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sábado, 30 de novembro de 2013

Comparativo de custo de supermercado na Finlândia

A gente esteve em Helsinki no final de agosto deste ano. Agora, no final de novembro, passamos por lá uma noite a caminho de Ivalo. Fizemos compras em supermercado em Helsinki em agosto, no supermercado que fica no aeroporto em novembro e também em um supermercado na cidade de Ivalo, mais de 1200 km ao norte de Helsinki, bem na Lapônia.

No supermercado do aeroporto, os preços são superiores aos do supermercado da cidade. Era de se esperar. Mas não achei muito mais caro não. Sabe os preços que estamos acostumados a ver em aeroportos brasileiros e em outras países do mundo?

Já em Ivalo, os preços me surpreenderam. E muito. Vamos lá:

Coca Cola Zero genérica 1,5 litros: 1,09 euros
Pacote com 3 sacos de pipoca de microondas: 1,09 euros
Atum: 1,49 euros
Presunto 250 g: 3,11 euros
Iogurte 0,29 euros
10 ovos 1,69 euros
Queijo gouda 400 g 3,49 euros
4 pães de sal para assar em casa 1,99 euros
Pão de forma 550 g2,09 euros
Cream Cheese Philadelphia
Salsicha 300 g 1,95 euros
Torta de Sorvete Toblerone - 6,19 euros
Pizza Peperoni Dr Otker - 2,89 euros
Quilo de maçã royal gala - 1,59 euros
Pacotão de batata chips - 2,99 euros
Pacote de batata Lacys - 1,79 euros


sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Destinos 2013: Irlanda

De Londres, antes de irmos para o interior da Inglaterra, visitamos cidades de outros países. Começamos por Dublin, na Irlanda.

Ficamos 8 noites no total por lá. As primeiras quatro noites, em uma casa só para nós, muito boa, com lareira e tudo mais. Foi uma delícia ter uma casa super quente na época mais fria do ano para nós até então.

Nossa casa era super confortável. A lareira, um mimo que usamos e aproveitamos muito. 
Depois, nos mudamos para o quarto da casa de uma família búlgara.

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Destinos 2013: Inglaterra

De volta do sudeste asiático, passamos 3 rápidos dias em Frankfurt e de lá voamos para Londres. Mais um destino inédito para mim mas que a Lud já conhecia.

Foram duas semanas que passamos por lá. 7 noites em Londres, 2 em York, 2 em Cambridge e 2 em Bath. A última noite foi dentro de um ônibus indo para Paris. Entre Londres e as cidades do interior do país fizemos um desvio pelas Irlandas e Escócia que contaremos em seguida.

Já estou até com saudades. 

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Destinos 2013: Camboja

Continuando nossa retrospectiva dos destinos de 2013, o Camboja foi nossa última parada no sudeste asiático. Foram apenas 5 noites por lá, com custo médio de 31,50 euros por dia por pessoa. Barato, mas perdeu para o Vietnã e para a Malásia. Vale lembrar que no Camboja a gente acabou comendo só em lugares ocidentalizados, o que elevou bastante o custo da alimentação. Se fôssemos comer comida  local, o preço teria desabado. E olha que só gastamos 9,5 euros por pessoa por dia de comida.

Palácio em Phnom Penh.

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Estudar no exterior: um mês de francês na França, balanço final

Estudei francês por quatro semanas em Strasbourg, na França. A escola foi a Alliance Française e o curso foi o geral intensivo (três horas por dia, todo dia de semana). Carga horária total: 60 horas. Custo: 545 euros, mais 50 euros de inscrição.

Pontos positivos:

1) como eu acabei em uma turma mais avançada do que eu devia, em nenhum momento eu fiquei entediada - muito antes pelo contrário!

2) os colegas: duas espanholas, uma mexicana, uma colombiana, um argelino, uma chilena, uma cazaquistanesa, uma coreana do sul, um japonês e um vietnamita. Todo mundo dava sua opinião e falava sobre a situação de seu país, o que deixava a aula superinteressante.

