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terça-feira, 27 de maio de 2014

Bulgária: resumo da viagem e impressões finais

Confesso que, se não fosse o Monastério de Rila, eu não teria pensando em incluir a Bulgária na nossa viagem. Eu não sabia quase nada do país. Só que eles usam o alfabeto cirílico e que a capital do país é Sófia.

Voamos de Frankfurt Hahn para Sófia de Wizzair. Voo barato: por volta de 50 euros por pessoa, com direito a uma bagagem despachada.

Em Sófia ficamos quatro noites e três dias inteiros, com uma manhã de sol e o resto do tempo todo de chuva. Um dos três dias usamos para ir à Rila, usando transporte público.

De Sófia fomos para Plovdiv de trem. Depois das horas apertadas no ônibus, adorei. Pena que a outra perna, de Plovdiv para Veliko Tarnovo, teve que ser de ônibus - e novamente foi um miniônibus. 
O trem de Sófia para Plovdiv custou 6 euros, na primeira classe. O ônibus de Plovdiv para Veliko Tarnovo custou 10 euros.


segunda-feira, 26 de maio de 2014

Como chegar em Veliko Tarnovo vindo de Plovdiv.

Ônibus era a única opção. Para irmos de trem, teríamos que primeiro voltar à Sófia para de lá pegar um trem que passasse por Veliko Tarnovo. Daria, se bobear, umas 10 horas de viagem.

Até que a rodoviária de Plovdiv é arrumadinha. Melhor que a estação de trem de Sófia
O ônibus que faz Plovdiv para Veliko Tarnovo e vice-versa é diário, sempre nos mesmos horários. Sai de Plovdiv às 8:30 e chega meio dia em Veliko Tarnovo. Também tem um que saí às 13:30 e que chega às 17:30.

Em Plovdiv, o ônibus sai da estação rodoviária norte. Nosso albergue em Plovdiv chamou um táxi para nós. 10 minutos e 5 levs depois, estávamos lá.

Veliko Tarnovo

É nosso último destino na Bulgária. Se olharem em um mapa, vão entender nosso roteiro: eu queria passar por aqui para, além de conhecer um novo país, visitar o monastério de Rila. Entre Sófia e Bucareste, na Romênia, uma possível rota passaria tanto por Plovdiv quanto por Veliko Tarnovo. Plovdiv é considerada a cidade búlgara mais bonita. Já Veliko Tarnovo foi a antiga capital do segundo império búlgaro, antes de o país ficar sob controle otomano.

Chegamos na cidade junto com o sol e o calor. Parece que a primavera finalmente resolveu aparecer. E dia de sol é sempre mais animador. Embeleza tudo.

Como chegamos antes de 14:00, horário do check-in no hotel, fomos procurar onde almoçar e explorar um pouco da cidade.

O almoço não foi nada de mais. Achamos um restaurante daqueles que vendem de tudo (nunca um bom sinal) e mandamos ver em uma pizza gigante de queijo, pepperoni, milho e azeitonas.

Pegamos a garçonete mais mal-humorada do mundo! Primeiro ela só trouxe um prato, um garfo e uma faca, embora fôssemos dois e a pizza, grandona. Aí ela me viu comendo a pizza de guardanapo e correu para buscar... um prato. Só. 

Lucky Hotel em Veliko Tarnovo

Uma surpresa muito agradável: barato, quarto muito limpo e até grande para padrões europeus, boa cama, banheiro sem box mas que não molhava demais ao tomar banho, café da manhã bem razoável, localização muito boa e o melhor, vista sensacional.

O hotel vale pela vista. Linda, deliciosa, fantástica. Pena que nós não sabíamos que a fortaleza de Veliko Tarnovo tem um show de luzes. Pena que só descobrimos lá. Mas a maior pena é que só começa no final de maio. Ou seja, erramos a data da visita a esta agradável cidade.

O pequeno e simpático hotel.
Para terminar, o pessoal do hotel não fala nem tchau em inglês. E a gente nem oi em búlgaro. Mas nos comunicamos até muito bem. Boa vontade e simpatia eles têm de sobra.

sábado, 24 de maio de 2014

Férias do blog

Serão férias forçadas. Como estamos sem internet aqui em Brasov, só vamos postar algo se a gente conseguir uma internet na rua ou quando formos para o próximo destino. Em breve voltamos.

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Como chegar em Plovdiv a partir de Sofia viajando de trem

A estação central de Sofia. Antiga e em obras. Necessárias, por sinal.
Viajar de trem na Bulgária é fácil. Primeiro você deve pesquisar que trem quer pegar. Um ótimo site pra isso é este aqui. Ele tem versão em inglês - e o melhor, o nome das cidades está em inglês também. Dá pra pesquisar nele tanto trens quantos ônibus.

