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terça-feira, 11 de novembro de 2014

Alcalá de Henares

Nosso segundo bate e volta usando Madri como base foi a Alcalá de Henares. Mais uma cidade fácil demais de chegar. Novamente, basta pegar o trem suburbano Cercanías de Madrid C2 ou C7. Desta vez pegamos o trem na linda estação de Atocha.

Um pouco mais em conta que ir para El Escorial: apenas 6,70 euros a ida e volta. E mais rápido também, em torno de 40 minutos.

A pequena cidade de Alcalá de Henares é famosa por ser o local de nascimento de Miguel de Cervantes, o escritor de Dom Quixote. Lá é possível visitar, de graça, a casa onde ele nasceu e cresceu.

Mais uma atração bem simples. Novamente, daquelas onde não se pode tirar fotos ou fazer filmes. Cá entre nós, desconfio que seja proibido para não afastar novos visitantes. É que é besta e sem quase nada por dentro. Só gostamos mesmo de ver como era uma típica casa da época, de inspiração moura, construída em torno do pátio central.

Legal mesmo foi uma sala com vários exemplares em várias línguas do livro mais famoso de Cervantes. Agora, o que adianta colocar vários exemplares em exposição, um deles em galego antigo, a língua que provavelmente deu origem ao português, se o livro fica aberto em uma página só de figuras? Sacanagem. Queria ler uma página de galego antigo para ver se é realmente parecido com nosso português de hoje. O livro em eslováquio estava aberto em uma página de texto, poxa.

No mais, a cidade é bem agradável. Nada demais mas vale para quem tem tempo de sobra, como a gente, pela região. É um bom destino para fugir do agito e das multidões de Madri. A plaza Cervantes é bonitona. E a rua principal, logicamente chamada de Calle Mayor, é considerada a mais comprida via urbana com pórticos laterais da Espanha.

Vimos várias igrejas e uma enorme basílica, mas tudo estava fechado. Problemas da baixa temporada. Aberto mesmo só o gratuito museu de arqueologia. Parecia bem interessante. Não exploramos muito porque achamos muito repetido. É que tínhamos acabado de visitar um praticamente idêntico em Madri, com direito a visita guiada e tudo mais. Agora, esse de Alcalá de Henares tem uma coleção de mosaicos romanos bem legais.

Uma pena também não termos conseguido visitar por dentro o palacete Laredo, uma construção mais moderna toda em estilo mouro. É que quando chegamos na porta, vimos que que as visitas eram só ao meio dia e às seis da tarde. Chegamos meio-dia e quinze. Mas deu para ver por fora o bonito prédio.

O palacete Laredo.
Bem legal a influência moura da construção.
E como é novinho, está bem cuidado e mostra como eram os edifícios na época
da conquista da península ibérica pelos árabes. 
Rua principal. A mais longa da Espanha com pórticos nas suas laterais. 
Ela começa, ou termina, na praça Cervantes. 
Que estava bem linda, com suas árvores já podadas para o outono/inverno. 
E é cheia de roseiras. Algumas ainda em flor
Árvores mudando de cor. Outono é muito lindo. 
A estátua da praça é logicamente do Cervantes. 
Estátua dele não falta na Espanha. 
Lud e algumas rosas. 
Mais da rua principal. Reparem na tranquilidade. Para quem vem a agitada Madri, aqui parece uma cidade fantasma. 
A casa onde Cervantes nasceu. E na frente, seus personagens mais famosos. 
Outra praça da cidade, a dos irlandeses. Reparem nas oliveiras, muito comum pela Espanha. 
Mais um dia com tempo excelente. 



O teto do museu arqueológico. Mais um gratuito para nossa lista de museus visitados.
Era muito parecido com o de Madri. Curtimos só os mosaicos. 

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