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quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Custo, impressões e estadias pela Áustria

Foi nossa segunda vez na Áustria (a primeira foi em dezembro de 2008). Naquela época foram 9 noites, sendo 1 em Innsbruck, 3 em Salzburgo e 5 em Viena. Agora foram novamente 9 noites: 2 em Graz e 7 em Viena.

Foi ótimo conhecer o país em outra época do ano. A diferença foi muito grande: dias longos e finalmente céu azul. Em 2008, só em Salzburgo, e por um dia, a gente pegou tempo bom. O resto foi céu nublado e até neve.

Simpático cartaz de boas-vinda a Viena. 





Em Graz,  os dois dias que passamos foram bem ruins em termos de tempo. Sol, só por praticamente uma hora no final do último dia. Fiquei impressionado como Graz é pequena. E olha que ela é a segunda maior cidade da Áustria! O país tem quase 9 milhões de habitantes e quase 2 milhões vivem em Viena. Graz tem apenas 270 mil.


O que torna a cidade um destino turístico legal. Praticamente todas as atrações ficam próximas do centro histórico. É uma cidade bem rica e bem organizada, que gostamos de conhecer. Mas ainda achamos Innsbruck e Salzburgo mais legais e mais turísticas.

Já Viena nos agradou bem mais desta segunda vez. Tá certo que, quando a gente passa uma semana inteira em uma cidade, sempre aprende a curti-la. É que dá tempo para conhecer com calma, e descobrir segredos.

Mas, como já falamos antes, apesar de linda e imponente, Viena ainda não conquistou totalmente nossos corações. Recomendamos como destino turístico sem pensar muito - só que ela não bate mesmo com o nosso santo. Da Áustria, Salzburgo é definitivamente a cidade que nos cativou.

Sobre os custos, a Áustria é cara com força. Para nos mantermos dentro do nosso orçamento, tivemos que evitar muita coisa - principalmente atrações pagas e comer fora de casa. Tirando duas idas à Demel e uma bola de sorvete fora de casa, todas as demais refeições foram caseiras. E em relação às atrações turísticas pagas, só o Museu de História da Arte de Viena e a Abadia de Melk. O resto foi só andar pelas ruas.

Ajudou o fato de em 2008 já termos visitado várias atrações da cidade, como o Schonbrunn e a ópera de Viena. Para terem ideia de como a cidade é cara, a impressão do cartão de embarque do nosso ônibus para Budapeste, o destino seguinte, custou 1,50 euros - a página!

Os custos foram os seguintes (por pessoa, por dia):

Estadia: 25,78 euros. Novamente tivemos que nos contentar com apartamentos bem inferiores do que aqueles do resto dos Bálcãs. E a gente acostuma tão rápido com coisa boa! Uma pena.  

Alimentação: 5,98 euros.  Lembrando que tivemos que nos restringir bastante na alimentação. Comemos só em casa e mesmo assim não fizemos muitas loucuras em termos de gostosuras.   


Atrações turísticas: 2,67 euros.  

Transporte urbano: 1,11 euros. E praticamente só andamos a pé. Pegamos transporte público só 4 vezes.

Total diário: 35,54 euros. Quase nada acima do custo da Eslovênia. Ou seja, virou o segundo destino mais caro do ano até agora. E olha que, ao contrário da Eslovênia, onde gastamos com vontade, na Áustria a restrição foi grande.

Além do custo diário, tivemos os gastos para o deslocamento entre as cidades (sempre por pessoa):

Foram 9 euros por pessoa a ida de trem de Graz para Viena. E lembrando que para conseguir ótimos preços de trem por aqui, deve-se comprar com muita antecedência. Muita mesmo. Logo quando começarem as vendas, de preferência (acho que abrem 3 meses antes da data da viagem).

17,50 euros a ida e volta para Melk a partir de Viena.

22 euros a ida de ônibus para Budapeste.

Sobre as estadias, começamos sempre com o lembrete: se você for usar o airbnb pela primeira vez, crie seu usuário por meio do link www.airbnb.com.br/c/lfurtado5. Você vai ganhar um desconto de 18 euros (nada mal!) e nós ganhamos créditos para futuras estadias.

As duas noites em Graz foram em um apartamento hiper simples, não exatamente limpo, no centro da cidade. O ponto forte era a localização: imbatível. Era um apartamento com um único ambiente, com uma cama grande, uma mesa baixa de centro, um sofá pequeno e antigo e a pequena cozinha, e só. Nem uma cadeira ou um aparador. O banheiro era simples mas tinha i, bom chuveiro. O ruim é que o dono usou um produto fortíssimo para desinfetar o banheiro, e o cheiro ficou na casa durante o tempo todo que estivemos lá.

Sinceramente, fico muito na dúvida se é um lugar que eu recomendaria ou não. Para ficar no máximo duas noites, como nós, e para economizar, eu recomendo. Não achamos nada perto desse preço ali pelo centro - ou mesmo mais afastado. Sim, 55 euros por noite (para o casal) é uma barganha para Graz. .

Já em Viena, como ficamos uma semana inteira, conseguimos um desconto para a estadia. Nos custou 49 euros por noite (novamente, preço para nós dois).

Gostei da localização: deu para irmos andando em muitos lugares, o comércio por perto é muito bom, a regão é tranquila e bem simpática. Tem elevador, o que é necessário, já que fica no quinto andar.

O apartamento tinha um hall de entrada bom para deixar sapatos e capas de chuva. No hall, além da sapateira/aparador, um armário para roupas.

Uma porta leva para o pequeno e razoável banheiro. Só achei muito escuro e o chuveiro, para mim, era muito baixo.

Outra porta levava para o quarto, bem grande. A cama era grande mas daquelas bem rangedoras - e meio dura. O sofá também não muito confortável. Na verdade, o problema do apartamento era esse: faltava conforto. Uma tv pequena com poucos canais em alemão e nada de internet.

Do quarto se entrava na cozinha, o ponto forte da casa. Tinha de tudo: fogão, forno, microondas, utensílios, boa geladeira, e uma mesa de madeira com 4 cadeiras (novamente meio desconfortáveis).

Simplificando, o preço foi o ponto alto. Difícil de achar algo mais em conta no verão, que é alta temporada. Mesmo levando em conta a falta de internet e de máquina de lavar roupa, ainda ficou barato. Sério, menos de 50 euros por dia em Viena para um lugar só seu? Pagar menos que isso, só dividindo quarto em albergue. E lembro que, tendo a nossa casinha, a gente pode cozinhar à vontade, o que diminui em muito os custos.

Aagora podemos dar a Áustria como um destino encerrado para nós. Ainda tem Hallstat, mas acho que ela será sempre uma lenda inalcançável. No mais, se eu tivesse que voltar para o país seria pelos Alpes - e neste caso prefiro ir para os Alpes da Eslovênia. Mais em conta e, para ser sincero, muito parecido.


O sorvete da Demel é pequeno, e caro. O desenho da moça com uma torre de sorvetes é uma ilusão:
vejam na mão da Lud o tamanho real.  
Bem Europa: poucos adultos dão conta de muitas, muitas crianças.

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