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quarta-feira, 30 de abril de 2014

Finalmente andamos de ônibus pela Eurolines

Deve ser a companhia de ônibus mais famosa da Europa. A gente já andou e muito de ônibus, mas nunca com ela. É, que tirando Londres - Paris ano passado e Vilnius - Riga, viajamos de ônibus dentro de um mesmo país, nunca de um para outro, e a Eurolines só faz trechos internacionais.

Nossa primeira vez foi domingo, de Amsterdã para Frankfurt. Acordamos às 4 e 40 da manhã para pegarmos dois ônibus noturnos e fazermos check-in na estação deles, que fica ao lado da estação Amstel, 7 da manhã. Não é que a estação seja tão longe assim da nossa casa - é que, na madrugada de domingo, passa pouco ônibus. Tivemos de esperar meia hora entre um e outro. E ainda pagamos mais caro! 4,50 euros em vez de 2,80, que é o preço regular. Mas faz sentido: o salário do motorista deve ser mais alto para ele trabalhar nessa hora ingrata, tadinho.

E chovia. E chovia. Mas tudo bem: nossos casacões têm capuzes, o que não deixa de ser uma proteção. O danado foi chegar na estação da Eurolines um pouco antes das 7 da manhã, fazer o check-in direitinho, acreditando que ele fechava às 7:15, como dizia o site, embarcar às 7:10 e... ficar esperando. E esperando.

Comemorando aniversário em Amsterdã

Difícil de bater o aniversário de 2013 que foi em Paris, a cidade preferida da Lud.

Mas estamos indo bem este ano. A Holanda está apaixonante: tulipas em pleno esplendor, passeios para lá de fantásticos, uma semana com os primos, e, graças ao pacote de massa de pão de queijo que chegou ontem junto com ótimas companhias, pão de queijo de café da manhã. Ah e pão de queijo feito com queijo gouda!

No menu ainda teremos, durante o decorrer do dia, brigadeiros da vó e doce de leite da mãe, tudo fresquinho e vindo do Brasil. 

Lud, feliz aniversário e muitas, muitas viagens. Ah, de preferência, todos com minha presença.

A mais bela flor no mar de tulipas.

sábado, 26 de abril de 2014

Próximos destinos de 2014

Este blog é uma loucura. Ainda não terminamos de falar da viagem à Ásia, já estamos quase na metade do nosso mês em Amsterdam e já estamos pensando  no futuro.

Temos uma parte acertada: voaremos para Sofia, na Bulgária, onde começaremos nossas aventuras pelos Bálcans. Romênia e Sérvia já estão na lista de destinos, com apartamentos e hotéis reservados.

E depois de lá? Muita dúvida. Não sabemos se continuamos por ali, se vamos para a Rússia, se voltamos para a França ou vamos para a Inglaterra. Por enquanto o mais provável é continuar na região para conhecer mais países a que nunca fomos. As notícias do casalpartiu, que acabou de passar por, lá nos animaram muito.

Bósnia? Kôsovo? Montenegro? Macedônia? Albânia? Croácia? Eslovênia? Ou todos eles? Que ordem fazer? Como se locomover de um para outro? Hotel ou apartamento?

A logística também que levar em conta os jogos da copa do mundo e seus horários aqui na Europa. Afinal, já que a gente planeja estar na região, nada melhor que programar para estar na Bósnia quando tiver jogo do país. Na Croácia, a mesma coisa. E tem os jogos do Brasil!

Alguém já foi para estes lados e tem dicas para dar? A hora é agora.

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Um dia na DisneySea, um dos parques da Disney em Tóquio

Desde que trabalhei na DisneyWorld da Flórida por 3 meses, lá em 2002, fiquei fã dos parques do seu Walt. Eles são caprichadíssimos e organizadíssimos. E, para a minha alegria, tem vários pelo mundo.

Em Tóquio são dois: Disneyland e DisneySea. A Disneyland é aquela manjada cópia do Magic Kingdom (como a Disneyland Paris, que eu conheço, e a Disneyland Hong Kong, que não). Já o DisneySea é diferente: ele é um parque inédito, com atrações idem!



A entrada custou 6.400 ienes, isto é, 45 euros. A gente comprou dois dias antes na loja Disney no centro de Tóquio, mas só porque passamos na frente dela. Dá pra comprar na porta do parque sem problema e sem fila (a galera toda já chega com os ingressos na mão).

quinta-feira, 24 de abril de 2014

O monte Fujo, opa, Fuji

O monte Fuji é um símbolo do Japão, presente em muitas obras de arte e parte do imaginário popular - o japonês reafirma sua nacionalidade escalando até o topo. A gente o rebatizou de monte Fujo, porque ô figurinha difícil! Sorte que nós o vimos na viagem de trem bala de Kyoto para Tóquio, porque quando tiramos o dia para nos dedicarmos a ele...

No trem, a gente sabia que, a uns 90 minutos do fim da viagem, ele ia aparecer do lado esquerdo. Ficamos de olho, mas não nos empolgamos muito, porque ele é tímido e geralmente está coberto de nuvens. E não é que ele me aparece, imenso e glorioso, com seu topo nevado, bem do lado direito? Me agitei toda e chamei o Leo, mas o monte já tinha saído do campo de visão. E ainda duvidou: será que é o Fuji mesmo? Esse é o lado errado...

