A gente está gostando do nosso passeio pelos Bálcãs, disso não há dúvida. Mas devo confessar que já fizemos viagens menos complicadas. Temos enfrentado:
1) falta de luz, em Ohrid, na Macedônia, em Tirana, na Albânia e em Ulcinj, em Montenegro. Em Ohrid, choveu, estávamos fora do prédio e a maneira de entrar era passar um token na frente do painel eletrônico. Muito moderno, mas incapacitante em casos de falta de energia. Depois de um tempo aguardando na porta, o síndico apareceu e abriu pra gente. Aí subimos os seis andares do prédio até nosso apartamento a pé, felizes por não estarmos em um andar ainda mais alto. Ficamos sem tevê e internet por um bom tempo, mas o importante é que estávamos abrigados da chuva.
Em Tirana foi pior: a luz acabou no meio do jogo do Brasil, só no nosso apartamento. Ligamos para o dono do apê, que nos avisou que estava fora da cidade e, portanto, não podia vir nos socorrer. Mas nos deu instruções, em uma ligação telefônica muito ruim, a respeito das chaves de luz do prédio. Depois de duas visitas ao andar térreo, no elevador mais lento do mundo (que demorava loucamente pra chegar ao nono andar também), descobrimos umas janelinhas nos painéis de força e ligamos todas as chaves caídas, inclusive de andares que não eram o nosso, já que a identificação das chaves era péssima. Gastamos uma boa meia hora nisso, mas conseguimos terminar de ver o jogo. Pelo menos não perdemos nenhum gol (era Brasil e México, terminou zero a zero).
Em Ulcinj choveu, a luz acabou. Mas voltou rapidinho.
2) falta de água em Ohrid. Se ficar sem luz é ruim, ficar sem água é dramático. Escovamos os dentes com água mineral de manhã e fomos passear. Quando voltamos, o dono do apartamento tinha deixado dois galões de cinco litros de água na porta e mandado uma mensagem explicando que o problema no fornecimento de água era na cidade inteira. Previsão de retorno: 5 da tarde. Até encher a caixa d'água do prédio, na verdade foi às 6.
Meu consolo é que pude cantar com a maior sinceridade aquela música do Legião Urbana: "ontem faltou água/anteontem faltou luz".
3) falta de informação sobre os transportes. A gente gosta de viajar com tudo planejado e de preferência reservado, mas nos Bálcãs não teve jeito: tivemos que chegar aos lugares para descobrir como dar o próximo passo. A falta de informação é tão grande que às vezes nem os donos dos apartamentos, que costumam ser uma fonte ótima, sabem como ir de uma cidade para outra. Ou seja, não é só uma questão de sites na língua local que o google translator não dá conta de traduzir; não tem o que a gente quer saber na internet mesmo. Temos nos virado com as orientações (bem incompletas) dos fóruns de discussão em sites de viagem. E perguntando, claro, porque quem tem boca vai a Roma.
4) transportes realmente desconfortáveis. Nós não somos frescos, mas temos cozinhado muito nas minivans sem ventilação dessas bandas. E andado espremidos (o Leo está acostumado, mas a Lud não). E sendo sacudidos (há estradas boas, e há estradas bem ruins). E encarado fumaça de cigarro na fuça. Quer saber? Os transportes no Vietnã e no Camboja são bem melhores.
Viu alguma banda lá? Eles tem uma tradição muito forte de bandas de sopro, conheço muitas, tem uns instrumentos em versões estranhas, mas é um lugar com um cultura musical interessante.
ResponderExcluirBruna, na Albânia não vimos nada de música ou danças. Interessantes que nos outros países da região vimos e muito. Inclusive na televisão. É só ligar que tem vários canais de música folclórica.
ExcluirJá na Romênia, assistimos um show de crianças, com muitas danças legais, lá em Sibiu. Foi no dia da crianças deles. Muito legal.