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sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Chemin Frédéric Nietzsche

Semana passada o Leo me chamou para uma aventura: fazer uma trilha altamente panorâmica na cidadezinha de Èze, próxima a Nice. A cidade tem um pedaço no litoral (Èze-sur-mer) e um outro mais elevado (Èze Village). E outro mais elevado ainda, o Plateau de la Justice.

Nós, que não somos bobos nem nada, pegamos o ônibus 82, que faz Nice-Èze, e paramos no último ponto, lááá no alto. Quer dizer, o plano era esse, mas a gente se distraiu e saltou no antepenúltimo ponto. Tudo bem: enfrentamos uma subida feia, mas curta, e terminamos de chegar.

Depois de descer no ponto errado, andamos morro acima até o alto da estrada. 
A vista do Mediterrâneo é linda linda. Marão azul, sô.


Dali começamos a trilha de 2,9 km que nos levaria primeiro ao Monte Bastide e depois à Èze Village. Embora a gente já partisse de um ponto alto, o alto do monte fica a 570 m e tivemos, sim, que subir um bocado.

No início da trilha bastava seguir a placa. Mas logo à frente o caminho se dividia em três. Pegue o da esquerda.
A trilha é claramente marcada, mas é bem irregular, e a subida é forte. O panorama, no entanto, compensa o esforço.

No alto do Monte Bastide. E o Mediterrâneo logo ali.


Depois do Monte Bastide a gente começa a descer, o que não impediu que aparecessem umas outras subidinhas no caminho. Depois de uma boa hora de caminhada, chegamos à Èze Village, que é uma antiga cidadela no alto de um morro. O Leo, que teve fôlego de andar até o alto dela, achou-a tudo que Carcassonne gostaria de ser.

De Èze Village a Èze-sur-mer, que fica, como o próprio nome indica, no nível do mar, são mais 1,6 km de trilha. Mais curta que o primeiro trecho, e só descida? Achamos que ia ser moleza. É claro que não foi.

Na trilha fomos brindados com essas vistas. 
Essa parte da trilha é chamada de "Caminho Frédéric Nietzche", porque, quando morou na região, o filósofo alemão costumava subir por ela todo dia no verão, com o sol no coco, tendo umas ideias muito doidas e bolando "Assim falou Zaratustra". De fato, o caminho é de enlouquecer -  e olha que a gente desceu, em vez de subir. E novamente o descer envolvia partes de novas subidas pelas encostas montanhosas.

Foi uma ótima experiência visual, mas deu pra cansar o corpinho.

Reparem na faixa amarela marcando a trilha.
Foi esquentando. Lud tirou várias camadas de roupa. 
Avistando a vila de Éze. 
Ela é uma fofura. 
Minúscula e com casas de verdade onde moram pessoas de verdade.
E a cota de lojinhas e restaurantes. 
Mesmo no alto de um morro, não pode faltar uma igreja na cidade, né?
Em alguns trechos da trilha você pode parar para ler mais sobre Nietzsche (e tomar fôlego). 
Alguns trechos eram mais fáceis, com degraus na pedra. 
Avistando Éze-sur-mer.
A estrada que beira o mar e liga Nice à Mônaco e Menton. 

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Menton

A cidade da festa do limão é a última cidade francesa antes da Itália. Além do festival do limão, e de tudo que é produto feito a base da fruta, Menton oferece um ótimo calçadão com belas vistas do mar e da Itália, as tradicionais ruas só para pedestre, várias igrejas e muitas rampas e escadarias morro acima.

Vale muito a pena subir até o alto da cidade. Lá você será recompensado com lindos ângulos do Mediterrâneo e com um cemitério para lá de legal, onde está enterrado o inventor do rugby, o inglês William Webb Ellis.

A festa do limão nos achamos bem mais ou menos, mas o passeio e as vistas de Menton foram nota 10. 






















quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Pagando 1 euro para conhecer um novo país, ou como ir de Nice para Mônaco de ônibus

Sim, foi o custo do ônibus de Nice para Mônaco. Não é lá um dos maiores países do mundo (na verdade é o segundo menor), mas é um país. E novo na nossa lista de países visitados - o primeiro inédito do ano!

O trem é mais rápido e também mais caro. Já a empresa de ônibus local tem preços ótimos e uma ótima malha. Dá para visitar as cidades de Cannes, Antibes, Monte Carlo e até Menton, na fronteira com a Itália. E a tarifa é sempre a mesma: 1,50 euros.

"A" é onde comprar o bilhete. "B" é o local do ponto inicial da linha 100, que vai para Mônaco. 
Ali, o ônibus está deserto. No ponto seguinte começa a lotar. 
Não importa se você vai apenas pegar o tram dentro de Nice para andar 3 quarteirões, um ônibus em Nice para andar poucos pontos ou ir de Nice até Menton. Paga-se direto para o motorista 1,50 euros por pessoa.

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

A Festa do Limão de Menton

Menton é a última cidade francesa antes da Itália. Dela dá até para ver o país vizinho. A cidade é razoavelmente famosa por seus produtos cítricos, limões e laranjas. E falando em produtos cítricos, todo ano eles fazem no mês de fevereiro a Fête du Citron, a Festa do Limão. 

A cidade escolhe um tema e constrói diversos monumentos... com limões e laranjas. Este ano o tema foi o livro 20.000 Léguas Submarinas, do Júlio Verne. 



A cidade também aproveita para divulgar seus produtos e realizar uma parada estilo carnaval (cujo preço nem procuramos saber). A gente foi só na exposição das "obras de arte" feitas de cítricos. E custa caro: 10 euros para ver estas coisas bizarras. Sinceramente, não vale nem 3. (Faca sendo enfiada no turista? É, estamos perto da Itália mesmo.) 

Valeu pela exoticidade da coisa. Alguém aí já viu de perto um polvo gigante amarelo feito de frutas?



















Justiça seja feita: a baleia não era só bela; ela também emitia sons.