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terça-feira, 24 de junho de 2014

Custos e impressões finais da Sérvia e da Macedônia

Não ficamos tanto tempo nos dois países - só seis noites em cada um. Fomos embora com vontade de ficar mais.

A Sérvia nos passou a impressão de ser bem mais rica do que a gente imaginava. Olhando os números do país a gente vê que nem é assim. Já Bulgária e Romênia (com algumas exceções na Romênia, como Brasov) não tinham o tradicional ar europeu. Não que seja ruim: é legal variar e conhecer lugares diferentes.

Só que a Sérvia tem aquela cara de país organizado: calçadas largas e lisinhas, ruas muito limpas, parques e jardins floridos.

Também achamos muito interessante o fato de os sérvios usarem o alfabeto cirílico E o  latino. Pela rua, tem placas e letreiros dos dois. Nosso anfitrião em Belgrado nos contou de um jornal diário que um dia é impresso em cirílico, no outro em latino.

Belgrado nos surpreendeu demais. 


Já a Macedônia nos pareceu estar mais longe do padrão europeu dos países mais ocidentais. O que não é um problema: adoramos o destino. A Macedônia parece caminhar a passos largos para atrair cada vez mais turistas. Vimos muita propaganda dela (e da Turquia) para tudo que é canto que a gente vai na Europa.

Ainda não vimos a Bósnia, mas parece que a Macedônia é o país menos industrializado da antiga Iugoslávia. Por isso, investir hoje em dia no turismo faz e muito sentido. E espero que dê certo, pois achei o país muito bonito. Tanto Skopje e arredores como Ohrid são lugares com uma beleza natural impressionante - e olha que já viajamos bem.

Outra vantagem de ambos os países são os preços baixos. Achamos os dois muito parecidos em termos de custos para passear. A Macedônia talvez seja um pouco mais barata - mas pouco, coisa de 10%.  Em relação à outros destinos europeus, são muito baratos. Tão quanto a Bulgária e bem mais em conta que a Romênia.

São lugares que ainda dá para comer na rua super bem sem arruinar o bolso (o que é ótimo, principalmente para nós, que temos que fazer o dinheiro render). Para quem faz o turismo normal, de poucos dias por ano, são lugares que viram paraísos. Hotéis e restaurantes estrelados custarão fração do equivalente na Europa Ocidental.

Skopje é uma capital em busca da sua identidade. 
Na Sérvia achamos que fomos mais compreendidos nas ruas com o inglês que na Macedônia, mas em ambos lugares não tivemos o menor problema de comunicação. Conseguimos fazer refeições, ir a supermercados - e o mais importante, comprar nossas passagens entre destinos - sem dificuldade.

Falando em transportes, achamos poucas informações na internet sobre rotas, horários e compras online. Tanto que a gente comprava tudo na véspera ou na hora da viagem mesmo. Ainda não estávamos na alta temporada de turismo, mas mesmo durante essa época acho que não deve ser problema comprar passagens para viajar na hora.

E falando em internet, são destinos que ainda possuem pouco informação na web, tanto que estávamos preocupados em alguns trechos de transporte. Como seriam, como comprar, quando tempo demoraria a viagem... Mas deu tudo certo - só que realmente os tempos de deslocamentos são bem maiores que o que estávamos acostumados a gastar mundo afora.

A única coisa a relatar de negativo por aqui é a quantidade de fumantes. Na Europa o pessoal fuma com força, mas pelas bandas de cá é nível Turquia e Grécia de fumantes. E com um agravante: o pessoal fuma em qualquer lugar. Não tem essa de local fechado não se fuma, que não se fuma em trens ou até mesmo dirigindo uma van.

Agora vamos aos custos. Ficaram muito parecidos com o da Bulgária. Digo até que a pequena diferença só existiu porque a gente precisou gastar uns trocados a mais nos dias de ir embora (era um resto de dinheiro que nem trocar de volta para euro deu. As casas de câmbio, que existem para tudo que é lado, não possuem muitas vezes notas baixas de euro. Então é normal você sobrar com 5 euros em moeda local e ser "forçado" a gastar. Também alguns itens nos supermercados que só serão consumidas mais para frente (pipoca de microondas, massas semiprontas...), provavelmente na Albânia.

Também vale ressaltar que a Macedônia rolou upgrade nas despesas durante alguns dias. Como tivemos a comemoração de 10 anos de casado por lá, nos demos de presentes algumas refeições e gastos em bebidas que normalmente não fazemos.

Vamos aos custos para os seis dias que passamos na Sérvia e os mesmos seis na Macedônia. Lembrando, valores por pessoa.

Sérvia:
Estadia: 17,66 euros
Alimentação: 6,26 euros
Atrações turísticas: 0,23 euros (Tirando a torre das caveiras, tudo mais foi de graça)
Transporte urbano: 0 euros (a única necessidade foi ir das estações para os apartamentos e vice-versa, e nossos dois anfitriões nos levaram e buscaram)
Total diário: 24,15 euros

Macedônia:
Estadia: 15,00 euros
Alimentação: 6,80 euros
Atrações turísticas: 2,20 euros
Transporte urbano: 0,92 euros
Total diário: 24,92 euros

Além disso tivemos os gastos de 32,22 euros por pessoa para fazer todos os deslocamentos de trem e ônibus a seguir:
Ida e volta Novi Sad de Belgrado
Belgrado para Nis
Nis para Skopje
Skopje para Ohrid

O roteiro final portanto ficou sendo:
4 noites em Belgrado com um bate e volta à Novi Sad
2 noites em Nis
3 noites em Skopje
3 noites em Ohrid

O que eu mudaria? Não iria para Nis de trem. Na verdade iria direto de Belgrado para Skopje. Aproveitaria e adicionaria uma noite em Skopje e outra em Ohrid, mantendo os 12 dias no total. Na verdade, em Ohrid dá para passar uma temporada inteira, curtindo o lago e a vida.

Um comentário:

  1. Não sei falar nada em inglês. Teria muita dificuldade indo em desses dois países?

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