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quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Como ir do aerporto de Budapeste para o centro da cidade

Já visitamos Budapeste 3 vezes: em uma excursão bate e volta a partir de Viena em 2008, em 2013 vindo de Florença na Itália, e em 2014 vindo de ônibus novamente de Viena.

Para quem chegar pelo aeroporto, como foi nosso caso em 2013, é bem fácil usar o transporte público para ir ao centro da cidade. Primeiro você compra as os bilhetes nas lojas de revista Relay. O carnê com 10 bilhetes saiu por 3 mil florins. Comprando individualmente, paga-se 350 florins por cada bilhete. Ou, na mão do motorista de ônibus, 450.

O ônibus é bem na porta da saída do terminal, um pouco para a direita. É o número 200E. Dentro do ônibus, valide seu bilhete nas máquinas. Não tem como errar. 

Desça no ponto Kobanyax-Kipest, que será o 9º ponto. Dentro do ônibus, um letreiro indica o nome do próximo ponto e o sistema de som anuncia. Como o ponto em questão é onde os turistas que vão para o centro descem, o anúncio sonoro é feito em inglês também. 

Do ônibus é só seguir as placas, ou fluxo de pessoas, subir as escadas e entrar na estação de metrô. No final da escada, há máquinas para validar outro bilhete - sim, você precisa de um para cada transporte. 

Pegue o metrô M3 na direção Ujpest-Kozpont. Dentro do metrô tem todas as informações de cada linha. A linha 3 se liga às linhas 1 e 2 no centro.

Uma coisa legal do metrô de Budapeste: os metrôs são todos pintados da cor da linha. Linha 3, azul.

Buda vista de Peste



Peste vista de Buda


Catedral de Santo Estevão em Budapeste

Com direito a mão mumificada do santo e tudo. 


Praça dos Heróis em Budapeste

Ô pracinha bonita. E deu sol quando chegamos lá. Já falei que eu adoro Budapeste? Se não falo de novo: adoro Budapeste.

E tem cada estátua legal nesta praça. Mas vou deixar as fotos falarem por mim. 


Ruas de Budapeste: 2013



Parque de Budapeste

Aina não está convencido de ir para Budapeste? Deixa eu tentar ajudar mais um pouco:



De Viena para Budapeste de onibus

Tchau, Viena! Olá, Budapeste!


Fizemos o trecho de ônibus. Não foi barato - custou 22 euros comprados pelo site da Eurolines austríaca -, mas foi bem mais em conta que o trem. E, em termos de tempo, foi praticamente a mesma
coisa.

Continue lendo o post logo abaixo !
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O blog mudou: agora as informações e as fotos estão disponíveis, de maneira muito mais organizada e temática, em livros. Já são oito, dois deles gratuitos (Holanda e Nice). Basta clicar na capa do livro para ir para a página de venda ou, no caso dos livros que são de graça, de download.

Outra opção é entrar em contato conosco por meio do e-mail ludleopelomundo@gmail.com. Por ele passaremos a informação de como comprar todos os livros já lançados e - ainda a serem lançados este ano! - por apenas 30 reais. Se a pessoa já comprou algum dos livros, a gente abate do valor de 30 reais o valor já pago.

Divirtam-se! 




















































































O livro 1 tem 50 páginas e relata nossa passagem pela Malásia, Cingapura, Tailândia, Vietnã e Camboja. São mais de 80 fotos, toda a logística de transporte e hospedagem, os custos diários, mais de 40 dicas e link para um mapa na internet com todos os locais pelos que passamos corretamente indicados, com mais detalhes e informações. 

O livro 2 tem 112 páginas e conta a viagem pela China, Macau, Hong Kong, Coreia do Sul e Japão. São mais de 200 fotos, toda a logística de transporte e hospedagem, informações de como ir por conta própria até a muralha da China, ao museu com os guerreiros de terracota, à pequena Zhujiajiao (a Veneza da China), uma dica importante para economizar com o trem bala no Japão (que não é o passe da JR), os custos diários e mais de 50 dicas. O livro também traz acesso aos mapas na internet com mais informações e todos os locais que visitamos, e mais alguns que achamos que demos bobeira em perder, corretamente marcados e indicados. 