Nós escolhemos ir de trem de Sófia para Plovdiv. O ônibus era um pouco mais rápidos, mas o trem era mais barato, e eu prefiro trens sempre que possível. Mais espaço para as pernas e acho que cansa menos. Dá para andar, se esticar e ver a vista. Além disso, a chance de enjoar é menor.  


Plovdiv, impressões iniciais

Subidas e ruas de pedra. Ouro Preto feelings.
Chegamos logo depois de meio dia na cidade. E como eu estava com uma gripe chata e super fraco, a ida para o hostel foi meio complicada. Foi culpa do meu estado de espírito na hora: muito cansado e meio desnorteado.

Depois de puxar as malinhas por alguns quarteirões desnecessariamente, pegamos um dos ônibus que o pessoal do albergue nos indicou e descemos no ponto mais perto do hostel. Até o momento não tínhamos visto nada demais na cidade.

Do ponto de ônibus até o hostel foi uma curta, porém morro acima, caminhada em ruas de pedra nas quais era quase impossível puxar malas. Mas a cidade velha já começou a encantar. Fora que a recepção do hostel não podia ser melhor (mas disso trataremos em outro post!).

Para melhorar as coisas, uma ótima recomendação de restaurante perto, bom, bonito e barato. A cidade começou a ganhar mais pontos. Só faltava parar de chover!

Segundo dia em Plovdiv: sim, faz sol na Bulgária

Acordamos maravilhosamente bem. A noite de repouso foi ótima, eu melhorei ainda mais da gripe e o melhor: o sol deu as caras de verdade pela primeira vez em seis dias.

Foi um ótimo dia. Passeamos de novo por todos os mesmos lugares do dia anterior e mais alguns. Com sol fica tudo diferente. Até mesmo os búlgaros, que nós achamos melancólicos, estavam mais felizes e descontraídos. Além de ser sábado, né? Então ruas cheias de pessoas felizes e animadas, passeando com as famílias e principalmente com seus cachorros.

Nossa, como vi cocker spaniels na Bulgária. Cada um mais lindo que o outro, tanto em Sófia quanto em Plovdiv. Aqui, provavelmente devido à proximidade e à influência turca, é cheio dos gatinhos. E como na Turquia, são todos carinhosos e limpinhos.

O dia amanheceu assim, lindo. 

Nosso albergue butique em Plovdiv

"Old Plovdiv Hostel, um hostel butique." Era essa a propaganda do site. E não é que eles realmente são um albergue chique?

Super bem localizado, no miolo da cidade velha. Praticamente em frente ao Museu Etnográfico e à Igreja de Constantino e Santa Helena. Chato é subir com malas as ruas de pedras irregulares. Não faça como a gente - pegue um táxi.

Bem no centro da cidade antiga. 

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Nosso mês em Amsterdam: superando expectativas

Olha, confesso que eu pensava que, depois de mais de um mês para lá de bom pela Ásia, o mês que a gente passaria em Amsterdã seria mais para descansar, recuperar as forças e nos reaclimatarmos na Europa.

Até porque gente já visitou a Holanda, em 2006. Foi nossa primeira viagem totalmente planejada, reservada e paga pela internet, sem pacotes, excursões ou agentes de viagens. Aí nos demos conta que, para a maioria dos destinos, esta é a opção mais em conta e mais legal.




Free Walking Tours: apesar do nome, não é de graça

Claro que não é de graça. Todo mundo sabe. A ideia por trás desses passeios guiados é que você, ao final, dê uma gorjeta para o guia. A vantagem em relação aos passeios pagos é que, se você não gostar, paga pouco, ou melhor, vai embora no meio. Quanto mais gostar, mais você pode pagar.

E isso é muito bom. Em Cambridge, a gente foi a um tour oficial caríssimo (16 libras! 20 euros! Por pessoa!) vendido pelo Centro de Informações Turísticas, que foi o pior que já experimentamos até hoje. A guia falava baixo e dava pouca informação. Se fosse um Free Tour, a gente tinha largado depois de 20 minutos e o prejuízo no bolso teria sido muito menor (ou inexistente).

Nesse último ano e meio, fizemos vários Free Walking Tours pela Europa. Foram sempre muito bons. (Apesar de que não é regra: em Dublin, o nosso foi ótimo; a Isa fez com outro guia no dia seguinte e detestou.)  Uma companhia que a gente gosta muito é a Sandeman, que tem passeios em inglês e espanhol com guias  falantes nativos. Os que fizemos em Londres e em Edimburgo foram excepcionais. Aqui nos Bálcãs fizemos o Free Sofia Tour e o Free Plovdiv Tour, de uma mesma organização sem fins lucrativos. Ficamos impressionados com o inglês (excelente) e o profissionalismo dos guias. Já em Cracóvia a gente não gostou tanto (mas mesmo assim demos uma boa gorjeta. A Polônia era tão barata...).

