Menu

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Singapura

Passamos 4 dias inteiros em Singapura. E a cada minuto que passava a gente gostava mais da cidade. 
É um destino incrível para quem quer vir para a Ásia e tem receio. Afinal, não tem nada que cause estranhamento para nós brasileiros. 

Todo mundo fala inglês. Pode falar mais ou menos, mas fala. A sensação de segurança que tivemos ao andar pela cidade altas horas da noite, com poucas pessoas na rua, não se compara a nenhum lugar que já visitamos. A limpeza da cidade é uma coisa incrível. É raro mesmo ver algum papel, guimba de cigarro, sacola ou qualquer coisa no chão que não seja folhas das árvores. E mesmo as folhas, dependendo da hora do dia, você não vai ver. 

Para ter uma sensação de Ásia mais verdadeira, basta visitar os bairros de Chinatown ou Little India. Você vai escutar pessoas falando outras línguas, vai ver muita gente diferente, muita coisa sendo vendida a preços baixos, mas tudo organizado e limpo. 

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Kuala Lumpur: primeiras impressões (e como ir do aeroporto à cidade)

É quente. A Malásia é quente. E úmida. Saímos de uns bons - 3 graus em Frankfurt; a irmã I., que é bacana, foi com a gente até o ponto do ônibus para o aeroporto e trouxe de volta os casacos. Mas embarcamos de roupa térmica, calça comprida e casaquinho. Da roupa térmica nos livramos no aeroporto de Kuala Lumpur, mas foi sair dele e começar a suar.

Depois de um monte de atrasos, o voo chegou às 8 e meia da noite de terça-feira, 22 de janeiro. Até desembarcar (fiscais ficam na porta de saída conferindo o nome dos passageiros) e pegar o monorail para o outro prédio foram uns 30 minutos. A imigração foi rápida, fácil e moderna: digitalizam os dois indicadores, conferem passaporte, carimbam e botam um selo (do qual vão tirar um pedaço na saída do país). Não pediram para ver nosso certificado de vacina contra febre amarela nem perguntaram nada. Só depois da imigração é que pegamos as bagagens, e passamos pela alfândega sem piscar (eu estava preocupada com a pilha de remédios que a gente estava levando, mas nem precisava). Só vimos uma moça sendo selecionada para inspeção. Deve ser porque ela tinha muita bagagem para uma pessoa só.

Entrada do hostel

domingo, 27 de janeiro de 2013

City tour em Kualau Lumpur

Pagamos 70 myr por pessoa (18 euros) para fazer um city de 6 horas pela cidade numa van com ar-condicionado. Foi o dinheiro mais bem gasto até agora: KL é muito quente e muito úmida. De manhã cedo é ótimo, porque dá pra andar de roupa fresquinha (adeus, camadas!). Mas, quando vai chegando perto do meio-dia, o calor é de matar.  

Nosso guia/motorista se chamava Sayd, era baixinho, barrigudinho e bigodudo e falava um inglês macarrônico. Eu entendi metade do que ele dizia; o Leo, que tem um ouvido ótimo, um pouco mais. Eu tinha esperança de me acostumar com o sotaque dele e ir acompanhando melhor no decorrer do dia. Aconteceu o contrário: lá pelas 2 da tarde, eu só ouvia a professora do Charlie Brown (mwuah mwah mwah mwah). Meu consolo é que os outros passageiros (uma americana, um inglês e um canandense) também não estavam
coisas.

(Observação esclarecedora: a sociedade malásia é composta de malaios, chineses e indianos.)

A primeira parada foi em um templo budista chinês, de 200 anos, o Thean Hou. Ele é lindo e colorido. Muita gente se casa lá (de fato, vimos umas três noivas).


Depois, fomos à Little India, uma rua que nos pareceu muito típica e cheia de lojas de saris. 

sábado, 26 de janeiro de 2013

Segundo dia em Kuala Lumpur

Jet lag é fogo mesmo. Depois de passar a segunda inteira sem dormir e ir pegar no sono apenas na quarta-feira às 02:00 da manhã, pensamos que de quarta para quinta as coisas iam se regular. Que nada.

Até que dormimos relativamente cedo. 22:30. Só que acordamos 03:30 da manhã, sem sono nenhum. E o hostel já estava silencioso. Coisa rara. Tem festa e música até tarde toda noite. A irmã I. ia adorar isso daqui. Nunca iria embora (até porque o albergue está contratando!). 