3) o professor: tinha muita didática e muito conhecimento.

sábado, 23 de novembro de 2013

Enchendo o papo em Strasbourg

6 euros por dia e por pessoa foi nosso custo de alimentação em Strasbourg durante exatos 30 dias. E olha que comemos e bebemos bem demais por aqui. Vamos embora com a cidade não só no coração mas também no estômago.

Praticamente todas as refeições foram feitas em casa. Na rua só comemos um típico bretzel (é um pretzel, mas começa com b) e compramos uma fatia de uma das melhores tortas que já comemos na vida. Em casa nos esbaldamos com compras de supermercado - e principalmente com os pratos da Picard.

Para terem ideia de como passamos bem por aqui, nós andamos comendo e bebendo:

Fondues, acompanhados de vinho (nacional, claro). A baguette é sempre a premiada. 
Nhoque que nós mesmos preparamos +  Crémant de Limoux (um espumante
priminho da champagne). Quase tão bom, e o preço é uma fração.  
Mais um vinho da região e uma cerveja local. 

Torta de limão e sorvete de caramelo! E um dos nossos fondues.
Ah, a Picard. Aqui em Strasbourg experimentamos muitos produtos diferentes, e aprovamos todos. A variedade e a qualidade são de cair o queixo. Alguns são apenas gostosos (o que já é fantástico, já que está falando de comida congeladas). Outros são divinos. E nada é ruim.

Experimentamos linguiças de Toulouse, purê de batata com presunto, com tomate, com azeite, quiches, torta de queijo, um prato chinês (camarão empanado), prato vietnamita (nems de legumes e de carne de porco), massas italianas, sopas...

O croissaint de ouro.
Estes pratos individuais de microondas ficam prontos em 5 minutos. 
Comemos crepes e galetes. Pena que não tirei fotos das galetes.
Até fritas de forno experimentamos desta vez. 
De outro mundo de bom. 
Eu adoro este risotto de queijo.
Experimentamos e aprovamos o croissaint para assar em casa da Picard. 
Até a pizza congelada da Picard é gostosa. 
Queijos deliciosos e baratíssimos do supermercado.
O mini crepe turbinado com uma fatia de bacon defumado. 
Macarons da Picard. Perdem para a versão das patisseries. Mas não são de se jogar fora, não. 
Pinot Noir da Borgonha.
A torta de sorverte de chocolate que compramos para comer com a Isa durante a visita dela. Sensacional!
E essa fatia de torta comprada em uma confeitaria? Custou caro mas foi uma das melhores que comemos na vida. 
E a pasta de speculoos? Por que só fomos descobri-la no fim do ano? 
Um delicioso quiche lorraine. 
E esta sobremesa da Picard que a Isa achou? Que coisa de outro mundo!
Foto da caixa: para registrar para a posteridade e nunca esquecer. E poder comprar de novo ano que vem, é claro. 

Nossos típicos almoços. Ok, este não foi tão típico porque tinha vinho.
Os congelados da Picard. 
Uma típica ida ao supermercado: suco, cerveja, iogurtes, ovos, cereal, presunto, queijo, maças, clementinas, salada, pratos congelados, chás, cream cheese, atum, mel, pão de forma e as torradas suecas. 
Em termos de supermercado, Strasbourg está muito bem servida: tem Leclerc, nosso preferido, Monoprix, Simply, U Express, Auchan, Norma e Coop. O Leclerc é disparado o melhor, tanto em preço quanto em variedade. Ainda mais o bonitão que fica no centro comercial Rivetoile.

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Destinos 2013: Vietnã

O primeiro país comunista que a gente visita! E, bem, de comunista não vimos nada. Já no aeroporto fomos bombardeados com anúncios de marcas mundiais. Em Hanoi e Saigon, vimos todas as marcas internacionais que se pode imaginar.

Eu adorei o Vietnã. Adorei ter passado por lá na época do Tet, o ano novo chinês deles. Por mais que alguns lugares estivessem lotados - como o trem de Hanoi para Hue -  vimos o país todo enfeitado, o povo passeando e visitando os templos em suas roupas de festa, em um clima de alegria e confraternização muito legal. E a festa na pizzaria quando o dono presenteou os funcionários com envelopes de dinheiro?