Mas eu estava convencidíssima. Falei: "Leo, não como errar. É o Fuji, sim. Quando você vir, vai me dar razão." E, de fato, dali a uns 15 minutos ele surgiu do lado esquerdo. Gigante. Inconfundível.

Sensacional! É uma vista incrível. Nos animamos a contemplá-lo com mais calma. 
E o Leo me deu razão.

Na parada seguinte, o trem ficou parado por 6 minutos. Tempo suficiente para o Leo descer, fotografar e dizer pra moça do banco da frente que também queria ir fotografar o monte que dava tempo, sim.

Aí nos empolgamos. Se era fácil assim, valia a pena tentar vê-lo mais de perto. Escolhemos a cidade de Kawaguchi, que além de tudo tem lagos pra refletir o Fuji. E, bem, não rolou.

É um passeio caro (e olha que graças às dicas do pessoal do blog Viagemafora a gente conseguiu uma opção menos cara). E mesmo uma previsão de tempo positiva não garante nada: o dia que escolhemos estava ensolarado mas, chegando lá, as nuvens fizeram questão de ficar na frente do Fuji o tempo todo. Parece que ele é um ímã de nuvens.

Ou seja, se for, fique preparado para se contentar em ver a base do monte. A cidade de Kawaguchi mesmo não tem nada de mais: é uma cidade pequena e moderna. Há um caminho na beira do lago, mas ele nem é especialmente cênico.

Dicas de como ir: é só pegar no site do pessoal do Viagemafora. Completando as orientações, para achar a loja de venda da passagem de ônibus (Keio bus), saia pela saída oeste do térreo da estação Shinjiku, vire à esquerda, passe à frente de loja de departamentos Keio, vire a esquerda de novo, atravesse a rua e rode o quarteirão.

Para não ficar dúvida: A é a saída west da estação, B a loja e o local de onde saem os ônibus. 
Para comprar passagem para viajar em outro dia, é no segundo andar. Mas não recomendamos tentar comprar em cima da hora: fomos em um dia de semana, compramos com antecedência e só tinha passagem para o ônibus das 9:40.

Tá vendo o monte ali atrás? Não? A gente também não viu. 

O lago que circulamos. Aproveitamos para fazer um piquenique. 

Foto da propaganda na van de um hotel. Era isso que agente esperava ver! 
E foi isso que vimos. E olha ficamos umas 4 horas por ali esperando para ver se o tempo melhorava... 

terça-feira, 22 de abril de 2014

Viajando (e economizando) de trem de Kyoto para Tóquio

Todo mundo que a gente conhece e já foi para o Japão nos deu a mesma dica: "Compra o JR Pass que é a melhor coisa do mundo". No nosso caso, passou longe de ser. O passe de 7 dias de viagem de trem custa hoje 29.110 yens. Ele dá direito a viajar pelo Japão em alguns trens (sim, não são todos. O mais rápido trem do Japão está fora da lista) durante 7 dias consecutivos. Também existem os passes para 14 e 21 dias.
Conferindo no letreiro se estamos na plataforma correta. Hahaha. A conferência foi só pela hora de partida mesmo
O passe vale a pena?...

Continue lendo o post logo abaixo!

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Agora temos uma coleção de livros de viagem:


Livro 1
Livro 2

















Livro 3
Livro 4

























O livro 1 tem 50 páginas e relata nossa passagem pela Malásia, Cingapura, Tailândia, Vietnã e Camboja. São mais de 80 fotos, toda a logística de transporte e hospedagem, os custos diários, mais de 40 dicas e link para um mapa na internet com todos os locais pelos que passamos corretamente indicados, com mais detalhes e informações. 

O livro 2 tem 112 páginas e conta a viagem pela China, Macau, Hong Kong, Coreia do Sul e Japão. São mais de 200 fotos, toda a logística de transporte e hospedagem, informações de como ir por conta própria até a muralha da China, ao museu com os guerreiros de terracota, à pequena Zhujiajiao (a Veneza da China), uma dica importante para economizar com o trem bala no Japão (que não é o passe da JR), os custos diários e mais de 50 dicas. O livro também traz acesso aos mapas na internet com mais informações e todos os locais que visitamos, e mais alguns que achamos que demos bobeira em perder, corretamente marcados e indicados. 

O livro 3 tem 167 páginas e narra a aventura de 2 semanas em Copenhague e a nossa volta de 8 dias pela fantástica Islândia. São mais de 300 fotos e 50 dicas. Como os demais livros, traz todo os custos da viagem, a logística de transporte e estadias e os tradicionais mapas. E olha que achar no mapa o local certo de algumas das atrações na Islândia não é fácil, não. Com nosso mapa, você não vai ter esse problema. 

O livro 4 tem 232 páginas e é sobre o mês que passamos no verão europeu de 2013 viajando por Polônia, Suécia, Estônia, Finlândia, Noruega, Lituânia e Estônia. De quebra colocamos o relato de nosso retorno à Finlândia no final de 2013 em busca da famosa aurora boreal. Não ficou cronologicamente correto, mas geograficamente está perfeito. São mais de 400 fotos e 20 dicas (menos dicas do que o de costume porque são países mais fáceis de explorar).
O mais bacana são as explicações de como ir por conta própria da cidade de Cracóvia para o campo de concentração de Auschwitz e para a mina de sal de Wieliczka, assim como fazer o passeio conhecido como Norway in a Nutshell, comprando tudo sozinhos em vez de usar um pacote. A economia paga o preço do livro um monte de vezes! 
Além disso, a logística de transportes e estadias, os custos diários e totais e dicas para fotografar a aurora boreal. É que a danada não é fácil, não. Também disponibilizamos links para os mapas dos destinos, com as atrações, estadias, meios de transporte e mais assinalados corretamente e com mais informações. 

