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segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Estadias pela Islândia

Em termos de estadias, nos demos muito bem. Acho que não trocaria nenhum delas. Talvez trocaria o roteiro, principalmente entre o segundo e terceiro dia. As pernoites ficaram muito próximos uns dos outros. O ideal seria dormir na segunda noite em Akureyri, em vez de na fazenda, ou passar a terceira noite na região do lago Mytvan.

Com exceção da guest house perto de Hofn, as demais estadias foram reservadas pelo airbnb - e foram salgadas. Mas, comparadas com albergues e hotéis, ficaram até em conta.

A primeira noite, na casa do Guli, nos arredores de Reykjavik, foi perfeita. Recomendo e muito. Principalmente para dormir já fora da cidade. É fácil de chegar, com estacionamento à vontade na rua e posto de gasolina e supermercados bem perto. Custo: 57 euros.

Nossa casa nos arredores de Reykyavik
A segunda noite foi ainda melhor. A fazenda da Eydis foi um achado. Fora de mão de tudo. É que fica a 21 km da estrada principal. Mas o local é muito agradável, super confortável, tem atrações na redondezas, ótimo para caçar a aurora boreal. A casa de hóspedes é toda equipada. Dá para cozinhar o que quiser lá. Pagamos 68 euros pela noite.

Quarto na fazenda
A terceira noite foi em Akureyri, em um quarto na casa da Hanella. Foi talvez a casa menos boa. Não que tenha sido ruim, só não foi no mesmo nível das outras. Mas recomendo mesmo assim. Até porque não conseguimos outra opção quando procuramos. Na verdade tinha, mas não na faixa de preço, que foi de 82 euros pela noite.

A quarta noite foi ótima. Foi em um bom quarto da Johanna, na cidade de Seydisfjordur. Lá é a cidade de onde saem os barcos para as Ilhas Faroe. Confesso que fiquei com vontade de voltar lá. Custou 80 euros a noite.

Desculpem a bagunça. Sò lembramos de tirar foto quando já estava tudo desarrumado. 
A quinta noite foi na Guest House Dynjandi. Custou 90 euros mas pelo menos teve um bom café da manhã incluído. Como era uma guest house de verdade, nada de cozinha. Portanto foi a noite que comemos menos bem.

Mais uma pousada com cara de fazenda no meio do nada. 
Na sexta noite dormimos em um excelente quarto da Pottery Guest House por 81 euros.

Excelente guest house. 
Sétima e oitavo noites, já em Reykjavik, na casa do Annar. Pagamos 40 euros por noite. Barganha da viagem.

Casa que ficamos em Reykyavik. O apartamento alugado fica no porão. 

sábado, 27 de setembro de 2014

Islândia, chegamos!

Para chegar aqui, voamos pela Icelandair, vindos de Copenhague. Voo maravilhosamente tranquilo. Saímos pontualmente às 7:50 da manhã e pousamos no aeroporto internacional de Reykjavik às 8:55, 5 minutos adiantados em relação ao programado.

Islândia, chegamos!

Duvido que tenha alguém da América do Norte que leia o blog, mas se tiver, fica a dica: a Icelandair dá, nos voos daí para a Europa, direito a um stopover de até 8 dias na Islândia sem nenhum aumento no custo. Inveja.

Nosso minúsculo carrinho. A cor ajuda a localizá-lo no mar de carros islandês. Ok, não existe mar de carro na Islândia.
O blog mudou: agora as informações e as fotos estão disponíveis, de maneira muito mais organizada e temática, em livros. Já são oito, dois deles gratuitos (Holanda e Nice). Basta clicar na capa do livro para ir para a página de venda ou, no caso dos livros que são de graça, de download.

Outra opção é entrar em contato conosco por meio do e-mail ludleopelomundo@gmail.com. Por ele passaremos a informação de como comprar todos os livros já lançados e - ainda a serem lançados este ano! - por apenas 30 reais. Se a pessoa já comprou algum dos livros, a gente abate do valor de 30 reais o valor já pago.

Divirtam-se! 




















































































O livro 1 tem 50 páginas e relata nossa passagem pela Malásia, Cingapura, Tailândia, Vietnã e Camboja. São mais de 80 fotos, toda a logística de transporte e hospedagem, os custos diários, mais de 40 dicas e link para um mapa na internet com todos os locais pelos que passamos corretamente indicados, com mais detalhes e informações. 

