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segunda-feira, 17 de novembro de 2014

O museu do Prado

O Prado foi o último dos três mais famosos museus de Madri que visitamos. Foi nossa segunda vez, ou melhor, terceira.

A primeira vez foi em 2007, quando conhecemos Madri. Agora voltamos duas vezes. É, duas.

É que tem horário gratuito todo dia. Sempre tem fila na porta, mas não se assuste. Quando ela começa a andar (6 da tarde), ela é rápida. E como o museu é enorme, a massa se dilui e dá pra visitar com calma.

Já que podíamos voltar de graça, dividimos nossa visita em duas etapas. É que o museu é grande, tipo muito, e chega uma hora que a cabeça não dá mais conta de absorver. Depois de apreciar inúmeros quadros quadros flamencos e espanhóis, resolvemos ir embora e deixar um andar inteiro do prédio para uma segunda visita.

O museu possui muitos quadros de Rubens. É porque ele era o artista preferido do Carlos V, ou I (nosso amigo Habsburgo que herdou um monte de territórios, entre eles os tronos do Império Austro-Húngaro e da Espanha)!

O Prado informa ser museu com o maior acervo do pintor, que produziu um número absurdo de obras: mais de 1.500!

Logo no início do segundo andar tem dois quadros de Adão e Eva no paraíso, um de Ticiano e outro de Rubens. Ticiano pintou primeiro; depois, Rubens fez uma cópia. Como os dois estão expostos lado a lado, fica fácil de perceber a evolução da pintura, a diferença entre gerações e estilos. É uma aula de historia da arte fácil de ver e admirar.

Outra coisa que adoramos no museu é uma estátua de bronze do rei Carlos V/I na rotunda de entrada do segundo andar. Ela possui uma armadura destacável! Nunca tínhamos visto isso. A estátua pode ficar nua, estilo deus grego. Legal demais.

A sensacional estátua de Carlos I cuja armadura é removível. 
Também aprovamos as informações ao lado dos quadros e obras. Boas explicações sobre tudo. É tão ruim museu que só põe o nome do quadro e não explica detalhes! Agora, foi engraçado e difícil acostumar com o jeito espanhol de traduzir os nomes dos artistas. Bosch é El Bosco, Dürer é Durero...



Já os espanhóis não nos agradaram tanto. Velásquez, Goya e El Greco, considerados o supra-sumo da pintura espanhola, não são nossos preferidos. A gente reconhece que eles foram revolucionários e geniais, mas não queríamos um para pendurar na nossa sala. Se eu tiver que escolher alguém desta época, sou mais o Murillo. Quer saber de quem ficamos fãs? Do Joaquín Sorolla, depois de visitar o museu/casa dele. Mais sobre ele em um próximo post!

O único problema do Prado é a chatura de não poder tirar uma mísera foto.

Davi e Golias de Caravaggio, um dos meus pintores preferidos de todos os tempos. 
Auto-retrato de El Greco. 
Não somos fãs da paleta de cores do El Greco, não. 
Esse quadro do Velásquez é bala. 
E esse Rubens? E é gigantesco! O póprio Rubens está retratado ali à direita, de manto roxo. 
Um Rembrandt.
Um dos mais legais do museu, para mim, é esse Bosch.
Um que conhecemos no sabático, Sorolla. 
O original de Ticiano.
E a cópia de Rubens.
O Triunfo da Morte de Bruegel. Ele e o Bosch são dois muito doidos. Eu acho legal. 
Auto-retrato de Dürer. O museu considera uma de suas maiores obra-primas. 

A parte de pinturas históricas é sensacional. Esse é um quadro da Rainha Isabel I (a que deu as joias a Colombo para financiar a expedição que descobriu a América)  ditando seu testamento. O pintor é o Eduardo Gallinas. 
Outro dele: Morte de Lucrécia. Ele também pintou momentos históricos clássicos. 
Um lindo Rafael. Tem vários no museu. Inclusive um considerado um dos melhores dele.
Mas eu sou mais este. 
Dá para ver todos os quadros na galeria online do museu. O chato é precisar pesquisar pelo nome do autor, mas é diversão garantida. Só uma pena mesmo não poder tirar sua própria foto. E fica uma dica: leve papel e caneta. Já que não dá para fotografar, dá para anotar o nome do pintor. Alguns que achamos muito legais esquecemos de quem são. E só pelo nome é que dá para procurar no site do Prado.

Um comentário:

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