Os livros cresceram mas o preço continuam o mesmo: 9,90 por cada um.

Clique na figura ou no link para comprar o livro desejado!

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(continuação do post) 

Viajando (e economizando) de trem de Kyoto para Tóquio

O passe vale a pena?

Depende muito do seu roteiro. No nosso caso, não. Se comprássemos o da 7 dias, ele ainda ficaria longe de se pagar, mesmo comparando com passagens compradas na hora. Fora que teríamos que mudar nossa logística de viagem.

A única perna de viagem cara que a gente fez foi a de Kyoto para Tóquio, cujo preço normal é 13.890 ienes com assento marcado. Dá para economizar uns trocados se você não marcar assento. Tem vagão apenas para pessoas sem assento marcado: se neles tiver lugar quando você embarcar, pode sentar. Se não, tem que ficar de pé mesmo.

Pensamos em comprar esta passagem sem assento. Até porque nosso dia e hora da passagem fugiria do horário de pico. Mas foi aí que pesquisando na internet descobrimos uma ótima promoção.

As informações sobre a promoção e de como comprar estão no nosso livro sobre a Ásia.

E como é a viagem? Sensacional. É muito rápido, muito silencioso, muito confortável e é muito interessante andar dentro do trem quando ele está na velocidade máxima. É uma sensação muito legal, quase como se você estivesse flutuando.


Nosso vagão era o 11. Então, fica debaixo da placa que marca onde o vagão 11 vai parar.
Viu como nosso japonês está fluente?

Espaço para minhas pernas! Que alegria. 
Próxima parada, alguma cidade qualquer. Brincadeirinha, depois mudava para inglês. 
É bem confortável. 
E muito espaçoso. 
E achamos o espaço para a bagagem é muito bom. 
Nosso passe dava direito a uma bebida para cada um. 

Para abrir e fechar a porta do banheiro. 
Que por sinal é gigante. Quase maior que o nosso quarto no albergue de Kyoto
Tudo no banheiro é na base do sensor. 
Definitivamente maior que nosso quarto em Kyoto. Ok, do mesmo tamanho. 

Bate e volta para Nara

Usamos um dos nossos dias em Kyoto para ir à Nara. Demos azar, pois pegamos o tempo mais fechado e chuvoso do nosso ano de viagem, mas foi um bom passeio.

Nara fica bem perto de Kyoto e Osaka. Ir de trem para lá é fácil, barato e rápido. A gente foi de trem local, que parte da estação central de Kyoto, mas de uma linha na parte sudoeste da estação. Parece que até é uma outra estação dentro da principal, tanto que o JR Pass não vale nela. A vantagem do trem local? Demora o mesmo tempo, custa mais barato e ainda desce em Nara em Kintetsunara, uma estação de trem muito mais perto do parque, onde ficam as atrações principais da cidade.

Apesar do fato de que chovia e parava, do vento frio e da ameça dos veadinhos (mais sobre isso em um post exclusivo da Lud), o dia foi muito bom. Nara é um destino bem legal. Tanto que estava lotado de brasileiros passeando por lá.

O parque de Nara, cheio de veados e de templos, é o carro chefe das atrações turísticas. É fácil de caminhar e explorar.

O que mais gostamos foi do Todai-ji, gigantesco templo de madeira com a gigantesca estátua do Buda. Também gostamos de ficar abrigados da chuva no Nigatsu-do (um "subtemplo" do Todai-ji), esperando o tempo melhorar, olhando a paisagem, lendo livros e comendo Kit Kats de sabor normal. Sim, porque no Japão tem Kit Kat de todos os sabores possíveis e imagináveis. Mais sobre isso em breve.

Tem veadinho pra todo lado.

segunda-feira, 21 de abril de 2014

As emoções de Nara, parte 1: o ataque dos bichos fofinhos

Quando a gente sai do trem na estação ferroviária de Nara, começa a ver pôsteres e cartazes sobre os veadinhos que habitam o parque da cidade. São 1.200, e em priscas eras eles eram considerados mensageiros dos deuses (tipo o Hermes/Mercúrio dos gregos/romanos). São fotos e desenhos fofoluchos que fazem você dizer "ounnnnn". Tipo o cartaz abaixo, que mostra um primo cuti-cuti do Bambi enfiando uma bolacha salpete inteira na boca.


Na frente do parque, nos deparamos com velhinhos simpáticos vendendo as tais bolachas (que são bem maiores que os salpetes da minha imaginação), por módicos 150 ienes (em torno de 1 euro).

domingo, 20 de abril de 2014

As emoções de Nara, parte 2: agora sou um ser iluminado

A maior atração de Nara é o templo Todai-ji. Nele fica o Daibutsu-den Hall (Hall do Grande Buda), que é o maior prédio de madeira do mundo. O Grande Buda também é imponente: é uma das maiores figuras de bronze do planeta. Tem 16 m de altura e foi feita de 437 toneladas de bronze e 130 kg de ouro. 


