Foram 35 noites, 5 países, 13 cidades e um passeio bate-volta.
A época em que fomos é difícil de ser batida: só pegamos chuva em 4 dias dos 35 (2 em Kuala Lumpur e 2 em Hanoi). Em Kuala Lumpur, foram chuvas fortes no fim da tarde, que não duravam 2 horas. Em Hanoi foi um dia de garoa muito fina, que durou pouco tempo, e um dia com uma chuvinha mais grossa, que deve ter durado umas 3 horas.
Era inverno em todos os destinos. Ou seja, temperatura menos altas. Acho que pegamos uns 32 graus de temperatura (ou mais, em Bangkok) quase todos os dias. A menor foi 15 graus em Hanoi, que é a cidade mais ao norte que visitamos. Ou seja, a manha é passear bem cedo e no final da tarde, deixando as horas mais quentes do dia para relaxar no ar condicionado do hotel, museu, restaurante ou shopping. Pelo mesmo motivo, se poder, opte por hotel com piscina.
Só o Vietnã e Camboja precisam de vistos para brasileiros. Nenhum dos países pediu certificado de vacina de febre amarela ou questionou nossa farmacinha ambulante de medicamentos. Visto do Camboja tiramos na fronteira e do Vietnã em Brasília quando lá morávamos.
Só na Malásia e Singapura precisamos de adaptador de tomada. Nos demais países não tivemos necessidade - são perfeitas para aparelhos brasileiros ou americanos. Já nos dois que precisou, é a mesma tomada que o Reino Unido usa.
Nenhum problema de segurança. Lógico que não somos bobos e desatentos. Mas a sensação de segurança foi nível Europa. Singapura, então, bate até os países europeus. Gente pedindo dinheiro, só em Bangkok. Demais países não vimos um mendigo sequer. E nada de gente tentando aplicar os golpes do tipo de-onde-voce-é, aqui-uma-flor-para-ajudar-criancas, abaixo-ssinado que na europa é bem comum.
Pedestre só é feliz em Singapura e em Kuala Lumpur. Nos outros a rua e a calçada é de quem tiver mais coragem. Mas é tranquilo: as milhares de motos andam muito devagar. Não tivemos nenhum problema ou perigo de atropelamento. Leo virou o mestre de atravessar ruas. Até os locais iam junto dele usando-o como escudo humano.
Saúde: não tomamos água de torneira, mas usamos a mesma para escovar os dentes em todas as cidades e lógico que durante o banho você sempre deixa cair água na boca. Não sentimos nada e não ficamos doente nem desarrumados nenhum dia, mesmo tendo ido a um restaurante indiano meio assustador em Batu Caves logo no início da viagem. Em todos os países, a água mineral vem numa garrafa lacrada com plástico com a marca da fábrica. Fácil de ver se o lacre foi ou não rompido.
Bichinhos: só uma baratinha morta em Chiang Mai e dois ratinhos, um também em Chiang Mai no mesmo bar/pub da barata e o outro no mercado de Saigon. Bicho estranho mesmo só na panela ou à venda nos mercados e barraquinhas. Falando nelas, não vimos nenhuma barraquinha de escorpiões ou outros insetos bizarros.
Mosquito só no Camboja. E mesmo assim muito, muito menos que Brasil. Como já falamos, fomos muito mais picados em novembro e dezembro em minas do que na Ásia. Acho que nem fomos picados na Ásia... Tá certo que quando a gente saia cedo ou no final do dia, usava repelente. Mas em nenhum hotel a gente teve problema de mosquito. Mais um motivo de recomendar fortemente os hotéis com ar condicionado.
Sacar dinheiro é a coisa mais fácil do mundo. Sério, nunca vi tanto caixa eletrônico. Aceitam tudo que é tipo de cartão. Usamos nosso VTM para cima e para baixo sem problema nenhum. Não agarrou, não deu erro, nada. Camboja e Vietnã aceitam pagamentos em dólares. Mas, no Vietnã, é melhor pagar com moeda local por causa da cotação. Já no Camboja o dólar é praticamente moeda corrente: na hora de sacar dinheiro no caixa eletrônica, só sai verdinha americana. Ao fazer compras, o troco vem em dólar e os centavos em riel cambojano. Só no Vietnã que não conseguimos usar o cartão de banco da nossa conta no Brasil. Mas o VTM funcionou legal.
