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terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Catedrais de Zaragoza

Isso mesmo, no plural. A cidade não tem só uma não, tem duas! Praticamente uma do lado da outra, na mesma praça.

E que catedrais. Uma é um grande ponto de peregrinação. É a Catedral de Nossa Senhora do Pilar. Uma catedral absurdamente imensa, daquelas que você não consegue enquadrar em fotos.

A catedral de Nossa Senhora do Pilar fica na praça de mesmo nome.
Ela é tão grande que não cabe em foto. Só se for para o outro lado do rio. 
Aqui o centro dela, vista da rua Alfonso I, a rua de pedestres mais legal da cidade. 



Pena que não pode tirar fotos por dentro. Ela tem inúmeras capelas, o que talvez seja o maior órgão que já vimos em uma igreja na vida, pinturas de Goya e Velasquéz nos tetos. Fora praticamente uma outra catedral dentro dela.

É que, segundo a lenda, Nossa Senhora esteve aqui. Não em aparição ou coisa do tipo. Esteve em vida! Ela veio se encontrar com o São Tiago, que estava pregando às margens do rio Ebro. Mas o mais interessante é que não veio de mãos vazias, não. Ela trouxe, na bagagem, um pilar da Terra Santa. Você leu certo, um pilar! Um pilar!

O pilar fica dentro da catedral. Dá fila, e das grandes, para beijá-la. Ele é de pedra, parece mármore. O interessante é que ele está bem gasto de tanto beijo que a galera já deu nele.

Outra coisa legal da catedral é o elevador que leva até uma das torres. A vista é ótima e o elevador é super moderno e panorâmico, com direito a piso de vidro no alto da torre. Custa 3 euros muito bem gastos.

Como se não bastasse ter uma catedral - afinal, como diz um dos nossos filósofos urbanos preferidos, "Quem tem dois tem um, quem tem um não tem nenhum", a cidade resolveu ter duas.

A segunda é a Catedral de La Seo. De novo, que catedral, minha gente. Incrivelmente grande e bonita, e rica até não poder mais. Acho que ela é até mais interessante e bela que sua irmã mais famosa. É que ela é bem mais vazia e muito mais enfeitada. Dezenas de capelas laterais, cada uma mais rica que a outra. Fora a loucura de estilos diferentes. Seu defeito, o mesmo da primeira, é não permitir de fotos. E essa cobra pela visita: 4 euros. O ingresso dá direito a visitar o museu de tapeçarias, que fica lá dentro, também.

As tapeçarias são de fazer inveja a qualquer museu do mundo. Sensacionais. Talvez as mais bem conservadas que já vimos. Bateram até as que vimos no palácio de Malta.

Ambas as catedrais têm retábulos impressionantes em seus altares. Como Zaragoza não está no roteiro turístico obrigatório na Espanha não sei.

Ok, confesso que não resisti e tirei algumas fotos da La Seo por dentro. É que estava todo mundo tirando na cara dura. Eu até tirei despistadamente, o que explica os ângulos não muito bons. 
Ela é absurda de grande e rica. E bem mais vazia que sua vizinha mais famosa. 











Ela fica na mesma praça. Parece bem menor e é. Mas não é pequena, não. É bem grande na verdade. 

Um pedaço da Nossa Senhora do Pilar, com o super presépio na frente. 
Montaram na praça em frente da catedral um presépio em tamanho real. 
A igreja vista da ponte de pedra. 
Metade dela vista do outro lado do rio. 
E ela de novo. 
Do alto da torre.
Que dá para ir de elevador. Só precisa subir o finalzinho. 
Pena que o vidro dá um pouco de reflexo. 
O órgão deve ser um dos maiores que já vimos. 
Estão vendo uma cavidade na parede e, lá dentro, um círculo dourado? Dentro do círculo está exposto um pedacinho do pilar que Nossa Senhora trouxe na bagagem lá de Jerusalém.  Os fiéis fazem fila para dar um beijinho. 
A catedral é muito grande, muito bonita e vale demais a visita. 
De novo, não pode tirar foto. Mas aqui o povo não respeitava mesmo. 
A fachada principal no único dia e hora em que a praça não estava abarrotada de gente. 
Ela ao entardecer. De um ângulo...
E de outro. 
E de noite? Imbatível. 

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