No hall também encontramos essa grande coluna de madeira. O buraco cavado nela tem o mesmo tamanho de uma das narinas do Grande Buda.

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Kyoto

Kyoto é o Japão clássico. É o Japão imperial. É o Japão dos templos, dos jardins, das gueixas. E, em abril, das cerejeiras.

Foi um dos melhores destinos do nosso sabático até agora. E como destinos não faltaram, dá para ver que foi muito bom.

A cidade é muito fácil de navegar e tem muitas atrações. É só sair andando que vai a gente acha o que ver. O que tem de templo, jardim e parque é impressionante. Tanto que tinha hora que a gente olhava para os guias e mapas e falava um com outro: outro templo? Já cansei de templo! Vamos continuar andando? (Com as cerejeiras em flor a gente também estava assim. Menos de meia dúzia? Nem vale a foto!).

Kyoto é muito fofa!

As gueixas de Kyoto

Uma das atrações de Kyoto são as gueixas. A palavra gueixa significa "pessoa artística", e como o número deles vem diminuindo a cada dia (já foram 80 mil nos anos 20; hoje há somente 250 em Kyoto) não é fácil vê-las, a não ser que você contrate uma para entretê-lo (no senso mais sofisticado da palavra). Geralmente as pessoas andam por Gion (o bairro onde é possível encontrá-las entrando em restaurantes ou saindo de táxis) com máquinas fotográficas em punho.

Mas elas não ficam passeando a torto e a direito pela cidade para o prazer dos milhares de turistas. Só que o que acontece na época das cerejeiras? Sim, elas também passeiam para ver as cerejeiras em flor. E sim, elas até tiram uma tarde para fazer aparições especiais para os turistas. Uma tarde, em um único dia.

Pensem em uma cidade japonesa cheia. Agora pensem nela na mais alta temporada. Pense agora que todos os turistas que estão por lá resolveram tentar ver as gueixas neste único dia. É, é cheio ou mais cheio do que estão imaginando.

Mas aqui é o Japão. 95% dos turistas são japoneses. E sem tem coisa que japonês sabe fazer é qualquer coisa de forma organizada.

Portanto, demos muita sorte de estar em Kyoto no dia. E lógico que o pessoal do nosso albergue nos contou direitinho onde e como seria a aparição das gueixas. Na hora marcada, lá estávamos nós. E mais algumas milhares de pessoas, algumas centenas de cerejeiras em flor e UMA gueixa.

Na verdade apareceu mais de uma. É que elas se revezavam. Acho que, depois que cada uma sofria um milhão de cliques, ela se recolhia para uma casinha e uma outra tomava seu lugar. Mas este "tomar o lugar" quer dizer voltar para a mesma rua. A próxima gueixa ia para outro local onde já tinham se instalado mais uns milhares de turistas esperando sua cota do milhão de cliques. Deu para entender? Deu para perceber a organização?

Ou seja, todo mundo conseguiu tirar suas fotos. E todo mundo conseguiu um ângulo bom. No Japão é assim. Organização para tudo.

A sorte grande mesmo nos tiramos no penúltimo dia. Estávamos passeando em um lindo jardim perto do nosso albergue quando vimos duas gueixas. Elas estavam com um senhor. A gente acha que ele tinha contratado a companhia delas. Eu perguntei se podia tirar uma foto e ele foi super legal. Deixou. E ganhamos das duas moças uma pose só para nós.

Posa para um lado.

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Kyoto em fotos

Amamos Kyoto. Mas saí de lá com uma dúvida cruel: será que a cidade seria tão legal de visitar se a gente estivesse por lá em época diferente da temporada de cerejeiras? Acho que teríamos gostado, mas não amado de paixão como amamos. E talvez, sem as cerejeiras, os 5 dias que passamos lá fossem muito. Com elas, foi perfeito.

Kyoto tem sua cota de templos. Na verdade, tem a cota de templos de umas 200 cidades japonesas. Sério, é templo que não acaba mais. Depois de um tempo, começa a ficar repetitivo. Mas coloca umas cerejeiras ao fundo, coloca um pouco mais, arruma uns 7 tons diferentes e pronto: o templo que não tinha muita graça fica maravilhoso.

É sempre assim: templo, jardim, lago, tudo conspirando para uma linda foto. 


Ou pegue a famosa Trilha do Filósofo. Sem cerejeiras, deve ser um dos lugares mais bobos da cidade. Caminho a beira de rio com casas fofas? Kyoto tem aos montes. Agora, caminho a beira de rio com casas fofas e tomada de cerejeiras em flor? Kyoto tem alguns, a Trilha do Filósofo é um deles, e é sensacional.

terça-feira, 15 de abril de 2014

Nosso albergue em Kyoto

Olha, confesso que eu estava bem preocupado. A gente já tinha ficado em albergues na viagem pela China - o de Pequim por 6 noites e o de Xi An, por 2 - e foi muito tranquilo. Mas o de Xi An, que era pequeno, foram só 2 noites. O de Pequim era igual a um quarto de hotel de tamanho razoável: tinha lugar para malas, banheiro no quarto e tudo mais.

