Menu

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Camboja: a Ásia que eu imaginava ver

Devido ao meu ridículo preconceito (como se existisse algum preconceito que não seja ridículo), eu achava que os países que a gente visitaria por aqui, com exceção de Singapura, fossem todos bem atrasados, com ruas de terra, muita sujeira na rua, ratos, baratas, mosquitos, pessoas muito pobres pedindo dinheiro, que faltaria energia elétrica e que teríamos que escovar os dentes com água mineral - com gás, ainda por cima, para garantir que não era golpe de pessoas que reaproveitam garrafas de água e enchem com água da torneira para enganar os turistas.

Para minha surpresa, não vimos quase nada disso. Mesmo o Vietnã, o mais pobre dos países na ordem de visitação, já está avançando bem. Pra começar, não escovamos os dentes nenhuma vez com água mineral, e não passamos mal em nenhum momento durante a viagem. Nada mesmo. Nem minhas enxaquecas habituais tive por aqui. 

Ratinhos só vi dois. Barata nenhuma. Mosquitos e pernilongos também nada ou muito pouco. Tá certo que ficamos em hotéis limpos e com ar condicionado. Mas durante a semana que ficamos em BH em novembro do ano passado, devo ter sido picado umas 200 vezes somando os dias que fiquei na casa dos meus pais (umas 10 picadas), as noites na casa dos sogros (mais umas 30) e a noite em Divinópolis (as 160 restantes). 
Casas bonitas no Camboja
A sensação de segurança ao andar pelas ruas aqui é sensacional. Podemos até ficar cansados com os locais querendo vender coisas e oferecer passeios de tuk tuk. Mas nunca nos sentimos ameaçados ou coagidos. 

Comemos bem. Tá certo que não nos arriscamos em barraquinhas de rua. Mas a gente vê muita gente comendo nelas. E mesmo o pior restaurante no quesito limpeza - que foi o indiano em Batu Caves na Malásia - não nos deu nenhuma indisposição.

Agora, aqui no Camboja, estamos vendo um pouco da Ásia que a gente imaginava. Mas só em relação à pobreza. Vê-se aqui muita gente humilde. Mas é um povo feliz, simpático, prestativo. Dá para ver que o país está melhorando, e o turismo ajuda muito. É uma fonte de renda para milhares de pessoas. Por isso dá para entender a insistência deles em vender coisas, em cobrar mais caro do turista. Afinal, 5 dólares aqui é muito dinheiro para eles.

No Camboja já são mais pé no chão as coisas. E esse mega banco?


Só aqui começamos a ter falta de energia elétrica. Muito comum mesmo. Tanto que uma das coisas que mais vimos a venda por aqui foram geradores. 

O que mais vende por aqui. Geradores de energia. Na frente do nosso hotel tinha um gigantesco. 
E mesmo assim a luz acabou várias vezes. 

2 comentários:

  1. eu acho q a maioria das pessoas tem esse ponto de vista sobre esses paises, pois os filmes nos mostram isso,mas tai vcs mostrando q n é bem assim,são bem diferentes e interessantes :)

    ResponderExcluir
  2. Muito bom post. Eu passei pelo mesmo processo quando me mudei pra África. A coisa é bem menos pior do que eu imaginava.

    Menos em relação às quedas de energia. Ainda não me acostumei. Mas moro em prédio com um super gerador. Quando cai, em alguns minutos voltamos a ter luz. Menos mal :)

    ResponderExcluir

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...