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domingo, 9 de fevereiro de 2014

Palácio Nacional de Mafra

Pense em um palácio grande. Agora duplique o tamanho dele. Agora sim, você chegou perto do que é o Palácio Nacional de Mafra.

Não dá para ter noção do tamanho. 
Com os cofres cheios de dinheiro das suas colônias, principalmente do Brasil, o rei português D. João V mandou construir esse enorme palácio/mosteiro/catedral, cumprindo promessa para arrumar um herdeiro. O palácio tem um corredor de 220 metros de comprimento e 1.200 quartos. Empregou mais de 50 mil trabalhadores. E isso em 1717. Imaginem a logística para construir este gigante de mármore e madeiras nobres.



O palácio nunca foi morada da monarquia portuguesa. Eles iam para lá principalmente para caçar. Com a invasão das tropas napoleônicas e a fuga para o Brasil, a maior parte dos móveis, tapeçarias e obras de arte do palácio foram levadas pela corte fugitiva. Por isso, o gigantesco palácio não está todo mobiliado.

Mas, mesmo sem muita coisa por dentro, ele é impressionante - mesmo sem falar de sua biblioteca gigantesca, com 88 metros de comprimento, 9 de largura e 13 de altura. Imaginem o tanto de livros raros e chiques que tem por lá. Outro dado interessante dela são seus famosos morcegos, usados para ajudar a preservar as obras. Eles são responsáveis por comer os insetos, inimigos ferozes do papel.

E a basílica? Monstruosa e toda de mármore. E os carrilhões no topo? O maior conjunto de sinos da Europa. É, Portugal foi muito rico. Pena que seus governantes perderam o bonde da história e não aproveitaram para industrializar o país.

Quando visitamos o palácio de Schönbrunn em Viena, ficamos sabendo que o marido da Sissi, o imperador Francisco José I, se considerava o primeiro dos funcionários públicos, acordando todos os dias cedinho e trabalhando até tarde, em um escritório simples e funcional. Em Mafra aprendemos que a realeza portuguesa gostava era de comer, beber e caçar. Imaginem a potência que o país poderia ser hoje se o pessoal fosse um pouco menos gastão e mais preocupado com a nação? (O mesmo pode se dizer do Brasil, claro. E a declaração de guerra à Sérvia do Francisco José I deflagrou a I Guerra Mundial, então talvez ele não seja o melhor exemplo de governante, mas gostamos do fato de ele ser sério e trabalhador.)

Essa ala mostra como era a vida dos 300 frades que viviam lá.
Na área dedicada aos frades, tem um museu com peças religiosas. 
E também teve muita grana gasta em relíquias. 
Dá para ver um pedacinho da cruz de Cristo aí na foto?
Muitas salas e quartos têm o teto pintado.
Apesar de em boa parte vazio, o palácio é bem bonito.
O trono é até simples. 
Esta coroa é enorme.

É corredor que não acaba mais.





Algumas partes são todas de mármore.
A catedral dá para ver de dentro do palácio. Vista privilegiada que o rei tinha.



Achamos que era um antepassado do fliperama, mas é uma sinuca chinesa. 
Achamos que era um antepassado do totó, mas é um jogo de pião chinês. 
A realeza realmente gostava de caçar. 

Livros, todos cercados. É proibido chegar perto.  Imaginem a tristeza da Lud.
Olha o comprimento da biblioteca.
Bem bonita a biblioteca.




2 comentários:

  1. Nossa, que beleza! O cômodo que eu mais gostei foi a biblioteca, sou apaixonada por livros. Mas construir um palácio desse tamanho pra não morar é desperdício, né, vamos combinar. 1.200 quartos é muita coisa! Não dá mesmo pra ter noção do tamanho. Só vendo pra entender.
    Muito legais as fotos!
    =)

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  2. Tudo lindo demais nao negamos a raça,o povo Brasileiro tem muito a quem puxar.

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