Já o de Kyoto... Quando reservamos, em novembro do ano passado (e já estava difícil de achar vagas no mesmo estabelecimento por 6 noites), a gente viu a metragem do quarto: 7,5 metros quadrados! Eu até pensei: "Nossa, espero que Kyoto tenha muita coisa para fazer e o tempo colabore. Ficar preso em 7,5 metros não deve ser agradável". E queimei minha língua. O albergue foi fantástico! Um dos melhores da nossa vida.

A foto foi tirada do site deles. Uma pena que a gente tenha esquecido de fotografar. 

Sacando dinheiro no Japão: susto inicial.

O Japão foi nosso último país na viagem à Ásia em 2014. E nossa passagem por China, Macau, Hong Kong e Coréia do Sul foram tranquilas. Não tivemos nenhum contratempo, tanto que chegamos ao Japão sossegados, achando que seria a maior moleza. E não é que logo no aeroporto passamos um apertinho?

Após passarmos pela imigração e pegarmos nossas bagagens, íamos pegar o ônibus do aeroporto internacional de Osaka para Kyoto. Para isso, resolvemos sacar dinheiro no aeroporto mesmo. A ideia era tirar o suficiente para toda a viagem, até porque o albergue de Kyoto exigia o pagamento em dinheiro no momento do check-in.

Como voamos pela Peach Aviation, uma low cost, o voo pousou no terminal 2 do aeroporto. Bem menor e menos equipado, digamos assim. Ou seja, tinha apenas três caixas eletrônicos por lá. E não é que nenhum deles aceitou nenhum dos nossos cartões? Olha que tentamos nos três os vários cartões que a gente tinha: Visa, Mastercard, Amex e o VTM. Nada. E as máquinas tinham menu em português! Até bandeira do Banco do Brasil tinha em uma delas, e nós somos clientes do BB!

Mas como somos viajantes prevenidos, tínhamos uns euros em notas. Raspamos as carteiras e apuramos quase 300 euros, que convertemos na agência de câmbio ali do lado. Não seria suficiente para pagar as seis noites do albergue, mas dava para acertar as primeiras noites. E almoçar!

A partir daí deu tudo certo: a cabine de venda da passagem de ônibus aceitava cartões e o primeiro que tentamos funcionou direitinho. E, chegando a Kyoto, enquanto a Lud ficou na porta do albergue esperando a recepção abrir, fui ao final da rua ver o que achava e dei de cara com um 7 Eleven. É a loja de conveniência que mais existe no Japão, junto com o Lawson e o Family Market. Dentro dele tinha um caixa eletrônico, de novo com menu em português. E a máquina ainda falava em português! Obrigado, brasileiros descendentes de japoneses que voltaram para o Japão!

Além do menu em português, o caixa eletrônico fala português brasileiro.
Tentei o Visa Travel Money e alguns segundos depois, pronto. Dinheiro na mão, o agradecimento e o bom dia em português da máquina. Ainda usamos o VTM para comprar ingressos para a Disney Tóquio e no museu Nacional de Tóquio sem problema. Foi só um susto inicial mesmo, para dar emoção.

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Pit stop na Coreia do Sul

No nosso roteiro original pelo Ásia este ano constavam apenas China e Japão. Mas, no final, a Lud acabou me convencendo a incluir pelo menos uma rápida passada em Seul. Afinal, qual seria a chance de voltarmos ao outro lado do mundo? E mesmo com o custo alto da passagem de avião para desviar para lá (uns 200 euros para nós dois), o valor seria muito menor do que se saíssemos direitamente do Brasil para a Coreia, ou mesmo da Europa.

Mesmo com a gente usando 3 dias que poderíamos ter dedicado à outro destino na China, confesso que valeu a pena.

Sem dúvida, estamos na Coreia do Sul. 
Seul não tem uma atração turística famosa ou um evento mundialmente conhecido, mas a cidade é para lá de agradável. É difícil de explicar: pode ter sido a tremenda organização, os prédios charmosos, ou o fato de os lugares serem um pouco menos cheios do que na China.

Nosso custo de viagem pela Coreia do Sul

Foram poucos dias, portanto o custo fica meio esquisito, ainda mais levando em conta que sacamos mais dinheiro do que foi necessário. Por isso, em vez de trocar de volta por outra moeda, rolou um festival de petiscos no último dia.

Foram só quatro dias e quatro noites na Coreia do Sul. Tirando os custos de transporte urbano, achamos os preços bem semelhantes aos da China.

O custo total foi de 34,53 euros por pessoa por dia. Dentro desse valor está o gasto com alimentação diário (7,29 euros por pessoa), atrações turísticas (1,43 euros por pessoa), transporte urbano (3,19 euros por pessoa) e hospedagem (22,62 euros por pessoa).

Que delícia! Matamos a saudade. 
Ou seja, muito parecido com a China - apenas 20 centavos de euro a mais por pessoa. Seria menos se a gente não tivesse esgotado o estoque de caramelos Embaré do supermercado!

domingo, 13 de abril de 2014

Os voos para passar pela Coreia do Sul

Em vez de voarmos de Hong Kong para Osaka como planejado originalmente, acrescentamos a Coreia do Sul, o que nos fez usar duas companhias aéreas que a gente nem tinha ideia que existiam: Jin Air e Peach Aviation.

