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terça-feira, 4 de novembro de 2014

Real Basílica de Francisco el Grande

Se tiver tempo para visitar só uma igreja em Madri, sugerimos esta. Gigantesca e muito linda. Seu domo é o terceiro maior das igrejas cristãs. Foi praticamente nosso primeiro destino turístico na cidade, na manhã do dia seguinte à nossa chegada.

Sua arquitetura é considerada o melhor exemplo do estilo barroco espanhol do século XVIII. E suas capelas, todas pintadas por famosos pintores espanhóis, incluindo Goya, são deslumbrantes.

Fora as estátuas monstruosas dos doze apóstolos e dos doze profetas. E nem um só pedacinho da igreja que não seja enfeitado ou pintado.

Interessante a mancada que demos. Fomos chegando, dando bom dia para o rapaz na porta e entrando. Só depois vimos que não podia entrar: só com visitas guiadas e pagas. Mas como estava rolando missa em uma das capelas laterais, o rapaz deve ter achado a gente com cara de local que estava indo rezar.

Ah, também não pode tirar foto. Mas enquanto estávamos lá respeitando o aviso, chegou uma visita guiada e o povo dela estava tirando foto sem dó, e isso na frente do senhor da própria igreja que conduzia a visita. Aí não deu para resistir, né.










De lá continuamos passeando pelo bairro La Latina, onde estamos morando. E demos de cara com uma simpática praça com um museu, O Museo de las Origens. Na porta fomos fisgados por uma atendente do museu, que disse para entrarmos pois iria começar uma visita guiada gratuita. Fazia parte do calendários de eventos do patrimônio que estava rolando pela cidade.

Foi um ótimo passeio. Primeiro porque o museu é pequeno e bem informativo. Segundo porque nosso guia foi ótimo. Explicou muita coisa, contou muita história e conhecia o museu como a palma da mão. Fora que treinamos bastante nosso espanhol. Impressionante como é muito fácil de entender quando a pessoa fala claramente. Tanto que muitas vezes a gente se perdia... quando um outro visitante fazia uma pergunta.

Aprendemos bastante sobre a pré-história da região de Madri. Vimos esqueletos de mamutes a elefantes, hipopótamos e rinocerontes. E é claro que os romanos estiveram por aqui - não em Madri em si mas na região. Vimos reconstituições de vilas e belos mosaicos.

Também aprendemos sobre o santo padroeiro da cidade, o San Isidro. Legal que a mulher dele, a Santa Maria de la Cabeza, estava presente em todos seus milagres - para não dizer que quem fez os milagres foi ela. Mas os louros ficaram para ele.

Seção interativa mostrando ossos de animais encontrados na região. Nos telões 3D  dava para selecionar e aprender mais sobre cada um dos animais que viveram na região. 
Mosaicos de vilas romanas da região. 
Maquetes das vilas. 
Objetos cotidianos, como espelho e luminária. 
E o museu tentava colocar os mesmos objetos de outras épocas,
para mostrar a evolução do ser humano. 
Gostei desta maquete da cidade. As diferentes cores são para destacar o que foi construído em que época. 
O prédio do museu já é um prédio histórico, antiga vila da região com o típico pátio no meio, herança moura. 
O poço de um dos milagres de San Isidro. O filho dele caiu lá dentro e ele fez
a água  subir  para que o menino fosse salvo. Santa Maria de la Cabeza
 estava lá também? Claro que sim.  
Uma enorme exposição de objetos de vidro antigo.

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