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quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Pausa para festas

Deixamos Zaragoza mas não deixamos a Espanha. De lá fomos para Barcelona, encontrar meu primo e a esposa. Juntos continuamos a passear pela país: Barcelona, Valência, Granada, Córdoba e Sevilha, e possivelmente mais algumas cidades no esquema bate e volta.

O Natal deste ano, portanto, será na Europa. Sevilha será o destino. E, o melhor de tudo, em família. Não vai dar para estar com todos mas pelo menos não estaremos sozinhos. Pelo contrário, a companhia será maravilhosa.

De Sevilha iremos hibernar pelos dois primeiros e mais severos meses do inverno europeu. Em Paris. Isso mesmo, 2015 começará de forma praticamente imbatível: Paris.

Sim, são nossos presentes de Natal. Dei para Lud um mês em Paris. Ela retribuiu. Combinação perfeita.

Como é época de festas e férias, aproveitaremos para diminuir o ritmo no blog. Os posts serão menos frequentes. Provavelmente faremos nossa retrospectiva e balanço do ano. No mais, devemos escrever sob demanda. Ou seja, vamos atender a quem pedir destinos, fotos e coisas do tipo.

Boas festas e ótimo 2015 para todos!

Boas festas e feliz 2015!

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Zaragoza, destino fantástico!

Bem-vindos à cidade campeã do nosso passeio pela Espanha!

Não sabíamos quase nada de Zaragoza antes de vir. Parece que é um destino esquecido, fora da rota turística. Paramos aqui para fazer uma pausa entre Pamplona e Barcelona. Em Barcelona vamos encontrar nossos primos e passear pelo sul da Espanha. Portanto, uma das intenções era relaxar, descansar e nos preparar para o batidão.



Mas olha, a cidade nos surpreendeu. Adoramos. Zaragoza é um senhor destino. Tem muita atração top. Fora que a cidade é do jeito que a gente gosta: plana, próspera, ruas gostosas de caminhar, - algumas com calçadas largas, algumas só de pedestre -, bom transporte público, boas opções de supermercados e restaurantes, preços convidativos... ou seja, cidade em que dá para morar fácil. 

Catedrais de Zaragoza

Isso mesmo, no plural. A cidade não tem só uma não, tem duas! Praticamente uma do lado da outra, na mesma praça.

E que catedrais. Uma é um grande ponto de peregrinação. É a Catedral de Nossa Senhora do Pilar. Uma catedral absurdamente imensa, daquelas que você não consegue enquadrar em fotos.

A catedral de Nossa Senhora do Pilar fica na praça de mesmo nome.
Ela é tão grande que não cabe em foto. Só se for para o outro lado do rio. 
Aqui o centro dela, vista da rua Alfonso I, a rua de pedestres mais legal da cidade. 

Palácio de la Aljafería de Zaragoza

Tá aí mais uma atração legal de Zaragoza. Um mini, mas bem mini, Alhambra. É o antigo castelo mouro que virou palácio dos reis de Aragão. Hoje é a sede do parlamento de Aragão.

Pode-se visitar, pagando 5 euros. O legal é que demos sorte de ir em um belo feriado. Nos dias 6 (Dia da Constituição Espanhola), 7 (foi domingo) e 8 (Dia da Imaculada Conceição) de dezembro, a entrada era gratuita.




Zaragoza em muitas, muitas fotos

Destino nota 10 ganha post fotográfico. Então vamos lá!

Catedral de La Seo.
Linda a parede da catedral.

Época de Natal em Zaragoza

Na Espanha, as decorações de Natal começaram a dar as caras quando ainda estávamos em Madri, no dia 17 de novembro. Vimos as luzes penduradas pelas ruas, mas não vimos nada aceso. O mesmo por outras cidades pelas quais passamos.

Só em Bilbao, no dia 28 de novembro, é que vimos nossas primeiras luzes de natal. Pamplona também teve um pouco. Mas foi Zaragoza que arrebentou no quesito Natal.

E nem foi por causa da decoração e das luzes, mas sim por causa da super feira de Natal que rolou na praça principal da cidade. Ente as duas catedrais, em um espaço gigante - pois a praça é bem grande -, rolavam duas feiras, um tobogã para as crianças, um presépio gigante, uma pista de patinação no gelo, árvore de natal, papai noel e até burrinhos para passeio.