Então, não temos do que reclamar. Mas no nosso último passeio, em Bucareste, tivemos do que reclamar, sim. Mas não do passeio, dos turistas. Na verdade, de um.

Fizemos um ótimo passeio guiado. Muito bom mesmo. E o melhor, praticamente com um guia particular. Tirando nós dois, apenas mais um turista, um francês que devia ter por volta dos seus cinquenta anos.

O guia foi excelente. Explicou muita coisa, fez piadas, respondeu a centenas de perguntas de nós três e nos deu muita atenção. Tanto que o passeio, que normalmente dura de 2 a 2 horas e meia durou mais que 3.

Ao chegar no final, o francês foi o primeiro a falar: "Ah, hora da gorjeta." E o sujeito nos saca 3 lei. 3! Sabe quanto dá isso? Nem 70 centavos de euro! Sério, fiquei impressionado com a cara de pau do sujeito. 3 notas amassadas tiradas do fundo do bolso. Só não estavam super amassadas porque as cédulas da Romênia são de plástico.

Normalmente a gente tenta dar de gorjeta, principalmente quando gostamos, um valor proporcional ao valor mínimo do salário mínimo por hora. A gente tinha até pensado nisso antes de sair de casa. Se o mínimo na Romênia é de 5 lei por hora, esse seria o valor mínimo que deveríamos dar para o guia por hora de passeio. Se tiver muita gente, até rola dar um valor menor. Nossa intenção era de pagar 30 lei para nós dois se o tour fosse bom.

Como o passeio foi ótimo, praticamente um tour particular, e o francês foi tão mão  de vaca, nós, com vergonha alheia, resolvemos dar 50. E fizemos questão de entregar bem na frente do francês.

Resumindo, não faça como esse cara. Se participar de um destes passeios e gostar, não dê uma de esperto e tente ir embora sem dar nada, ou dê uma miséria. Normalmente quem faz estes passeios tem como fonte de renda apenas isso. É a profissão da pessoa. E não vem falar que não tem dinheiro. Afinal, quem está passeando, viajando a turismo, tem.

terça-feira, 20 de maio de 2014

Chegando à Bulgária

Depois de um mês curtindo a vida mais do que boa em Amsterdã, caímos de novo na estrada. No final da tarde de segunda pousamos em Sófia.

Viemos do aeroporto de Frankfurt Hahn, aquele que fica a 1 hora e 45 minutos (e 14 euros) de ônibus de Frankfurt. Fazia muito tempo que não usávamos o aeroporto de lá. Continua igualzinho. Só mudou o ônibus que faz a rota: novas cadeiras, mais confortáveis. Além disso, agora se paga o ônibus só depois que ele chega no aeroporto.

No embarque para vir para a Bulgária a gente começou a ver que as coisas por aqui seriam um pouco diferentes do resto da Europa: teve imigração. Sim, com controle de passaporte. Achei super estranho. Afinal, a Bulgária não é membro da União Europeia? É, desde 2007. Mas o controle de pessoas na fronteira é feito até hoje. A gente imagina que a integração seja sendo feita aos poucos e a circulação seja liberada daqui a uns anos.

Nosso apartamento em Sofia. A varanda do alto à direita é a nossa. 

Monastério de Rila na Bulgária

E acho que a sensação térmica era ainda menor. 
Pena que o tempo continua nosso inimigo. Nossa ida ao Monastério de Rila foi em um dia cinzento e de chuva. E para piorar, fez um frio... Sério, meio de maio, alta primavera e temperatura na casa dos 8 graus.

O monastério é interessante, mas sensacional é a Capela da Natividade, que fica bem no meio dele. É uma típica capela da região, totalmente decorada por pinturas, por dentro e por fora. E confesso: a capela foi o motivo de termos vindo para a Bulgária e não diretamente para a Romênia.

Uma pena que aqui eles tem a frescura de não deixar tirar foto de nada por dentro, mas por fora dá para ter ideia de como ela é linda. Não é para menos que ela é patrimônio mundial tombado pela Unesco.



A igreja no meio do monastério. Não dá para ver, por causa do tempo fechado, que as montanhas em volta são cobertas de pinheiros. E os do alto estavam todos nevados! Na foto, as nuvens se  confundem com a neve do alto da montanha. 

Sofia, a capital da Bulgária

Primeiro, não é uma cidade com centenas de atrações.