O livro 2 tem 112 páginas e conta a viagem pela China, Macau, Hong Kong, Coreia do Sul e Japão. São mais de 200 fotos, toda a logística de transporte e hospedagem, informações de como ir por conta própria até a muralha da China, ao museu com os guerreiros de terracota, à pequena Zhujiajiao (a Veneza da China), uma dica importante para economizar com o trem bala no Japão (que não é o passe da JR), os custos diários e mais de 50 dicas. O livro também traz acesso aos mapas na internet com mais informações e todos os locais que visitamos, e mais alguns que achamos que demos bobeira em perder, corretamente marcados e indicados. 

O livro 3 tem 167 páginas e narra a aventura de 2 semanas em Copenhague e a nossa volta de 8 dias pela fantástica Islândia. São mais de 300 fotos e 50 dicas. Como os demais livros, traz todo os custos da viagem, a logística de transporte e estadias e os tradicionais mapas. E olha que achar no mapa o local certo de algumas das atrações na Islândia não é fácil, não. Com nosso mapa, você não vai ter esse problema. 

O livro 4 tem 232 páginas e é sobre o mês que passamos no verão europeu de 2013 viajando por Polônia, Suécia, Estônia, Finlândia, Noruega, Lituânia e Estônia. De quebra colocamos o relato de nosso retorno à Finlândia no final de 2013 em busca da famosa aurora boreal. Não ficou cronologicamente correto, mas geograficamente está perfeito. São mais de 400 fotos e 20 dicas (menos dicas do que o de costume porque são países mais fáceis de explorar).

O mais bacana são as explicações de como ir por conta própria da cidade de Cracóvia para o campo de concentração de Auschwitz e para a mina de sal de Wieliczka, assim como fazer o passeio conhecido como Norway in a Nutshell, comprando tudo sozinhos em vez de usar um pacote. A economia paga o preço do livro um monte de vezes! 

Além disso, a logística de transportes e estadias, os custos diários e totais e dicas para fotografar a aurora boreal. É que a danada não é fácil, não. Também disponibilizamos links para os mapas dos destinos, com as atrações, estadias, meios de transporte e mais assinalados corretamente e com mais informações. 

O livro 5 tem 259 páginas e é traz as informações e relatos dos 45 dias que passamos no final da primavera e início de verão de 2014 viajando por Bulgária, Romênia, Sérvia, Macedônia, Albânia e Montenegro. São mais de 400 fotos e 60 dicas, principalmente sobre se locomover na região, que sem dúvida é uma das menos fáceis da europa. 

O livro 6 tem 262 páginas e é sobre a primeira metade da aventura pelos Bálcãs, viajando pela Croácia, Bósnia Herzegovina, Eslovênia e depois seguindo para a Áustria e Hungria. São mais de 400 fotos e 30 dicas.
O livro traz a logística da viagem, dicas de como se locomover de uma cidade para outra, além dos custos total da viagem. 

De quebra, em todos os livros, fornecemos links para mapas na internet com todos os locais citados corretamente marcados, facilitando quem queira viajar para esses locais.

O livro 7 traz o nosso mês pela Holanda após a viagem para China e Japão e o livro 8 o mês em Nice, exatamente antes dessa viagem. Esses dois volumes são gratuitos. 

Islândia road trip: sétimo dia

Nosso último dia pelas estradas islandesas. O plano era dirigir de volta a Reykjavik, parando em lugares interessantes que estivessem no caminho. Outra coisa que pensamos em fazer, já que estávamos perto da capital, era voltar na região de Godafoss e do parque Thingvellir. Mas, como o tempo continuou bem ruim, pulamos ambas.

Novamente não nos apressamos em sair da nossa estadia. Acordamos com calma, tomamos nosso café da manhã sem pressa e só lá pelas 8:30 fomos embora.

A distância para Reykjavik era de apenas 100 km. E em Reykjavik tínhamos conseguido uma reserva de um quarto na casa de um rapaz por 2 noites por apenas 80 euros para nós dois, o que, para Islândia, é absurdamente barato.

O problema é que ele só poderia estar em casa para nos receber depois das 15:00. Por isso tínhamos muitas horas em um feio dia chuvoso para dirigir apenas 100 km. Daria para ir andando, né?

Acabou que no caminho achamos um lugar para parar: a cidade de Hveragerdi, considerada a capital geotérmica da Islândia e orgulhosa possuidora de muitas fontes de água fervente.

Descobrimos ali uma trilha razoavelmente famosa que sobe pelas montanhas que cercam a cidade e passa por vários riachos de água quente. Fomos até lá para ver. E não é que a água é mesmo uma delícia de quentinha?

Cerca de 2,5 km subindo a trilha, já no alto da montanha, o rio alarga um pouco e muita gente aproveita para nadar. Até consideramos caminhar até lá, mas a chuva que começava novamente e o barro que já existia por causa das chuvas do dia anterior nos desanimaram.



sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Islândia road trip: sexto dia

Ainda sobre nossa guest house, foi onde pior jantamos. Aqui não tinha cozinha, então tivemos que nos contentar com macarrões estilo miojo que compramos em um supermercado, daqueles de copo. Destestamos: achamos ralo e não gostamos do sabor. Para compensar, o café da manhã, trazido de bandeja para o quarto pela dona, foi farto e muito bom. Até ovo cozido tinha!

