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domingo, 6 de janeiro de 2013

Europa 2011: parte 2

De Florença fomos de trem para Bolonha. Incluimos Bolonha no roteiro porque era caminho entre Florença e Veneza, ser uma cidade universitária (o que sempre anima a Lud) e por  pesquisas prévias se mostrar como um destino potencial para morarmos durante o sabático que estávamos planejando.

Nossa vista em Veneza.
E gostamos da cidade. Bem nosso estilo. Muitas feiras de livros, comida maravilhosa e bom custo de vida. Pena que aqui pegamos novamente dias nublados e com uma leve garoa. Mas a cidade foi aprovadíssima.

Ficamos hospedados no hotel Millenn Hotel Bologna. O ponto alto do hotel foi ter o melhor chuveiro de toda a viagem. E um preço bem dentro do nosso orçamento: 69 euros a noite. Do nosso trio ar/aquecedor, internet e café da manhã, esse não tinha internet gratuita wireless. Mas tinha um computador na recepção que pode ser usado sem custo. 

Próximo destino, Veneza! Lud já conhecia. Seria minha primeira vez. As expectativas eram altas. E a cidade não me decepcionou. Adorei Veneza. Adorei dormir em Veneza. Adorei as ruelas, adorei não ter me perdido por lá. Tivemos dois dias com tempo muito bom e o outro que começou bem mas terminou chuvoso.

Foi a prova definitiva que sou um GPS humano. A gente conseguia ir do hotel, que ficava perto da estação de trem, até a praça San Marco e voltar, sem problema. E por caminho diferentes! Tinha hora que a gente fugia das ruas principais que estavam muito cheias. E recomendo. As ruas e locais menos turísticos são sensacionais. Que cidade fantástica.

O que também fizemos foi comprar um passe de vaporetto. É caro mas andamos muito. Toda hora que cansávamos, a gente embarcava em um para passear e ir até o próximo destino. Usamos de dia, de noite, fomos em Murano, Burano... Essa último então, é uma Veneza em Miniatura e sem os turistas (ou pelo menos sem muitos turistas). Deu vontade de nem ir embora de lá. 

Ficamos 2 noites hospedados no Hotel Arlechino, em um quarto ótimo, muito bonito e com uma varanda quase em cima dos canais de Veneza. Tomar vinho todas as noites comendo queijos diferentes em nossa varanda, vendo a cidade esvaziar e ficar só para nós foi sensacional. 

Podendo, já que o custo é bem mais alto do que se hospedar fora da ilha principal, eu recomendo. Veneza sem os turistas fica ainda mais agradável. O hotel estaria fora do nosso limite (que era 100 euros - hoje em dia é menos), mas como compramos com muita antecedência, conseguimos um desconto por ficar duas noites, e não era fim de semana, pagamos 90 euros por noite. Mais uma dica: tem cidades que é a hospedagem é mais barata no fim de semana e outras durante a semana. Veneza é uma que fim de semana é mais caro. Já Haia, na Holanda, paga-se mais de segunda a sexta. 

De Veneza pegamos o trem de alta velocidade para Roma. Saímos por volta das 08:30 e chegamos um pouco antes de meia-noite. Para ser sincero, gostamos mais dos trens lentos. O trem rápido balançou bastante e era mais apertado. A vantagem foi sair de Veneza e estar em Roma em apenas 3 horas. 

Em Roma ficamos em um hotel na região da estação Trevini, o Yes Hotel. Ficamos 7 noites em Roma. Isso mesmo, 7 noites. Deu para aproveitar muito a cidade. Tá certo que uma noite a gente só chegou e dormiu, e tiramos um dia para fazer um passeio de bate e volta em Orvieto. A diária custou 70 euros.

Roma tem muita coisa para fazer. E é realmente uma cidade eterna. Bagunçada, mas muito dinâmica e viva. A única coisa que não gostamos muito da Itália é que lá, como eles tem pencas de turista o tempo todo, o país pode se dar ao luxo de não cuidar muito das coisas. Sério, não dava para dar uma arrumadinha no Fórum Romano não? Pelo menos colocar umas placas com informações? Capinar o mato? Interessante que quando estávamos em Roma, vimos uma propaganda na TV da reprodução do Fórum Romano em Berlim. 

