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quinta-feira, 10 de julho de 2014

Ônibus de Kotor para Dubrovnik na Croácia

Brinquei com a Lud que, à medida que a gente vai subindo pela Europa em nosso roteiro (Bulgária, Albânia, Montenegro e agora para a Croácia), os preços vão subindo também, junto com o padrão dos serviços.

A viagem de ônibus de Kotor para Dubrovnik foi um exemplo. Primeiro porque conseguimos comprar a passagem com antecedência. (Na verdade, a senhora da estação que nos atendeu em bom inglês recomendou não deixar para comprar em cima da hora.) Segundo porque foi um ônibus de verdade. Ainda longe de ter sido produzido neste milênio mas já era mais novo e, o melhor, com janelões ótimos para ver a linda paisagem de Montenegro.

Ônibus de verdade = preço de verdade

Para completar, o preço. Depois de andar pagando poucos euros para viajar de um destino para o outro, essa perna da viagem já subiu para 14 euros por pessoa. Isso porque fomos no ônibus das oito da manhã. O outro disponível, de tarde, custaria 20 euros.

A viagem foi bem tranquila. Saiu praticamente na hora marcada. E como o nosso apartamento era literalmente dentro da estação, saímos de casa quando vimos o ônibus parar na plataforma.

Estreita estrada que contorna a baía em Montenegro
Mas, mantendo o padrão da região, depois de pagar 1 euro por mala despachada, um dos três funcionários do ônibus já entrou fumando. E não foi o final do cigarro, não. Foi o início. E quem diz que o ônibus tem janela que abre? Não, tudo lacrado - e enfumaçado.

A viagem demorou quase 2 horas até a fronteira. Estrada boa mas bem estreita e com muitas curvas. É que ela vai beirando a baía. E que paisagens lindas! Pena que o dia continuou feio. Não estava chovendo como o dia anterior, mas continuava super nublado.

Uma pena que o dia estava nublado. Que diferença que faz. 
Na fronteira, do lado de Montenegro, um dos três funcionários pegou os passaportes, desceu e logo depois voltou com tudo liberado. E lá fomos nós para o lado da Croácia. E não é que o trecho é longo? Quase 1 quilômetro de estrada. Pelo caminho, vários duty free shoppings, agora fechados.

No controle de fronteira da Croácia a coisa é mais chatinha. Desce um por vez do ônibus e vai a uma cabine onde uma funcionária com cara nada animadora confere os passaportes. Fui primeiro e em menos de um minuto fui liberado. Lógico que nos quase sessenta segundos deu para ela reclamar e muito com o colega de trabalho, esmurrar o teclado do computador e o moço ter que assumir e resolver o problema. Bem vindo à Croácia! E dessa vez tinha tinta para carimbar o passaporte.

A Lud foi em seguida e não demorou nem 5 segundos com o passaporte português dela. Sério, nem deu tempo de eu andar para o local onde ficamos esperando o ônibus (não pode voltar para ele, senão o pessoal perde o controle de quem já fez e quem não fez a imigração). Só depois que todo mundo passou é que o ônibus avançou e pegou  galera.

Bom que durante a espera - que foi até bem longa pois o ônibus tinha umas 25 pessoas -, a gente ficou brincando com um gatinho que apareceu. Super fofo e super carente. Como gosto dos gatos daqui! Parecem cachorros. Você chama e eles vêm todos felizes, doidos para ganhar um agrado.

Não é o gatinho da fronteira, não. O de lá a gente nem lembrou de tirar foto, ficou só brincando.
Esses são de Kotor mesmo. Tem dezenas por lá. 








Seguimos viagem, agora sem belas paisagens, até passar do aeroporto de Dubrovnik, a cerca de 20 quilômetros da cidade. Depois dele a estrada já fica do lado da costa e a paisagem volta a ser deslumbrante. Aproveitando, vai a dica: fazendo o trajeto no mesmo sentido que a gente, Kotor para Dubrovnik, fique do lado esquerdo do ônibus.

Chegando a Dubrovnik, o tempo ainda não estava ajudando. Mas dá para ver que a cidade promete. 
Até chegarmos à rodoviária deu para ver que Dubrovnik vai ser muito, mas muito show de bola. E olha que  pensei que seria difícil achar um lugar sensacional depois de Kotor. Tudo indica que Dubrovnik vai manter o nível altíssimo desta parte da viagem.

Chegamos na estação às 11:30, praticamente uma hora de atraso, segundo a programação do ônibus. Lá aproveitamos para trocar o mínimo possível de euros para kunas para pagar o ônibus daqui para Mostar na Bósnia, nosso próximo destino. A estação estava lotada de gente, só tinha uma agência para trocar dinheiro e a cotação era para lá de ruim. E nos guichês de venda de passagens, nada de cartões ou euros: só dinheiro e só kunas. Cotação na rodoviária: 7,20 kunas por euro, enquanto a cotação oficial seria quase 7,50.

Kunas, notas e moedas. 
Mais tarde, na cidade antiga de Dubrovnik, vimos muitos lugares aceitando pagamento em euros. Mas lógico que pagar em dinheiro local é bem mais negócio. Exemplo: uma bola de sorvete custa 1,50 euros. Usando dinheiro local o preço já é 10 kunas, o que, mesmo na cotação ruim da rodoviária dá 1,39 euros. É, acabaram os sorvetes a 50 centavos de euro a bola...

Fizemos umas compras no pequeno supermercado que fica debaixo do nosso apartamento e pagamos com cartão de débito Visa Travel Money sem problema nenhum. É, na rodoviária eles querem é se aproveitar do turista que ainda não tem dinheiro local. Sacando moeda usando nosso cartão, mesmo com as taxas conseguimos 7,41 kunas por euro. Poderia ser melhor se os caixas de Dubrovnik deixassem sacar bastante dinheiro, mas o limite era de 2 mil kunas, o que dá mais ou menos 270 euros. Em Montenegro, na França e na Alemanha a gente consegue sacar 500 euros, o que dilui a taxa de 2,50 euros por saque.

As rodoviárias vão ficando mais organizadas também, com informações pregadas em murais. 
Voltando à rodoviária, o preço da próxima passagem foi 16,32 euros por pessoa. Depois de quase 45 dias de preços super baixos, vai ser difícil nos acostumarmos novamente com os preços europeus. Só espero que o ônibus seja padrão europeu também. Com qualidade a gente acostuma super rápido!

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