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sábado, 29 de novembro de 2014

Santiago de Compostela

Santiago era uma cidade que a gente sempre quis conhecer. E finalmente conseguimos. Gostamos, mas acho que por causa das expectativas e do excesso de chuva, ficamos um pouco decepcionados. Ok, eu fiquei. A Lud gostou bastante.

A cidade é pequena, fácil de conhecer, apesar de cheia de morros, e com muitas construções gigantescas. Sério, o que mais me impressionou na cidade foi o tamanho dos prédios. Cada um maior que outro. E todos construídos com pedras grandes, daquelas que as paredes acabam tendo mais de 2 metros de espessura.

O pedaço da Catedral que não está em obra. 



Tanto que aqui tem um prédio que só perde em tamanho para o El Escorial. Dá para ter ideia do tamanho das coisas, né?

Gostamos demais do chão da cidade. Todo o centro histórico é semifechado ao trânsito - só pode trânsito local - e é todo de granito da Galícia. Fica bem bonito. E também adoramos dois parques a que fomos. Muito agradáveis e bonitos.

Achamos a cidade super portuguesa - bem mais portuguesa do que espanhola. Ainda mais se juntarmos com a língua galega, que é muito parecida com nosso português! Lemos que ambas possuem a mesma origem, o "galego velho". E realmente é fácil demais de ler e escutar. Temos tv no apartamento com canais da Galícia. Até o sotaque parece com o português de Portugal.

Já a Catedral de Santiago de Compostela, a principal atração da cidade, é uma coisa meio louca. Mistura maluca de estilos. E novamente, gigante. Para piorar, além do tempo que não ajudou as fotos, está toda em reforma. As torres estão totalmente encobertas pelas obras. E a obra prima da catedral, o Pórtico da Glória, também está sendo restaurado.

Dizem que a cidade fica bem iluminada de noite. Não sabemos se é por causa da baixa temporada, ou por ser meio de semana, ou por causa das obras, mas, durante nossas noites por aqui, centro não estava iluminado, não. Pelo contrário, era um breu só.

Pelo menos deu para ver o famoso Botafumeiro. É um imenso incensório usado durante algumas missas. Diz a lenda que a função dele é dar uma perfumada na igreja, já que os peregrinos não chegavam exatamente cheirosos depois de centenas de quilômetros de caminhada.

Mas nem por isso deixamos de gostar de Santiago. Só acho que daria para gostar mais. Espero que o futuro a cidade esteja mais bela. Afinal, as reformas vão acabar um dia. E dizem que de vez em quando o sol até aparece! Mas a verdade é que a gente já sabia onde estava se metendo, porque viemos na época em que mais chove.

Também nos divertimos na praça principal da cidade vendo os peregrinos chegarem da sua longa caminhada. Apesar da época, meio de novembro, alguns estavam terminando o percurso. E dá para ver no rosto da pessoa alegria e satisfação.

Durante o sabático, passamos por inúmeras cidades que estão em alguma das várias rotas do Caminho de Santiago. E ainda vamos passar por outra, agora da Espanha, que também fazem. Aqui em Santiago, até brincamos de fazer os últimos 2 km da caminhada.

Aprovados também os parques da cidade. Pena que não teve sol. Se tivesse, tenho certeza que as fotos ficariam lindas. Sem contar que as árvores em pleno outono são sempre legais de ver. Um dos parques, do lado do nosso apartamento, já foi um antigo cemitério, um monastério e o local onde se abandonavam recém-nascidos. Hoje é um parque legal, com vistas da cidade e onde os moradores levam seus cachorros para passear. Nem preciso dizer que adoramos o monte de cachorros que vimos por lá.

Catedral, infelizmente, em obras. 
Museu do Povo Galego, ao lado do nosso apartamento. 
O outro lado dele. 
O antigo cemitério virou parque. O colorido nas paredes representa a religião (ou falta dela) do enterrado naquele ponto. Sim, tem crentes, apóstatas, conversos, indecisos, agnósticos, céticos, ateus e... suicidas (em rosa). 
Mosteiro de San Martin. Gigantesco. Na Espanha, só perde em tamanho para o El Escorial. 

A entrada do Parador de Santiago de Compostela, onde ficava antigamente o Hostal dos Reys Católicos. 
Pórticos do Palácio de Rajoy que também fica na praça do Obradoiro. 
Praça do Obradoiro. Em frente, o Parador. 
Palácio de Rajoy é hoje um prédio público. 
Reparem que é tudo cheio de musgo. 
O máximo que vimos do sol foi neste entardecer. 
Foi bonitinho. 
Entrada principal da catedral com o Pórtico da Glória: fechado e em reforma. 
A catedral por dentro. É meio estranha. E não é tão bonita não. 
Arquitetura, para nós, bem portugesa. 
Entrada do mosteiro de San Martin. 
E mais um pedaço dele. 
Mais da catedral. Já dá para ver nesta foto um pedaço da reforma. 
O parque da Alameda é show de bola. 
Imagina em um dia de céu azul. 
Árvores estavam bem outonais. 
E olhem o tanto de musgo que cresce nas árvores. 
Um dos miradores do parque. 
Pinheiros e palmeiras juntas. Nunca tinha visto antes. 
A foto típica de Santiago do segundo mirador do parque: catedral toda em reforma. Que pena. 
Tanto que preferi tirar fotos em que ela não aparece. 
Ruas da cidade. Na hora da siesta fica deserta. 
Convento de São Francisco
Não parece Ouro Preto?

Mais foto na praça do Obradoiro.

Ruas em torno da catedral. 
Chão brilhando por causa das chuvas. 
Foto da catedral, sempre tentando esconder as obras. 
Na última tarde abriu um pseudo-céu azul. 
Aí corremos para tirar mais fotos. 
Lógico que quando chegamos ao mirador, o tempo já tinha fechado de novo. 
Mas deu para pegar os locais perto de casa iluminados por uma nesga de sol.
Ajuda bem as fotos
Peregrinos descansando na frente da catedral após a caminhada.
Mais do parque Alameda.

4 comentários:

  1. Pois é, queridos, eu também visitei Santiago de Compostela há exatamente uns anos atrás e também apanhei muita chuva, embora tenha tido a sorte de não encontrar a catedral em obras.

    A semana passada fui à Budapeste e tive a sorte de ter apanhado dois dias de sol. Agradeço as vossas dicas sobre essa linda cidade. Beijinhos.

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    Respostas
    1. Marta, que bom que pegou Budapeste com sol. Faz a diferença em cidade tão linda.
      Beijos,

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  2. Ô cidade que chove! Tanto verdinho musguento não deve ter sido conquistado à toa. Tem toda a cara de chover o ano inteiro, isso sim. Não viram o Paulo Coelho por lá não? ;)

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    Respostas
    1. Vimos não. Ele é cativo por ali? E realmente chove o ano todo. Mas tem épocas que chovem mais ainda que a média. E nós fomos em uma delas. Mas valeu a visita.

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