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sexta-feira, 11 de julho de 2014

De Dubrovnik para Mostar de ônibus

Pausa na Croácia para dar um rápido pulo de 5 dias na Bósnia Herzegovina. Fomos de Dubrovnik para lá e depois voltaremos para Split.

Mantendo o alto padrão de serviços prestados pelos donos de apartamento por estes lados, na hora combinada a dona do apartamento, a Lea, nos pegou na portinha de casa e nos levou de carro até a estação de ônibus. Ah, estes anfitriões dos Bálcãs são tudo de bom.

Na saída de Dubrovnik. As paisagens continuam lindas.


Chegamos com meia hora de antecedência, o que é muito bom. Estamos comemorando 1 ano e meio de sabático sem ter perdido nenhum ônibus, trem, barco ou avião. As duas conexões de avião que perdemos foram por culpa de atraso do voo inicial da própria companhia aérea. O segredo? A gente sempre se planeja para chegar antes da hora marcada. Se der algum problema no caminho (e já deu, várias vezes), temos tempo sobrando.

A viagem para Mostar foi de ônibus da Eurolines. Tão melhor! E olha que os ônibus da Eurolines nem são lá uma maravilha do outro mundo. Mas, comparado com o que a gente estava acostumado, achamos um luxo só. A passagem custou salgados 16,32 euros por pessoa. Compramos com antecedência, logo quando chegamos em Dubrovnik. Não foi lotado mas estava bem cheio.

Saiu só cinco minutos atrasado. Pra variar, cobraram para botar as malas no bagageiro. Até agora não sei falar quanto custava: o motorista só falava bósnio e a cada passageiro que aparecia ele dava trocos diferentes. No nosso caso, pagamos 20 korunas e ganhamos 1 bósnio de troco. Ou seja, 2,30 euros por duas bagagens. A gente acredita que seja o tradicional 1 euro por bagagem - 7,50 kunas - e que ele dava de troco o que tinha disponível.

A viagem é muito bonita. A estrada vai contornando a costa croata com vistas divinas. E acho que estar de ônibus ajudou demais a curtir.

Primeiro que não precisei ficar dirigindo e deu para prestar atenção às paisagens. Segundo que a estrada é super estreita e ninguém ultrapassava ninguém, então caminhão, ônibus e carro fazem o mesmo tempo. Terceiro que não tinha acostamento para parar o carro e apreciar a vista. Ah, e tem outra: ônibus é bem mais alto que carro, então a vista é muito melhor. É verdade que, de carro, teríamos a liberdade de encostar onde desse e parar nas pequenas vilas. Mas, no fim das contas, aprovei o ônibus. Podemos colocar entre nossos feitos de viagem ter passado por toda a costa  da Bósnia Herzegovina.

Outra coisa que me chamou a atenção foi o tanto de vezes que cruzamos a fronteira entre os dois países: três. A primeiro vez foi super rápida: um policial entrou no ônibus e mal deu uma olhada. 10 km depois, nova fronteira, para entrar novamente na Croácia. Mesmo procedimento, bem rápido. Isso foi às 9:00 da manhã.

Às 10 da manhã o ônibus chegou de novo na fronteira com a Bósnia Herzegovina, agora no interior do país. E aí sim, demorou. Muito. Foram 45 minutos e uma fila absurdamente grande dos dois lados. No outro sentido, Bósnia Herzegovina para a Croácia, a fila de carros tinha quilômetros de comprimento.

Às 10:45 finalmente continuamos viagem. E, a partir da segunda fronteira, foi uma viagem pelo interior, sem vista do  mar, mas com vista para o belíssimo rio que a estrada acompanha.

Chegamos a Mostar às 11:40. Até nossa pensão foi um pulinho. Ela não era no centrinho antigo, mas em frente à estação de ônibus e de trem. E só depois de ir e voltar na cidade, com o sol calando, é que eu lembrei porque pão-duramos e não ficamos no centro: para não ter que caminhar até lá puxando mala com o sol de 35 graus que estava fazendo. Melhor ir e voltar no calor sem bagagem. Fora que o centro é todo daquelas ruas de pedrinhas que brigam com as rodinhas da mala.

Sobre dinheiro: o da Bósnia Herzegovina é o marco conversível, sigla BAM. Como vamos ficar pouco tempo, não queríamos sacar muito. E como o Visa Travel Money cobra 2,50 euros de taxa de saque, resolvemos tentar trocar nossos euros pelo dinheiro local. Na estação de ônibus, a atendente falou que trocava para a gente 50 euros para markas a uma cotação de 1,90 (a oficial é 1,95). Já bem perto da ponte histórica, achamos uma casa de câmbio que vende e compra na cotação oficial, 1,95. Eles cobram 1,25 euros por transação, ou seja, mais em conta que o saque no cartão.

Foram muitos quilômetros com essa vista. 
A costa da Bósnia Herzegovina pode levar o título de costa mais linda do mundo em termos percentuais. 100% dos poucos quilômetros são lindos. 



Paisagens assim fizeram a viagem voar, apesar das estradas estreitas, tráfego intenso e muitas curvas. 

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