Halong Bay.

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Destinos 2013: Tailândia

A Tailândia foi tudo que esperávamos e ainda mais. 

Começamos com praias para lá de paradisíacas em Phuket. E também com uma troca de hotel.

Lembram do caso que eu queria desde o início ficar em um com praia particular?  Para a Lud a ficha só caiu quando estávamos lá no hotel sem praia, "só" com piscina. 

Nos mudamos para um resort e foi a praia mais sensacional da minha vida.

Nossa praia particular.

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

A beleza das línguas latinas (para quem fala uma delas)

Estudei inglês por um montão de anos. Me lembro que, principalmente no começo, a aprendizagem era lenta: cada palavra nova exigia esforço (como escrever? como pronunciar? o que significa?). Idem para as estruturas gramaticais, bizarras para o falante de português. Para atingir uma "massa crítica" de conhecimento - aquele tanto que permite que você saia por aí aprendendo novidades por conta própria - demorou um bocado.

Francês é outro esquema. Francês rende. Depois de 2 ou 3 semestres de estudo, dá pra encarar livros, revistas, programas de tevê. Não que dê pra entender tudo, mas rola uma compreensão. Muito diferente do inglês, pelo menos na minha época: com 2 anos de estudo dava pra perguntar o nome da pessoa e de onde ela vinha, mas a conversa acabava aí. E materiais impressos eram praticamente grego.

É verdade que tem uma hora que o francês fica difícil: é quando você deixa de ser iniciante e começa aprender as regras gramaticais... e suas inumeráveis exceções. Só que aí é tarde - o francês já te pegou. Você já sabe o suficiente pra ser virar.

Pensando nisso, cheguei à mais óbvia das conclusões: língua latina é o que há. Pra quem sabe português, o francês, o espanhol, o italiano e o romeno estão aí, ó, facinhos. Eu tenho colegas orientais na aula de francês e fico imaginando a luta que deve ser estudar uma língua... que usa outro alfabeto! Aliás, outros alfabetos: a gente não se lembra disso, porque aprendeu na primeira série, mas as  maiúsculas e as minúsculas, em letra cursiva E de forma, são todas diferentes umas das outras!

Então é isso: assim que o francês estiver consolidado, parto para o espanhol.

Destino 2013: Singapura

Uau! Singapura merece um começo de post assim. Que cidade/nação. Um dos lugares mais limpos e arrumados que já vi na vida. E bonito. A cidade é linda e tem muitas coisas legais para fazer e ver. 

Chinatown, região que ficamos hospedados.
Se Kuala Lumpur foi uma ótima porta de entrada para a Ásia, Singapura é a materialização da imagem que eu tinha do primeiro mundo tropical. Além de toda modernidade da região da marina e da limpeza absurda de toda a cidade, do seu metrô e ônibus modernos e excelentes, a cidade também tem sua cota de templos, parques e bairros asiáticos.


terça-feira, 19 de novembro de 2013

Estudar no exterior: a aula e o livro da Alliance Française de Strasbourg

Na Aliança Francesa de Brasília, eu usava o livro Alter Ego - Français Langue Etrangère. Aqui em Strasbourg, eles também usam... até o final do nível A2.

Na minha turma, que é uma mistura de alunos dos níveis B1 e B2, o livro texto é o Le Nouvel Édito Niveau B2 - Méthode de Français. Quem não quer comprar não precisa: os professores tiram cópia das páginas que a gente vai usar e entregam. No entanto, vejo que os alunos veteranos todos têm o seu.

O professor disse que o livro era bom, com textos interessantes e muito vocabulário. De fato, surgem muitas discussões interessantes na aula. Só que eu preferi investir meu dinheirinho na Grammaire Expliqué do Français - Niveau Intermédiaire (20,90 euros) e seu caderno de exercícios (10,90 euros). Também foi indicação do professor, e ela é muito boa para quem quer estudar por conta própria (que é o meu caso).