Embarcando no avião da Jinair em Hong Kong. Excelente voo. 
Usamos a primeira para voar de Hong Kong para Seul. É uma empresa low cost da Coreia que usa antigas aeronaves da Asiana. Olha, quem dera se todas as low cost fossem assim. Para começo de conversa, elas deixam marcar assento. Além disso, permitem o despacho de até 20 kg de bagagem por passageiro, e ainda servem comida a bordo, das boas.

Fora que o atendimento em terra e na aeronave foi excelente. O pessoal é uma fofura só. Super atenciosos e prestativos. Adoramos voar com eles.

Usamos a Peach Aviation para ir de Seul para Osaka. Também é uma low cost, e tinha menos mimos do que a Jinair. Comida, só pagando. Pelo menos a gente tinha direito a bagagem despachada, mas só uma peça por pessoa, além do limite de peso, que acho que era 15 kg.

As passagens de ambas foram compradas pela internet sem o menor problema. São boas opções para viajar por estas bandas quando Coreia do Sul e Osaka estão no seu destino. Acho que a base da primeira é em Seul e da segunda em Osaka. Portanto, praticamente todas as rotas delas passam por esses lugares.

Nosso apartamento em Seul

Foi um achado. Para começar, o preço, melhor do que o dos hotéis e muito parecido com o dos albergues: 45 euros por noite para nós dois.

A localização era muito boa: 200 metros da estação de trem central de Seul. Ou seja, tínhamos trem para qualquer lugar do país e para o aeroporto, além de duas linhas de metrô, do lado de casa. Fora que a estação central tem dezenas de restaurantes, lojas, lanchonetes, mercadinhos e um enorme supermercado.

Localização excelente: no máximo 200 metros
da estação principal de trem e metrô de Seul.

O melhor mesmo foi o conforto. O apartamento era pequeno mas excelente. Pequeno para um apê - comparado com hotel (fora o Astor House de Xangai, claro) ou hostel era gigante. E tinha tudo que a gente precisava, além de ser perfumado e aquecido.

Cama deliciosa. Cozinha totalmente montada. Máquina de lavar roupa, fundamental para nós nesta altura da viagem. Tevê gigante com muitos canais, vários deles em inglês. Internet rapidíssima. E um banheiro no esquema de todos os outros por aqui desta viagem da Ásia, sem box ou cortina, mas tão bem feito que não alagava igual os outros. Fora que secava bem rápido.

Cama maravilhosa e macia. Que saudade.
Pontos demais também para o dono. Comunicação perfeita, tanto antes quanto durante. Nos passou tudo que precisávamos saber e tirava todas nossas dúvidas imediatamente. Nem chegamos a nos encontrar, mas ele nos enviou por e-mail todos os detalhes do apartamento, de como operar a tevê a usar o aquecimento. Tudo desenhado (literalmente) e fácil e entender.

Para completar, adoramos o esquema sem chave da Coreia. O prédio tem portão mas nunca estava trancado. Na porta do apartamento não tinha fechadura, mas um teclado numérico. A gente recebeu o código e pronto: o dono não precisou nos receber pessoalmente para entregar a chave, e a gente podia sair pra passear, e até se separar, sem ter que se preocupar com ela ou ficar combinando horários.

Tevê grande com muitos canais e imagem para lá de boa.
Com direito a novela brasileira dublada em espanhol com legenda em coreano. 

Nosso prédio por fora. Nada de mais.
Mas por dentro, era uma beleza. 

sábado, 12 de abril de 2014

Japão: roteiro na prática

Em nosso passeio pelo Japão, conhecemos quatro cidades. Dormimos em Kyoto seis noites e outras seis em Tóquio; de Kyoto fomos e voltamos à Nara, no único dia chuvoso de nossa viagem; e de Tóquio fizemos também um bate e volta ao lago Kawakuchi para ver o monte Fuji, onde não choveu mas não fez o sol que a gente precisava. 

Sim, continuamos com a sorte grande em termos de tempo. Só nessas duas ocasiões ele não cooperou. Mas não podemos reclamar, né? Foram 13 dias em um lugar que dizem chover muito, principalmente nesta época de primavera. Só um de chuva está bom demais.

Sobre o roteiro, acho que ficou ótimo. A gente leu muito sobre outros lugares mas essas cidades nos interessaram mais. Saímos de casa com a sensação que o importante do Japão clássico é Kyoto e Nara. Já Tóquio é Tóquio, um mundo à parte do resto do planeta.

Lógico que o Japão tem mais pontos interessantes, mas o que a gente queria ver fora dessas duas cidades estava em reforma. No final, achamos que nos demos bem.

Para quem estiver planejando um roteiro no Japão, recomendamos Kyoto e Tóquio. É o Japão da imaginação da gente, moderno e dinâmico. Kyoto é o Japão tradicional, e Tóquio é o que a gente viu na tevê ("Planeta: Terra. Cidade: Tóquio. Como toda grande metrópole, Tóquio sofre com a poluição..." Lembram da abertura de Ultraman?) e nos mangás. 

Nara vale a pena. Terá post só para ela. O passeio para ver o monte Fuji parecia uma boa ideia mas o tempo não colaborou. Mais detalhes em outro post.

Para encerrar, sobre a melhor época para visitar o Japão: início de abril. Já que está vindo, já que é caro, já que é do outro lado do mundo para nós brasileiros, faça o favor e venha em abril. A razão? Ver as cerejeiras em flor. Olha, é para lá de sensacional. Nível aurora boreal. Fica tudo muito, muito lindo. Lindo é pouco: fica maravilhoso. E não é uma rua, um parque, um local em especial, não. É tudo que é canto de Kyoto e Tóquio.