Segundo, a cidade não possui um centro antigo em torno do qual a cidade nova cresceu. Ela tem um centro antigo sobre o qual a cidade nova cresceu. Sim, Sofia foi construída em camadas. Dentro da estação de metrô principal existe um pedaço da estrada que ligava as duas capitais do mundo romano: Roma e Constantinopla.

Terceiro, não fizemos o dever de casa. Viemos para a Bulgária em um período muito molhado. Historicamente, maio é disparado o mês mais chuvoso do ano. Para quem viaja a tanto tempo e tem fama de planejar as coisas, confesso que pisamos na bola.

A Bulgária nos pareceu o país europeu menos rico que já visitamos. Além disso, o país ficou anos sob o controle comunista, época na qual a beleza da cidade não era uma preocupação do governo.

Por causa da falta de dinheiro e de anos sob o controle soviético é que várias atrações que poderiam ser super top nem existem. É o caso de um coliseu encontrado bem no centro. Foi descoberto alguns anos atrás, quando foram construir um grande hotel. Dizem que é quase do tamanho do coliseu de Roma. Mas como fazer agora que existe uma nova cidade por cima?

E parece que a coisa é ainda mais antiga. A cidade romana mesmo já teria sido construída por cima de uma cidade trácia. Quem foram os trácios? O Spartacus é um ótimo exemplo.

Voltando ao tempo atual, a cidade tem pontos legais que dá para ver em um passeio de meio dia com folga. Vamos a elas:

Catedral de Sveta Nedelya. Pena que na hora a chuva tenha parado mas o sol ainda não tinha aparecido. 

Como ir de Sófia para o Monastério de Rila usando transporte público

A gente tinha várias opções para ir para o monastério:

1) Alugando um carro: fora do nosso orçamento e, principalmente, da vontade de dirigir por aqui, que é zero.

2) Com um tour guiado, como este oferecido pela empresa Boiana: mais uma opção cara. Eles cobram a partir de 45 euros por pessoa.

3) Usando uma empresa que faz só o transfer, a Rila Monastery Bus: já mais perto do que queríamos pagar: 25 euros por pessoa.

4) Participando de uma das excursões que o Hostel Mostel organiza diariamente. Mesmo quem não é hóspede pode se inscrever. Basta entrar em contato com eles pelo menos um dia antes. É a opção mais em conta: 20 euros por pessoa.

Este é o ponto em se que desce do tram.
Isso mesmo, Ovcha Kupel... em cirílico.
Mas a gente queria algo ainda mais em conta, até para podermos compartilhar aqui. E qualquer opção tomaria o dia todo, mesmo estando o monastério a apenas 120 km de Sófia. Todos os passeios falavam em algo em torno de 2 ou 2 horas e meia de transporte para cada perna.

No final, descobrimos que existe apenas um ônibus por dia que faz a rota, por 11 euros a ida e volta. E lá fomos nós.

Mais informações no nosso livro 5, que já está a venda.

Nosso apartamento em Sofia

Nosso prédio. Localização ótima.
Preço excelente!
Ficamos 4 noites em Sofia. Como chegamos tarde, já de noite no primeiro dia, e pegamos um trem cedo no quinto, tivemos 3 dias inteiros na cidade. Que deu e sobrou.

No primeiro dia a gente fez o free walking tour de Sofia. Foi ótimo e conhecemos bem todo o centro. E a maior sorte foi que só de manhã não choveu muito. Mesmo durante o tour tivemos umas chuvas leves. Depois do almoço até a hora de dormir foi chuva sem parar.

No segundo dia, a chuva piorou. Acabou que passeamos muito pouco. O suficiente para apenas ir á estação de trem a pé, comprar nossas passagens para Plovdiv e voltar de metrô.

No terceiro dia também choveu, mas um pouco menos. Foi o dia que tiramos para ir a Rila. Ou seja, passamos praticamente duas tardes inteiras no apartamento. Fora que no terceiro dia passamos quase a manhã toda também.

E foi ótimo. Nosso apartamento é super bem localizado: dois minúsculos quarteirões da estação de metrô central, onde cruzam as duas únicas linhas da cidade. E essa estação está debaixo do centro da cidade. Portanto, tudo era muito perto. E perto achamos de tudo: supermercados, padarias e mercearias.


sexta-feira, 16 de maio de 2014

Dicas da Bulgária: como sacar dinheiro

Primeira e importante dica para quem para a Bulgária: seu cartão brasileiro vai funcionar direitinho por aqui. Seja de crédito, débito ou o Visa Travel Money. Só que você vai usar só os primeiros 4 dígitos da sua senha, não todos os 6, como é padrão no Brasil.