Nota 10 para o Natal de Zaragoza. Assim como a cidade, que também ganhou um 10 da gente. Aproveitando, feliz Natal para todos.

Árvore de natal em Bilbao. Nossa primeira árvore acesa do ano.

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Pamplona

De todas as cidades espanholas que conhecemos até agora, Pamplona foi a que achamos menos especial e menos gostamos. Não que a cidade não mereça ser conhecida. É que, comparada com as demais pelas quais passamos, ela perde fácil em termos de atrações e beleza.

Lógico que visitar a cidade durante as festividades de San Fermín deve ser uma loucura. Sem falar que da diversão de ver os touros correndo pelas ruas do centro até a Plaza de Toros da cidade.

A atração de que mais gostamos da cidade...

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Bilbao, uma delícia de cidade

Estamos escrevendo este post depois de 3 dias em Bilbao. Ainda teremos mais. E olha que, mesmo com o tempo horrível com muitas chuvas - só tivemos sol na tarde em que chegamos -, já deu para adorar a cidade.

Diferente de tudo que já vimos pela Espanha, e diferente da maioria das cidades pelas quais passamos pela Europa.



Museu Guggenheim de Bilbao

Como museu ele deixa a desejar. Além de alguns poucos quadros legais, o que ele oferece são instalações para lá de modernas, totalmente estranhas e confusas, mesmo usando o audioguia incluso no salgado preço do ingresso: 13 euros.

Mas sabe para que se vai ao Guggenheim? Para ver e admirar a obra prima da arquitetura moderna que é o prédio. Tanto que o guia fala mais da construção do que das obras ali dentro.

Falando em obras, as mais legais dá para ver de fora do prédio. A aranha gigante, as bolotas reflexivas, o cachorro gigante e as tulipas. E até brinco mais: deixaram o bom por fora para convencer a pessoa a entrar. Você pensa: "se por fora tem coisas tão legais, imagina por dentro!". Não, é enganação.

Mas a arquitetura toda em curva, sem nem uma reta, usando basicamente vidro e titânio é de tirar o fôlego. A integração do prédio com a cidade e o rio é sensacional. Os painéis de titânio parecem escamas de peixe. O prédio tem um ar orgânico incrível.

Por dentro, como na maioria dos lugares pela Espanha, não pode tirar foto - só do prédio. Das obras de arte, nada de fotos ou filmes. Tirando alguns Kandinsky, um Miró e alguns outros semi-interessantes, tem muitas instalações malucas. Não é para menos que a maioria dos críticos concorda em uma coisa - e pelo visto os visitantes também: o prédio é mais atração do que as obras dentro dele.

Região do museu vista do alto do mirador. 
A obra mais legal é a aranha gigante que fica do lado de fora do prédio. 

domingo, 14 de dezembro de 2014

Bilbao em fotos

Vários dias na cidade permitem que a gente, além de conhecer bem, possa achar ângulos legais para capturar as belas paisagens. Então segue um post só de fotos dessa bela cidade.




sábado, 13 de dezembro de 2014

Portugalete e Getxo

Com a chuva não dando trégua, acabou que só nos animamos a ir para locais bem próximos mesmo. Portugalete e Getxo são cidades que hoje fazem parte da região metropolitana de Bilbao. Tanto que dá para visitá-las usando o belo metrô da cidade.

Portugalete foi nosso destino inicial. Foi a conta de sairmos do metrô e chegarmos ao mirador para ver a famosa Ponte Suspensa de Biscaia para que a chuva começasse.

Uma pena. Nos pareceu um local bem agradável para andar às margens do rio se o tempo tivesse bom. Daria até para atravessar a ponte andando em vez de flutuando.

É que esta ponte é super diferente. Ela não tem pista ligando os dois lados. Tem uma plataforma que é içada e transportada cada hora de um lado para o outro do rio. Se você quiser atravessar, paga 35 centavos de euro, entra nela e espera ela ser içada para o outro lado. Coisa rápida e divertida.

Agora, com o tempo bom é possível subir de elevador até o topo da ponte e atravessar pela passarela. Dizem que a vista é linda. Dá até para pular de bungee jump dela. Mas estava tudo fechado por causa da chuva.