Foram dias de muito sol e muito calor, em pleno novembro. Também foi a cidade onde que lavamos roupa novamente. Mais uma vez, adoramos a experiência. 7 Euros para lavar e secar toda nossa roupa. E aqui ainda tinha uma pessoa responsável por tirar da lavadora e passar para a secadora para a gente. Então enquanto as roupas lavavam, a gente aproveitou para comprar as passagens de trem para Orvieto, a passagem do Expresso para o aeroporto, lanchar e fazer compras no supermercado e na livraria.

Passeamos muito a pé por Roma. Como andamos. E como é bom fazer isso. É uma cidade para ser ver deste jeito. Se andar de metrô ou até mesmo de ônibus turístico, não dá para aproveitar tanto. Tente pelo menos ir para o seu destino de metrô e voltar a pé. Não vai se arrepender. Vai se cansar, dependendo da distância e se tiver subidas e descidas, mas vai poder curtir a cidade. 

Numa destas andanças achamos um restaurante lotado de locais. Entramos e virou nosso restaurante da viagem. Preços baixos (o prato por pessoa ficava entre 3,5 e 5 euros), e eram grandes e fartos. O vinho da casa era bem em conta também. E nem era mal-localizado. Ficava em uma ruela de pedestre entre a Piazza Navona e a Av. Vittorio Emmanuele. Se não me engano, ele chama Montecarlo. Desculpem ter esquecido. 

Se contarmos que o Vaticano é um país à parte, nesta viagem fomos a 3 países. É que nosso voo de volta era de Barcelona para Brasilia, com escala em Lisboa. Fomos de Roma para Barcelona de Vuelling, pagando apenas 35 euros por pessoa. O Vaticano valeu as três visitas que fizemos. Que mostro de igreja. Que museu sensacional! Que vista incrível do alto da basílica (Suba metade de elevador - custa mais do que escalar as escadas desde baixo, mas vale o preço).

Barcelona foi outra grata surpresa. Todo mundo elogia mundo a cidade, mas os elogios sempre vem atrelados às baladas e à vida noturna, que não são nosso forte. Por isso, a gente tinha um pé atrás com Barcelona. Mas a cidade é sensacional. Mais uma digna de ganhar o selo de qualidade "é uma cidade que a gente moraria".

Foram 3 noites bem no centrinho turístico, do lado das Ramblas, no hotel Nouvel Barcelona. A noite custou 90 euros. E aqui nada de interenet ou café da manhã. Mas a localização é primorosa. O bom de não ter café é que fazíamos nossas compras no Carrefour que ficava nas Ramblas. Deu para ter uma ótima ideia do custo de vida local. E a surpresa: mais barato do que Brasília. 

Tivemos um primeiro dia com tempo sensacional, um segundo com tempo bom pela manhã e chuva pela tarde e um terceiro totalmente nublado, alternando períodos de e sem chuva. Mas a chuva não nos incomodou. Ficamos na rua o tempo todo. E queremos voltar. Como comemos bem. Detalhe interessante: não gostamos do pão na Itália. Mas em Barcelona, tiramos a barriga da miséria. Até na hora do almoço tinha dia que íamos de sanduiche no delicioso pão de lá. 

Custo total dos 24 dias de viagem, com tudo somado: 5.589 euros. Se dividirmos por 2, dá 2.794,5 euros por pessoa. Lembrando que só de passagens aéreas e trens gastamos por pessoa o total de 1.125 euros.

Voltamos tristes, como sempre voltamos de viagens, mas felizes de ver que realmente a Europa tem tudo a ver com a gente. E deu para fazermos uma pesquisa razoável de como seria o custo de vida, comprando e comendo comidas em mercados e supermercados, cozinhando em casa e curtindo mais as atrações gratuitas. Aqui em Lisboa estamos confirmando isso. 

Um comentário:

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