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terça-feira, 1 de julho de 2014

Um ano e meio de sabático

Copo meio cheio: esse é o pensamento da virada. Chegamos ao meio do nosso sabático. Mas ainda tem muita água para passar debaixo da ponte!

Mostar, na Bósnia.
Confesso que continuo achando cada dia de viagem tão bom ou até melhor que o primeiro. A Lud tem dia que cansa e confessa que preferia ficar um mês ou mais no mesmo lugar, principalmente se o lugar fosse Paris.

Quanto mais tempo passa, mais nos convencemos que decidimos sair viajando na hora certa.

Nosso plano original era nos aposentarmos mais cedo e passear pelo mundo. Fazer isso agora, quando estamos (razoavelmente) jovens e saudáveis, está sendo sensacional.

Os reis do turismo mesmo são o pessoal de mais idade. É a maior parte dos viajantes que a gente encontra. Afinal, são as pessoas que têm tempo e dinheiro (como planejávamos ter quando nos aposentássemos). Só que 18 meses de viagem com menos de quarenta anos de idade é diferente do que depois de sessenta. A gente repara em como tudo é mais difícil para eles: subir e descer dos trens, carregar mala, enfrentar escadarias, escalar morros...

Sério, já pensou em fazer a trilha de Nietzsche em Èze aos setenta anos? Ou subir mil e trezentos degraus para chegar ao alto da muralha de Kotor e apreciar as belas vistas? Não é fácil, não. Vai para Paris? O metrô é ótimo, leva para tudo que é canto da cidade. Mas não tem escada rolante - nem rampa para cadeira de rodas - em muitas estações.

É claro que tem velhinhos atléticos e esportivos, mas vamos falar a verdade: nosso negócio é levantamento de livro, não de peso. Duvido muito que cheguemos aos sessenta em melhor forma física do que estamos agora. Sem falar que a Lud jura que, como aquele jogador de futebol que disse "correr mais, só se eu tivesse dois pulmões!", ela só tem um órgão respiratório, de tanto que ela sofre nas subidas mais cruéis.

Outra vantagem é o real estar estabilizado e razoavelmente valorizado em relação ao dólar e ao euro. A gente chora toda vez que a cotação do euro sobe, mas se pensarmos bem ele já esteve acima de 3 nos anos passados (em fevereiro de 2007 viajamos com o euro à 3,06). Como a gente nunca sabe o que vai acontecer no futuro...

Para fechar, vamos a alguns números dos últimos 18 meses:

Dormimos em 108 lugares diferentes, o que dá uma média de uma cama diferente a cada 5 dias. Além disso, passamos 4 noites em aviões, 3 em trens, 1 em um ônibus e 1 em um aeroporto.

Foram 42 países visitados, contando com o Brasil. Mais de 130.000 quilômetros percorridos: pouco mais de 110.000 de avião, 12.600 de trem, 5.200 de ônibus, 2.200 de carro e quase 500 de barco e balsa.

França continua sendo o país campeão de visitas: 140 dias por lá. Na segunda posição, Alemanha, com 55, e, completando o pódio, Portugal, com 48.

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