Do outro lado de Portugalete fica a antiga vila de Getxo, já cidade grande também e agora parte de Bilbao. Outro local com calçadões tanto na margem do rio como do mar. E, novamente, se não fosse o tempo ruim dava para caminhar com gosto por ali.

Já que o tempo não ajudou, só deu para andar um pouco na margem do rio e do mar. Pegamos o metrô na estação central da cidade de volta para o casco viejo de Bilbao, mas não antes de ver uma das estátuas mais legais que já vimos. É uma representação da cidade de Bilbao derrotando o mar, representada por um Netuno com o tridente quebrado e sendo derrubado pela cidade. Sensacional!

Portugalete: que nome simpático para uma cidade!

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Burgos

Outra cidade espanhola que nos encantou foi Burgos. Não tanto quando León, mas bem perto de igualar. E, se bobear, a diferença foi só por causa do tempo. Se em León pegamos sol, em Burgos o céu não colaborou. Inclusive, em um dos dias que passamos por lá, caiu o maior pé d'água que pegamos no ano. E sim, a gente estava na rua na hora.

Burgos é a antiga cidade capital do Reino de Castilla. O mesmo que depois se juntou a León e virou o Reino de Castilla y León. A última rainha daqui? A famosíssima Isabel, a Católica. Quando ela se casou com o rei Ferdinando de Aragón, tivemos o início da formação do estado da Espanha, que na época se tornou a maior potência que o mundo tinha visto.

Tempo razoável, com um pedacinho de céu azul e sem chuvas?

Catedral de Burgos

Mais uma senhora catedral. E monstruosa. Diria que se bobear é ainda maior que a de Santiago de Compostela. E bem mais legal e bonita. Mas é meio maluca também. Por isso a de León continua sendo nossa preferida.

Ela também está super conservada e limpa e possui inúmeras capelas muito bonitas (uma tão bonita e grande que brincam ser uma catedral dentro da catedral), além de belos vitrais (de novo não tão belos como os de León).






segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Monastério de Santa Maria la Real de las Huelgas

A cerca de 2 quilômetros do centro da cidade fica esse monastério, construído em 1187. Dá para ir andando fácil, ainda mais se for margeando o rio Arlanzón. Bom para passear pelo Paseo de la Isla. Aproveite também para, do monastério, dar um pulinho na universidade de Burgos. O antigo prédio do Hostal dos Reys de Castilla y León faz parte do complexo. Hoje é a faculdade de direito.

O monastério foi construído por Alfonso VIII de Castilla como presente para sua esposa Leonor da Inglaterra. Ela era filha de uma conhecida nossa, Eleanor de Aquitaine, que foi rainha da França e da Inglaterra. Ela já apareceu por aqui! Outra curiosidade? Leonor era irmã de Ricardo Coração de Leão e do rei João Sem Terra.

O monastério foi um dos mais importantes da Europa: tinha sua própria jurisdição! Era comandado por mulheres e foi local de inúmeros casamentos reais. Além disso, ali reis eram sagrados cavaleiros.

Da linhagem real de Leonor da Inglaterra descendeu a rainha Isabel, a Católica que, ao se casar com Ferdinando de Aragón, deu início à Espanha como conhecemos hoje. E a mesma que entregou suas joias a Cristóval Colombo para que ele montasse uma expedição - e descobrisse a América!

Casas antigas na frente do monastério.
O monastério ainda funciona. Por isso, visitas, só guiadas. E, como, muitas outras atrações na Espanha, nade de fotos (que coisa, isso). A visita demora cerca de 1 hora, custa 6 euros por pessoa e é feita em espanhol, mas dá para entender.

sábado, 6 de dezembro de 2014

Transporte pela Espanha: trens e ônibus

Terminando nossa volta pela Espanha, pegamos mais 2 trens e 1 ônibus. E foi bom para chegarmos às seguintes conclusões:

1) Em pequenas distâncias, coisa de 1 hora de viagem mais ou menos, o ônibus é mais barato que o trem.

2) Para distâncias maiores, o trem é mais barato, mas somente se comprado com muita antecedência. Há uma diferença grande entre o preço da passagem comprada na hora X comprada antes.

3) Se for comprada no mesmo dia, provavelmente a passagem de ônibus será mais barata.

4) Trens são absurdamente mais confortáveis do que ônibus, mesmo os ônibus e as estradas espanholas sendo muito bons.

