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quarta-feira, 12 de novembro de 2014

El Escorial

Nosso primeiro bate e volta de Madri foi para a cidade de San Lorenzo de El Escorial, onde se localiza o monastério de mesmo nome - também conhecido simplesmente como El Escorial. Ir para lá de Madri é muito fácil: basta pegar o trem "Cercanías Madrid C3" na estação Puerta do Sol, que fica bem no centro. Ida e volta custam 8 euros, e a viagem dura quase uma hora em um moderno e confortável trem/metrô.

O que não pode é comprar a passagem com antecedência, porque ela só vale para o dia em que é comprada. A gente fez isso "pra adiantar" e vimos que o tíquete vinha com a data do dia. Como queríamos viajar no dia seguinte, fomos ao balcão de informações da Renfe (a companhia de trens espanhola) averiguar e a atendente acabou cancelando a passagem e nos dando o dinheiro de volta (ufa!). Na data em que realmente queríamos ir ao El Escorial, compramos a passagem um pouco antes de embarcar e deu tudo certo.

El Escorial foi construído no reinado do Felipe II, filho do rei Carlos I da Espanha (ou V da Áustria), que foi o rei mais importante da história ocidental, pelo menos na minha opinião.

O gigantesco prédio é uma mistura de monastério com palácio, sendo também o panteão, onde estão enterrados todos os reis da Espanha desde Carlos I. Só Isabela de Castilha e Ferdinando de Aragão e a filha deles, a Joana, é que estão na Basílica de Granada.

O prédio é grande, muito grande. É o maior prédio renascentista espanhol. Tanto que é difícil tirar uma foto dele todo. E são quatro mil quartos!

Rodar o prédio a pé e visitar seus jardins, aberto ao público e gratuito, é uma boa forma de começar a visita.

Todas as quartas e quintas a visita é gratuita para cidadãos europeus e residentes. Ou seja, não pagamos nada. Por dentro ele é, não achando melhor maneira de dizer, estranho.

Como Felipe II era muito religioso, o prédio é muito austero por dentro, quase sem nenhuma decoração. Afinal, foi para lá que ele se retirou no final da vida, e realmente seu quarto era para lá de simples.

Hoje, a visita permite um passeio por uma pequena parte do monastério. Mesmo assim, anda-se e muito lá dentro, além de subir e descer muitas escadas.

Inicialmente, há uma uma seção que fala sobre a construção do prédio, com muitas maquetes, documentos e até miniaturas de máquinas usadas. Depois chega a parte que é hoje um museu de arte - logicamente, de arte religiosa. São corredores e quartos com quadros de santos e quadros retratando o sofrimento de Jesus. Já contei aqui várias vezes que esse é o tema que menos gosto. Raramente fico fã de um quadro dessa época da história da pintura ocidental.

Durante essa parte, as únicas coisas que realmente impressionam são, além da simplicidade do lugar e dos quartos do rei, as portas de madeira todas trabalhadas em marchetaria. Impressionante.

Depois a visita  leva até o panteão e as criptas, onde dá para ver o local de repouso de muitos, muitos reis e rainhas da Espanha, além de vários descendentes reais que nunca chegaram a governar o país.

No final da visita, a basílica que fica dentro do monastério. Gigante mas, de novo, nada demais em termos de decoração.

Acho que a única parte maravilhosa é a biblioteca. Não deixe de visitá-la. Até porque a entrada dela já é bem perto da saída. Sei que a vontade de pular é grande depois de horas caminhando dentro do prédio gigante, mas vale a pena.

Enorme, como tudo mais no monastério, a biblioteca é linda e considerada uma das mais importantes do mundo. Além de religioso, Felipe II era muito culto e colecionava livros.

A notícia ruim é que, como em boa parte dos lugares da Espanha, é proibido fotografar e filmar. Ou seja, nada de fotos da parte de dentro. Vou colocar só uma aqui da biblioteca tirada da internet para terem ideia de como é.

Primeiro atravessamos o parque que fica entre a estação de trem e o palácio. O caminho é uma longa subida (longa mesmo). Quem não se animar a caminhar pode pegar o ônibus que passa na porta da estação de trem e leva até o palácio. Não tem erro, é o único que passa ali.


El Escorial é esse prédio gigante que não cabe na foto: 


Legal que os prédios do lado são no mesmo estilo. Dá unidade arquitetônica. 



Da lateral oeste dá para tirar as melhores fotos. 





Lindão. 
Só uma foto panorama para tentar pegar o palácio inteiro. 
A vista dele é legal. Dá para ver longe. Não sei se na foto dá para ver, mas é possível enxergar Madri. 
A visita aos jardins é gratuita. 
O jardim é bem cuidado. Só não dá para enquadrar o gigante nas fotos. 
O dia, como sempre, estava perfeito. 
Impressiona pelo tamanho. 
A saída do palácio. 
A basílica que fica dentro dele. 
Foto tirada da internet. A linda e enorme biblioteca.

2 comentários:

  1. Eu lembro muito são dos quadros de El Greco, bem verdinhos e esticados como sempre. Tem um lindo de São Francisco. E o jardim é bem legal pra fazer um lanchinho ;)

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  2. Dani, você não acha que o El Greco usa umas cores assustadoras? Eu acho. E também não sou fã do Goya. Dos espanhóis, gostamos mesmo do Picasso e do Dalí - é o novo pintor preferido do Leo.
    Beijos!

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