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sábado, 26 de janeiro de 2013

Experiência nova: cozinha indiana

Antes de encarar os 272 degraus da escada que leva às Batu Caves, o guia nos levou para almoçar em um dos restaurantes indianos ao pé da estátua. 

Nada como uma refeição antes de encarar a subida.
Sabe boteco copo sujo de beira de estrada? O próprio. A vantagem, segundo o guia, é que o cardápio tinha fotos, e aí as pessoas não precisavam ficar pedindo para ele explicar os pratos. Na verdade, a vantagem é que ele ganhava comida de graça.

Nosso restaurante
Eu já falei que sou a pessoa mais enjoada do mundo pra comer? Então, eu sou. O Leo costumava ser a segunda pessoa mais enjoada do mundo pra comer, mas antes da viagem ele disparou a experimentar de tudo, inclusive verduras, das quais ele não era fã. Olhei desamparada para o cardápio, cujas fotos não me pareciam nada esclarecedoras. (Observação: a irmã D. e meu cunhado, que adoram cozinhas internacionais, já nos convidaram várias vezes para acompanhá-los a restaurantes indianos, vietnamitas e afins, mas a gente sempre preferiu italiano. Na hora, fiquei pensando que os dois iam dar gritinhos de alegria diante do cardápio e iam ficar discutindo os méritos de cada um dos pratos, enquanto eu não tinha nem ideia de por onde começar).

O Leo veio em meu socorro e sugeriu duas opções simplesinhas: dosai de milho e de ovo, com pasta de tomate e de coco. Chegou rapidinho, eu respirei fundo, provei e... gostei! Eu nunca tinha experimentado comida indiana, e iniciação foi ótima. Só achei tudo loucamente apimentado - o que significa que provavelmente me serviram a versão light-quase-sem-pimenta-para-turistas.

Um dos nossos pratos, o dosai de ovo
Até trouxeram uns talheres pra gente, mas preferi comer com a mão - direita, é claro. Como disse o Leo: os talheres tem cara de não terem sido lavados nunca. Me lembrei de um certo restaurante em Coronel Fabriciano... 

Os pratos eram bem baratinhos (5, 6 MYR), mas no final a conta veio mais alta do que o esperado (mas mesmo assim baixa: 15,2 MYR = menos de 4 euros!). É porque que o garçom passa a refeição toda oferecendo molhos e complementos, e  se você acieta eles cobram, é claro.

Também ofereceram uns chás gelados com leite. Do nosso grupo, o inglês de ascendência indiana e as duas americanas aceitaram. Os copos não era lá uma maravilha de limpos - e com gelo, coisa que todos dizem para evitar por aqui, pois sabe-se lá de onde veio a água. Mas no dia seguinte vi os três aqui no hotel indo embora, todos felizes e com caras ótimas. Pelo visto ninguém passou mal. 

8 comentários:

  1. Adorei a primeira foto! Lud, vc ficou super bem com a saia.

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  2. sorte deles q n deu nenhum piriri,rsrs.Também achei q vc ficou muito bem de saia, seu rosto tá de felicidade, será pq vcs sairam do frio??

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    1. Tirando meu nariz escorrendo um pouco hoje, não tivemos nenhum problema na viagem até agora.
      A felicidade da Lud é porque a vida é feliz! A gente curtiu o frio. Agora estamos curtindo o calor. E que calor.

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  3. É isso que me dá uma preguiça da Ásia (leia-se dos países pobres - 90% - da Ásia). Tendo em vista a dificuldade de comunicação, é muito difícil saber se o guia está lhe encaminhando para uma furada ou não. Nessa questão de comida (e de comércio) é sempre assim: ele vai lhe levar para onde lhe dão % (ou a comida de graça).
    A minha preocupação não é o $ a mais que vc possivelmente pagou, mas a qualidade / limpeza do local (e a perda de uma chance, talvez, de conhecer um local ótimo ou mais limpo, pelo mesmo preço), pois, pelo o que a gente sabe de nossa experiência, restaurante bem estabelecido não precisa pagar prato de comida para sobreviver..
    Não fosse isso a Ásia seria um céu para o turismo.

    #Ficam as dicas: sempre peça arroz, pois se a pimenta estiver braba, ele alivia. Chá, nunca gelado, tende a ser seguro, pois a água ferveu.
    Sr. Vieira
    .

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    1. Dica do arroz salvou a Lud no almoço de hoje aqui em Singapore.
      A do chá é ótima. Nosso medo é o copo onde vem o chá. Será que já viu limpeza e sabão alguma vez na vida?
      Final das contas, nosso almoço no indiano custou 3,77 euros. Nada mal né?

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  4. Poste de vez em quando fotos das comidas, com o respectivo nome, só para eu ensalivar.
    Não se preocupe com o copo. O problema é a mão do cozinheiro...Por isso, evite o máximo o local em que o banheiro não tem água corrente (pois o peso e o trabalho de levar àgua de um lugar para outro, torna-a algo a ser "economizado em excesso", se é que me entende...
    Sr. Vieira.

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    1. M, você fala isso porque não vi o naipe dos talheres. Por isso resolvemos comer com as mãos. E o restaurante tinha água. Até lavamos a mão antes. E sabão líquido. Até brinquei com a Lud que mais parecia urina de vaca.

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