Desta vez não resistimos. Fomos conhecer a gigantesca sinagoga.
É a segunda maior do mundo, só atrás da de Nova Iorque. Isso em assentos. Dizem que em área a de Budapeste é maior.
Fica logicamente no bairro judeu da cidade, pertinho do nosso apê. Ela foi construída no final do seculo XIX, e o mais legal dela é que é uma neo-sinagoga, ou seja, quem ganhou na escolha do estilo foi a turma avançada da comunidade judaica de Budapeste.
Esse era o pessoal que batalhava pela assimilação, então a ideia era fazer uma sinagoga muito parecida com uma igreja católica. Por isso ela é bem diferente das sinagogas em geral. Também por isso, bem rica e enfeitada, o que não costuma ser o caso, pois a sinagoga é um ponto de encontro da comunidade, não uma maneira de impressionar os fiéis com sugestões da beleza do paraíso.
E ela até parece ter altar, em vez do celebrante ficar no meio do espaço.
Para visitar, você pode ir por conta própria, ou fazer uma visita guiada. Recomendamos porque você também pode explorar por sua conta antes e depois do passeio guiado, e custa só 50 centavos de euro a mais.
Primeiro ficamos observando a sinagoga, esperando a hora da visita guiada. Nossa guia, super novinha e louríssima, explicou a historia da sinagoga e a questão de ser de um estilo totalmente diferente.
| Dizem que os judeu só se casam entre si, né? Que nada. Mais loira que nossa guia, impossível. |
Durante a guerra, os 200 mil de judeus de Budapeste foram reduzidos a 70 mil, confinados ao gueto. Ainda tem um pedaço do muro nos jardins da sinagoga. Quando os russos chegaram para liberar a Hungria, havia uma grande quantidade de cadáveres pelas ruas do gueto, e foi impossível identificar todos. Foram enterrados em uma covas comum, no cemitério que fica ao lado da sinagoga.
A entrada também permite passear pelo jardim, ver os monumentos em homenagem aos mortos e as pessoas que os ajudaram (inclusive um diplomata português), visitar uma pequena exposição no subsolo sobre a construção e reforma da sinagoga, e uma outra no prédio anexo sobre os judeus em Budapeste.
Valeu a visita. Matamos nossa curiosidade de visitar por dentro e finalmente entendemos porque ela é tão grande e bonita.
| Monumento às vitimas judias na Hungria. É um salgueiro chorão mas, de cabeça para baixo, parece um menorah. |
| Em cada folha tem um nome gravado. |
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