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quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Transporte público em Budapeste e um dia muito agitado

O transporte de Budapeste é bem bom. Dá para ir para tudo que é canto, seja de metrô, de ônibus ou com uma combinação dos dois. Agente já foi e voltou para o aeroporto 3 vezes por aqui usando a combinação ônibus + metrô. Fácil, tranquilo e rápido.

O que não acho muito bom é o custo. Para uma cidade de custos tão mais baixos que seus vizinhos como a Áustria, o preço do transporte é meio salgado. A passagem custa 350 florins húngaros (3,5 reais), sem dá direito a baldeação. Paga-se 350 por ônibus ou metrô. Ok, baldeação dá para fazer mas só dentro do metrô. E sem sair da estação. Saiu e voltou, paga de de novo.



Na verdade o preço não é lá dos piores. O que acho caro por aqui são os passes. O diário, por exemplo, só vale a pena se você usar mais de 5 vezes o transporte por dia. O que a cidade tem de legal é um passe diário de família: custa 3.300 florins, praticamente 10 euros.

Ele dá direito a até 5 pessoas a andarem o dia todo na malha de transporte de Budapeste. Como a gente é só dois, para valer a pena cada um tinha que andar mais de 5 vezes no mesmo dia. E teve um dia que acabamos usando um. Fizemos 11 viagens cada pessoa. Ou seja, tiramos o couro dele!

Acordamos cedinho para aproveitar o dia. Começamos indo à Ilha Margarida, uma ilha no meio do Danúbio que é o refúgio verde dos habitantes da cidades. Ela tem esse nome porque a princesa Margarida foi enterrada lá, depois de ter vivido a vida toda em um convento local (consta que o pai dela, o rei Béla IV, prometeu a filha a Deus caso os invasores mongóis não retornassem. Vocês não adoram essas promessas que são pagas por outras pessoas? Os mongóis não voltaram e Margarida, com 9 anos, foi pro convento).

Túmulo da santa. 
A ilha é bem verde e agradável, mas nada de especial. Achamos o parque meio alemão (muito mato, pouco paisagismo). O mais legal foi a pista de corrida feita com um material macio que absorve o impacto das passadas. Também gostamos de uma área florida. O parque tem um jardim japonês e uma fonte musical, mas ambos estavam em obras e cercados, para nossa decepção.

Muito mato, mas umas florzinhas também.
Para chegar lá pegamos primeiro um tram e depois um ônibus.

De lá fomos de tram para o Octagon, espiar uma livraria que tem no segundo andar um café com um teto lindíssimo.





Pegamos um metrô e fomos para o parque da cidade. Aproveitamos para fotografar as belas termas.



Cumprida a missão, partimos a pé pelo parque até o castelo Vajdahunyad (hoje, ele é o Ministério da Agricultura e também um museu). O castelo é superbacana: ele une partes de outros prédios da Hungria, nos estilos romanesco, gótico, renascimento e barroco. Ou seja, de cada ângulo ele parece uma construção diferente. Além disso, uma de suas paredes está coberta de hera, o que garante belas fotos.








Saímos andando do parque e fomos até a Praça dos Heróis.



Depois voltamos para casa de metrô para almoçar. O Leo deixou eu tirar uma sonequinha de meia hora, e nos mandamos para o Memento Park, assunto para um outro post.

Para ir e voltar no Memento Park usamos 2 metrôs e 2 ônibus cada um.

Para completar o dia, fomos e voltamos de ônibus ao Bastião dos Pescadores para ver (e fotografar) o Parlamento iluminado do outro lado do Danúbio já no final do dia.





Foi um dia muito bem aproveitado e ensolarado (é claro que o Leo checou a previsão do tempo na hora de fazer os planos)!

Para terminar, o passe vale por 24 horas após a data da validação. Você pode imprimi-lo nas máquinas automáticas de vendas (aí ele já vem validado, com a data e o horário estampados) ou pedir para o pessoal das cabines de vendas dos metrôs validarem na primeira vez que você for usar.

No mais, Budapeste tem os seguintes passes:

Unitário: 350 florins (3,5 reais);
Diário individual: 1.650 florins (16,50 reais);
Diário até 5 pessoas: 3.300 florins (33 reais);
48 horas para 2 pessoas: 4.200 florins (42 reais);
72 horas individual: 4.150 florins (41,50 reais);
Semanal: 4.950 florins (49,50 reais);
Carnê de 10 passagens individuais: 3.000 florins (30 reais, ou pouco menos de 10 euros). Esse é o que a gente comprou quando chegou.  Cada passagem sai por 300 florins (3 reais) em vez de 350.

Ah, os cartões de turismo de Budapeste também dão direito a transporte durante a validade do cartão. 1 dia custa 4.275 florins; 2 dias, 7.125; e 3 dias, 8.455. Para nós não valeu a pena. Preferimos pagar tudo que a gente quis direto.

Um comentário:

  1. Super obrigado pelas dicas , estou organizando meu roteiro Praga-Budapeste-Viena e consegui tirar várias dúvidas,mas ainda sobre o transporte público de Budapeste, com o cartão de 72 horas é necessário fazer a validação nas máquinas antes de usar as opções de transporte toda vez que eu for utilizá-lo ? Como funciona a validação deste bilhete em específico ? FLAVIO LIMA - SALVADOR - BA

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