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sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

A parte mais difícil do sabático

Sim, viajar pelo mundo durante 3 anos é um sonho que está se realizando. E pensar que ainda temos praticamente 2 anos pela frente é uma alegria só. Mas tem momentos da vida que, não importa onde ou como estejamos, serão tristes.

E hoje foi sem dúvida o dia mais difícil do sabático. E o fato de estar longe só piora. É quando a família e amigos precisam da força da gente e não podemos estar lá.

Depois de quase 2 meses de muita luta, meu avô, aos 98 anos recém completados,  faleceu. A tristeza agora é muito grande, principalmente por não poder estar perto de minha vó, minha mãe, minhas tias e tio e primos.

Fico agora com as recordações de muitos bons anos que tive com meu avô. E também a alegria de ter tido tempo para me despedir dele no Brasil antes de voltarmos para cá.

Sinto um misto de alegria ao me lembrar dos melhores momentos e recordações que tenho do meu vô e de tristeza ao saber que novos momentos, a partir de agora, só na minha imaginação e em sonhos.

Vô, sentirei muita falta.

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

A saga dos vistos para Japão e China

A máxima do "não deixe para amanhã o que pode fazer hoje" está nos salvando aqui em Lisboa. Primeiro foi o visto para o Japão. Como fomos ao consulado fazer o requerimento no mesmo dia que chegamos aqui, na quinta passada, ele ficou pronto hoje. Sim! Apesar de toda a burocracia e das pilhas de documentos que eles pedem, deu tudo certo. 28 euros depois, estou de posse do meu passaporte com um lindo e restritivo (só posso ficar 15 dias, e tenho que estar fora de lá no máximo dia 29 de abril) visto para visitar o Japão.

Japão, China e Coréia do Sul. Próximos destinos asiáticos. Pontos para a Coréia que não exige visto.
Chegamos ao consulado para buscar o visto na hora em que ele abre, 9 e meia da manhã. Aí me pediram para esperar 10 minutos. Desconfio que o visto não tivesse pronto ainda e correram pra finalizar! Principalmente porque os 10 minutos viraram 30. 

Dali fomos direto para o consulado chinês. A gente até podia deixar para amanhã. Afinal, o site da embaixada diz que o tempo para a emissão do visto é de 4 dias úteis e, como temos até sexta que vem, a gente estava com uma folguinha. E o tempo estava feio, chuvoso...

Mas não: mineiro não perde trem. Chegando ao consulado, a surpresa: devido ao feriado do ano novo chinês, eles vão fechar amanhã... e só voltam a abrir na quarta que vem. Como demos entrada com os documentos hoje, vai ficar pronto... adivinhem quando? Exatamente sexta que vem, nossa data limite em Lisboa. É que no domingo embarcamos para o próximo destino, Nice, na França. 

Ou seja, se a gente tivesse enrolado um pouquinho e deixado para ir ao consulado chinês no dia seguinte, teríamos dado com a cara na porta. Íamos precisar voltar de Nice para cá só para pegar os passaportes. É, os deuses das viagens estão olhando por nós (ou não: se estivessem, teriam sugerido ao serviço consular chinês botar no site as datas do feriado). Mas estamos fazendo nossa parte. 

Informações práticas: o visto do Japão eu paguei hoje, ao retirar o passaporte, em dinheiro, direto para o atendente. O da China é diferente: tem que fazer um depósito na conta do consulado em uma agência Millenium. Para nossa sorte, tinha um bem perto do consulado. Já fizemos o pagamento. 

O consulado japonês pede 6 dias úteis para liberar o visto; o chinês, 4. E só podem solicitar o visto em Lisboa os cidadãos portugueses e os residentes legais. A gente estava achando que o visto chinês era moleza, que podia ser providenciado em qualquer lugar (afinal, sabemos que ele pode ser pedido em Hong Kong), mas não é assim, não. 

Só fiquei um pouco triste com o tempo. Hoje está igual ontem, um tal de sol/chuva o tempo todo. Como o consulado é bem perto da basílica da Estrela, eu queria ir lá para conhecer e ver a vista, que dizem ser linda, do alto da cúpula. Como o tempo fechou e a chuva desabou quando estávamos lá, resolvemos entrar no ônibus e voltar para casa. 

