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terça-feira, 19 de agosto de 2014

Viena e o sol

É, bom tempo muda tudo. A gente já falou que em 2008 passamos por Viena e não sentimos muito amor pela cidade. Nos primeiros dias da nossa semana por aqui agora, a mesma coisa. Tempo feio e sentimentos ainda dúbios.

Mas foi só o sol aparecer e a cidade começar a nos encantar. Sério, não é para menos que Viena foi a capital do Império Austro-Húngaro. É uma cidade realmente de porte imperial.

Prédios lindos, palácios gigantescos, museus e igrejas imponentes, muitas estátuas e parques, muitos parques. E, como era verão, tudo muito verde, florido e muito, muito organizado.

Depois de muito conversar e trocar ideias, chegamos a conclusão de que Viena é um senhor destino. Principalmente para quem vem pela Europa pela primeira vez. Sabe aquilo que uma pessoa espera da Europa? Organização, beleza, cafés, restaurantes, confeitarias, museus, palácios, ruas de pedestres, igrejas gigantes, concertos, artistas tocando música pela rua, boa comida, lojas de grife chiquetérrimas, galerias lindas, passeios de carruagem... Viena tem tudo isso.

Fora que ela ainda é bem localizada. De Viena dá para ir fácil fácil para Bratislava, capital da Eslováquia. Não é uma senhora cidade mas é outro país. Viena também é perto de Budapeste, uma cidade sobre a qual somos suspeitos para falar porque é a nossa Paris do leste. E ainda é perto de Munique, é perto de Salzburgo, é perto de Ljubljana!
Todos os destinos ficam mais lindos com um belo céu azul.
E não é que apesar de tudo isso o nosso santo ainda não bate com o da dessa bela cidade? Também perdemos muito tempo conversando e tentando descobrir o porquê disso. Nossa conclusão: o alemão. Tanto a língua alemã, que não ajuda e não embeleza em nada, como o ar alemão do povo. Ainda mais depois de passear pelos Bálcãs, achamos o povo de Viena seco e nada amistoso. E olha que é verão, época em que normalmente todo mundo fica mais feliz e simpático pela Europa a fora.

Tá certo que não somos conhecedores a fundo do povo austríaco. Não conhecemos praticamente nenhum local. O dono do apartamento de Graz que é guatemalense. Portanto, sua simpatia é porque ele é latino como nós. Povo mais feliz e aberto a um sorriso e uma conversa.

Já o dono do apê de Viena foi super profissional e ponto final. Nos recebeu falando que tinha uma notícia ruim: o elevador não está funcionando durante sua estadia, o apartamento é no quinto andar, e tchau, abraço. (Brincamos que, se fosse nos Bálcãs, os donos se ofereceriam para nos carregar escadas acima.) Perguntamos onde lavar roupas ali por perto e até hoje estamos esperando a resposta.

Fomos duas vezes à Demel, o restaurante das tortas deliciosas (e caras!). Achamos o atendimento horrível. Pessoal mal-humorado e nada prestativo. E quando fomos ao museu da cidade, a entrada dava direito a outro, o museu de armas. Acham que o atendente contou? E acham que o ingresso tinha isso escrito em outra língua que não o alemão? Pois é, nada. A gente só descobriu no dia seguinte, porque fomos pesquisar um pouco mais. E olha que quando compramos o ingresso perguntamos se dava direito aos apartamentos imperiais. E nada do atendente ajudar ("não, mas vocês podem ir ao museu de armas!").

Chegamos a conclusão que é isso. O país é lindo, organizado, tem de tudo e mesmo assim nosso santo não bate. Descobrimos que é porque ele não se dá com os alemães... mesmo agora que a gente entende o básico das placas e sinais. Nosso santo não fala húngaro nem nenhuma língua dos Bálcãs, mas ele se dá bem com todo mundo por lá!

Foi só alegria ao acordamos na quarta manhã pela cidade com um dia inteiro sem chuvas para curtir. 
Deu para aproveitar e muito os jardins. 
A cidade até ficou parecendo mais cheia. Além de mais bonita, é claro. 
Prédios com proporções imperiais!
E mesmo no final do dia, quando as nuvens começaram a voltar, só ajudaram a embelezar o céu. 
No início da manhã estava assim: sem nuvem alguma. 
Maria Theresa estava precisando de um guarda sol nesse dia. 
Prefeitura ao fundo. 
Mais fotos de reflexo em água. Sem dúvida são meus locais preferidos para fotografar. 
A fonte em frente à embaixada francesa. 
Aproveitamos tanto o dia que andamos até o tradicional parque de diversões da cidade. 
Prometo mais fotos e detalhes deste lindo jardim cheio de rosas no próximo post. 

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