O Lev. Atualmente 1 lev = 0,51 euros.
Depois do sufoco na chegada, que terminou com o sucesso da compra no supermercado, no segundo dia fomos mais confiantes ao caixa rápido. Quando ele nos perguntou a senha, não pensamos duas vezes: colocamos apenas os 4 primeiros dígitos da senha. Prontinho: dinheiro na mão e cartão devolvido sem problema.

Não se esqueça: cartão brasileiro na Bulgária, apenas os 4 primeiros dígitos da senha. Para nós funcionou assim no comércio e nos bancos.

quarta-feira, 14 de maio de 2014

Parabéns para nós!

A gente nunca imaginaria, 21 anos atrás, que neste momento nós estaríamos juntos e viajando pelo mundo. E que estaríamos na Bulgária.

Hoje nós completamos 21 anos de namoro e 46 países visitados. Parabéns para nós!

A cerveja búlgara não é nada demais.
Mas os 21 anos juntos são igual um bom vinho: a cada dia que passa fica melhor.

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Dicas para a Holanda

Apesar de termos alugado um apartamento razoavelmente bem localizado em Amsterdã, acabou que o tempo, sempre imprevisível e propenso a chuvas, fez com que a gente usasse bastante o transporte público. E aqui fica a uma dica de Amsterdã, na verdade da Holanda: planeja em usar mais de 5 vezes o transporte público quando estiver por aqui? Se sim, vale a pena comprar o OV-Chipkaart. É o cartão de transporte que vale em todo o país.

Cartão de transporte que pode ser usado em todo país, não só é Amsterdã? I am Netherlends! 


Com ele, você paga por o transporte de ônibus, tram ou metrô como se fosse táxi: um valor fixo como se fosse a bandeirada (por volta de 70 centavos) mais um tanto pela distância percorrida. Para terem ideia da diferença, a passagem paga a bordo custa 2,80 por viagem. Usando o cartão, a gente pagava 1,27 para ir para a estação e 1,27 para ir para a região dos museus. Ou seja, cada viajada economizava 1,50 euros. Como o cartão custa 7,50 não retornável, após 5 viagens ele se paga. No nosso caso, isso não só aconteceu como economizamos muito com ele.

Tanto o cartão quanto a passagem comprada a bordo valem para conexão. Com o OV, ao fazer a baldeação a "bandeirada" não é cobrada - paga-se apenas pela distância. No caso da passagem, o transporte seguinte, dentro de 45 minutos, é de graça.

Achamos o OV bem melhor que os passes diários. É que os passes diários são válidos apenas para ônibus da empresa de que você comprou o passe. E como tem empresa diferente por aqui! A maioria dos ônibus urbanos, os trans e o metrô são de uma; os que vão para os subúrbios e outras cidades perto, de outras.

Para calcular as rotas e os custos, use o site do 9292.

Para mais informações a respeito de Amsterdã, recomendamos o blog do Ducs Amsterdam. Ele mora a vários anos por aqui e tem um blog com muitos dados. Inclusive esses de transporte público!

sábado, 10 de maio de 2014

Passeios usando Amsterdã como base

Foram muitos. Estivemos em:

Giethoorn. Pequena e maravilhosa cidade. Fica longe de Amsterdã: 160 km. Dá para ir de transporte público mas é difícil e caro. Acabamos rachando um carro com meu primo e a esposa para ir lá. E foi um dos melhores passeios do sabático até agora.

A cidade é uma maravilha. 
O passeio pelos canais com a gente mesmo dirigindo o barco elétrico foi muito divertido. 
E a companhia, maravilhosa. 
No mesmo dia aproveitamos o carro para ir no Palácio de Het Loo. Esse é mais perto e menos complicado para ir de transporte público, mas como estávamos de carro e era para o mesmo lado, facilitou a vida.

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Keukenhof: o parque das tulipas

Em abril de 2006, na nossa primeira viagem por conta própria e com tudo reservado pela internet, visitamos o Keukenhof. Não demos muita sorte: o inverno daquele ano durou mais que o esperado e por isso, no meio de abril não tinha uma única tulipa aberta nos canteiros do parque.

Vimos tulipas só dentro das estufas. E achamos lindo. Lógico que ficamos desapontados por não encontrarmos campos coloridos de tulipas e o parque em toda sua plenitude, mas achamos tudo bonito e saímos de lá razoavelmente satisfeitos.

No último dia daquela viagem fizemos um desvio antes de voltar a Amsterdã, só para ver se os campos da região de Lisse, onde fica o Keukenhof, tinham florescido. E tinham! Estava tudo lindo e florido. O que só serviu para nos deixar com vontade de voltar.

