A primeira coisa que a guia nos ensinou foi a pronunciar o nome da cidade: é Budapexxt. Chiar no s é importante, já que, em várias línguas, "pest" remete à Peste Negra, associação não muito agradável. E Budapexxt é só alegria.
Foi legal aprender que, no ano 896, as sete tribos húngaras, provenientes da região dos Montes Urais, resolveram se unir. Por isso, tanto o Parlamento como a Basília de Santo Estêvão tem 96 metros de altura, e foram planejadas para ficarem prontas em 1896, milênio da fundação da Hungria.
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96 metros de altura.
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| A mesma do parlamento. |
Santo Estêvão é um dos personagens mais importantes do país: ele foi o rei que decidiu adotar o cristianismo. Segundo a guia, foi uma estratégia de sobrevivência. Tem várias estátuas dele pela cidade, e ele pode ser reconhecido pela cruz dupla (com duas traves horizontais) que ele carrega, que significa que ele era líder do Estado e da Igreja.
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Uns tempos depois da morte dele, resolveram canonizar o moço. Para isso, abriram o túmulo, e descobriram que o braço direito não estava decomposto! Atualmente se sabe que foi um processo de mumificação natural (bolha de ar no caixão alagado), mas na época o povo bradou "milagre!" e não pensou duas vezes: cortaram o braço dele fora e guardaram como relíquia. Hoje a mão direita do santo está exposta na Basílica (em uma capela no fundo à esquerda, com lindos vitrais).
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| Olha a mão do santo aí! |
Outro figurão importante foi o rei Matias, um grande guerreiro, que dá nome à bela igreja gótica que fica na frente do Bastião dos Pescadores.
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| Rei Mathias. |
Há uma estátua de um corvo pousado no teto da igreja, com um anel na boca. Diz a lenda que o tio de Matias o aprisionou, para tomar o trono, e Matias deu sinal de vida para a mãe por meio de seu anel, levado pelo corvo. A igreja tem um belo teto de telhas coloridas, e a guia nos contou que essa telha é uma invenção local, e o segredo de sua fabricação é guardado a sete chaves: ela é auto-limpante, o que garante que estejam sempre bonitas e coloridas. A telha faz muito sucesso e foi usada em outras igrejas, como a Catedral de Santo Estêvão (mas é outro Estêvão), em Viena, e a igreja de São Marco, em Zagreb.
Depois do passeio, a guia disse que quem quisesse podia ir com ela almoçar numa cantina ali próxima, com comida típica húngara e bons preços. Topamos o convite e lá nos fomos. Funciona assim: a comida fica exposta, como em um self-service, mas não é você que se serve, é uma servente. E ela põe porções gigantes!
Comemos arroz com cozido de carne de boi, bolinhos de queijo e batatas fritas. Estava muito gostoso! Praticamente um strogonoff brasileiro. A guia duvidou que eu desse conta do meu prato, mas estava tão bom que eu dei, sim. E o preço final foi razoável: 2.800 hufs, o equivalente a uns 28 reais (é só cortar dois zeros pra converter, um conforto só!) ou 9 euros.Ou seja, 4,5 euros por pessoa, com direito à água, por um pratão de refeição local.
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| Comemos arroz! Parecia um estrogonofe. E muito bom. |
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| Fica dentro deste prédio. Reparem na Igreja de Matias ao fundo. |
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| Segundo andar. Não tem erro. |
Esta mao eu ja tinha visto em outra foto,historia muito interessante contada pela guia,deve ter sido um belo passeio e o almoço entao .......explendido
ResponderExcluirFotos mais que lindas