Dessa vez não tivemos problemas de perda de conexão. O voo de Kuala Lumpur para Abu Dhabi saiu na hora e o segundo voo, de Abu Dhabi para Frankfurt, atrasou só uma hora para sair.
Em Kuala Lumpur, ficamos de 10:30 da manhã até 08:30 da noite nos aeroportos. É que o voo de Siem Reap parou no terminal low cost. Interessante que os aeroportos são praticamente o mesmo - as pistas se encontram. Mas para ir de um para o outro tem que dar uma volta longa, de 15 minutos de ônibus. E não é de graça não: é ônibus pago! Mas bem barato: 1,25 euros para nós dois. Não tem muito erro: desça no aeroporto e siga as placas para os ônibus. Tem vários. Paga-se em moeda local o valor da passagem direto para o motorista.
Já no segundo aeroporto, o internacional principal, ficamos boa parte do dia. Muito bom por sinal. Comemos, descansamos, usamos a internet gratuita, arrumamos cadeiras confortáveis e com tomadas para recarregar nossos eletrônicos.
Lógico que algo tinha que sair dos conformes, se não, não teria graça. Na hora do check-in, descobrimos que o sistema do aeroporto estava fora do ar. Ou seja, o processo demorou horrores. E para minha apreensão - não da Lud, que estava hiper tranquila - o pessoal da Etihad ficou bem preocupado comigo. Acharam que eu não poderia embarcar, pois precisava da passagem de saída da Europa. Mostramos o passaporte português da Lud, meu documento do SEF de Portugal (que está em português), e explicamos o caso para uns 5 atendentes diferentes. Custou mas resolveram que estávamos ok.
Já em Abu Dhabi, na hora de embarcar, novamente ficaram preocupados comigo. Dessa vez foi mais rápido. Um dos atendente falou: brasileiro não precisa de visto. Mas tudo isso me deixou com uma pulga atrás da orelha. Até apostei com a Lud que iria dar problema em Frankfurt.
Voltando aos voos, o atendimento da Etihad dentro do avião é nota mil. Mesmo viajando em classe econômica, fomos mimados para os padrões de companhias aéreas de hoje em dia. Todos os atendentes parecem realmente preocupados com nosso bem estar. São sorridentes e perguntam se estamos bem, se o voo está bom, se precisamos de algo, servem água o tempo todo.
No primeiro voo, o avião tinha a horrível configuração 3x4x3. Odeio estes aviões da Boeing que são assim. Ficamos nas poltronas de 4 pessoas, e o avião estava lotado. Tadinha da Lud, ficou entre mim e um europeu, que não descobrimos de onde era. Também gigante e o pior, mal-cheiroso. Sério, o cara não devia tomar banho a uns dois dias. Isso, no calor do sudeste asiático deve valer por um mês sem banho na Europa. Para amenizar, o sujeito sacou um hidratante perfumado e se lambuzou todo com ele.
Os aviões da Etihad tem sistema individual de entretenimento com muitos filmes, músicas, seriados e programas de tv. Excelente para mim que nunca consigo dormir em avião, mesmo tomando Dramin, bebendo vinho ou estando a várias horas sem dormir.
No segundo voo pegamos um maravilhoso Airbus A340, com poltronas em configuração 2x4x2. Aí ficamos só nos dois juntinhos. O voo estava cheio mas não demais. O café da manhã que foi servido um pouco antes de chegarmos em Frankfurt foi gigante. Sério, mal cabia na mesinha do avião.
Depois do segundo voo de 7 horas, chegamos a Frankfurt. Como a fila da imigração para europeu era gigante, nos fomos para a de estrangeiros, Lud com seu passaporte europeu e eu com meu brasileiro. Minha tensão estava a mil, apesar do sono e do bocejo enorme que dei ao chegar nossa vez. O sono estava bravo mesmo.
O atendente morreu de rir, perguntou desde quando a gente tava viajando, carimbou nossos passaportes e pronto. Bem vindos de volta à Europa. Aposta perdida mais feliz da minha vida.
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