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Hong Kong

Adorei Hong Kong. Uma cidade dinâmica e com muita coisa para ver e fazer. E acho que fizemos tudo que a gente queria nos 4 dias que tivemos por aqui.

Como chegamos de Macau por volta das 16:00, no resto do primeiro dia e a primeira noite aproveitamos para explorar a Calçada das Estrelas e a região ali perto. Para terminar e muito bem o dia, ficamos namorando o skyline maravilhoso da cidade e assistir ao pior show de luzes do mundo. Sério, o show de luzes de Hong Kong é sem graça que até dói. E não se preocupe se o dia que você for ver o show for narrado em chinês. A narração só dá boas vindas e enumera o nome dos trocentros prédios que fazem parte do show. Pelo menos é de graça.



O dia seguinte tiramos para ir para a ilha de Landau. Olha, andar no maior teleférico do mundo é imperdível. E aqui em Hong Kong a gente tirou o escorpião do bolso, fritou e serviu espetinho dele. Fomos e voltamos de teleférico. 150 hong kong dólares por pessoa. E vou falar que vale demais a pena. A volta é melhor que a ida. Na ida o bondinho foi cheio. Na volta só nos dois e outro turista. Ou seja, para tirar fotos foi ótimo.


Nosso custo de viagem pela China

Só para facilitar a vida, vamos considerar Macau e Hong Kong, regiões autônomas, como parte da China.

Foram 19 dias e 18 noites passando por Pequim, Xi An, Xangai, Macau e Hong Kong. 1 noite em um trem, 8 noites em albergues, 5 noites e hotel e 4 noites em um apartamento alugado em Hong Kong.

O custo total da China foi de 34,33 euros por pessoa por dia. Dentro deste valor está o gasto com alimentação diário (5,90 euros por pessoa), atrações turísticas (4,72 euros por pessoa), transporte urbano (2,76 euros por pessoa) e o de hospedagem (20,96 euros por pessoa).

Gostamos de ver que os gastos ficaram bem parecidos com os países asiáticos do ano passado. Não foi uma barganha como o Vietnã (24,14 euros por pessoa por dia), mas ficou bem parecido com o custo de visitar a Malásia (30,96 euros), Camboja (31,89 euros) e Singapura (36,79 euros). Tailândia (49,65 euros) teve um custo bem maior. Mas lá o conforto também foi maior - ficamos no segundo hotel mais caro da viagem até agora (o mais caro foi o do Mont Saint-Michel, uma facada: 198 euros).

Lógico que, além desse custo básico, uma viagem para a China incluirá os gastos de ida e volta, locomoção entre as cidades e outros como visto, seguro de saúde e compras.

No nosso caso, essas despesas foram 240 euros por pessoa no total, o que representa a soma dos valores do trem noturno de Pequim para Xi An, do vôo de Xi An para Xangai, do voo de Xangai para Macau, da balsa de Macau para Hong Kong e dos transportes para visitar o museu dos guerreiros de terracota e a cidade de Zhujiajao.

Também gastamos 34 euros por pessoa com o visto, 65 de seguro de saúde e mais 580 euros da passagem de ida e volta para a Ásia, mas tanto o valor do seguro de saúde quanto o da passagem precisam ser divididos pelos dias que passaremos na Coreia do Sul e no Japão.

Resumindo, tá querendo ir para a China? Vai logo enquanto tá barato. Não sei até quando será! Achei os transportes muito em conta, principalmente dentro de cidades. Já o transporte entre cidades não é tão baratos mas ainda é razoável, principalmente levando a distância entre elas em consideração. Comida é muito barato. E atrações turísticas, levando em conta o que você vai ver, são uma barganha.

quinta-feira, 10 de abril de 2014

O restaurante estrelado Michelin mais barato do mundo.

Em todos os blogs que a gente leu para pesquisar sobre nossa viagem à China, e também em todos os artigos sobre o que não deixar de fazer em Hong Kong, encontramos a mesma dica: não deixe de comer no restaurante estrelado  pelo Guia Michelin mais barato do mundo.

Pela carinha dá para ver que a Lud estava animada.
E como foi aniversário da Dani, irmã da Lud, sumidade em gastronomia, nós pensamos: "tem maneira melhor que comemorar à distância do que comendo neste restaurante para homenageá-la?". E lá fomos nós em nosso último dia em Hong Kong. Foi um erro: a gente devia ter ido no primeiro dia. Para voltar várias vezes.

Nosso apartamento em Hong Kong

Em Hong Kong a gente tinha duas opções: ou gastava os tubos para ficar em um belo hotel ou fazia como a maioria das pessoas faz, ou encarava as hospedagens baratas e minúsculas dos prédios gigantes. O que me desanimava na opção das hospedagens baratas é que um quarto só para nós, tão pequeno que ia dar para desfazer as mala ou ter onde colocá-las, nem ia ficar tão em conta. 

Foi aí que lembramos: se a gente usa apartamentos na Europa, por quê não usá-los na Ásia? E deu certo. Acabamos alugando um apartamento perto da estação Prince Edward. Em termos de localização, fica bem para dentro de Kowloon, mas como o metrô é grudado e tem ônibus para tudo que é lado, achamos que não teríamos problemas - e realmente não tivemos. Até achamos legal ficar morando por quatro dias em um prédio super típico de Hong Kong em uma região idem. 