Hoje pegamos o metrô para ir no Centro da cidade, onde ficam as Petronas Towers. O metrô chega exatamente no shopping que fica debaixo das torres. Tudo gigantesco, cheio e chique. Tudo que é loja chique tem lá.


Depois do passeio pelo shopping, fomos num supermercado grande ver o preço de comida por aqui (mais caro que na Europa e mais barato que no Brasil). Legal era o tanto de produtos diferentes que tinham. Muita coisa do Japão, e a maioria a gente não tinha nem ideia se era de comer, beber ou de usar.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Petronas Towers

Chegando de ônibus do aeroporto para o centro da cidade a gente viu as torres, bem ao longe. Era noite e elas se destacavam no horizonte da cidade.

Ainda no mesmo dia, no rooftop bar do nosso hostel deu para vê-las novamente. Por pouco tempo: logo deu meia-noite e desligaram as luzes. Ficaram só as luzes de alerta para aviões e helicópteros piscando.

No dia seguinte, nosso primeiro em Kuala Lumpur, em todos os cantos que a gente ia no city tour elas apareciam. Raro o momento que não dava para enxergá-las. Voltando de Batu Caves, que é fora da cidade, as torres eram como um farol a guiar nosso caminho.

Amor e ódio: voando pela Etihad para a Malásia

Resolvemos escapar do frio na Europa passando umas semanas no sudeste asiático. A passagem mais em conta que achamos foi a da Etihad: de Frankfurt para Kuala Lumpur por 580 euros (aí dormimos no ponto, demoramos para comprar e fechamos por 680. Paciência).

Ficamos animados, porque a Etihad vive ganhando prêmios de melhor companhia aérea. O voo estava marcado para 11 da manhã; como o continente estava coberto de neve, um monte de viagens foi atrasada ou cancelada. Resultado: decolamos com 7 horas de atraso. Mas nem ligamos, já que pelo menos o avião saiu! Nem esperar 3 horas pela autorização de decolagem sentadinhos no avião nos perturbou, já que a tripulação passava oferecendo suquinho de maçã, biscoitinhos e sorrisos.

O avião era novinho, confortável (dentro dos limites da classe econômica, né) e decorado em tons de bege. Adoramos as/os comissárias/os de bordo, simpáticos e sorridentes; a telinha de entretenimento individual, com montes de filmes e seriados (eu vi 3 filmes inteiros!); e as refeições. Comida de avião costuma ser bem marromeno, mas a da Etihad estava boa de verdade. E tinha menu entregue com antecedência com três opções de prato principal e lista de bebidas (classe executiva feelings. Segundo o Leo, porque eu, pessoa humilde, só tenho experiência com a econômica). Durante a noite, o pessoal ficava passando e oferecendo água, chá, café e chocolate.

Cardápio do jantar da classe econômica

Fizemos escala em Abu Dhabi. Aí a Etihad, a quem estávamos jurando amor verdadeiro, amor eterno, partiu nossos corações. O atraso na decolagem fez com que perdêssemos a conexão, mesmo já tendo chegado ao aeroporto. Em vez de segurar o segundo voo um pouquinho só, a Etihad liberou o avião (a gente acompanhou na telinha de partidas com lágrimas nos olhos) e botou a galera vinda de Frankfurt em uma fila imensa na frente de um balcão, no qual 4 funcionários tentavam resolver a situação usando formulários de papel com carbono (minto: eles também tinham uma impressora matricial). Não deram nenhuma notícia nem explicaram nada - só deixaram a gente de pé, se afligindo, durante mais de uma hora. Nisso era madrugada, a gente tinha saído de casa às 8 da manhã, a sede começou a bater e o cansaço também.

(Nesses momentos eu começo a criar tuítes imaginários para o Classe Média Sofre:
# Férias no sudeste asiático: estão distribuindo garrafas d'água na fila da Etihad. E nem é Evian!
# Férias no sudeste asiático: a alemã que estava na nossa frente na fila se apossou de 2 garrafas e ficamos sem nenhuma. Tá explicado porque a Alemanha causou duas guerras mundiais.
# Férias no sudeste asiático: uma mãe sozinha com duas crianças pequenas passou na minha frente na fila. Quem ela pensa que é?)

