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sexta-feira, 4 de abril de 2014

Segundo dia em Pequim: errando feio no planejamento

Foi um dia para lembrar para sempre. Que o digam os músculos das pernas! Aprendemos a duras penas em nosso primeiro dia em Pequim que não se deve sair andando pela cidade.

Mas por quê? Para começar, o que nos levou ao erro foi o fato de Pequim ser plana, com exceção dos morros nos parques, e de tudo ser relativamente perto do nosso albergue. Olhando o mapa, a gente pensou: "Ora, dá para ir fácil do nosso albergue até a Praça da Paz Celestial. De lá para a Cidade Proibida é atravessar a rua. Saindo pelo norte do palácio, é só andar em linha reta que a gente chega na Torre do Sino e na Torre do Tambor. E por lá, a gente podia ir ao hutong de Nanluoguo Xiang!".

Pena que foi o dia de céu mais nublado que pegamos na cidade. 
Bom, essa caminhadinha, se já não fosse o tanto que a gente anda dentro das atrações em si, já seria um belo pedaço de chão. Mas a gente gosta de andar. Achamos uma maneira legal de explorar a cidade e conhecer suas ruas.


E a Cidade Proibida perdeu um pouco da sua beleza. O céu azul faz falta nas fotos. Mas o local é sensacional. 
Só que Pequim, além de ter um transporte público para lá de barato e eficiente, não é das cidades como Paris, que só andar pela rua já é uma diversão. Eu diria até que dependendo do local é o contrário. Muitas vezes, a linha reta de 2 quilômetros que você vai andar não tem nada de interessante para ver. Além disso, para atravessar avenidas largas é preciso dar voltas e andar por túneis, o que aumenta bastante as distâncias.

Para completar, todo guia de turismo e site especializado manda o povo ir ao hutong Nanluogu Xiang, mas indica no local errado do mapa. Na verdade, é uma confusão só. Eles usam um nome de um hutong e se pensar bem até acertam o lugar no mapa, mas querem mesmo é falar de outro lugar realmente legal e bonito. Mas detalhes em outro post porque merece.

Para completar o dia, depois de fazer tudo isso, chegar cansado em casa e descansar, os doidinhos resolvem passear de novo para ver a cidade iluminada e andar do albergue até a região das lojas chiques (Wang Fujing Street) para, além de apreciar a cidade de noite, ver a região das antigas embaixadas - e quem sabe achar um supermercado ocidentalizado para umas compras de café da manhã e lanche - e checar a feirinha de comidas exóticas.

Vale a pena pagar o extra para visitar a seção do tesouro. O mural com os dragões fica lá. 
Deu quase tudo certo. No primeiro dia vimos a Praça da Paz Celestial, a Cidade Proibida, as duas torres, achamos um hutong meio sem graça que não correspondia à descrição do Lonely Planet, não vimos os antigos e clássicos prédios porque ficam em uma parte murada e sem acesso para quem não mora lá, vimos a rua de comércio chiquetérrimo mas não achamos o supermercado e fomos à feirinha de comidas, onde não comemos espetinhos malucos.

Foi super divertido. Um primeiro dia para lá de aproveitado. Só que o saldo foi de 16 km de caminhada, o que nos deixou pregados. E sinceramente, daria para fazer tudo do mesmo jeito, só que pegando ônibus entre uma atração e outra.

E o ônibus em Pequim é baratíssimo, menos de 40 centavos de euro. Isso sm usar o cartão de transporte da cidade, que é uma mão na roda e do qual falaremos mais na frente. Com ele tem viagem que chegou a custar 8 centavos de euro.

A foto não ajuda mas é uma pedra  enorme de jade ("Jade Mountain").
Mas aprendemos muito no primeiro dia. Fica a dica para quem for visitar Pequim: programe bem seu roteiro antes de sair de casa.  Vá de uma atração para a outra de ônibus ou metrô. Deixe para andar dentro das atrações, pois vai andar e muito!

Sobre as atrações em si, não vou falar sobre elas. Afinal, o que não falta na internet são informações sobre horários, custos e tudo mais. Só adianto que adoramos tudo. Dica delas mesmo só sobre a Cidade Proibida. O ingresso, com custo-benefício para lá de sensacional na baixa temporada (4,5 euros para visitar) é uma barganha. Mas paga-se à parte para ver a exposição dos tesouros (que é enorme e linda, e pode ser fotografada à vontade), e a parte dos relógios, também grande e muito interessante. Não economize: pague e vá. É muito em conta (1,20 euros cada um).

E esse relógio? Gigantesco. 
Quem quiser ler relatos de brasileiros sobre as atrações pode visitar os seguintes blogs, que a gente consultou para nos ajudar a fazer o roteiro deste dia:

www.drieverywhere.net
www.viagemafora.blogspot.com
www.viciosdeviagem.com

Já no dia seguinte, lição aprendida e roteiro perfeito. Mais no próximo post.

Wang Fujing Street.
Torre do Sino de Pequim.
E a Torre do Tambor. 
Espetinho de baratas. Alguém anima?

2 comentários:

  1. Muito bacana o blog de vocês.
    Espetinhos devem ser para turistas mesmo.
    Eu estava planejando fazer o mesmo roteiro que você descreveu a pé, pois também gostamos muito de andar.
    Mas pelo que você falou devo reconsiderar e fazer de metrô.
    Os ônibus tem algum segredo? entra pela frente? tem roleta? tem que informar o destino como na Argentina? como descobriram o trajeto dos ônibus?
    Para comprar os ingressos da cidade proibida foi fácil? eles falam inglês? e as atrações extras que você falou, o ingresso é vendido no mesmo lugar que a entrada principal ou quando chega na atração?
    Vocês conseguiram internet 3G lá?

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    Respostas
    1. Aristóteles, que bom que gostou do blog.
      Ônibus em Pequim tem segredo não. Entra pela frente, paga para o trocador e sai por trás. Usando o cartão, é só aproximar do sensor. Não tem que falar para onde vai não. E para descer é igual no Brasil, aperta o botão do sinal de parar.
      A gente usou o google maps lá para traçar as rotas. Funcionou perfeitamente. Não pegamos nem um ônibus errado. Mas não tínhamos internet 3G não. Antes de sair do albergue a gente traçava a rota, anotava direitinho quantos pontos, onde descer e tudo mais. Também confirmávamos na recepção do albergue, um dos poucos lugares que tivemos gente falando inglês para ajudar.
      Na cidade proibida é fácil demais comprar o ingresso. E as partes extras compra na porta de entrada delas. E se não me engano tem sempre os preços em inglês. Os atendentes não fala nada mas é só dar o dinheiro e mostrar com os dedos quantos ingressos quer.
      Olha, adoramos a China. Foi um dos destinos que mais gostamos. Só não gostamos da poluição.
      Bom planejamento e ótima viagem. Depois conta o que achou.

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