Região da estação Delícias de Zaragoza. Sim, é o nome do bairro e da estação. 

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

León

León é uma cidade encantadora. Não esperávamos tanto, e estamos agradavelmente surpreendidos.

Para começar, ela é plana - fato que sempre nos alegra, já que a gente gosta de caminhar pra todo lado. Ela tem várias ruas de pedestre lindas, com predinhos baixos muito bonitinhos - aqueles cheios de janelas, varandas de ferro forjado e plantas floridas. Além disso, as cores dos prédios são tipicamente espanholas: vermelho, laranja, amarelo. Fica lindo contra o azul do céu.

A maravilhosa e linda catedral de León. 

Astorga, nossa bate e volta a partir de León

Astorga é uma cidade pequena e muito agradável, de origem romana como León. Seus destaques, além dos chocolates, são a bela catedral com torres de cores diferentes (uma verde, outra rosa. Ok, uma esverdeada, outra rosada), o palácio episcopal desenhado por Gaudí (que fica ao lado da catedral), a simpática prefeitura (que fica como sempre na Plaza Mayor) e as muralhas romanas.

É um destinos que dá para ficar poucas horas - como foi nosso caso - ou um dia inteiro - para os amantes do slow travel e da boa comida. Muitos restaurantes pela cidade, e a bons preços.

A cidade também faz parte do Caminho de Santiago. Até aproveitamos para andar mais um pedacinho. De pouco em pouco, pelo menos dentro das cidades, vamos fazendo nossa peregrinação - se bem que ao contrário, já que a gente começou em Santiago!

Dá para ir e voltar de Astorga de trem. Mas achamos os horários horríveis e o preço bem menos em conta que o do ônibus. E como a estação de ônibus em León é do lado da de trem, não faria diferença de onde sair.

O ônibus tem mais horários, mas não muito. Depois de uma viagem agradável, confortável e rápida (por volta de 40 minutos), chegamos ao nosso destino. Para alegria geral, a estação de ônibus é do lado da catedral. A de trem é um pouco mais afastada.

Compramos a passagem na hora mesmo, nas máquinas automáticas dentro da estação de ônibus. 7,70 euros a ida e volta. Também é possível comprar a passagem direto do motorista, mas com dinheiro trocado.

Também dá para comprar as passagens de um guichê de atendimento, mas parece que nas máquinas automáticas não são cobradas certas tarifas. Pelo menos essa era a propaganda na própria máquina!

Só achamos confuso, na ida, achar nosso ônibus. Não é uma estação moderna e bonitona, com painéis informando de qual plataforma sai qual ônibus. Por isso, ficamos perguntando para todo motorista de ônibus da empresa que usamos, a Alsa, se aquele era o que queríamos, até aparecer o nosso. Cujo destino é... Ponferrada. A primeira parada é que é em Astorga. Já a volta não tem erro: o destino do ônibus é León. Sem contar que o movimento na estação de Astorga é ainda menor. Se bobear vai ser igual à nossa vez: só tinha um ônibus lá, o nosso.

Mais um prédio na região desenhado por Gaudi.
E a catedral de Astorga, que tem pedras de cores diferentes? Legal demais. 
Os prédios de Gaudi aqui na região são todos meio castelinhos, né?
Mais da catedral.
E do palácio episcopal, o prédio que Gaudi desenhou.
Os dois ficam lado a lado, bem na entrada da cidade e grudado na estação de trem. 
A cidade é pequena e agradável de caminhar. 
Na sua praça principal, o prédio da prefeitura. Como toda cidade espanhola. 
Dá para andar no alto das muralhas da cidade. 
O jardim da sinagoga.
Bem colorido por causa do outono.
Pena que não deu para visitar por dentro o palácio. Era a famigerada hora da siesta. 
Mais um ângulo do palácio.
E a fachada da catedral. 
Muito legal as torres de cores diferentes. 
Mais das muralhas
Essa parte é em frente da estação de ônibus. 

Apartamentos em Bilbao, Pamplona e Zaragoza

Depois de 3 bons apartamentos pela Espanha, os 3 próximos não foram tão bons. E o motivo foi um só: sendo cidades mais caras, para manter os custos dentro do orçamento tivemos que abrir mão de um pouco de conforto.

O apartamento de Bilbao tinha a seu favor duas coisas: a localização perfeita, bem no casco viejo, e ser no primeiro andar. Ou seja, nada de escadas sem fim.