No fim das contas e após muitas idas e vindas entre balcões, trocaram nosso segundo voo, de 7 horas, por dois da Quatar Airlines (Abu Dhabi - Doha, Doha - Kuala Kumpur), que totalizavam 8. Junte os tempos de espera e deu 12 horas. A gente sabe que imprevistos e atrasos acontecem - kindle tá aí pra isso mesmo -, mas achamos ruim a falta de informação e a má-vontade do pessoal do solo. Mas não dá para comparar o avião e serviço de bordo da Ethiad com os da Quatar. São infinitamente superiores.

Chegamos em Kuala Lumpur (KL) às 8 e meia da noite. No albergue (o aeroporto fica longe), às 11 e meia. Quer dizer: entre mortos e feridos, salvaram-se todos. Menos o estoque de chocolate que a I. deu para a gente. 

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Trier em Fotos

















Mais um país na lista: Luxemburgo!

Pesquisamos vários passeios saindo de Frankfurt e gostamos da ideia de conhecer Luxemburgo. Ele tem menos de 500 mil habitantes e é bem pequetito (2.500 km quadrados), mas é um país novo, ora bolas. 

A irmã I. topou e convidou uma amiga, a T. Rachando os custos por 4 pessoas (aluguel e combustível), o transporte deu 135 euros no total, ou 33,75 euros por cabeça. Ótimo negócio, porque a passagem de trem custaria 102,5 euro pra cada um. O carro, além de muito mais barato, ainda nos permitiu pit stops no caminho. 

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Baden-Baden

Na manhã de quarta-feira madrugamos e fomos bem cedo para a estação central de trem de Frankfurt. Lá pegamos um trem às 07:14 da manhã com destino final Baden-Baden, uma pequena e famosa cidade na região da Floresta Negra da Alemanha.

Acordamos e as ruas estavam assim
Baden-Baden fica a 175 km de Frankfurt. De Basel, na Suíça, são 164km. Já de Strasbourg, na França, são só 61km. Ou seja, não importa em qual destes países você esteja, um passeio até lá não é difícil. 

Optamos por viajar em trens mais lentos e consequentemente mais baratos. Às 09:30 já estávamos na estação de Baden-Baden, depois de uma troca de trem no meio do caminho na cidade de Karlsruhe. Tudo muito tranquilo, sinalizado e informado. E pontualidade britânica nos horários. Ou devemos dizer alemã?

E achamos Baden-Baden assim

Onde a foto foi tirada?

Estamos saindo para o aeroporto. Se o tempo deixar, vamos embora da europa para o sudeste asiático. Próximo post, quando tivermos novamente uma conexão de internet.

Para comemorar que estamos de partida deixamos vocês com um desafio.  Onde foi tirada a foto abaixo?


Só valem palpites que forem colocados nos comentários aqui do blog. E o primeiro a acertar o nome da cidade ganha um cartão postal da cidade asiática em que estivermos. 

Só dou uma dica:: não é nossa casa de campo nos arredores de Belo Horizonte, não.




domingo, 20 de janeiro de 2013

Heidelberg

Pegamos o trem no fim do dia em Baden-Baden e, depois de uma baldeação, chegamos em Heidelberg. Quase descemos na estação antes, que também é na cidade mas não é a principal. Nos trens alemães passa fiscal conferindo a passagem com o tempo todo. Nesse trem o fiscal estava acompanhado de uma moça bem nova, de seus 18 anos recém-completados, e que sorria de orelha a orelha em seu uniforme novinho  da Banh. A gente aposta que ela era nova funcionária. O fiscal pegou nosso ticket, que era um passe noturno (vale em qualquer tem da rota após às 18:00), e explicou isso para ela (ou pelo menos é o que a gente acha que ele fez, já que nosso alemão é nulo). 

Em Heidelberg, ficamos hospedados no Ibis ao lado da estação ferroviária. Muito bom, até porque estava muito frio e começando a chover. No Ibis, aquela facilidade de sempre para fazer o check-in. O quarto continua pequeno como lembrávamos (e que a Lud achou luxo, depois de morar 6 meses em 25 m quadrados), confortável, e com uma nova decoração mais moderna. A cama é ótima, e agora ainda tem travesseiros extras. Nada mal. 