E voltamos. Demorou 8 anos, mas finalmente retornamos. E, dessa vez, vimos o parque no ápice!

Era dia de semana, ou seja, menos cheio. Chegamos no meio da tarde, por volta de 15:30, quando as multidões estavam começando a ir embora. Como o parque fica aberto até às 19:00, deu tempo de sobra para ver muitas tulipas, de todas as cores e formas, em canteiros e formações lindos. Além disso, em frente ao parque havia duas plantações de tulipas abertas ao público. A gente desconfia que seja da prefeitura de Lisse, e que o objetivo seja evitar que a horda de turistas invada as plantações particulares. Aí deu andar no meio delas (entre as fileiras, é claro), tirar fotos mergulhado nelas e curtir muito.

A melhor forma de ir ao Keukenhof a partir de Amsterdã é usar o ingresso combinado (combi-ticket Keukenhof), que pode ser comprado pela internet ou nos centros de informações turísticas de Amsterdã. Custa 28 euros e dá direito à entrada no parque e a ônibus de ida e volta. Como só o ingresso custa 15 e o transporte à parte custaria 20 para ir e voltar, o combi-ticket é uma mão na roda.

Para ir, é preciso pegar dois ônibus: um até o aeroporto e outro do aeroporto para o parque. Na volta é o mesmo caminho, só que ao contrário. Tudo explicado no ingresso. Basta mostrá-los para os motorista dos ônibus (o primeiro vai carimbar a data) e na entrada do parque.

Outra coisa legal é que o combi-ticket não tem data marcada. Você pode comprar com antecedência e usar no dia que o tempo estiver melhor, ou menos ruim. É difícil pegar dias ensolarados nesse lugarzinho aqui, viu?

Nossa primeira ida foi com meus primos. E foi o dia mais lindo que pegamos em Amsterdã e região: céu azul, ótima temperatura e o parque, esplendoroso. Todos os jardins do parque estavam com as tulipas no auge. E a plantação do lado de fora também.

Uma semana depois voltamos com a irmã da Lud. O parque ainda estava lindo, principalmente se comparado com 2006. Mas em relação à semana anterior já estava menos belo. Muitas tulipas haviam sido podadas e as flores já estavam mais para lá do que para cá.

O tempo também não ajudou muito. Nublado, como de costume por esta terra. Pelo menos não choveu! Já os campos do lado de fora quase não existiam mais. Apenas o de tulipas vermelhas e amarelas, que de longe parecem laranja (não é que os impressionistas tinham razão? Duas cores diferente, uma ao lado da outro, se vistas de longe, viram uma terceira, a soma delas).

Aproveitamos a segundo ida para passear  a pé pela cidade de Lisse - bem agradável, mas não imperdível. O mesmo para o Museu da Tulipa Negra, que visitamos em Lisse. Valeu a pena porque usamos nosso museucard, e portanto foi de graça, mas o museu é pequeno e os vários vídeos interessantes estão em holandês sem legenda.

O saldo foi mais do que positivo. Duas visitas ao parque e com ele muito mais bonito que 8 anos atrás! Finalmente a Lud está satisfeita. Pôde correr por campos de tulipas e interagir com as flores. Eu? Também, como provam as quase 500 fotos que tirei só no primeiro dia.

Foto da família, unida e feliz junto das tulipas.

quinta-feira, 8 de maio de 2014

O Museumkaart da Holanda

A maior barganha da Holanda é sem dúvida nenhuma o cartão anual para acesso aos museus, o Museumkaart.

Sério, não conhecemos cartão mais em conta. À primeira vista pode até parecer salgado o preço: 54,50 euros. Mas este maravilhoso cartão dá acesso a inúmeros museus, não só em Amsterdã, mas em toda a Holanda.

Nosso inseparável amigo de passeio. Outra vantagem. Museu tá cheio? Como a gente tinha tempo,
 ia embora e voltava outro dia.
Sim, em toda a Holanda. A gente usou para ir a vários museus em tudo que é cidade que visitamos. Tem museu que aceita o cartão em Haarlem, Leiden, Lisse, Muider, Marken, Volendam, Edam e até mesmo na minúscula Giethoorne.

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Voando de Turkish Airlines: aprovadíssimo

Nunca tínhamos voado de Turkish. Só sabíamos que faz anos que ela ganha o título de melhor empresa aérea da Europa. E cá entre nós, título muito merecido.

Foram quatro voos: dois curtos de conexão dentro da Europa para Istambul e dois longos - Istambul para Pequim e o retorno, Tóquio para Istambul.

