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domingo, 30 de junho de 2013

Balanço dos seis primeiros meses

Completamos hoje 6 meses pelo mundo. E não estamos nem um pouco a fim de parar ou voltar para o Brasil. Queremos mais!

Giramos o mundo por 55.661 km - contando só o deslocamento entre cidades, não dentro delas. Tirando  o Brasil, foram 16 países e 59 cidades diferentes. 

Foram 25 trens, 23 voos, 12 ônibus, 2 balsas, um carro alugado e uma carona.  

Dormimos em 44 camas diferentes, sem contar 3 noites em aviões, 3 em trens e uma em um ônibus. 

E nada como comemorar 6 meses na França, em La Rochelle, tomando um espumante nacional, isto é, um  champanhe! Depois colocaremos o balança financeiro da aventura.

Nossa janela em La Rochelle, 22:30, começando a escurecer. No fundo a roda gigante iluminada.

Toulouse

Toulouse entrou no roteiro da seguinte forma: o que tem mais conhecido entre Carcassonne e Bordeaux? Ah, tem Toulouse. Lá eles montam o Airbus. 

Tirando a localização geográfica e ser o local onde os gigantes Airbus 380 tomam vida, era só isso que eu sabia da cidade. Portando, nossos dias lá foram cheios de surpresas. E boas. 

A cidade é conhecida como cidade rosa, por causa dos tijolos com os quais foram construídos muitos prédios. Segundo os guias turísticos, as fachadas variam "do mais doce róseo ao mais vibrante alaranjado". Eu e a Lud só vimos laranja. 

É uma cidade grande e tem ótimas ruas só de pedestre, com calçadas bem largas, lindos boulevards e prédios. 

Muita gente famosa deu as caras por aqui. Na praça principal, pintado no teto de um longo pórtico em frente à prefeitura, há murais contando a história da cidade. E tem o Fermat! (Se você não sabe quem é Pierre de Fermat, pára tudo e vai ler O Último Teorema de Fermat, do Simon Singh. De nada.)

Colégio Pierre de Fermat. Prova de admissão: demonstrar o último teorema.
Na verdade o que não falta na cidade são coisas dele. Tem a pintura no pórtico, uma estátua na Galeria dos Ilustres da prefeitura e até um colégio enorme com seu nome.

A cidade tem várias igrejas. Entre as principais, a Église des Jocobins, uma igreja dominicana. Eles vieram combater os cátaros. A igreja tem pilares gigantescos que lembram palmeiras (em uma delas existe um espelho para ver o teto). Fotos não reproduzem como é interessante.

Essa mesma igreja guarda os restos de São Tomás de Aquino. Patrono de todo o ensino! (Quem estudou no colégio de mesmo nome em BH vai entender).

A cidade tem bom transporte público, um metrô que deve ser o mais estreito que já andamos na vida, parques e belas praças. 

O que mais gostamos foi a prefeitura. Que prédio lindo. E o melhor, como é lindo por dentro. Possui lindas salas pintadas e decoradas. E é de graça! Só fecham de vez em quando quando está tendo cerimônias oficiais ou casamentos. Mas é sempre rápido. Nas duas primeiras vezes que tentamos ir, as galerias estavam fechadas. Na terceira vez, nem meia hora depois, já estavam abertas. 

Raymond VI, conde de Toulose, após excomunhão
#chatiado
As salas valem uma passada pela cidade para quem está na região. Gostamos muito mesmo. Estou para dizer que é uma das atrações que mais gostamos em toda a França. Entra no top 10 da viagem pela França fácil.

Já sobre a Airbus, não visitamos. É difícil - quem não tem passaporte europeu tem de fazer reserva com 2 dias úteis de antecedência, e aí já não deu pra mim -, caro (mais de 20 euros) e, dizem as resenhas, decepcionante (por questões de segurança, você só vê os aviões sendo montados lááá longe).

Gostamos muito de nossa parada nesta cidade. Achamos muito superior à Carcassonne. Só não apreciamos o monte de obras e limpezas barulhentas. Bangkok feelings! Em breve mais fotos.

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Os reis malditos

Na adolescência, eu gostava muito da Idade Média - até perceber que na época não havia saneamento básico e a galera não era muito fã de banho.