Bastante neve durante nossa visita à Heidelberg

Tomando banho como os imperadores romanos: Baden-Baden

Baden-Baden é uma estação de águas termais. O nome da cidade significa "banho-banho". E banho-banho nós tomamos.

Assim como os romanos, que construíram as termas originais. O imperador romano Caracala gostava bem de frequentar a região.

Há duas termas na cidade: a Frierichsbad, no estilo romano, e a Caracalla, mais moderna. A primeira é tão romana que as piscinas e as saunas são território do naturismo, isto é, só pode frequentar sem roupa nenhuma. A Caracalla permite roupas nas piscinas e nas saunas do primeiro andar - o nudismo fica para o centro de saunas do segundo. 

Entrada da Caracalla.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Fazendo compras, com a irmã I., na Ikea

A irmã I. mora em um apê lindinho e mobiliado, subsidiado pela empresa. Só que o agrado só dura 6 meses, e portanto ela já está planejando alugar um por conta própria e mobiliar.

Nessas bandas, quem diz coisas de casa baratas e bacaninhas diz Ikea. Então, na segunda-feira, baixamos todos na filial de Frankfurt. Minha presença e a do Leo foi importantíssima: pra ajudar a escolher... e a carregar.

Ikea é o país grande na Escandinávia. Pelo menos é como
os alemães vêm o mundo.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Breve sumiço

Passamos os últimos dois dias passeando pela região.
Em breve notícias dos passeios que incluem até uma ida em uma sauna no meio do frio. E pelados!

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Frankfurt: transporte público

O transporte por aqui não é barato. Em compensação, é eficiente e leva de qualquer ponto a qualquer lugar. 

Bonde elétrico em frente a uma estação de metrô. A malha é ótima. Bom para fugir do frio. 
O bilhete mais barato custa 1,60 euros e dá direito a andar de metrô (U), trem de superfície (S), os bondes elétricos e ônibus normais. Mas vale apenas para um sentido e para deslocamento curto. A opção de 2,60 euros te deixa fazer a mesma coisa a qualquer distância dentro da área metropolitana de Frankfurt (que é muita coisa), menos o aeroporto. Envolveu o aeroporto na jogada, paga-se 4,25 euros. 

Cartaz de horários

Frankfurt em fotos




terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Experiência nova: patinando no gelo

Domingo fomos patinar no gelo. O Leo estava animado, mas eu tinha visões sombrias de pessoas se esborrachando no chão.

Porta do estádio. 3 pistas cobertas mas a externa enorme
A irmã I. tem patinado com frequência e está profissa no assunto. Elas nos levou a um centro de patinação gigante, com quatro pistas diferentes e aluguel de patins. Como hoje é domingo e último dia de férias, o lugar estava lotado.

É muito legal ver crianças patinando - umas aprendendo, outras com muita prática. Já os jovens e adultos costumam dominar a arte, mas às vezes apareciam uns dando os primeiros passos no gelo.

Como a gente! Eu já experimentei (tentar) patinar no gelo, quando criança, umas duas vezes (o BH Shopping às vezes armava um rinque); o Leo nunca. Minha lembrança não é muito boa: me recordo de ter caído umas vezes, e de ter ficado agarrada nas muretas da pista. Então eu confesso que não estava muito otimista sobre a minha performance.

La-le-li-lo Lu patinadora

Frankfurt: primeiro fim de semana

Frankfurt tem cara de cidade grande. É moderna, tem prédios altos, avenidas largas e um ótimo transporte público. A parte histórica é pequena, mas fofa. E a região beira-rio (o Main) é linda.  

A gente está gostando muito. O único inconveniente é que está fazendo um frio lascado: sempre em torno de zero grau. Estamos saindo de casa (que é quentinha delícia) embrulhados em camadas de roupa, mas ainda não descobrimos a combinação ótima.

Domingo foi melhor do que sábado, porque a Isa emprestou um casaco de neve para a Lud, mas, mesmo assim, quando bate aquele vento gelado... A solução é fugir da rua sempre que dá: andando de transporte público, parando em lojas e visitando toda igreja que aparece pela frente. 