A empresa é super eficiente, as aeronaves são muito boas, o serviço de bordo maravilhoso, a comida muito boa e as opções de entretenimento, variadíssimas.

terça-feira, 6 de maio de 2014

Próximos destinos definidos e reservados

O blog anda meio abandonado. A gente sabe disso. E não foi só o blog que ficou abandonado não. Como estarmos nos divertindo horrores em Amsterdã e região, passando duas semanas com ótima scompanhias, nossos próximos destinos também foram esquecidos.

Culpem as tulipas pelo abandono do site. Ah, e as visitas. Também podemos culpar os ótimos passeios.
Quem nos conhece ou acompanha o blog a mais tempo sabe que a gente é fã de organizar tudo com muita antecedência. Ainda mais porque, normalmente, a gente consegue excelente preços e promoções reservando tudo antes. Sexta passada nossa ficha caiu. A gente só tinha roteiro planejado até o final de maio. E já era maio!

Para complicar, o próximo planejamento envolvia o início do verão e portanto início da alta temporada europeia. Vai tentar achar as barganhas de verão com pouco tempo de antecedência. Dá um trabalho danado.

Mas depois de praticamente 4 dias seguidos de muita pesquisa, reservas de hotéis, albergues, apartamentos e passagens, nosso roteiro ficou pronto até o dia 13 de agosto! Falta apenas arrumar um lugar que não seja exorbitante para passar 2 noites em Graz na Áustria e terminar de pesquisar a logística de algumas pernas de deslocamento que darão trabalho, como da Macedônia para a Albânia e depois para Montenegro.

Apesar das tulipas terem nos distraídos, começaremos na próxima segunda um super batidão turísticos de 87 dias. Passaremos por 10 países e 33 cidades diferentes, começando em Sofia na Bulgária e terminando a viagem em Viena na Áustria. Pelo caminho teremos a Romênia, Sérvia, Macedônia, Albânia, Montenegro, Croácia, Bósnia e a Eslovênia.

Agora é torcer para arrumarmos um pouco de tempo para contar como foi o mês na Holanda. Mês que foi regado a muito cerveja, flores, moinhos, canais, museus, mais museus e muitos, muitos stroopwafels.

Um stroopwafel do tamanho da cabeça da gente. 

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Nosso custo de vida no Japão

Foram 12 noites e 13 dias pelo Japão. As 12 noites foram divididas igualmente: 6 em um albergue em Kyoto e 6 em um apartamento alugado em Tóquio. E o gasto foi menor do que eu esperava. Caro, mas muito menos que eu imaginava. E olha que rolaram umas extravagâncias.

Caro mesmo é o transporte. Nossa, como dói no bolso viajar pelo Japão e dentro das cidades. Se bem que se a gente colocar na ponta do lápis, ou melhor, na tabela do computador, o custo de viajar de uma cidade para outro no Japão não é tão caro, ainda mais se compararmos com viagens pela Europa.

Tá certo que 72 euros por pessoa para ir de Kyoto para Tóquio não pode ser considerado barato. Mas se pensarmos que, no ano passado, pagamos 59 para ir de trem de Frankfurt para Berlim, a gente vê que a coisa não é tão fora dos padrões. E olha que este trem na Alemanha foi o para-para. Demorou mais de 6 horas. Já no Japão, com 72 euros, andamos de trem bala, que por si só vale como uma atração turística. Tanto que mereceu um post só para ele.

Comparação final das viagens à Ásia

As viagens para à Ásia em 2013 e 2014 ficaram muito, mas muito parecidas em termos de custo. E de diversão. Amamos as duas. Tanto que já estamos encucados e quebrando a cabeça para pensar onde ir em 2015 que não seja Europa.

Mas vamos às comparações. Primeiro 2013. (custo por pessoa por dia)

Dias de viagem:
Países visitados: 5
Cidades visitadas: 12
Passagem ida e volta: 688 euros
Custo estadias: 14,99 euros
Custo alimentação: 9,39 euros
Custo atrações: 5,04 euros
Custo transportes dentro das cidades: 3,50
Custos transporte entre cidades e países: 13,92
Demais custos (vistos, seguros e extras): 3,88

Já a viagem de  2014:

Dias de viagem: 35
Países visitados: 5
Cidades visitadas: 10
Passagem ida e volta: 580 euros
Custo estadias: 23,55 euros
Custo alimentação: 6,36 euros
Custo atrações: 5,72 euros
Custo transportes dentro das cidades: 3,67 euros
Custos transporte entre cidades e países: 16,85 euros
Demais custos (vistos, seguros e extras): 3,22 euros



sábado, 3 de maio de 2014

Tóquio, a metrópole do passado e do futuro

Difícil explicar Tóquio. Não é das cidades mais turísticas do mundo, mas é sem dúvida uma das que mais gostamos até agora. Difícil citar atrações imperdíveis - o imperdível é curtir a cidade, sua limpeza, sua organização, sua modernidade e seus bairros nada a ver com o que a gente imagina.