Quanto à aula: é tradicional. A gente lê textos e artigos, faz exercícios, improvisa diálogos e discute de montão. Falamos o tempo todo, e o professor acompanha e corrige (com jeito. Ninguém fica chateado). Ele se chama Hervé Dieux e é excelente. Entende de gramática, de literatura, de história, de política, é engraçado e deixa os alunos à vontade.

Esta é a última semana de curso pra mim (estou fazendo a Session de Novembre, que termina no dia 22). Depois que acabar (e eu estiver lá em Ivalo tentando não congelar), faço um balanço final da experiência.

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Destinos 2013: Malásia

A Malásia foi nosso primeiro destino asiático. Conhecemos Kuala Lumpur, capital e maior cidade do país. Foram 4 noites e quase 5 dias por lá. Afinal, fomos embora para Singapura de trem noturno que saiu já quase no dia seguinte. 

Kuala Lumpur foi um excelente começo de viagem pela Ásia. A cidade tinha de tudo: prédios super modernps, como o aeroporto e as famosas e lindas Petronas Towers, e atrações muito antigas, como as Batu Caves. E sim, algumas áreas "sujinhas" - aquelas que eu tinha em mente quando pensava em Ásia, com todo o preconceito pré-viagem. 

Bairro indiano de Kuala Lumpur.

domingo, 17 de novembro de 2013

Destinos 2013: Luxemburgo

Mais um destino inédito para mim. Foi o país em que passamos menos tempo no ano todo: uma noite. Mas deu para conhecer a capital, a cidade de Luxemburgo, relativamente bem, pelo menos em termos de atrações turísticas.

Confesso que a maior graça do país foi a neve. Muita neve. Estava nevando bastante - o máximo que já peguei na vida até então. E estava muito, muito frio - também o máximo que eu já tinha sentido.

A cidade de Luxemburgo estava cheia de neve. Neve e frio. 

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Destinos 2013: Alemanha

Segundo destino do ano e também o segundo lugar que mais visitamos. Foram 54 noites passadas lá. 

A Alemanha era um destino que eu não conhecia ainda. E minhas expectativas eram altíssimas. Fama de país organizado, onde as coisas funcionam e muito bem. Ou seja, do jeito que eu gosto. E realmente foi isso que encontrei. A organização alemã não me decepcionou. 

O Bundestag, uma das casas parlamentares nacionais (a outra é o Bundesrat). Vale a visita.

Nossas viagens de ônibus no ano de 2013

Taí um meio de transporte que usamos bem durante o ano: ônibus. Foram 34 viagens de ônibus no decorrer do ano. Isso só entre cidades. Não contamos aqui os inúmeros ônibus dentro de cidade e os da rota aeroporto-centro.

Ônibus no Vietnam, de Hue para Hoi An.

Apertadinho, velhinho e lotadinho.

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Nossas viagens de carro pelo ano de 2013

Um dos meus objetivos para o ano era não dirigir. Acho que vou conseguir. Nossos próximos destinos são poucos: Frankfurt, Helsinki, Ivalo, de volta à Frankfurt e depois direto para o Brasil. Em nenhum deste trechos vou pegar o volante. 

Durante o ano todo andamos muito pouco de carro. Foram apenas duas viagens: a primeira em janeiro e a segunda em maio. Sem contar táxi, que pegamos 22 durante todo o ano. 16 deles na viagem pelo sudeste asiático, onde o preço é bem em conta e muitas vezes a gente não descobriu outra opção de transporte entre os aeroportos e os hotéis/albergues.

A viagem de carro em janeiro foi de Frankfurt para Trier, seguindo para Luxemburgo, onde passamos a noite. No dia seguinte voltamos de Luxemburgo para Frankfurt passando pela cidade de Vianden. 