E só para registrar: muito simpáticos e prestativos os atendentes portugueses do consulado chinês. Fomos muito bem recebidos e orientados.

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Ficando doente

Foi só a gente chegar no Brasil que pegamos uma gripe forte, com direito a dor de garganta. Acho que a teoria da minha cunhada Fernanda está correta: passamos o ano todo praticamente só nós dois, sem contato humano próximo. No Brasil, foi um tal de abraçar e ficar junto com outras pessoas que não teve erro - logo ficamos doentes.

Para piorar, dois dias antes de voltarmos para a Europa novamente pego outra dor de garganta. Pelo menos foi só eu. A Lud resistiu bravamente. Só que a resistência dela não durou muito - apenas até o dia em que ela disse: "Viu como estou resistente? Não peguei sua dor de garganta, nem sua gripe!" Errou feio, errou rude! No dia seguinte, ou melhor, no mesmo dia tarde da noite ela já começou a apresentar os sintomas.

Só que com a Lud foi bem pior do que comigo. Junto vieram a dor de corpo, o cansaço, a febre. Sim, depois de um ano inteiro saudáveis - só tive um mal estar na Lapônia -, 2014 já começou com nós dois ficando doentes. Ainda bem que estamos com o a agenda tranquila, sem precisar correr. Imagina se fosse no Japão? Afinal, lá nosso tempo será curto e o pior, caro. Cada minuto parado por causa de doença dói não só fisicamente mas no bolso também.

Apesar do remédio, das pastilhas para garganta e dos gargarejos com água quente e sal, nada fazia a Lud melhorar. Saí de noite para ir comprar o que eu sabia que ia ajudar: chocolate. É, este ano ela ainda não tinha comido nem uma barra. Acho que foi por isso que a imunidade dela estava tão baixa. Tanto que foi só comer que ela começou a melhorar, e hoje acordou com uma carinha bem melhor. Mas pode ser que as quase 11 horas de sono tenham ajudado também.

Remédio para a Lud: à venda em qualquer supermercado e por um preço bem camarada

domingo, 26 de janeiro de 2014

Domingo de déjà vu: Lisboa 2014

Neste primeiro domingo de volta à Lisboa, saímos de casa com o objetivo de andar até a Baixa Pombalina e depois voltar para casa, morro acima, pegando o electro número 28.

Assim que chegamos perto do castelo de São Jorge e passamos a descer o morro começamos a nos lembrar de visitas passadas à cidade, principalmente em janeiro do ano passado. Foi legal rever os miradores, os bancos de praça em que sentamos para ler, a árvore com raiz gigante que nos encantou, as lojinhas que já tínhamos visitado, a igreja da Sé, as lojas de vinho, a Rua Augusta, a Praça do Comércio, o museu do Design e da Moda de Lisboa, o apartamento em que ficamos em janeiro de 2013, o elevador de Santa Justa, o Armazém do Chiado, a padaria onde eu comprava pasteis de Belém.

Acho que temos uma foto de 2013 idêntica a esta.

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Sabático: parte II

Ontem foi dia de recomeçar o sabático. Sim, do dia 12 de dezembro até agora, ficamos no Brasil de férias das férias.  Por mais que agente tenha se divertido, visitado algumas cidades, encontrado muitas pessoas, não considero esse tempo parte do sabático e sim férias dele.

Foram ótimas férias, mas achei meio longas. Mal posso esperar para cair de novo na estrada. Afinal, ano passado, nesta época a gente já estava no sudeste asiático, na Malásia.

Nosso estado de espírito em 2013 ao deixarmos o Brasil: muita animação e muita apreensão. Dessa vez? Só animação. E, confesso, nem tão grande como da última vez. Acho que a pausa foi tão longa que já estou desacostumado ao esquema de viajar, mudar de casa, cidade e país praticamente toda a semana. Uma coisa é certa: em 2014, devemos fazer as coisas com bem mais calma e tempo, pipocando menos entre países e cidades.

Semelhanças com 2013? Apenas o fato de estarmos saindo de BH e chegando à Europa por Lisboa. No ano passado, também viemos direto para cá, onde ficamos 10 dias. Agora repetiremos o voo e o destino. O apartamento será outro e o tempo de estadia, um pouco maior.

