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quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Mais um país na lista: Luxemburgo!

Pesquisamos vários passeios saindo de Frankfurt e gostamos da ideia de conhecer Luxemburgo. Ele tem menos de 500 mil habitantes e é bem pequetito (2.500 km quadrados), mas é um país novo, ora bolas. 

A irmã I. topou e convidou uma amiga, a T. Rachando os custos por 4 pessoas (aluguel e combustível), o transporte deu 135 euros no total, ou 33,75 euros por cabeça. Ótimo negócio, porque a passagem de trem custaria 102,5 euro pra cada um. O carro, além de muito mais barato, ainda nos permitiu pit stops no caminho. 


Fizemos duas paradas. A primeira na ida, em uma cidade chamada Trier. Quem recomendou foi a Camila, aqui no blog. Valeu, Camila! A dica foi excelente. Trier é a cidade mais antiga da Alemanha e fica pertinho de Luxemburgo. Ela é uma graça, e tem uma catedral bacanérrina. Altares lindos em mármore vermelho, estatuária impressionante (principalmente no teto!) e um trabalho em marchetaria interessantíssimo. 

Lá "reencontramos" Santa Helena, mãe do imperador Constantino  No ano 300 e poucos, ela foi à Palestina e trouxe diversas relíquias cristãs: a cruz onde Jesus foi crucificado, os pregos que foram usados e a túnica de Jesus (aquela que os soldados romanos disputaram nos dados). Santa Helena é figurinha carimbada em diversas igrejas europeias.

O folheto informativo da catedral de Trier conta que ela abriga o crânio de Santa Helena e a Túnica Sagrada. Fiquei empolgada com tantas atrações, mas infelizmente fica tudo guardadinho em relicários e não dá pra ver nada (só os relicários, que são de madeira, por fora).

Voltando à estrada, andamos menos de 50 km para chegar à capital de Luxemburgo, a cidade de Luxemburgo, pouco depois das 13:00. Ficamos hospedados em um albergue, o International Youth Hostel de Luxemburgo. Nosso quarto era um de 6 pessoas. Além de nós 4, tivemos a companhia de um casal de italianos simpáticos que hoje moram a Bélgica.

O albergue é até bem localizado: fica a 10 minutos a pé (e subida) da Cidade Alta. Como estava muito frio, com muita neve, a gente parava o tempo todo para tirar fotos e ver as paisagens. Acabmos demorando quase uma hora. 

Nosso quarto era composto de 3 beliches, seis lockers e uma pia grande. O banheiro e o chuveiro eram do lado de fora.

Foi a primeira experiência do Leo em albergues e ele achou bem tranquilo - ainda mais que o banheiro era bem perto do quarto. Tomar banho ele achou um pouco complicado (a área para deixar as roupas durante a ducha, com dois ganchos, é suficiente para roupas de verão, mas não para as várias camadas que a gente usa no inverno). Fora, ajudou muito conhecer 66% das pessoas do quarto e o outro casal que ficou por lá ser simpático e silencioso.

A roupa de cama estava limpinha: fronha do travesseiro, lençol de baixo e uma capa de edredon (é o que eles usam em vez de lençol). A I., expert em hostels, nos ensinou a embalar o edredon em dois gestos. 

Sábado passeamos pela cidade alta de Luxemburgo. Vimos paisagens paisagens, tiramos boas fotos de neve, e almoçamos muito bem em um restaurante italiano. Ele era chiquezinho mas tinha uma promoção pizza+salada+bebida por 10 euros. Também passeamos no supermercado e achamos mais barato que imaginávamos. 

Na manhã de domingo, tomamos café da manhã no hostel. Estava incluso na diária, que era 20 euros por pessoa. Achamos um bom custo/benefício.

Aí partimos para Vianden. O castelo e a cidade, ambos com esse nome, ficam perto de Luxemburgo (pouco mais de 40 km). Foi uma hora para chegar lá.  Antes, gastamos uns bons 20 minutos limpando a neve do carro. Tinha nevado um bocado à noite e nosso Corsinha alugado estava coberto de gelo. Todo mundo quase congelou os dedinhos, mas foi outra experiência nova.

O Leo ficou feliz de não estar dirigindo: muita neve e estradas estreitas. A irmã I. pilotou o tempo todo, na maior alegria. 

A visita ao castelo de Vianden foi divertida. Ele não tem nada de especial e muitas partes são modernas, já que foi restaurado nos anos 70. Mas valeu o detour: passamos vários minutos fazendo comentários engraçadinhos sobre as fotos da família dos condes de Viaden e os eventos que o castelo abrigou, e a entrada custava só 6 euros.

Aproveitamos pra abastecemos o carro em Vianden mesmo, porque a I. tinha visto na internet que o combustível é mais barato em Luxemburgo. E é verdade: 0,30 euros de diferença de preço. Na Alemanha o litro de gasolina custa 1,6 euros. 

A volta para casa foi engraçada e meio tensa. Logo depois do almoço na estrada, a neve apertou e a água do limpador de para-brisa acabou. Paramos em um posto para colocar mais. Perguntei, na maior inocência, se não ia precisar de mais alguma coisa para a água não congelar - tipo sal (ah, minhas aulas de química). Dito e feito: dali a pouco a água do limpador congelou, e a neve que caía atrapalhava muito a visibilidade da motorista. 

Concluímos que precisávamos comprar um anticongelante para a água. Paramos em outro posto, compramos e botamos no carro. Funcionou que foi uma beleza. Só que rapidinho parou de nevar e começou a chover. Com isso não tivemos mais que usar a água do carro para limpar o para-brisa! Mas a irmã I. guardou o anticongelante - nunca se sabe quando vamos dirigir em temperaturas negativas por aí, né?

3 comentários:

  1. Fico feliz por vocês terem gostado de Trier! :-D

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  2. todos os locais parecem ter uma linda historia e sao muito bonitas ,gostei do casteo e fiquei me imaginando vivendo numa epoca bem antiga com (todo aquele conforto)nevando ...devia ser ATERRADOR KKKK

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    1. Viver como um nobre não devia ser tão ruim não. Mas acho que todos vivem melhor hoje em dia. Agora, ser do povão... Devia ser difícil demais de viver.

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