O livro 3 tem 167 páginas e narra a aventura de 2 semanas em Copenhague e a nossa volta de 8 dias pela fantástica Islândia. São mais de 300 fotos e 50 dicas. Como os demais livros, traz todo os custos da viagem, a logística de transporte e estadias e os tradicionais mapas. E olha que achar no mapa o local certo de algumas das atrações na Islândia não é fácil, não. Com nosso mapa, você não vai ter esse problema. 

O livro 4 tem 232 páginas e é sobre o mês que passamos no verão europeu de 2013 viajando por Polônia, Suécia, Estônia, Finlândia, Noruega, Lituânia e Estônia. De quebra colocamos o relato de nosso retorno à Finlândia no final de 2013 em busca da famosa aurora boreal. Não ficou cronologicamente correto, mas geograficamente está perfeito. São mais de 400 fotos e 20 dicas (menos dicas do que o de costume porque são países mais fáceis de explorar).

O mais bacana são as explicações de como ir por conta própria da cidade de Cracóvia para o campo de concentração de Auschwitz e para a mina de sal de Wieliczka, assim como fazer o passeio conhecido como Norway in a Nutshell, comprando tudo sozinhos em vez de usar um pacote. A economia paga o preço do livro um monte de vezes! 

Além disso, a logística de transportes e estadias, os custos diários e totais e dicas para fotografar a aurora boreal. É que a danada não é fácil, não. Também disponibilizamos links para os mapas dos destinos, com as atrações, estadias, meios de transporte e mais assinalados corretamente e com mais informações. 

O livro 5 tem 259 páginas e é traz as informações e relatos dos 45 dias que passamos no final da primavera e início de verão de 2014 viajando por Bulgária, Romênia, Sérvia, Macedônia, Albânia e Montenegro. São mais de 400 fotos e 60 dicas, principalmente sobre se locomover na região, que sem dúvida é uma das menos fáceis da europa. 

O livro 6 tem 262 páginas e é sobre a primeira metade da aventura pelos Bálcãs, viajando pela Croácia, Bósnia Herzegovina, Eslovênia e depois seguindo para a Áustria e Hungria. São mais de 400 fotos e 30 dicas.
O livro traz a logística da viagem, dicas de como se locomover de uma cidade para outra, além dos custos total da viagem. 

De quebra, em todos os livros, fornecemos links para mapas na internet com todos os locais citados corretamente marcados, facilitando quem queira viajar para esses locais.

O livro 7 traz o nosso mês pela Holanda após a viagem para China e Japão e o livro 8 o mês em Nice, exatamente antes dessa viagem. Esses dois volumes são gratuitos. 






































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(continuação do post)

De Viena para Budapeste de ônibus


Nosso ônibus saiu às 11:50 e chegou pontualmente em Budapeste na hora marcada, 14:45. E saiu completamente lotado. Acho que se a gente tivesse deixado para comprar na hora não teria lugar.

As informações práticas de onde pegar o ônibus em Viena, como foi a viagem e o que é necessário fazer antes do embarque estão no nosso livro 6 e em seu mapa.  

Budapeste, de novo

Da Áustria a estrada nos trouxe novamente à Budapeste. É a terceira vez que visitamos a cidade. A segunda, inclusive, também foi vindo de Viena.

Dessa vez viemos em uma época ótima. Pleno verão, muito sol, muito calor e muita gente. Ficaremos por aqui uma semana. Esperamos continuar adorando Budapeste após este período. É que das vezes anteriores foram passagens curtas, totalizando 4 dias.

E acho que não vai ser nem um pouco difícil. Afinal, com esta vista, como não gostar?

Buda vista de Peste.
E Peste vista de Buda.

Free city tour em Budapeste

A primeira coisa que a guia nos ensinou foi a pronunciar o nome da cidade: é Budapexxt. Chiar no s é importante, já que, em várias línguas, "pest" remete à Peste Negra, associação não muito agradável. E Budapexxt é só alegria.

Foi legal aprender que, no ano 896, as sete tribos húngaras, provenientes da região dos Montes Urais, resolveram se unir. Por isso, tanto o Parlamento como a Basília de Santo Estêvão tem 96 metros de altura, e foram planejadas para ficarem prontas em 1896, milênio da fundação da Hungria.

96 metros de altura.

Visita ao parlamento de Budapeste

É o prédio mais lindo de Budapeste e um dos mais bonitos do mundo (pelo menos a gente acha).

Não tem ângulo feio do Parlamento. Por trás e meio de lado...

Do outro lado (ele é simétrico). 