O tempo melhorou um pouco, o  que quer dizer que o vento diminuiu e a chuva parou de cair. O céu continuava nublado, o que não impediu o dia de ser novamente fantástico. Passamos por lugares incríveis. Se o tempo estivesse melhor, seria com certeza o melhor dia da viagem. Como a mãe natureza não ajudou muito, acho que acabou empatada com o terceiro e quarto dia. Não consigo escolher o melhor. 

Saímos de casa às 8:05. Fomos os primeiros hóspedes a puxar o carro. E foi ótimo, porque quando chegamos na primeira parada do dia, ainda não estava cheio. E que parada. Talvez o lugar mais sensacional da viagem: o Jokulsarlón.

É, acho que se tiver que escolher a melhor atração do nosso passeio pela Islândia, iríamos de Jokulsarlón.

É um lago com um glaciar gigante em uma das margens - mas gigante mesmo. Se pegarmos um mapa da Islândia, dá pra ver ele tem centenas de quilômetros de comprimento. Em Jokulsarlón dá para vê-lo super bem. O mais legal é que ele solta pedaços de gelo que ficam à deriva no lago, que por sua vez dá no oceano! Ou seja, é como se a gente estivesse vendo icebergs...

Ficamos horas ali, maravilhados com a paisagem, com os arco-íris que se formavam - sim, estava chovendo e fazendo sol ao mesmo tempo -, vendo os blocos de gelo boiarem, irem para o mar, encalharem na areia... Incrível.

Dá para fazer passeios de barcos pelo lago, para chegar mais perto, o que não fizemos por questões monetárias, e até mesmo passear no glaciar. Também não animamos porque a gente já tinha escalado glaciares na Nova Zelândia, em 2008. Mas, para quem nunca fez, recomendamos.

De lá seguimos viagem, mas isso fica para o próximo post. Enquanto isso deixamos vocês com dezenas de fotos.

Primeiro quilômetro do dia. Céu fechado. 
O glaciar é tão grande que muito antes e muito depois da lagoa dava pra vê-lo. 
Sim, é ele ao fundo ainda. 
Agora os blocos de gelo em fotos, várias fotos. 














Aqui dá para ver que a lagoa se liga ao mar. E do lado de lá, tinha sol. 







E os pequenos pedaços de gelo encalhados na praia. 








Seguimos viagem, com o carro balançando ao vento forte que voltou a fazer.  






Passamos por campos de lava cobertos de musgo a perder de vista. A segunda parada do dia foi na região da garganta de Fjadrarglufur e do rio Fjadra. Ótimo lugar para caminhar, tirar fotos e almoçar nossos tradicionais sanduíches.














De volta à estrada, o roteiro do dia incluiu mais duas cachoeiras. A primeira, Skogafoss, tem uma queda bem alta. E uma super escadaria que leva até o topo. São 415 degraus que vale a pena subir. De tirar o fôlego... literalmente.


A cachoeira de perto.

E de novo do mesmo lugar. A diferença é só o tempo de exposição da câmera maior, dando esse efeito legal na água. 

Mais uma vez. Exposição com tempo normal.  

E outra com exposição maior. Fogo é ter braço de ferro para segurar a câmera sem tremer.


A última cachoeira do dia é pequena, mas nem por isso menos interessante. É a Seljalandsfoss. O legal desta é poder passar por trás da queda d'água. Devido ao vento, molhamos bem mas valeu a pena. É uma experiência interessante.

A última cachoeira do dia é mais fraquinha. 
Mas dá para passear atrás dela. 
Molha bem. 

De lá foram poucos quilômetros até nosso hotel da noite. Chegamos por volta das 17:30 na minúscula cidade de Hvolsvelli. Aproveitamos o posto e o supermercado que ficam do lado do Hotel/pensão/restaurante/loja de cerâmica onde nos hospedamos para resolver as pendências diárias de combustível para o carro, o motorista e a navegadora. Uma das coisas legais que compramos dessa vez e aprovamos muito foi um chocolate com laranja islandês chamado Sirius.

O resto do dia foi só descansar, preparar o jantar na ótima cozinha comunitária e dormir mais uma noite excelente em uma cama para lá de boa. Acertamos na estadia mais uma vez. Para variar o que não acertamos foi no tempo, que continuou nublado. Portanto, nem pensamos em acordar de madrugada para tentar ver a aurora.