Comida: oficialmente estamos menos chatos (o Leo principalmente). Arriscamos muito e quase sempre nos demos bem. Só não agradamos mesmo do chicken rice (arroz com frango) em Singapura. Besta que dói. Em Singapura e na Malásia tem todos os fast food do mundo e o preço é baixo mesmo. Tailândia também tem bastante mas não vale muito a pena porque a comida tailandesa é muito boa. Os arroz frito com carne de porco, frango ou camarão é delicioso, e tem outros pratos que gostamos também. A manga deles e os sucos e shakes de manga são divinos. No Vietnã foi onde melhor comemos e pelo menor preço. Tanto lá como no Camboja não existem muitos fast food não. No Camboja acho que só vimos o KFC.
Os deslocamento entre cidades de trem ou por estrada são incrivelmente lentos. A média de velocidade é 30/35km e olhe lá. Mas as estradas são boas e retas. Pouca curva, e nada de subidas e descidas. Falando nisso, que maravilha para caminhar. Todas as cidades que visitamos eram planas. Ok, Kuala Lumpur tem algumas subidinhas. Mas nada comparado com BH ou outras cidades de Minas Gerais! Todos os transportes estavam sempre bem cheios e o espaço normalmente é pequeno, pois o povo é pequeno. Exceções para os aviões da Vietnã Airlines e os ônibus da empresa que fizemos Phnom Penh para Siem Reap. Os trens são bem sacudidores, não são iguais aos da europa que você nem percebe que está andando. Mas os noturnos são uma boa pedida para dormir e locomover ao mesmo tempo, economizando uma diária. E baratos.
Sobre bagagem, lá dá para achar tudo que precisar. Portanto, não se preocupe em levar muita coisa. A única coisa que não achamos, mas não procuramos demais, foi tênis para o Leo. O problema é o tamanho: 44 por lá não deve existir mesmo. O povo é todo pequeno.
O mais importante nesse tema é: mochila. Nem pense em ir de mala para lá, a não ser que vá para Singapura apenas. Malas não servem de nada porque não vai ter rua ou calçada para você puxar suas malas de rodinha. Vai ter que carregar - e aí mochila é muito melhor. A não ser que queira usar apenas táxi para se locomover de aeroportos, estações de ônibus e trens para os hotéis. E táxi por lá pode ser barato ou caro: barato se conseguir um que use o taxímetro, caro se não. E não achamos fácil encontrar a primeira opção...
Sobre bagagem, lá dá para achar tudo que precisar. Portanto, não se preocupe em levar muita coisa. A única coisa que não achamos, mas não procuramos demais, foi tênis para o Leo. O problema é o tamanho: 44 por lá não deve existir mesmo. O povo é todo pequeno.
O mais importante nesse tema é: mochila. Nem pense em ir de mala para lá, a não ser que vá para Singapura apenas. Malas não servem de nada porque não vai ter rua ou calçada para você puxar suas malas de rodinha. Vai ter que carregar - e aí mochila é muito melhor. A não ser que queira usar apenas táxi para se locomover de aeroportos, estações de ônibus e trens para os hotéis. E táxi por lá pode ser barato ou caro: barato se conseguir um que use o taxímetro, caro se não. E não achamos fácil encontrar a primeira opção...
Sobre as pessoas, todas muito simpáticas e prestativas. Só um fiscal de alfândega em Singapura foi rude com a gente, na hora de sair do país. Falou bravo umas coisas para a Lud que ela não entendeu. No mais fomos muito bem tratados e mimados. Só querem seu dinheiro de turista. Normal para lugares onde você, mesmo mochileiro será absurdamente mais rico que quase toda a população, exceção novamente para Kuala Lumpur e Singapura.
Com inglês básico, gestos e boa vontade se consegue quase tudo. O inglês pode ser básico mesmo porque o do pessoal de lá também será. Não espere inglês perfeito - em alguns casos, nem bom. Mas os habitantes de Singapura e os motoristas de tuk tuk de Siem Reap têm um bom inglês.