Sinagoga de Budapeste, a segunda maior do mundo

Nas duas primeiras visitas a Budapeste a gente queria visitar mas ou não deu tempo, no caso da primeira, ou pão-duramos, no caso da segunda.

Desta vez não resistimos. Fomos conhecer a gigantesca sinagoga.



A Igreja de Mathias em Budapest

Desta vez, aproveitamos para visitar por dentro a famosa Igreja de Mathias. Das duas primeiras vezes, só vimos por fora. E realmente, não sabíamos o que estávamos perdendo.

A igreja é muito bonita por dentro, totalmente enfeitada e pintada. Ela não tem um centímetro que não seja decorado, das paredes ao teto.



Memento Park em Budapeste

O Memento Park é o parque quase fora da cidade para onde foram levadas todas as estátuas comunistas do país depois que o regime comunista caiu. A entrada custa 1.500 hufs (15 reais, uns 5 euros).

Achamos interessante e diferente. Precisamos de uma hora, dois metrôs e um ônibus para chegar nele. (Como ir: pegue a linha M4 do metrô e vá até o ponto final, estação Kelenfold. Lá pegue o ônibus 150 e desça no ponto chamado Memento Park. O sistema de som avisa, em inglês. Não tem erro. Para voltar, refaça o caminho no outro sentido.)

O parque é pequeno. Algumas estátuas são bem legais e impressionantes, como o Monumento da República dos Conselhos, que tem 10 m de altura, e a estátua do Soldado do Exército Vermelho, que é outro gigante.



Despedindo de Budapeste e voando para Copenhague

Nosso último dia em Budapeste começou muito bem. Primeiro choveu pela manhã, chuva forte mas rápida. Ficamos felizes de só ter chovido no primeiro e no último dias. Depois da chuva fomos curtir um pouco os últimos momentos pela cidade. No roteiro, uma ida ao centro de informação turística para perguntar onde poderíamos imprimir nossas passagens.

E fica a dica: Riraly Ulica 54, por sinal bem perto da nossa casa. É uma loja da Home Depot. Além de muito material de escritório, fazem impressões. E o preço? Um pouquinho mais em conta que os quase 1,5 euro por folha de Viena (o horror): 0,045 centavos de euro. Isso mesmo: as duas páginas que imprimimos não custaram nem 10 centavos. E a Lud ainda aproveitou para comprar lápis para desenhar (os míticos 6B e 8B, que ela nunca viu em lugar nenhum).

Também fomos nos despedir da sorveteria Pomo D'oro. Fizemos as contas e chegamos a conclusão que fomos lá 6 vezes, quase uma vez por dia. Experimentamos vários sabores (creme com Nutella - o clássico, limão com hortelã - praticamente um Mojito!, chocolate), e concluímos que o de caramelo salgado (Sós Karamell) é imbatível (a Lud tomava esse todas as vezes). A bola custa 1 euro (300 hufs) e não é grande, mas a textura e o sabor são incríveis. O de caramelo salgado ficará para sempre em nossas memórias.

Despedindo da Pomo D'oro.

Transporte público em Budapeste e um dia muito agitado

O transporte de Budapeste é bem bom. Dá para ir para tudo que é canto, seja de metrô, de ônibus ou com uma combinação dos dois. Agente já foi e voltou para o aeroporto 3 vezes por aqui usando a combinação ônibus + metrô. Fácil, tranquilo e rápido.

O que não acho muito bom é o custo. Para uma cidade de custos tão mais baixos que seus vizinhos como a Áustria, o preço do transporte é meio salgado. A passagem custa 350 florins húngaros (3,5 reais), sem dá direito a baldeação. Paga-se 350 por ônibus ou metrô. Ok, baldeação dá para fazer mas só dentro do metrô. E sem sair da estação. Saiu e voltou, paga de de novo.

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Custo, impressões e estadias pela Áustria

Foi nossa segunda vez na Áustria (a primeira foi em dezembro de 2008). Naquela época foram 9 noites, sendo 1 em Innsbruck, 3 em Salzburgo e 5 em Viena. Agora foram novamente 9 noites: 2 em Graz e 7 em Viena.

Foi ótimo conhecer o país em outra época do ano. A diferença foi muito grande: dias longos e finalmente céu azul. Em 2008, só em Salzburgo, e por um dia, a gente pegou tempo bom. O resto foi céu nublado e até neve.