Foi uma viagem muito boa. Primeiro porque a gente estava de carona com a Isa. Ou seja, não precisei dirigir. E pegamos, muita, muita neve. Teve portanto muita emoção, como praticamente desenterrar o carro da neve no domingo cedo antes de voltarmos para Frankfurt e ter que parar em postos de gasolina na volta para comprar anticongelante para a água de limpar o para-brisa.

Não é o nosso carro, mas dá para ter uma ideia de como o nosso amanheceu. Era no mínimo o dobro de neve desse.

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Nossas viagens de balsa pelo ano de 2013

O ano ainda não acabou, mas nosso roteiro até o retorno ao Brasil já está definido. Ou seja, já sabemos quantos quilômetros teremos andado durante o ano, quais as formas de transporte usados e os números de cada um.

Durante o ano de 2013, viagens de balsas foram poucas, mas excelentes. 

As balsas  que fazem travessias na Europa são realmente gigantescas.

sábado, 9 de novembro de 2013

Essa tal da imersão linguística

Sempre tive birrinha de gente que fala que só dá pra aprender de verdade uma língua se você passa uma temporada em um país de falantes nativos. Eu e as minhas irmãs aprendemos inglês muitíssimo bem no Brasil, no colégio e depois em cursos de idiomas. E (momento esnobe horrível), quando passamos temporadas no exterior trabalhando (eu na Disneyword, a irmã mais nova no Colorado), o povo perguntava se a gente já tinha morado fora ou se tinha estudado em escola americana.

Então eu acho que é meio preguicinha da galera que defende a imersão como única e inescapável maneira de ficar fluente. É isso ou vontade de viajar (aí eu já entendo perfeitamente).

Agora, sou obrigada a confessar que o tempo que passei na França viajando me ajudou a melhorar a escuta e ampliou meu vocabulário, até porque eu me agarrava com qualquer livro ou revista que passasse na minha frente.

Mas deixa eu contar onde o bicho pega: as propagandas de cursos no exterior juram que um um mês de aulas diárias vão corresponder a um semestre regular no Brasil. E eu não sei não. Já fiz uns dias de curso intensivo no Brasil e achei muito cansativo e pouco produtivo - tanto que, quando a turma foi cancelada, adorei. A cabeça não tinha tempo pra processar tanta informação, sabe?

É verdade que, em novembro, vou estar por conta do estudo (são 3 horas de sala de aula, e não 8 horas de trabalho MAIS 3 horas de sala de aula) e, além disso, cercada por situações da vida real francesa.

Vamovê de qualé.

Ok, placas em francês ajudam, ainda mais se dá pra deduzir.
Aposto dinheiro grande que "chefs-d'oeuvre" é "obras-primas".

Estrasburgo em fotos

Uma seleção de fotos dos nossa primeira quinzena por aqui. Quem sabe as fotos convencem mais pessoas a visitarem esta linda cidade francesa.



quinta-feira, 7 de novembro de 2013

O quarto achado de Strasbourg: Rivetoile

Além da Cidade da Dança e da Música e da mediateca André Malraux, aqui perto de casa também tem o centro comercial Rivetoile, nas antigas docas do rio. 

Uma das dezenas de entrada do shopping. É um prédio  baixo, com apartamentos do segundo ao quarto andar. 
No primeiro e no subsolo tem lojas, muitas. 
A gente anda bem econômico e fugindo das compras. Normalmente um shopping não entraria na lista de achados. Mas esse perto de casa entrou fácil. E por quê? Porque ele tem um sensacional supermercado, mais barato e bem mais suprido que os outros da cidade, um cinema gigantesco que passa filmes com som original e legendas em francês, e várias lojas que a gente estava procurando para ver se comprava presentes de natal para os afilhados e sobrinhos. 

O supermercado é o E. Leclerc. Vem para Strasbourg e quer fazer compras de casa? Essa é uma ótima opção. Estamos gostando mais dele do que do Monoprix, do U ou do Simply grande que tem no shopping Le Halle. Pode não ser central como outros, mas é o mais perto da nossa casa. E tem os melhores preços e variedades de produtos. 

Nosso supermercado preferido.
Para aos amantes da culinária, no shopping tem uma loja da Alice Délice. Sério, que loja é essa? É uma atração turística!