Depois, o roteiro já esta acertado até o dia 11 de maio, quando devemos pousar em Sófia, capital da Bulgária. Serão 10 países. Isso sendo generoso e considerando Mônaco, Macau e Hong Kong países distintos... Ano passado, nesse mesmo período de tempo estávamos chegando no nosso 14º país e 35º cidade. Daí para frente, apesar de termos passado um bom tempo das férias pesquisando e planejando, ainda não batemos o martelo.

Interessante também comparar nossas malas. No ano passado, fomos levando bem mais. A cada dia que passa, a gente aprende a carregar menos peso nas costas. É verdade que, em 2013, estávamos levando tudo o que a gente achava que ia precisar durante três anos. Por outro lado, dessa vez as malas vão valer por quase cinco meses. Só no dia 10 de maio é que passaremos em Frankfurt.

Uma das malas é a mesma do ano passado, nossa mala pequena cor de vinho. A segunda mala é uma preta, ainda menor, que compramos durante o ano. Para terem ideia do tamanho, são duas malas que poderiam ir a bordo do avião. Além disso, trouxemos uma mochila pequena pra cada um e uma bolsa de mão.

Revendo o posto da virada do ano de 2012 para 2013, saímos do Brasil com 32 quilos de bagagem. Dessa vez, não tínhamos nem 25.

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

O papa é pop (ou Destinos 2013: Polônia)

No Brasil, a gente não pensa muito na Polônia como destino turístico. Bobeira nossa: o país é bonito, organizado e barato. Tem história, cultura, arquitetura - e os pratos típicos são uma delícia!

Poznan, perfeito início de visita para um país maravilhoso.
Fizemos o básico: Poznan, que tem uma das praças mais lindas do leste da Europa; Varsóvia, a capital, que o povo diz que é só cimento mas onde a gente encontrou um monte de verde; e Cracóvia, que não tem como não gostar. Também fomos à Auschwitz (tenso e triste) e a uma mina de sal bacana (Wieliczka). Achamos os poloneses simpáticos e bonitos (as polonesas, então, nem se fala!) e as cidades idem. Vimos muitos prédios lindos, parques e praças gostosíssimos, e nos acabamos nos pirogy, nas panquecas de batata, nos doces e nos caramelos Wawel (não foi fácil encontrar o que a gente queria, de textura macia, mas valeu a pena).

Cracóvia também é deslumbrante.
O Leo achou a Polônia um dos destinos mais lindos da Europa disparado. É um país que ele apaixonou completamente e disse que moraria lá feliz da vida.

Fiquei muito feliz ao visitar o museu Marie Curie. Ela nasceu em Varsóvia, se chamava Marii Slodowskiej e foi para a França porque as universidade polonesas não aceitavam mulheres. Para deixar de ser boba, a Polônia perdeu o primeiro cientista duplamente nobelizado (até hoje, são só quatro).

Agora, ídolo mesmo é o papa João Paulo II. Para os poloneses, o papa foi essencial para unir o país na luta contra o comunismo.   Tem foto e estátua dele em tudo quanto é lado. O papa é pop (star)!

A Polônia também agradou no quesito custos: foram 10 noites com média de gasto de 30 euros por pessoa por dia. Do total de 60 euros diários para o casal, 39,10 foram de estadia. O restante foi para a alimentação, atrações e deslocamentos dentro da cidade. Em todo o ano de 2013, só Hungria, Letônia e Vietnã ficaram mais em conta.

Quer saber mais? Todos os posts sobre a Polônia estão aqui:

Viajando de trem pela Polônia

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Destinos 2013: França

A França é o destino mais difícil de resumir de 2013. Não só porque é inteiramente fantástica e apaixonante, mas também porque foi o país que mais visitamos durante o ano, disparado: 111 noites passadas no país do vinho e do queijo.

A fofíssima cidade de Colmar.
Em abril começamos nossas visitas passando 30 dias em Paris. Foi sem dúvida um dos melhores destinos do ano. Morar em Paris foi um sonho dentro de um sonho (que é o sabático). Deu para conhecer a cidade com muita calma, descobrir aos poucos seus segredos, viver a vida como um parisiense de verdade - com exceção da pressa, pois não tínhamos nenhum compromisso que não fosse curtir a vida.

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

E o Brasil?

