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segunda-feira, 23 de junho de 2014

Com oir para Ohrid a partir de Skopje

É, transporte público por estes lados é complicado. Depois do trem atrasadíssimo e super lento de Belgrado para Nis, a gente resolveu ir de ônibus para Skopje.

Foi uma viagem ótima, ônibus até novo, espaçoso e pontual. Só atrasou na fronteira mas aí não é culpa do ônibus, né? Depois desta viagem ótima, chegando na estação de ônibus de Skopje, não pensamos duas vezes. Vamos comprar a passagem para Ohrid de ônibus.

Lago Ohrid, outro lugar maravilhoso na Macedônia. 


Várias horas e empresas possíveis. Como nosso apê só estaria disponível depois de duas da tarde, escolhemos o ônibus que saia de Skopje às 11:00 e chegava às 14:00 em Ohrid. Além disso, o nome era promissor: Klassik Kompani. Das opções que existiam, era a única que não parava em várias cidades pelo caminho.

No dia e hora do embarque lá estamos nós, com 30 minutos de antecedência, sentadinhos nas cadeiras da rodoviária de Skopje, esperando nosso ônibus. Bom que o lugar de espera dava exatamente de frente para a plataforma 9, de onde saria nosso transporte. E tanto nela quanto na 8 e 10 chegaram e saíram vários bonitos ônibus.

Até que chega uma van, ou mini-ônibus. E para exatamente na plataforma 9. Pensamos: não pode ser. Mas aí foi só olhar para o escrito na van e lá estava: Klassik Kompani.

Olha, menor espaço do mundo para pernas que já tive em uma viagem na minha vida, aliado a uma van lotadíssima e ao calor de fritar ovo. A ventilação era para lá de fraca. Para completar, nosso motorista usava uma mão para fumar (sim, dentro da van fechada - o povo dos Bálcãs ama um cigarro), uma para dirigir, uma para comer, uma para beber, outra para falar ao celular e outra para gesticular com um senhor de idade que estava sentado na van - sim, ele não parava de olhar para trás para interagir. Ah, e o motorista não era um polvo, não. Só tinha dois braços e duas mãos mesmo.

Apesar disso, a viagem foi tolerável. A estrada, tirando um trecho estilo João Monlevade para Belo Horizonte, era bem boa. Um terço do caminho tinha pista dupla com canteiro central. A parte estreita da estrada e com curvas tinha belas paisagens. Pena que derretendo dentro na van não deu muito para aproveitar a vista.

O importante foi que chegamos, e vivos, a Ohrid. Fica aqui a dica para futuros viajantes: tente comprar passagem para um ônibus de verdade (embora não tenhamos visto nenhum dando as caras lá em Ohrid). A solução pode ser embarcar logo quando a van chega, para tentar pegar os lugares na primeira fila, que têm espaço para perna um pouco menos apertado. E cá entre nós, depois que chegamos ao destino final, rapidinho a gente esqueceu os perrengues da viagem. Ainda mais com uma vista como esta:

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