A região do nosso prédio é assim. Parece o centrão de BH.
O apartamento está longe de ser um dos melhores que já ficamos. Na verdade, em termos de infra é até um dos mais fracos. Mas se a gente comparar com hotel ou albergue, ele ganha fácil. 

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Macau

Olha, foi uma sorte ter achado um voo de Xangai para Macau mais em conta que de Xangai para Hong Kong. Mas a gente queria ir a Macau de qualquer jeito! Ela pode não ser do agrado para todo turista, mas para nós, brasileiros e portugueses, é um destino sensacional! Achamos fantástico andar por uma cidade chinesa onde a gente conseguia ler tudo. Tudo! Todas as placas e informações.

Detalhe das placas. 
Quer coisa mais legal que chegar a um ponto de ônibus e entender que a rota A não vai passar naquele dia por causa do motivo B e que a alternativa é pegar o ônibus C? (Nos lembramos dos apertos que passamos na Alemanha quando isso acontece. O jeito é caçar na rua um cidadão que fale um pouco de inglês pra nos explicar. Na China a gente nem consegue saber se a placa no ponto é um aviso de alteração de rota ou uma declaração de amor. Aconteceu em Xi An, e deduzimos que era o primeiro porque o ônibus não passava nunca. E também porque os chineses que chegavam ao ponto davam uma espiada e iam embora.) Tem coisa mais legal que, no meio de uma viagem à China, dar de cara com prédios neoclássicos portugueses e com calçadas portuguesas?


Xangai

Olha, Xangai pode não ter dezenas de atrações imperdíveis como Pequim. Ou ficar perto de algo tão sensacional como o exército de guerreiros de terracota. Só sei que adoramos conhecer Xangai, mistura perfeita de ocidente com China. Aqui nem lembrava mais que o chinês tem mania de cuspir na rua. Se Pequim já achei limpa e organizada, Xangai é ainda mais. E linda, muito linda. É uma cidade rica, super bem cuidada, toda florida.

Tudo muito bem cuidado.

Nosso hotel em Macau

O Olé London Hotel foi nossa escolha de hospedagem em Macau. Confesso que estava difícil achar um lugar não muito caro para passar a noite por lá. No final, esse hotel pequeno, limpo e de quartos minúsculos foi uma ótima opção.

Típica calçada portuguesa

terça-feira, 8 de abril de 2014

Sábado em Xangai: é impossível mesmo passear pela China nos fins de semana!

Nosso segundo sábado pela China foi em Xangai. Nosso plano era sair cedinho, pegar o ônibus e ir para um parque ao lado do estádio de futebol da cidade, onde começaria, dali a uma semana, o festival das cerejeiras da cidade. Como os canteiros da cidade estavam floridos, resolvemos ir ao parque para checar se as sakuras (flor de cerejeira em japonês) já haviam dado o ar de sua graça.

Nosso azar começou aí. O parque estava todo fechado para obras de embelezamento para o festival. Mas nos divertimos um pouco em seu entorno vendo muitos chineses praticando danças e tai chi.

Resolvemos encarar quase uma hora de metrô e várias baldeações para ir a outro parque, um gigante e no norte da cidade, logo depois da universidade. A ideia era não repetir o erro do sábado em Pequim e, portanto, ir para lugar grande e aberto.

Durma no mesmo quarto que Einstein em Xangai

Quando o Leo foi reservar a nossa estadia em Xangai, os albergues com nota boa no HostelWorld (ele gosta daqueles que tem aprovação próxima a 100%) já estavam lotados. Ele foi olhar hoteis bem localizados, deu de cara com uma promoção do Astor House e fez a reserva sem a menor pretensão. Nosso queixo só foi cair quando chegamos lá.

Observem o Rolls Royce Ghost estacionado na porta.
Não só era um prédio grande e suntuoso como nos botaram em um quarto gigantesco e bonitão - o 304, onde o Einstein (!) passou uma noite em 1922 e recebeu a notícia que havia ganho o Nobel de Física (!!). Ficamos numa alegria só. Não garanto que a gente dormiu na cama que o físico teórico usou, porque afinal já fazem quase 100 anos, mas com certeza ele deixou umas moléculas de gás carbônico por lá e eu entrei em contato com elas.


segunda-feira, 7 de abril de 2014

Bate e volta de Xangai: Zhujiajiao

De Xangai fizemos um ótimo passeio bate e volta: fomos e voltamos da cidadezinha de Zhujiajiao, que fica a cerca de 40 km. Zhujiajio é uma das "water towns" (vilas aquáticas?) da China, uma cidadezinha antiga bem preservada com muitos canais e pontes. 



A diversão começou pelo transporte, ônibus urbano. Foi difícil identificar o correto, porque todos os veículos só tinham informação em chinês. Nem número em algarismos arábicos, como em todos os outros ônibus que pegamos na viagem, aparecia. Mas como saímos de casa bem preparados, com o local de onde ele saia marcado no mapa e o nome do destino escrito em ideogramas no tablet, só tivemos o trabalho de ir comparando o letreiro na frente de cada ônibus estacionado com os desenhinhos.