Parada para aquecer em uma igreja
Sábado passeamos a pé adoidado, conhecendo a parte central. Na frente da Bolsa de Valores, a estátua do touro (clássica) e a do urso. O touro representa a alta das ações, porque ataca de baixo para cima (com os chifres); o urso, a baixa, porque ataca de cima pra baixo (com as garras). Geralmente as Bolsas, como a de Nova York, exibem seus touros orgulhosas, mas o urso não é fácil de encontrar.

Descansando no urso

Chegando a Frankfurt

Chegamos em Frankfurt às 22:15 do dia 11 de janeiro. O voo da TAP, saindo de Lisboa, foi muito tranquilo. Saiu adiantado e chegou adiantado. Nenhuma turbulência e as 2 horas e 45 minutos de voo literalmente voaram. 

O aeroporto de Frankfurt é gigante. Depois de pousar foram uns 10 minutos taxiando para o avião chegar em um finger para o desembarque. E desse desembarque até o local de coleta de bagagens a gente deve ter andando umas boas centenas de metros. Para terem ideia, nosso portão de desembarque era o 58A. Andamos até perto do 1. Se não me engano, os portão iam até mais de 70 e ainda tinham área B, área Z. .

Ao passar pela sanfona de desembarque já deu para sentir na pele o que nos esperava. Em Lisboa, a temperatura mínima que pegamos foi por volta de 9 graus. Em Frankfurt, a previsão era de menos dois para a hora que chegamos.

Ao chegarmos na área de coleta de bagagem, elas já estavam começando a passar. Pegamos nossas malas e saímos. Em 5 minutos a Isa apareceu e nos trouxe para a casa dela de ônibus. A passagem custa 4,25 euros. Precisamos de apenas uma. É que ela tem um passe mensal e uma das coisas que ele permite é um acompanhante gratuito em fins de semana ou à noite de qualquer dia.

O aeroporto é aquecido. O ônibus também. Mas nos poucos minutos que ficamos no ponto esperando o mesmo chegar, que frio!


O cansaço e sono eram fortes, mas a saudade era maior. Fomos dormir depois das 3 da manhã, depois de já tomar várias cervejas alemãs maravilhosas. Agora é curtir os dias por aqui, aproveitar a companhia e nos prepararmos para a aventura pelo sudeste asiático.

domingo, 13 de janeiro de 2013

10 mil quilômetros

Completamos um pouco mais de 10 mil quilômetros de viagem. Até agora foram 1 viagem de carro, 2 voos e 4 trechos de trem.

Isso só para deslocamentos entre cidades. Dentro delas andamos de táxi, de ônibus, de bonde, de metrô e principalmente a pé.

Já pegamos sol e chuva. Passamos por 38 graus no Brasil e -2 graus na Alemanha.

E pensar que estamos só no início da aventura!

Lud e Leo sacando uns euros na sede do Banco Central Europeu em Frankfurt.

sábado, 12 de janeiro de 2013

Como planejamos nossa logística de viagem

Muitas vezes o destino de viagem é definido por uma oportunidade. Exemplo: trocamos nosso mês de março em uma única cidade da Europa estudando francês por um mês pipocando no Reino Unido. Mas como chegamos a esta decisão? E como decidimos o roteiro?



A irmã I. nos convidou para passarmos o fim-de-semana de St. Patrick's Day em Dublin na Irlanda com ela. Este ano, a data vai cair em um domingo, 17 de março. Começamos a levar esta variável em conta: a cidade que fossemos passar o mês estudando teria que permitir que a ida e volta para Dublin fosse possível, levando em conta o prazo de deslocamento sem perder muitos dias de aula e dentro de um custo não exorbitante. Afinal, temos um orçamento a obedecer!

Essas variáveis acabaram eliminando várias cidades francesas e dando força ao mês de estudos em Bruxelas. De lá tem voos diretos para Dublin por bons preços. Diferente de Dijon, de onde teríamos que viajar primeiro para Frankfurt, de lá pegar um avião, voltar depois para Frankfurt e depois ainda gastar mais horas de transporte terrestre para voltar à Dijon. Iríamos perder 3 dias de aula e os custos ficariam razoavelmente altos.

Logo depois uma nova variável surgiu: as escolas da Aliança Francesa exigem para fazer o curso dois tipos de seguros diferentes. Como achamos as reposta muito esclarecedoras sobre o assunto, resolvemos adiar o curso para o futuro e manter a viagem à Irlanda para o feriado. Afinal, é um evento único e em nossos planos está tentar aproveitar grandes datas e festivais pelo mundo.