A gente vira uma esquina, anda um quarteirão, e sai dos letreiros de neon para bairros de casas ou prédios baixos. Ruas estreitas, sem calçada, vasos de plantas na frente das casas, todo mundo andando na rua, tudo limpo e silencioso. Dá vontade de morar lá. Ficamos muito impressionados.

Tóquio teve o seu boom no passado. Nos anos 80, ela era o ápice da modernidade. Hoje, achamos o metrô de Pequim e Hong Kong mais modernos; Xangai e Hong Kong, mais futurísticas. Essas duas cresceram depois, modernizaram-se depois, são mais "atuais". Mas nem por isso Tóquio fica atrás dos outros lugares do mundo. Pelo contrário, tivemos a sensação que mesmo assim ela está anos-luz na frente do resto do mundo.

Tóquio é uma delícia. É uma cidade lotada e ao mesmo tempo absurdamente limpa e incrivelmente silenciosa. Imagina pegar um metrô para lá de lotado - naquele esquema que o agente da estação, de luvinhas brancas, vem ajudar a botar braços e pernas para dentro do vagão -  e viajar em um silêncio danado. Nas ruas, os carros passam e você mal escuta o barulho deles. Tudo é eficiente e simples ao mesmo tempo.

Talvez o nosso banheiro do apartamento em Tóquio ajude a me fazer entender. Nem era dos vasos mais avançados que a gente viu, como tinha no albergue de Kyoto. Mas tinha um detalhe como todos os vasos japoneses: depois de usar, você lava a mão em uma pia que fica sobre o reservatório de água da descarga. A água é aproveitada para encher o reservatório. Simples, eficiente, econômico, ecológico. E mesmo assim onde mais já vi isso no mundo? Lugar nenhum.

O museu de Tóquio. Gostamos muito dele.

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Harajuku

Harajuku é o bairro para ver e ser visto em Tóquio. Ele é super movimentado. Para começar, fica ao lado do parque Yoyogi e do santuário Meiji, dois destinos que além de turísticos são muito frequentados pelos locais. E também é cheio de ruas estreitas com lojinhas de moda e acessórios.

Quer ver gente com um monte de estilos diferentes? Baixe em Harajuku no domingo. Só que, para nosso azar, a gente chegou em Tóquio numa segunda e foi embora no domingo cedo.

Portanto, fomos no sábado. Afinal, dizem que é o dia com mais chance de ser ver pessoas legais depois do domingo. E a dica também é chegar à tarde. De manhã, o povo mais fashion e os estudantes ainda estão dormindo, se recuperando da balada da noite anterior.

Então, no nosso último dia de Tóquio, lá fomos nós. Aproveitamos para rodar bastante pelas ruas simpáticas vendo vitrines super legais, almoçar, visitar o templo, onde vimos cerimônias de casamento, e ainda passamos um bom tempo no parque Yoyogi, passeando e vendo pessoas.

E essa loja "radical" da Hello Kitty?

quinta-feira, 1 de maio de 2014

Hospedagem em Amsterdã

Foi quase um mês. 29 dias. E foi um mês um pouco distinto dos nossos tradicionais meses em uma mesma cidade, como em Paris, Strasbourg ou Nice. É que aqui tivemos companhia: durante uma semana, meus primos, e em outra, a irmã e o cunhado da Lud.

Quer tirar uma foto em frente ao letreiro da cidade com pouca gente? Vai no do Voldenpark. 
Aproveito para fazer a propaganda do apartamento em que ficamos. Ele fica em uma região residencial da cidade, muito tranquila e silenciosa. Além disso, todo o comércio necessário estava por perto: supermercados, padarias e boas opções de transporte para outros lados da cidade.

Lembrando: se for usar o airbnb pela primeira vez, crie seu usuário pelo link www.airbnb.com.br/c/lfurtado5. Além de nós ganharmos créditos para futuras estadias, você também leva um desconto. 

Nossa rua. Super residencial .
Ele é do tamanho mais que ideal para a gente. Um quarto com ótima cama e bons armários, um grande ambiente com sala de tv, sala de jantar e cozinha, o ótimo banheiro com excelente chuveiro e ainda a área externa. Que a gente nunca usou. É que, quando não estava chovendo, a gente estava passeando pela cidade.

Nossa sala de tv.
Dá para ir a pé a muitas atrações. A região dos museus fica a 3 km de caminhada; a estação central ou a praça central, a 2,7 km; a casa da Anne Frank e o bairro de Jordaan, a 1,7 km.