista da cidade. Vai ser essa daqui:

Vista da Piazza Michelangelo

A segunda é sobre como ir para San Gimignano. Achamos a opção de ônibus melhor e mais barata que trem. Sai de hora em hora e te deixa na porta da cidade murada. O único problema é achar onde pegar o ônibus. Rodamos, rodamos, rodamos. Custamos a achar o ponto de saída. Fica do lado da estação de trem. O problema é achar como entrar lá. Vai aqui o mapa para ajudar:
Difícil achar a entrada.
Ficamos hospedados no Hotel Fiorita. Pagamos 95 por noite. Quartos antigos e bonitos. Atendimento maravilhoso. Único problema eram as camas bem duras e os pernilongos. Os pernilongos foram resolvidos pedindo na recepção por repelente elétrico. Ah, ótimo café da manhã. 

Aqui foi também o primeiro dia que tiramos um tempinho, cerca de 2 horas, para lavar roupa. Fomos com bagagens reduzidas e recomendamos. Lavamos roupa 2 vezes na viagem, e foi barato e fácil. 7 euros para lavar quase todas nossas roupas e secar. Enquanto as roupas lavavam, a gente passeou pela região da lavanderia. Quando terminou, colocamos para secar e fizemos novo passeio.

Um dos dias em Florença tiramos para passear na bonita e conservada cidade de San Gimignano. Recomendamos também. Ficamos entre ela e Siena e optamos por ela. E acho que valeu bem mais a pena. Bem diferente das cidades grandes, e foi legal passear de ônibus pelos campos da região da Toscana.

Depois postamos a segunda parte da viagem à Itália.

3 comentários:

  1. Lud, Leo, sou uma anônima que vem "acompanhando" suas viagens e seus blogs há um tempo e tenho adorado.
    Sempre tive muita vontade de conhecer o mundo e zero coragem, seja pelo analfabetismo em outros idiomas, seja pelo medo mesmo de não dar certo, entretanto, depois de relatos tão detalhados e animadores, agora estou tentando seriamente convencer o marido que "YES nous pouvons" conhecer o mundo.
    Espero que continuem animados em contar as viagens e dar as dicas como já o fazem magistralmente. Até certos preconceitos que eu tinha sobre o sudeste asiatico ameaça sumir!!! Aguardo ansiosamente a chegada de vocês lá pra ter certeza, rsrsrs.
    Aproveitem muito as viagens e sejam mais felizes ainda!
    Abraços, Simone

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    Respostas
    1. Simone, espero que consiga convencer seu marido sim. Viajar é muito bom. Em 2001 vim para Paris com a Lud depois dela me perturbar muito. Achava que não teria a menor graça. Acabei viciando!
      Sobre o sudeste asiático, vamos ver como vai ser. A gente também tinha muitos preconceitos e um pé atrás. Esperamos mudar totalmente de opinião.

      Abraços e continue nos acompanhando,

      Leo

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