Do sudeste asiático já está definido que voltaríamos para Frankfurt. Aqui começamos a montar nosso roteiro. Voltaremos para Frankfurt no dia 27 de fevereiro cedo. Em Dublin teríamos que chegar no dia 15 de março, sexta, e sair na segunda dia 18. Pelo menos estas eram as datas possíveis para a irmã I.

O que fazer então do dia 27 de fevereiro ao 15 de março? Inicialmente, pensamos em ficar uns dias em Frankfurt. Vamos ter muito para conversar, gostaríamos de descansar e pegar de volta nossas roupas de frio, que vamos deixar depositadas na casa da irmã I. antes de partirmos para a Ásia (sim, a irmã I. é bacana assim).

Resolvemos então ficar em Frankfurt pelo menos até o dia 3 de março. 4 dias nos parece suficiente para recarregar as baterias e não abusar demais da estadia.

A primeira opção foi ir diretamente para Dublin e conhecer toda a Irlanda com calma. Mas, ao pesquisar a Irlanda (google, tripadvisor, travel.viamichelin.com, frommers, lonely planet e amigos) descobrimos que a Irlanda não é um destino onde queremos gastar tanto tempo, principalmente em um mês de março (frio!).

Aí surgiu o Alessandro com seu sensacional apartamento em Londres e a opção de voar de Frankfurt para Londres por apenas 68 euros.  

O Alessandro tem um apartamento pequeno, prático e reformado, muito bem localizado e por um preço imbatível. Londres é um dos destinos mais caros de hospedagem da Europa: um albergue para duas pessoas, por uma semana, sai no mínimo por uns 300 euros. Hotéis, então? Assustador.

Fechamos com o Alessandro de ficarmos 7 noites no apartamento dele. Londres é um destino que eu sempre quis conhecer e a Lud sempre quis voltar. 7 dias por lá nos pareceu um bom tempo para começar a desbravar a capital inglesa. E a opção de um apartamento bem localizado, que nos permite comer em casa (o que sempre barateia os custos) nos agradou.

Também resolvemos fechar 7 noites porque achamos um voo bem barato de Londres para Dublin saindo no dia 10 por 52 euros. Como vamos chegar em Dublin 5 dias antes do combinado com a irmã I., resolvemos alugar um carro no aeroporto e já partir para um roteiro de 4 noites explorando um pedaço da ilha. O aluguel de carro lá, desde que você encare dirigir um carro manual (na mão inglesa, dirige-se do outro lado da estrada e o motorista fica no outro lado do carro), é bem barato. Conseguimos, por 54 euros, pegar um carro no aeroporto no dia 10 e devolver no centro de Dublin no dia 14.

Resolvemos chegar dia 14 de noite e não 15 para ter um dia a mais na capital irlandesa. Ao pesquisar sobre a cidade, vimos que tem bastante coisa para fazermos. E como o domingo dia 17 será inteiramente dedicado às comemoração de St. Patrick's Day, só sobraria o sábado para curtir a cidade.

Já temos um apartamento alugado em Paris para abril. Depois de Dublin, ainda teríamos 16 noites para passear. Recorremos ao site do Guia Michelin novamente (que gostamos muito devido ao seu sistema de classificação de destinos) e vimos que Belfast na Irlanda do Norte merecia uma visita. Dublin para Belfast é fácil de ir, custa barato e tem ônibus e trem a toda hora. Resolvemos estão esticar para a Irlanda do Norte.

Em Belfast, resolvemos ficar 3 noites. Um dos dias por lá reservamos para fazer um passeio de dia inteiro ao Giant's Caseway. De Belfast, olhando para o mapa, o destino lógico nos pareceu a Escócia. Com 13 noites ainda a gastar, resolvemos ir de Belfast para Glasgow em uma combinação de balsa+ônibus. É uma viagem de quase 6 horas, porém mais barata que o avião e com direito a ver paisagens do interior da Escócia. E a gente está sempre disposto a encarar um novo método de transporte, ainda mais quando tempo de deslocamento não é um problema - e que ainda pode render boas histórias. 

