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sexta-feira, 26 de abril de 2013

Rouen, ou como sobreviver na França com menos de 2 euros por dia

Segunda-feira fizemos um bate e volta em Rouen. Não achamos a cidade lá estas coisas não. Nem pequena e charmosa, nem grande e cheia de atrações. Preferimos Reims.

As antigas casas
A grande atração da cidade é sua catedral, que foi pintada inúmeras vezes por Monet. Inúmeras mesmo: acho que ele fez uns 45 quadros dela. Para variar, a igreja estava em reforma, e o dia, com o céu nublado. Portanto, nada de belas fotos.


Confesso que a foto ficou bonita.

Além da catedral, a cidade deve ter, dentro de um raio de 500 metros, mais umas 4 igrejas enormes. Ô povo que gostava de igreja! 

Por dentro a catedral é razoável. Também achamos a de Reims infinitamente mais bonita. Vale a pena ir? Só se tiver com tempo de sobra. Ah, e se a reforma tiver acabado, né?

No mais a cidade tem algumas casas de madeira bem bonitas, no estilo alemão, que devem ser antigas demais. E um bonito relógio que marca... a hora. Isso mesmo, só a hora, e nada dos minutos não. E não foi porque o ponteiro dos minutos caiu.  Sempre foi assim. 

O fato mais importante de nossa ida a Rouen, e que não nos ajudou a apreciar a cidade, foi esquecermos em casa a carteira. Chegamos na cidade só com a passagem de volta (ainda bem)  e 1,83 euros em moedas pescados no fundo do bolso da calça. Descobrimos o fato dentro do supermercado local, com a cestinha cheia de guloseimas. O jeito foi deixar a cestinha para trás. 

O detalhe é que todos os dias a gente sai de casa com mochilas recheadas. Duas garrafas de água, muitos sanduíches, frutas, chocolates e até iogurtes. Quando estivemos em Reims, fizemos um belo piquenique de almoço: nossas provisões mais novidades compradas em um supermercado local. Então, na hora de fazer os preparativos pra Rouen, achamos melhor nos abastecermos no destino. Ou seja,  levamos pouca comida. E não achamos na cidade fonte ou bebedor de água. 

Na verdade, quando achamos, preferimos não tomar porque não achávamos banheiro público. Era segunda-feira e muitos estabelecimentos, como a biblioteca pública, estavam fechados. Os banheiros que localizamos eram daqueles pagos, com roleta, e custavam 50 centavos. Quem disse que a gente tinha dinheiro? Ele já havia sido devorado. Gastamos 1,60 em uma promoção do supermercado de 6 barras de chocolate Mars (o que foi a maior sorte, aliás). Banheiro gratuito só no trem na hora de ir embora, já às 20:15 da noite.

Grande por dentro, mas não muito decorada.
E o longo dia, que começou quando saímos de casa às 9:20, terminou quando chegamos de volta, quase 22:00, morrendo de fome, já que nossa comida do dia foram 4 sanduíches pequenos por pessoa e 3 chocolates Mars. Pelo menos o café da manhã tinha sido reforçado... embora tomado às 8:00. 

Rações do dia. A dividir pelos dois















No final deu tudo certo. E quando termina a gente engraçado. Na ida para Rouen a gente estava justamente conversando como até hoje, o 112° dia de viagem, nada tinha dado errado e nada de grave tinha sido deixado para trás. 

Ricardo e Fernanda: até daria para comprar um ímã para vocês. Achamos um que custava 1,50. Mas ou comprava o ímã ou a gente comia, e comer garantia a vida e ímãs futuros. Portanto, preferimos a comida. 

A seguir, mais fotos.




Algo errado com este relógio...

Repararam que tem apenas o ponteiro das horas?




Passamos boas horas do dia aqui


E o ponteiro é um carneirinho.

2 comentários:

  1. Vocês são uma figuras...

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  2. Ai coitados... mas essas estórias, com o perdão do trocadilho, não têm preço...ahahah Vcs se lembrarão desta estória pelo resto da vida, contarão ao seus filhos, aos seus netos e sempre será uma lembrança boa do aperto dividido por vcs dois. Na hora a gente fica aflito, cansado e com fome, mas depois fica só a boa lembrança.

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