Agora, conhecendo cidades importantes na Idade Média, estou recuperando o entusiasmo. É divertidíssimo imaginar que rainhas, papas e imperadores moraram nos castelos que eu visito. Dirigi a leitura temática para romances históricos, e estou lendo Os Reis Malditos, do Maurice Druon. A série é ótima - para você verem o nível da coisa, o próprio George R R Martin falou que "this is the original game of thrones" (essa é a batalha de tronos original).



quarta-feira, 26 de junho de 2013

Carcassonne, um experiência mais ou menos

Esperávamos muito de Carcassonne. Afinal, se Narbonne, que não é famosa, já nos agradou, o que falar da terceira cidade mais visitada da França, atrás apenas de Paris e do Monte Saint-Michel?

Para variar, as expectativas atrapalham. Não é que não gostamos da cidade - é que não foi o que esperávamos.

A cidade de Carcassonne em si é a que menos gostamos de todas por que passamos até agora. Achamos bem simples - nada de prédios e ruas bonitas como as demais cidades francesas - e até meio abandonada e sujinha.

A grande atração é a antiga cidadela, é considerada umas das mais bem conservadas cidades muradas medievais da Europa. E realmente é: a visão dela, no alto do morro, inteirinha, é incrível. 

Depois ficamos sabendo que ela não é inteiramente original: foi grandemente restaurada no século XIX por Viollet-le-Duc, um arquiteto-restaurador francês bacanérrimo (entre os trabalhos de reparo dele está a Notre Dame de Paris).

Ao contrário de Brugges na Bélgica, ou San Gimignano e Orvieto na Itália, ou Valletta em Malta, que também são cidades muito conservadas, Carcassonne pareceu demais armadilha de turista. Na cidadela não deve ter nem 5 casas de pessoas. Só lojas e mais lojas de bugigangas para turistas, dezenas de cafés e restaurantes, e tudo muito cheio de gente.

A fortaleza e as marulhas são realmente impressionantes e valem a visita. Ou seja, não faça como a gente, que ficamos vários dias na região. Programe passar para conhecer a cidade murada - um dia dá e sobra.  Se quiser ficar mais tempo, alugue um carro para explorar as dezenas de fortalezas do chamado País Cátaro. Pena que a gente veio sem carteira de motorista. 

No mais, a cidade baixa não tem nada para ver ou fazer. Até o passeio de barco pelo canal do Midi (um canal que liga o Atlântico ao Mediterrâneo! Feito sob o reinado de Louis XIV!) foi sem graça (uma hora e meia de nossas vidas que nunca teremos de volta: o barquinho vai muito lentamente por uma região com   mato dos dois lados, passa por duas eclusas, e volta para o ponto inicial).

O transporte público também desapontou: poucos ônibus, baixa frequência, param de funcionar muito cedo e não andam aos domingos.

Para quem interessar, o ônibus número 4 faz o trajeto centro da cidade (Bastide ou villecidade basse) até o alto da cidade murada (ville haute). Custa 1 euro e vale por 1 hora a passagem.

Como estamos praticamente sem internet, depois colocamos fotos. 

terça-feira, 25 de junho de 2013

Narbonne

Narbonne foi nossa primeira parada em nosso segundo passeio pelo interior da França. E não poderia ter começado melhor.

A cidade é bem agradável, mas sem nenhuma atração turística imperdível. Como chegamos por lá já na madrugada do dia 20 e fomos embora na hora do almoço do dia 21, tivemos basicamente um dia para aproveitar a cidade. E deu e sobrou tempo.

A cidade é bem pequena. Basicamente tudo para se ver fica entre os bulevares que cercam o antigo centro histórico. De turístico mesmo só fomos no Dojon, de onde tivemos uma bela vista da cidade e a sala de tesouro da catedral. A catedral é de graça. A sala do tesouro é paga. Como o ingresso para subir no Dojon também permitia ver a sala do tesouro, passamos por lá.

E até tinha coisas interessantes na sala. Mas o que mais gostamos dela foi o efeito acústico dela, bem parecido com a catedral de Brasília.

Ah, a cidade também conserva um micro trecho da Via Domitia, a estrada que ligava Roma à Espanha. 

A única pena foi a cidade estar em obras bem no seu centro, na região do canal. Quando ficar pronto, a cidade ficará ainda melhor de se visitar. Mas chega de papo e vamos às fotos.