Simpático cartaz de boas-vinda a Viena. 





Em Graz,  os dois dias que passamos foram bem ruins em termos de tempo. Sol, só por praticamente uma hora no final do último dia. Fiquei impressionado como Graz é pequena. E olha que ela é a segunda maior cidade da Áustria! O país tem quase 9 milhões de habitantes e quase 2 milhões vivem em Viena. Graz tem apenas 270 mil.

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Graz para Viena de trem

Olha, a gente nem lembrava o que é transporte de primeiro mundo. Fiquei boquiaberto com a qualidade do trem desta viagem.

A primeira vantagem foi o custo. Comprada com antecedência pela internet, custou 9 euros por pessoa, uma barganha. O problema foi achar onde imprimir a passagem. Depois de correr como louco Graz afora com poucos minutos faltando para embarcar, a moça do atendimento da Oebb disse que imprime lá sim, mas tínhamos que pagar 1 euro. Ela podia ter tido isso na primeira vez que fomos lá e tentamos imprimir.

O tempo continua fechado.
A qualidade e conforto do trem foram fora de série. Depois de andar de trens pelos Bálcãs então, a diferença foi gritante. Até internet gratuita tinha, que funcionou durante quase toda a viagem, menos em um trecho cheio de curvas, túneis e descida, que por sinal foi o trecho mais cênico da viagem. Pena que o dia continuou muito ruim, nublado e chovendo.

Primeiros dias em Viena

Estivemos em Viena em dezembro de 2008, junto com um casal de amigos. Não preciso nem dizer que agora, neste retorno, lembramos toda hora com carinho deles. Maurício e Thaís, vocês estão fazendo muita falta.

Quem está fazendo muita falta também é o sol. Em 2008, foram 5  noites por aqui. Além do frio e dos dias curtos, não tivemos nem uma amostra de céu azul em Viena. Agora em 2014, tirando as temperaturas, os primeiros dias foram iguais. Nada de sol. E para piorar, muita chuva.
Momento de melhor tempo até agora. Tem uma nesga de céu azul ali à esquerda!

Viena e o sol

É, bom tempo muda tudo. A gente já falou que em 2008 passamos por Viena e não sentimos muito amor pela cidade. Nos primeiros dias da nossa semana por aqui agora, a mesma coisa. Tempo feio e sentimentos ainda dúbios.

Mas foi só o sol aparecer e a cidade começar a nos encantar. Sério, não é para menos que Viena foi a capital do Império Austro-Húngaro. É uma cidade realmente de porte imperial.

Prédios lindos, palácios gigantescos, museus e igrejas imponentes, muitas estátuas e parques, muitos parques. E, como era verão, tudo muito verde, florido e muito, muito organizado.

Depois de muito conversar e trocar ideias, chegamos a conclusão de que Viena é um senhor destino. Principalmente para quem vem pela Europa pela primeira vez. Sabe aquilo que uma pessoa espera da Europa? Organização, beleza, cafés, restaurantes, confeitarias, museus, palácios, ruas de pedestres, igrejas gigantes, concertos, artistas tocando música pela rua, boa comida, lojas de grife chiquetérrimas, galerias lindas, passeios de carruagem... Viena tem tudo isso.

Fora que ela ainda é bem localizada. De Viena dá para ir fácil fácil para Bratislava, capital da Eslováquia. Não é uma senhora cidade mas é outro país. Viena também é perto de Budapeste, uma cidade sobre a qual somos suspeitos para falar porque é a nossa Paris do leste. E ainda é perto de Munique, é perto de Salzburgo, é perto de Ljubljana!
Todos os destinos ficam mais lindos com um belo céu azul.

Dia chuvoso em Viena? Aproveite para ir a museus!

Museus não faltam em Viena. Por isso, como o tempo continua não ajudando, resolvemos passar parte do dia em um deles.

O escolhido foi o museu de História da Arte de Viena. Um senhor museu. Além de muitas coisas legais, a entrada e o salão inicial com as escadarias é de cair o queixo. Valeu demais a manhã. Só achei caro o ingresso: 14 euros. Mas em Viena é tudo caro mesmo.

Por fora o prédio está em reforma, mas por dentro está maravilhoso. O hall de entrada é deslumbrante, e a coleção de quadros é muito boa. O mesmo vale para as demais coleções do museu. Gostamos bem da parte egípcia e da parte de arte decorativa.