Compras mereceriam um capítulo à parte. Tirando os shoppings e Singapura, tudo pode ser barganhado. Para quem gosta, é o paraíso. Para quem odeia (como a gente), é chato. Algo que aprendemos foi sair com pouco dinheiro e mostrar para o vendedor que é só aquilo que tem bolso. Normalmente ele aceita pelo que você tem. E eles são bons de negociação. Sempre vão recusar sua primeira oferta sem oferecer baixar um centavo da deles. Se você recusar e sair andando, aí suas chances de negociação aumentam exponencialmente. Só lembrar do caso da Lud que queria só saber o preço de uma bolsa falsificada, por curiosidade mesmo. O preço baixou de 120 para 60 e no final o sujeito ainda gritou, já que estávamos longe, quanto ela queria pagar.
Interessante que, seguindo nosso roteiro, vai aumentando aos poucos a insistência e oferta de coisas pelos locais. Isso depois de Singapura, é claro. Lá e em Kuala Lumpur não tivemos isso. Mas é só ir se aproximando de Bangkok e depois Vietnã e Camboja para não conseguir andar 5 metros na rua sem alguém te oferecer algo. E as vezes um simples não obrigado não adianta. Eles vão continuar insistindo. Basta insistir no não obrigado ou ignorar.
Se alguém tiver alguma dúvida, curiosidade ou vai viajar para lá e quer saber algo, fique à vontade para perguntar aqui.
Compras mereceriam um capítulo à parte. Tirando os shoppings e Singapura, tudo pode ser barganhado. Para quem gosta, é o paraíso. Para quem odeia (como a gente), é chato. Algo que aprendemos foi sair com pouco dinheiro e mostrar para o vendedor que é só aquilo que tem bolso. Normalmente ele aceita pelo que você tem. E eles são bons de negociação. Sempre vão recusar sua primeira oferta sem oferecer baixar um centavo da deles. Se você recusar e sair andando, aí suas chances de negociação aumentam exponencialmente. Só lembrar do caso da Lud que queria só saber o preço de uma bolsa falsificada, por curiosidade mesmo. O preço baixou de 120 para 60 e no final o sujeito ainda gritou, já que estávamos longe, quanto ela queria pagar.
Interessante que, seguindo nosso roteiro, vai aumentando aos poucos a insistência e oferta de coisas pelos locais. Isso depois de Singapura, é claro. Lá e em Kuala Lumpur não tivemos isso. Mas é só ir se aproximando de Bangkok e depois Vietnã e Camboja para não conseguir andar 5 metros na rua sem alguém te oferecer algo. E as vezes um simples não obrigado não adianta. Eles vão continuar insistindo. Basta insistir no não obrigado ou ignorar.
Se alguém tiver alguma dúvida, curiosidade ou vai viajar para lá e quer saber algo, fique à vontade para perguntar aqui.
Sabia que vcs iam adorar as mangas ;)
ResponderExcluirE para nossa alegria, as mangas em Londres são tão boas quanto.
ExcluirNáo achei a "contabilidade" da asia como a de lisboa, vcs fizeram? bom, tem mts posts, vou procurar, ia adorar pq taí um destino "fazivel"em umas ferias, 30 dias. adorei o roteiro de vcs.
ResponderExcluirbjs
Vimos que já achou.
ResponderExcluirE a ásia foi um ótimo e surpreendente destino. Afinal, foi nossa primeira vez por lá. Realmente tem que ser férias mais longa, como de 30 dias. É tão longe do Brasil que a ida e volta deve consumir um bom tempo das férias.
Olá!
ResponderExcluirMinha primeira vez no blog de vocÊs.Achei muito bom!
Estou montando minha viagem para o sudeste asiático e as chances de copiar vocês é muito grande! rs!
Talvez adicione Filipinas ao grupo de países que vocês visitaram.
Vi no post acima uma pergunta quanto ao orçamento.
Vocês postaram isso aqui?
Muito Obrigado por compartilharem a viagem.
Abraço,
Gabriel
Gabriel, que bom que gostou do blog. No que precisar saber ou quiser tirar de dúvida estamos à disposição.
ExcluirSobre os custos, tem vários post sobre isso, um para cada país se não me engano. Mas o custo total e final está neste post: http://ludleopelomundo.blogspot.com.br/2013/03/custos-totais-da-viagem-ao-sudeste.html
Abraços,
Leo