Glasgow não parece ser um destino que precisa de muito tempo. Resolvemos ficar lá só 2 noites e partir para Edimburgo. Tanto em Belfast quanto em Glasgow reservamos um albergue. E mesmo assim os preços são salgados no Reino Unido. Em Dublin, mesmo com 3 meses de antecedência, não foi possível conseguir um albergue para o dia de St. Patrick. Mas achamos um quarto para alugar no Airbnb na casa de uma pessoa mais em conta que albergue e que tem quarto para nós 3.

Chegando em Edimburgo, ainda temos 11 noites. Alugamos um quarto lá para 4 noites. E depois resolvemos fazer York, Cambridge e Bath.

Sabemos que vamos deixar muita coisa ainda no Reino Unido para ver. Mas este roteiro inicial nos agradou. Ainda mais quando pesquisamos os meios de deslocamento entre estas cidades e está dando certo. 

Para fechar com chave de ouro, achamos uma superpromoção no site do Megabus. De Bath vamos voltar para Londres, de onde partiremos por 6 euros em um ônibus notuno para Paris, chegando, saindo às 21:30 e chegando às 07:30. (Chegamos a ver essa passagem por 1 libra, mas bobeamos e não compramos na hora. É claro que ela esgotou rapidinho.)

Sei que não vai dar para dormir quase nada em um ônibus não leito, mas é melhor que avião, e o custo é quase de graça. E ainda vamos desbravar mais uma aventura de deslocamento para compartilhar aqui. 

Resumindo, o que precisamos para fechar o roteiro:

- Um convite para aproveitar um evento que não deixamos escapar;
- Pesquisar os destinos que gostaríamos de ir e definir o dia em cada um deles.Para isso usamos o www.tripadvisor.com, ww.mochileiros.com.br, www.frommers.com, travel.viamichelin.com, www.lonelyplanet.com e consulta aos amigos e ao google;
- Pesquisar a logística de transporte de avião (www.skyscanner.com), trens (www.seat61.com) e ônibus (www.megabus.com, www.eurolines.com, www.aircoach.ie e www.nationalexpress.com, balsa entre Irlanda e Escócia www.citylinkonlinesales.co.uk);
- Procurar hospedagens (www.hostelbookers.com, www.hostelworld.com, www.hotelscombined.com, www.airbnb.com e www.roomorama.com). 

Para completar, muitas e muitas horas de pesquisa no google.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Momentos de angústia

Nos primeiros dias da nossa aventura, eu tive uns breves, mas intensos, momentos de angústia. Não entendi. Não estava tudo bem? Eu não estava me divertindo? Não era isso que eu queria (e tinha trabalhado durante meses para conseguir)?

Na quarta-feira à noite, antes de dormir, enrolada em lençóis, cobertores e edredons, tive uma iluminação . No último ano e meio, estive me desfazendo sistematicamente de praticamente todos os sinais externos da minha personalidade: livros, roupas, móveis, objetos, casa e, no final, meu emprego. Pela primeira vez em muito, muito tempo, eu não tinha um plano e/ou obrigações. Então, no fim das contas, estava eu comigo, sem nenhuma decoração ou distração.



Me acalmei. Eu gosto da minha própria companhia.

Aí virei pro canto e dormi.

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Passeio à Sintra

Para ir de Lisboa para Sintra, basta pegar o trem (comboio) na estação do Rossio, bem no centro de Lisboa. A passagem de ida e volta custa 4,30 euros e a viagem demora cerca de 40 minutos. Não tem erro porque tanto na ida quanto na volta você vai desembarcar na estação final. Só um detalhe: o trem tem muitos vagões e só os que estão com a luz acesa sairão no próximo horário. Cuidado para não embarcar em um de luz desligada e ficar esperando, esperando...

O cartão de transporte de Lisboa funciona normalmente. Só que... você só pode carregar créditos para trem se o cartão estiver vazio (sem créditos para ônibus e metrô). Acabamos comprando outros 2 cartões Viva Vida (e como cada um custa 50 centavos e vale por um ano, o prejuízo nem foi grande.
Palácio Nacional. Fonte: Wikipedia!

Viagens para o exterior

Nossa primeira viagem para o exterior sozinhos, sem família, foi para Aruba, no milênio passado. E foi uma viagem de turma: uma semana de praia para comemorar a formatura na faculdade do final do ano. Na época, 1 dólar custava menos que 1 real, e começamos a juntar dinheiro mais de 2 ano antes. 