No mais, o apartamento era bem básico e bem antigo, incluindo a decoração e equipamentos. Cozinha razoavelmente equipada, mas com equipamentos da época do centro histórico da cidade. Sala grande, mas com a menor televisão do mundo. Sofás e mesa antigos também. O quarto era o melhor do apartamento: boa cama e bem escuro e silencioso. O mesmo não podia ser dito da sala. Como dava para a rua, o barulho lá tinha hora que fica infernal.

Nosso apê em Zaragoza. Tudo Ikea. E a gente adora.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

A catedral de León

Ah, a catedral de León. Ainda que a cidade fosse sem graça (e não é!), valeria a pena visitar só para conhecer a catedral. Ela rivaliza com a de Chartres em matéria de vitrais maravilhosos.

A construção é muito bonita, no estilo gótico clássico (o gótico flamejante, que veio depois, é resultado da empolgação dos artistas góticos, que começaram a fazer desenhos cada vez mais complicados e floreados, aproximando-se do barroco). Isto é, a catedral tem torres altas, cúpulas ogivais, arcobotantes e muito vitral colorido nas paredes.

Uma grande vantagem da catedral é que ela está toda restaurada e limpa. A entrada custa 5 euros e inclui um audioguia excelente em espanhol.

Aprendemos que a catedral foi construída no século XIII, em apenas 50 anos. O mais surpreendente é que a cidade de León tinha apenas 5 mil habitantes!

Como muitas igrejas antigas, ela fica virada para o leste. Isso significa que os primeiros vitrais a serem iluminados são os do altar. É uma alegoria de Jesus, que teria trazido a salvação e a luz. Na esquerda, que fica virada para o norte, o sol nunca bate. Os vitrais desse lados representam profetas e reis que nasceram antes de Jesus, e portanto não foram iluminados (abstrata e literalmente) por ele. Bacana, não?

Linda.

Saga trens pela Espanha: León para Burgos e Burgos para Bilbao

De León para Burgos enfrentamos nosso primeiro longo atraso do trem. A saída se deu com mais de 40 minutos de atraso. Não sabemos o motivo, mas não descartamos ser por causa das chuvas que andam caindo pelo norte da Espanha.

O atraso atrapalhou e bem nossos planos. É que a previsão de tempo dizia que, em Burgos, estaria bom apenas no início da tarde do dia que iríamos chegar. Com a demora do trem, custamos para chegar no apartamento.

A estação de Burgos: novinha e longe de tudo.

domingo, 30 de novembro de 2014

Trem de Santiago de Compostela até León

Foi uma viagem surpreendente. Para começar, mais uma vez, ficamos impressionados com os trens espanhóis.

Novo, rápido e muito confortável. Bastante espaço para pernas e bagagens, tomadas individuais para carregar equipamentos, tvs nos vagões e até atendentes que passam oferecendo fone de ouvido. Interessante que o de Madri para Santiago não tinha tomadas. Este sim. Vai entender a falta de padrões.

Estação de trem de Santiago. Fica na parte baixa da cidade. É preciso subir escadarias e depois ruas para chegar no centro.  Ainda bem que León é planinha. Estávamos sentido falta. 

sábado, 29 de novembro de 2014

Santiago de Compostela

Santiago era uma cidade que a gente sempre quis conhecer. E finalmente conseguimos. Gostamos, mas acho que por causa das expectativas e do excesso de chuva, ficamos um pouco decepcionados. Ok, eu fiquei. A Lud gostou bastante.

A cidade é pequena, fácil de conhecer, apesar de cheia de morros, e com muitas construções gigantescas. Sério, o que mais me impressionou na cidade foi o tamanho dos prédios. Cada um maior que outro. E todos construídos com pedras grandes, daquelas que as paredes acabam tendo mais de 2 metros de espessura.

O pedaço da Catedral que não está em obra. 

Missa do peregrino em Santiago de Compostela

Uma das coisas mais legais que fizemos na cidade, além de rodar para cima e para baixo, foi assistir à missa de meio-dia na catedral da cidade, a chamada missa do peregrino.

Para começo de conversa, a igreja fica iluminada. E faz uma diferença enorme em relação às duas outras visitas que a gente tinha feito. Segundo que a freira que começou a missa cantou lindamente. A acústica da catedral é legal. Tá certo que tem alto-falante para tudo que é lado, mas o som do órgão ficou bem bonito.

