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segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Viajando de trem pela Espanha

Interessante como trem é sem dúvida o meio de transporte que a gente mais usa aqui na Europa. Disparado. Mas como a Espanha andava abandonada no sabático, só agora andamos de trem por aqui. E vamos tirar a barriga da miséria.

Em 2007, quando visitamos pela primeira vez a Espanha, só andamos de carro. Éramos 4, estávamos com os pais da Lud, e passeamos só motorizados. Foi ótimo porque nos deu muita liberdade. Dava para acordar em uma cidade, passar por duas pequenas e ir dormir em uma quarta. Só o motorista aqui que não achava bom. Afinal, os companheiros de viagem podiam tirar uma siesta no carro enquanto eu dirigia de uma cidade para outra, normalmente após um delicioso almoço espanhol (com vinho!).

Em 2009, estivemos apenas em Barcelona. Ano passado, só visitamos Valência. Ou seja, não precisamos ir de uma cidade para outra. Mas, desta vez, viagens de trem não faltarão.

A primeira, que já fizemos, foi de Madri para Santiago de Compostela. Foi a mais longa e demorada também: 5 horas e meia de trem! E olha que o trem é de alta velocidade. Em certos momentos ele chegou a andar a 240 km por hora! É que a Espanha é um país maiorzinho. Tem distâncias grandes. De Madri para Santiago são mais de 600 km.

Nosso trem tinha com destino final A Coruna (é La Coruña, mas em galego).

A passagem, a gente comprou nas máquinas de venda automáticas que existem em vários locais de Madri: nas estações de trem da cidade e em algumas estações de metrô (nas que também dá para pegar o trem suburbano, como a Puerta del Sol).

Conseguimos pagar usando o cartão pré-pago. Só que tivemos que usar apenas os 4 primeiros dígitos da senha (usando os 6, deu erro. Como isso já aconteceu outras vezes, não pensamos duas vezes: botamos 4 e pronto). O que achamos mais interessante foi que nas máquinas nunca conseguíamos encontrar os preços vistos no site da Renfe - sempre eram mais caras. Acabamos comprando pelo site todos os nossos trechos futuros. E aí não teve jeito: tivemos que usar o cartão de crédito mesmo.

Aproveitando, fica a dica: compre sua passagem pela internet com a maior antecedência possível. Os preços variam muito. Teve passagem que, comprada com antecedência, custou metade do preço disponível no dia da viagem. De Madri para Santiago - o trecho mais caro que teremos na Espanha - custou 36 euros. Se comprada na véspera ou no dia da viagem, sairia por 54 euros. E tenho quase certeza que pela internet, com mais de um mês de antecedência, chegamos a vê-la por pouco mais de 20 euros.

Andamos de trem suburbano de Madri para cidades próximas várias vezes, mas o trecho Madri -Santiago foi a primeira viagem férrea mesmo.

O trem sairia às 7:20 da manhã da estação de trem de Chamartín. Antes de embarcar, é necessário passar as bagagens pelo raio x. Por isso, não deixe para chegar à estação em cima da hora. Foi rápido, mas pode formar fila. Tínhamos nosso conjunto de talheres, com facas de mesa, dentro da mala, e não tivemos problema.

O trem saiu praticamente na hora marcada: 7:22. Viajamos de segunda classe, o que a Renfe chama de classe turista. Ficamos impressionados com a qualidade do trem. Espaço para pernas não faltava. Foi um dos trens europeus com mais espaço que já pegamos! O trem não tem internet, nem tomadas para carregar equipamentos, mas tem tv onde, além de alguns programas, foram exibido dois filmes. O som é igual ao de avião: você recebe fones de ouvido ("auriculares") e escolhe o canal de som. É que, além do som da tv, tem alguns canais de áudio. E quem não quiser escutar nada pode curtir o silêncio.

É importante embarcar no vagão correto. É que o trem que era gigante e foi desmembrando pelo caminho.
Alguns vagões foram para a direção de Vigo, outros para A Coruna. 

Muito espaço e bem confortável. 
A viagem foi bem tranquila e super pontual. O trem chegou e partiu nas três paradas anteriores a Santiago pontualmente. Outra coisa que me surpreendeu foi a paisagem: quando amanheceu, já longe de Madri, deu para ver muito verde. Para mim, a Espanha tinha vegetação mais seca, mais desértica. Dessa vez passamos por por campos verdes e com muitas árvores.

Se teve um ponto que podia melhorar eram as janelas. São enormes mas muito reflexivas. 
Só para terminar: ao contrário da França, não é preciso validar a passagem antes de embarcar. Pelo menos nesta viagem, tivemos que mostrar a passagem para um fiscal na plataforma mesmo. Ele deu um ok e seguimos para nosso vagão e assento, que são sempre marcados nas passagens.

Durante a viagem, um segundo fiscal passou verificando as passagens das pessoas que tinham embarcado. Tranquilo e fácil. Se nas próximas viagens tiver alguma peculiaridade ou novidade, prometo fazer um novo post.

*Atualização: na volta de A Coruña para Santiago de Compostela, e somente na volta, tivemos que validar a passagem. O processo foi simplíssimo, parecido com metrô: foi só inserir a passagem na roleta para ela ser validada. Aí você consegue passar para as plataformas.

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