Depois dessa, viemos para Paris em 2001. O objetivo era comemorar a aprovação da irmã D. e do futuro cunhado M. em concursos públicos - ou seja, só teriam férias depois de um ano. Foi nesta viagem que o bichinho das viagens me mordeu. Fiquei viciado. 

Eu achava que Paris seria besta. Que a fama era indevida. Que todo mundo exagerava muito. Como uma cidade poderia ser tão fantástica como se dizem? Para mim seria apenas mais uma cidade. Como eu estava enganado...

Eu não falava um A de francês. Agora falo só um B. Mas tinha a Lud comigo (e ainda tenho!). Somos uma excelente dupla: ela resolve toda a questão de comunicação (até nos tirar de uma estação trancada de metrô em Paris ela já nos tirou), e eu garanto qualquer necessidade de locomoção e localização geográfica. Sou realmente um GPS humano. Veneza que o diga.

O ponto que quero chegar é sobre os medos de viajar. Confesso que um pouco do receio que eu tinha em 2001, ao viajar para Paris, era sobreviver. Afinal, já não gosto de falar, de perguntar, de depender dos outros. Em outra língua, então?

Mas não acho que isso deva ser uma barreira para que você comece suas aventuras. Existem destinos internacionais muito bons para se começar a viajar para fora do Brasil. Os primeiros são nossos vizinhos: Argentina, Chile, Uruguai... 

Possuem a vantagem de serem próximos, terem excelente custos de viagem e ótimas opções de destino. E são países que estão bem à frente do Brasil no quesito recepção de turistas e infraestrutura turística. (Na verdade, ainda não conheci um país que receba mal os turistas. O que pode dificultar a situação do turista brasileiro é que ele é muitas vezes mal-educado. E má educação é combatida com mais má educação fora do Brasil...).

Os países latinos tem outra vantagem para o viajante: não precisa de passaporte e é fácil fazer a imigração. Nunca ouvi dizer de um brasileiro barrado ao tentar entrar em Buenos Aires! E a língua não é uma barreira tão grande. A gente consegue entender bem nossos vizinhos portenhos. Eles já têm uma dificuldade maior... mas nada que um bom portunhol não resolva. (A teoria é que português tem mais fonemas - sons - do que espanhol. Então, a gente compreende o que eles dizem, mas elas não conseguem perceber a diferença entre "pão" e "pau", por exemplo.

Outro destino sensacional para começar aventuras internacionais é Portugal. E aqui as vantagens continuam sendo praticamente as mesmas: língua não é problema, e custo também não. (Sério, é mais barato do que muitos destinos no Brasil). O maior custo será a passagem aérea, mas, como Portugal tem voos direto para várias cidades do Brasil, comprando com antecedência e fora de época, conseguem-se bons preços. 

Imigração também será tranquila. Afinal, você e o funcionário da imigração falam a mesma língua; os documento que você apresentar ele vai conseguir ler. E os portugueses são muito bem treinados e educados. Estamos impressionados com a qualidade do atendimento por aqui. Da moça da loja de sorvetes  explicando feliz que o segundo pote tinha desconto de 50% à bilheteira do metrô perguntando se as 6 passagens eram para um cartão de transporte só mesmo, pra gente não fazer bobagem. Atendimento notal mil. 

As vantagens de Portugal sobre os países vizinhos do Brasil são a quantidade de atrações turísticas e a história, muito ligada à nossa. E Portugal pode estar em crise, mas não é nada parecido com as crises com as que crescemos no Brasil nas décadas de 80 e 90. Tudo por aqui está superarrumado, o transporte funciona muito bem e a infraestrutura turística está anos-luz à frente da nossa. 

Fica a dica: está querendo se aventurar fora do Brasil pela primeira vez? Portugal tem tudo para ser o seu destino. Não vai se arrepender. 

domingo, 6 de janeiro de 2013

Europa 2011: parte 2

De Florença fomos de trem para Bolonha. Incluimos Bolonha no roteiro porque era caminho entre Florença e Veneza, ser uma cidade universitária (o que sempre anima a Lud) e por  pesquisas prévias se mostrar como um destino potencial para morarmos durante o sabático que estávamos planejando.

Nossa vista em Veneza.