Para os amantes da culinária, recomendo o site da Alice Délice. 
O cinema UGC tem 22 salas. Nós aproveitamos o feriado de Toussaint (Todos os Santos) para assistir Gravity em 3D. O filme é bem legal, mas mais legal mesmo são as salas. Confortáveis, espaçosas, com ótima imagem e ótimo som. O ingresso custa 6,30 euros nas sessões antes de uma da tarde. Filmes 3D custam 2 euros a mais. Ah, e você precisa comprar seus óculos 3D: mais 1 euro na conta. Mas os óculos ficam com você, e podem ser reaproveitar um monte de vezes.

E tá sempre cheio de gente. Francês adora um cinema. 






O que achei mais legal do cinema são as inúmeras opções de cartão fidelidade. De cartão para estudante a cartão terceira idade, além dos cartões mensais e anuais. O anual custa 26 euros por mês e te dá direito a ver filmes quantas vezes você quiser. Dá para praticamente morar  no cinema! Ainda mais com tantas salas, tantos filmes (muito filme francês, muito filme americano e muitos filmes do mundo todo) e um amplo horário de funcionamento.

Como todo bom shopping, o Rivetoile tem várias opções de alimentação, local para criança se divertir e lojas para todos os gostos. O que acho mais legal, no entanto, é ele não abrir no domingo. Ao contrário do Brasil, em que domingo é dia de shopping, aqui domingo é dia de ir para a rua, para os parques, viajar, curtir o ar livre. Na minha opinião, não tem lugar no mundo melhor para viver que a França. Se alguém sabe viver bem são os franceses. 

Lado de fora do shopping. Imagina no verão, deve ser concorridíssimo. 

São vários prédios ligados por corredores fechados de vidro. Bom para manter o calor no inverno,
bom para manter o frescor no verão. 

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Estudar no exterior: vai procurar sua turma!

A Aliança Francesa de Strasbourg tem um probleminha: ela é pequena. Ou seja, embora ela prometa aulas de todos os níveis iniciando em todo começo de mês, não é beeeem assim, não.

Eu fiz o teste de nível e o resultado foi B1.1 (o equivalente ao sexto semestre de curso de duas aulas por semana). Só que... não houve estudantes suficientes pra fazer uma turma B1.1. Então a AF botou no mesmo balaio de gatos, opa, na mesma sala, cinco estudantes que haviam terminado o B2 no mês anterior e uns novatos.

O primeiro exercício que o professor passou foi sobre concordância de partícipios. É um troço complicado. Deixa eu explicar o quão complicado: nem os franceses sabem direito concordar os particípios. (Eu, então, não tinha ideia que isso existia. Vocês já ouviram falar de adjectif verbal?) No segundo dia, outro exercício bacana: la concession et l'opposition... com os tempos verbais corretos, bien sûr). Oi?

Fui conversar com o professor e ele falou que está apresentando à turma, que é mais antiga, as exceções aos casos comuns. (Reação interna: mas eu quero aprender são os casos comuns!) Expliquei pra ele que eu não tinha estudado nem o subjuntivo, o que muito o surpreendeu. Ele disse que não tinha tido acesso ao meu teste, mas que a minha expressão oral estava condizente com a turma. (Aí eu fiquei toda-toda. Mas não é que eu fale bem, gente, é só que eu falo muito.)

Pedi uma indicação de gramática pra ver se eu estudava por conta própria. Ele me indicou a Grammaire Expliquée du Français - Intermediaire, que de fato é ótima, maaaas fiquei pensando que, antes de aprender tudo sozinha em casa, eu devia ir atrás de outra turma pra ver de qualé.

Conversei com o coordenador. Ele disse que a turma da sala 7 estava terminando o A2, então eu não estaria tão mais avançada que eles. E ainda falou que as pessoas que ele testou para essa turma "estão no mesmo nível que você".