Depois de quase um ano fora do Brasil, confesso que estranhamos bastante o país. E fico muito feliz de termos mais algum tempo de sabático antes de voltarmos. Se não, a gente estaria arrasado.

Quando a gente morava em Coronel Fabriciano, interior de Minas, eu achava BH bonita. Depois de rodar mundo afora e voltar, estou achando... feia. Bem feia. E muito barulhenta - culpa do tráfego intenso.

A gente está tentando manter o esquema de andar muito a pé. O calor não ajuda, mas são as calçadas irregulares e sujas e o barulho da rua que mais incomodam. Fora o medo de ser atropelado, mesmo atravessando na faixa de pedestre.

Outra coisa que reparamos é na feiura dos postes de luz por aqui. Nível Vietnã. Fio para tudo que é lado, puxadinho para tudo que é canto. O que salva BH são suas árvores. Fazem sombra e enfeitam.

O que anda nos irritando mais, no entanto, são os pernilongos. Nem no sudeste asiático fomos picados - mas, por aqui parece que estamos com catapora. Ontem contamos 20 mordidas só nas pernas da Lud. Nossos pais, por outro lado, parecem imunes. Qual o segredo?

Pelo lado bom, faz vários anos que não passamos tanto tempo com a família. Desde de 2004 a gente está fora de BH e nossas vindas por aqui são sempre curtas. Nunca passamos mais do que 3 ou 4 dias. Acho que o recorde deve ser uma semana. Agora, estamos quase completando um mês.

Deu tempo de visitar muita gente. Não todos que a gente queria, mas já batemos o recorde de parentes e amigos encontrados. E ainda tem mais agendado. Até ao aniversário de 90 anos da minha vó a gente foi (acho que o último dela que deu para ir deve ter sido o de 80 anos).

Resumo da ópera: estar aqui e rever os amigos está sendo ótimo. Poder passar mais tempo, com calma também. E estamos fazendo muita coisa que precisávamos, como lavar os casacos de frio, as botas, ir ao(s) banco(s) umas 10 vezes (sem exagero, daqui a pouco vamos de novo) e resolver pendências como Receita Federal, INSS e outros. Mas que a saudade da Europa já está batendo forte, isso está.

Passamos tempo com os afilhados.
Revimos minha avó... 
...e minhas tias que quase nunca dava tempo de visitar. 
Aniversários da família. 
Foto com a vó da Lud não é fácil de conseguir não. Ela foge de câmera, igual eu. 

Com o Bruno e a Luiza é moleza tirar fotos. Eles adoram!
O mais novo membro da família.
Visitamos minha vó no aniversário de 90 anos dela. 

sábado, 4 de janeiro de 2014

De férias no Brasil

Antes a gente passava as férias fora do país, viajando. Agora a gente passa as férias no Brasil, descansando das viagens.

Eu sei, é duro, mas alguém tem que fazê-lo.

Já comemos uns quatro tipos diferentes de pão de queijo e enchemos a cara de Mate Couro e guaraná (tudo light, né, pra compensar). Matamos a saudade da mandioca frita, batata doce, do queijo minas, da compota de pêssego, do doce de leite (que tem suas semelhanças com o caramelo, mas não é a mesma coisa), da picanha e vários outras carnes e da farofa.

Trocamos muitos abraços com a família e os amigos. Enquanto estivemos longe, bebês nasceram, meninos cresceram, teve gente passando em concurso e mudando de endereço. Não somos só nós que temos um monte de novidade pra contar (embora no número de fotos a gente ganhe fácil).

Os dias estão passando na maior velocidade. Já agora, nos primeiros dias de 2014, estamos aproveitando a cidade menos cheia (por causa das férias escolares) para resolver umas burocracias. Mas também vamos viajar: lembram que os tios e primos do Leo foram à Europa nos encontrar? (Ok, eles foram visitar a Europa e a gente estava lá). Vamos retribuir a gentileza e ir dar um pulo na cidade deles.

Vista de um das estadias em que ficaremos por aqui. Uberlândia! 

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Destinos 2014: primeiro semestre

Já temos roteiro definido para os primeiros três meses de 2014 e um pedaço de abril. Além de Portugal, vamos passar pelos países abaixo:








Isso será só o início de um ano que esperamos ser tão (ou mais!) sensacional que 2014. Se alguém tiver dicas desses destinos, pode mandar!