O domo do museu. Quem vocês acham que inaugurou o prédio? Nosso amigo Franz Joseph, claro!

Viena: não somos muitos fãs, mas você deve visitá-la

Seguem algumas fotos dos meus locais preferidos de Viena para ajudar vocês a se convencerem a vir para cá e me chamarem de chato com mais propriedade. Afinal, como não amar uma cidade destas?

Começo com meu prédio preferido, a prefeitura. Que coisa linda é a prefeitura de Viena. Um dos prédios mais legais do mundo, em minha opinião. E, como era verão, estava rolando festival de comida e cinema no parque em frente ao prédio.



segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Mala minimalista para 4 meses (primavera/verão na Europa)

Dessa vez, fizemos as malas para a temporada de maio até setembro. Começamos no leste europeu (Bulgária, Romênia), passamos pelos países da ex-Yugoslávia (onde havia previsão de muito calor e paradas garantidas em praias e lagos), demos um pulinho pela Áustria e Hungria e vamos terminar em locais definitivamente friozinhos (Copenhague, na Dinamarca, e Islândia).

São quase cinco meses. Que passei com duas calças jeans, dois shorts, dois suéteres, três sapatos (incluindo chinelos), uma jaqueta de couro, seis blusas, um bíquini, um maiô e uma saída de praia (que nem usei). Além de pijama e um conjunto de ficar em casa: calça de moletom preta e blusa compridona coral.

O segredo é, claro, lavar roupa com frequência (a gente sempre aluga casas com máquina de lavar) e dar preferência às peças que não precisam de serem passadas a ferro (damos uma boa sacudida antes de colocar para secar e elas se comportam bem). Troco de meia todo dia e encho os sapatos de talco do Dr. Scholl. Quando paramos mais tempo em um lugar, aproveito para lavar os sapatos também. Andamos limpinhos e cheirosos por aí.


Os sapatos são um tênis preto de couro, uma sapatilha "comfort" preta (muito linda ela não é, mas engana) e chinelos Havaianas. A camisa azul e branca é minha saída de praia, mas usando meus shorts em cima do biquíni/maiô.

Quando esfriar mais, o jeito vai ser fazer camadas: camisetinha de alça + camiseta + suéter + jaqueta de couro + cachecol. Na Islândia, onde as temperaturas devem estar abaixo de 10º C, vou usar também roupa de baixo térmica e luvas.

domingo, 17 de agosto de 2014

Melk

Hallstatt, quase foi desta vez.

Quem nunca pensou em ir a Hallstatt? Aposto que só quem não teve Windows 95 e 98. Era moda ter essa cidade austríaca como fundo de tela.

No final do outono de 2008, a poucos dias do início do inverno - ou seja, já muito frio por estas bandas -, a gente fez uma viagem pela Áustria. No roteiro, Innsbruck, Salzburg e Viena. Pensamos em ir à Hallstatt mas a falta de informação, o tempo escasso e o tempo frio e sem sol nos desanimou. Deixamos o sonho para o futuro.

O famoso fundo de tela de Hallstatt.
Agora em 2014, em Graz, já mais escolados e experientes, pensamos em ir de novo. Nossos planos eram passar uma tarde em Graz, meio que matando tudo que a gente queria ver; e usar o dia inteiro que teríamos lá para ir a Hallstatt.

De novo o tempo não ajudou. Só chuva, tanto em Graz quanto em Hallstat. Desistimos de novo.

Já em Viena, novamente flertarmos com a ideia. O tempo melhorou. Previsão de belo dia de sol. O problema: custo. Ir e voltar, além das quase 9 horas de transporte no total, custaria quase 200 euros para nós dois. Totalmente fora do nosso orçamento.

Foi aí que achamos uma barganha da companhia de trens austríaca: 35 euros para um grupo de pessoas (2 a 5 pessoas) viajarem o quanto quisessem. Durante a semana, de 9 da manhã à 3 da manhã do dia seguinte. Nos fins de semana vale, o dia todo. É o Einfach Raus Ticket.

Madrugamos e fomos para a estação oeste de Viena. Lá compramos a passagem. O plano era pegar o trem das 6:50. Ele iria até Attnang-Puchheime e de lá trocaríamos para o trem para Hallstatt.