Lá me fui, toda contente. Colegas simpáticos, professora empolgada, um amor. E, depois de 10 minutos... ai, se arrependimento matasse. A aula era leeeeenta e os colegas eram leeeentos e falavam beeem pouquinho (nota mental pro coordenador: esse povo está no mesmo nível que eu?! Seriously, dude).

A tortura não durou muito tempo (ainda bem): no intervalo, o professor da turma original me resgatou do inferno dos alunos iniciantes e eu pude voltar à sala das pessoas articuladas pra participar de um debate sobre a validade artística da obra de Marcel Duchamp (sério, esse é o nível da aula).

Então é isso: a AF promete aulas de todos os níveis iniciando em todo começo de mês, mas não é bem assim. Este mês não teve turma pra mim. Tive que escolher entre a sala dos pós-iniciantes e a sala dos ultra-avançados.

Não é difícil adivinhar qual foi minha opção, né? Dica: na sexta-feira passada foi feriado. Rolou um longo encontro entre eu, a gramática e o subjonctif présent.

Muito amor por essa gramática e seu livro de exercícios.

Cinemas pelo mundo

No total do ano fomos no cinema 7 vezes, em 7 países distintos.

A primeira sessão foi logo no início do ano. Em Lisboa, no shopping Vasco da Gama, assistimos o filme Os Miseráveis. 6,60 euros o preço do ingresso.

A segunda ida ao cinema foi em Fevereiro em Bangkok. Assistimo A Vida de Pi em um cinema para lá de sensacional. Super tela, super som, super pipoca e o melhor, um sofázão gigantesco e confortável para nos dois. Foi o mais caro do ano, 8,75 euros por pessoa. Mas se pensarmos que inclui as pipoconas e todo o conforto, valeu bem a pena.

Ainda na Ásia assistimos mais um filme. Warm Bodies em Saigon. Um dos poucos filmes que tinha com som original. E valeu bem os 3 euros que pagamos. Ah, e uma sala muito boa e moderna também.

Próximo filme foi em Março, média alta até agora, em Dublin. Assistimos Oz em um cinema super clássico e histórico da cidade. 6,70 o preço do ingresso.

Próxima sessão demorou um pouco mais. Meio de junho, novamente em Lisboa. Star Trek, agora no cinema X. 5,50 o ingresso. Ótima maneira de comemorar minha residência portuguesa enquanto a gente esperava a hora para pegar o trem para Faro.

Início de julho foi a vez da Lud ir sozinha no cinema assistir Before Midnight. Foi na cidade de Rennes, na França. 8,20 euros o ingresso. Confesso que o preço me espantou. É, a Lud me acompanha em um filme de zumbi e ficção científica mas eu não vou no filme romântico com ela. Podem me julgar.

Depois só voltamos ao cinema em Strasbourg, já no dia primeiro de novembro. Vimos Gravity em 3D no super complexo de cinema UGC do Rivetoille. 9,30 o ingresso contando com o 1 euro da compra dos óculos.

Normalmente no Brasil a gente vai bem mais no cinema por ano. Mas até que achei que para quem está se divertindo horrores pelo mundo a gente foi até muitas vezes. Vamos ver em 2014 como será nossa média cinematográfica.

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

O croissaint de ouro

Só porque a Regina pediu, acabamos de chegar da rua onde fomos comprar o croissaint de ouro. 

Veredito: é bom demais! Muito, mas muito bom. Não sei se afirmo que o melhor que já comi na vida, como é o caso da baguete de prata, mas sem dúvida vai para a lista dos melhores fácil. 

A padaria se chama L'Authentique e fica no número 11 da Petite Rue de la Course, esquina com a Rue Déserte, bem perto da estação de trem de Strasbourg. Diria que passar por ela, para quem vem visitar a cidade, é uma boa pedida. Tanto na chegada quanto na partida.

Estrela é baguete, losango o croissaint. Como podem ver, andamos indo longe só para informar bem vocês. 
Nós compramos dois. O primeiro comemos na rua mesmo. A chuvinha fina e o vento não ajudaram muito a degustação. Mas chegando em casa deu para saborear o outro com mais calma.