Altar apagado.

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

A Coruña

Ou La Coruña. É que a grafia do título é em galego. Fizemos um bate e volta de Santiago até lá. A ideia era ir a algum lugar por perto com previsão de tempo que não fosse de chuva.

Para A Coruña, a previsão era sol com nuvens. O que no final se tornou um dia nublado. O que, para a região, é motivo de comemoração. Afinal, foi um dia inteiro sem chuva!

Documentando em foto o destino.
E a data. 
No final, a cidade é bem bobinha. Não achamos nada demais. Valeu mais pela super caminhada que fizemos pela cidade: 11 km. Sim, isso mesmo. Muitos quilômetros pela cidade, principalmente pela longa orla marítima. Em 2011, a cidade construiu um passeio na orla com mais de 13 km de extensão. É legal. Se tivesse pelo menos uma nesga de sol teria sido bem mais legal e bonito o passeio.

No mais, a cidade tem um minúsculo centro histórico interessante. Ruas estreitas e de pedestre que levam até uma praça central com um lindo prédio.

Já chegando no centro histórico. Achamos esse prédio legal. 
A praça Maria Pita. Sem dúvida a parte mais bonita do centro histórico. 
Que é minúsculo.

A principal atração da cidade é o Farol de Hércules, o mais antigo farol do mundo em funcionamento contínuo - quase 2000 anos. Tá certo que ele foi restaurado, modernizado e até refeito. Mas funciona desde o original romano.

O nome é por causa de uma das várias lendas locais. Uma delas dizia que na região havia um gigante que aterrorizava a população. Hércules apareceu e passou 3 dias lutando com o gigante até derrotá-lo. Em sua homenagem, foi construído o farol. Tanto que no brasão da cidade aparecem a torre e uma caveira em baixo. Seria a caveira do gigante.

Andamos muito no Paseo Maritimo.

Até o Farol de Hércules.

Outros detalhes de nosso passeio pela cidade: primeiro, sabemos ter andando 11 km porque finalmente baixamos um aplicativo para o tablet  para controle de exercícios físicos. Estamos adorando usá-lo para registrar nossos passeios.

Outro foi que finalmente entendemos os sinais de trânsito para pedestre. Em Santiago também é assim, sinais falantes. Quando ele abre, além de começar a apitar, ele fala para ajudar pessoas com dificuldades visuais. Em Santiago, a gente já tinha entendido "podem atravessar". Mas o que descobrimos em A Coruña é que ele fala antes o nome da rua! Super legal. Quem tem problema de visão escuta que o sinal abriu e de qual rua que abriu. Adoramos. Isso é que é pensar na população como um todo, né?

Nota 10 também para o sistema de transporte público. Sensacional o ponto de ônibus. Não só tem todas as informações de rota como tem painel eletrônico que mostra a distância e quanto tempo falta para todos os ônibus de todas as linhas passarem por ali. Legal que você pode até se planejar: "Ah, em 43 minutos vai passar o terceiro ônibus da linha tal. Dá tempo de fazer tudo que quero até lá!". Aprovadíssimo. Seria tão difícil assim termos isso em todas as cidades do mundo?

No mais, ir e voltar de trem a partir de Santiago é facílimo. 11,05 euros a ida e volta,  40 minutos de viagem. Viagem em trens confortáveis e rápidos, que chegam a 160 km por hora.  Na ida fomos em um trem direto. Na volta em um que parou em 3 cidades. Ambos foram rápidos e pontuais. 
A previsão meteorológica dizia que ia dar sol. 
Mas, como não choveu, a gente achou foi é bom. 
A água aqui deve ser gelada. 
A orla principal da cidade. 
Além deste monumento aos surfistas, vimos dois de verdade na água. 
Nada demais a orla principal. Não tem aquele ar de beira de praia. 
Tanto que os prédios na frente da praia não estavam lotados de restaurantes e bares. Pelo contrário. 
O centrinho histórico é bem pequeno. 
Mas a praça San Agustin é uma delícia. Cheia de estátuas...
... e desenhos no chão de pessoas e personagens famosas. 
Nossa super caminhada pela cidade.
Adorando este programinha para marcar a rota caminhada.