Na hora de embarcar, fomos perguntar para o fiscal se precisava validar a passagem antes. Ele disse que não, mas não poderíamos embarcar naquele trem. Era um IC e a passagem era só para os trens R alguma coisa.

Próxima tentativa, o trem que sairia às 7:30. Em vez de ir até Attnang-Puchheime, pararíamos em Linz, trocaríamos para outro R até Attnang-Puchheime e de lá continuaríamos o plano original.

Na hora de embarcar, tinha uma multidão na plataforma - o que nos fez acreditar que todo mundo sabia da passagem promocional. Conseguimos sentar, bem felizes, até que chega o fiscal.

E a gente também não podia usar aquele trem. Ele era um RJ alguma coisa, não um R alguma coisa! A passagem só valia nos trem R puros ou REX. O fiscal disse que para Hallstatt não tem como ir só usando esses trens, que são lentos (e regionais - explicado o R). Até tem conexão, mas, segundo ele, não dá é tempo. Demora demais.

A gente poderia comprar com ele a passagem normal, a de quase 100 euros (só a ida!) e ele iria abater os 35 que a gente já tinha gasto. Achamos isso superbacana (passagem correta em vez de multa), mas continuamos pensando que quase 100 euros era muito caro. Perguntamos se poderíamos descer na próxima estação e voltar para Viena em um trem R. Ele disse que sim.

10 minutos depois descemos no meio do nada - nem o nome do local a gente lembra -, tristes e sem saber o que fazer. 35 euros jogados fora? Foi aí que vimos que, de onde estávamos, 3 minutos depois sairia um trem R purinho para Melk. Corremos, embarcamos e lá fomos nós.

Melk foi um dos destinos que conhecemos em 2008. Na ida de trem de Salzburg para Viena paramos lá. O plano era visitamos a abadia super famosa, mas também nos demos mal.

Abadia de Melk.
Na baixa temporada só é possível visitar fazendo parte de passeios guiados, e só tinha às 11:00 e 13:00. Nós chegamos poucos minutos depois do último grupo sair.

Só conhecemos a abadia por fora. Demos uma voltinha na cidade e aproveitamos para almoçar, tudo isso para gastar o tempo antes do próximo trem seguir para Viena.

Dessa vez não demos azar em Melk. Tempo lindo como há muito a gente não via, abadia acabando de abrir quando chegamos (8:30) e poucas excursões no local.

Visitamos o pequeno museu - bobinho para ser sincero -, vimos a deslumbrante biblioteca (que infelizmente não pode ser fotografada) e a igreja de cair o queixo de linda. Nela pode fotografar, mas só da entrada. Uma pena.

Depois passeamos pelos jardins que ficam ao lado. Como dá para ver pelas fotos, valeu o passeio.

Desta vez não comemos em Melk. Só demos uma voltinha e reencontramos o restaurante de 2008. Às 11:40 já estávamos pegando o trem de volta para Viena.

No final saiu em conta. Uma passagem para duas pessoas, ida e volta para Melk de Viena, comprada no mesmo dia, sairia por 60 euros. Portanto, foram 25 de economia.

Mas, sinceramente, fiquei triste de mais uma vez Hallstatt ter me escapado. Talvez seja melhor assim: um lugar que sempre será um destino ainda a visitar, para deixar sempre a chama das viagens acesa.

Da estação de trem já dá para ver a abadia. 
A cidade é pequena. A rua principal é bem fofa. 

Entrada da abadia.

Esta é a sala mais bonita que pode fotografar. 
Vê se acha o Hércules aí. Pista: ele está usando a pele do leão da Nemeia e brandindo um porrete. 
Esta é a vista que se tem da Abadia. Nada mal. 
Escada que desce da biblioteca para a área da igreja. 
Que é lindona. Mas só dá para visitar um pequeno pedaço. 
Na teoria não podia tirar foto aqui. Mas não resistimos. 
A entrada para a abadia dá direito ao terraço panorâmico. Pergunta se alguém informa isso quando você compra?
E dele tem a vista não só da abadia mas desse lindo jardim que fica ao lado. 

Que o ingresso também dá direito a entrar. Novamente, nada de  informações. 

Voltando para Melk. Em 2008 tiramos uma foto no mesmo lugar. A diferença são as árvores,
que estavam peladas e agora estão cheias de folhas. 


A abadia de Melk vista do rio Danúbio. 

Dia bonitão. 
Parque simpático onde ficamos esperando a hora do trem de volta para Viena.