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segunda-feira, 30 de junho de 2014

Sacando dinheiro em Montenegro

O mais difícil em Ulcinj foi achar um banco. Quando chegamos à rodoviária, procuramos e nada. Na região em torno dela também não tem. Depois, o dono no hotel falou que a gente acharia fácil quando fosse passear pela cidade. "Acho que tem três caixas 24 horas!", ele disse, todo feliz. E completou. "Aqui fora da alta temporada moram umas 4 mil pessoas".

Bom, achamos um dos três caixas e o cartão funcionou sem problema nenhum. Como sempre - a Bulgária foi uma exceção, com suas senhas de 4 dígitos -, senha de 6 dígitos.

O mais interessante: Montenegro virou um país independente mas nunca teve sua própria moeda. Primeiro adotou o marco alemão. Com o fim do marco e o ingresso da Alemanha na eurozona, o que fez? Adotou o euro, mesmo não pertencendo à União Européia ou à Eurozona.

Este sanduíche de pizza - sim, você leu certo -  com batatas fritas custou 1,80 euros!

Já meu cevapi  com arroz e batatas foi caro: 3,50.
Troque as letras  C e V de cevapi para as do alfabeto cirílico e veja o que dá. 

Esses preços são em restaurantes na beira da praia. Esqueci de tirar foto do nosso,
mas nos sentamos em um terraço com  vista para o mar, arrumado, confortável e com atendimento nota 10. 

Estadias em Montenegro

O hotel em Ulcinj não foi barato - 25,50 euros por noite por pessoa. Ok, longe de ser caro. E se pensar que tinha café da manhã, piscina e o dono ainda nos levou à estação de ônibus no dia de ir embora, ficou bom.

(Lembrando: se for usar o airbnb pela primeira vez, crie seu usuário pelo link www.airbnb.com.br/c/lfurtado5. Além de nós ganharmos créditos para futuras estadias, você também ganha um desconto.)

Já o apartamento em Kotor teve custo igual às estadias no Japão. Mas o nível... Excelente. Um dos tops do sabático até agora.

A piscina do nosso hotel em Ulcinj.

Impressões e custos da Albânia

Foram só quatro dias, mas quatro dias bem intensos e cheios de acontecimentos.

Boa parte do tempo passamos nas estradas. As distâncias são curtas, mas os deslocamentos são lentos. Isso se deve não só a estradas precárias em algumas partes mas também ao trânsito, muitas vezes causado porque praticamente por toda a lateral da estrada há casas e fazendinhas.

Albânia, um destino bem mais difícil para viajantes. 

sábado, 28 de junho de 2014

Como ir de Berat para Tirana de ônibus

Depois do furgão de Elbasan para Berat, não pensamos duas vezes: na ida para Tirana é ônibus na cabeça. E a decisão não poderia ter sido melhor.

Pegamos um ônibus de verdade, antigo mas confortável e com bom espaço para pernas, que saiu pontualmente às 9:00 da nova estação de ônibus de Berat. A única coisa ruim da nova estação é que fica longe do centro da cidade. Não dá para ir a pé até lá com o calor que anda fazendo. Por isso pedimos para o irmão da nossa alfitriã nos levar lá. 200 leks muito bem gastos.

Ônibus na Albânia: além de muito mais espaçoso que as vans, tem até passagem de verdade

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Tirana, a mal-falada capital da Albânia

Tirana foi um mal necessário. Os objetivos de passar por lá eram simples:

1) Quebrar a longa viagem pelas péssimas estradas de Berat até Ulcinj em Montenegro. Missão cumprida. A viagem de Berat para Tirana foi fácil e melhor que esperávamos, pois fomos de ônibus de verdade.

2) Ver se a cidade é tão problemática quanto dizem. Inclusive como o site da embaixada brasileira alerta. Texto retirado de lá: "O pedestre deve tomar cuidado com as calçadas e ruas, repletas de buracos e bueiros sem tampas. A iluminação pública é deficiente e à noite corre-se o risco de cair em buracos." Imaginei uma cidade destruída, toda esburacada, sem luz. Para ser sincero, as calçadas não são nenhum carpete, mas também não são horríveis, não! Rodamos bastante a pé de noite (achei a cidade mais bonita, inclusive) e não tivemos o menor problema. Não caímos em nenhum buraco!

3) Fazer tarefas do dia a dia, principalmente lavar roupas. Aqui deu bem errado. Mas a culpa foi do dono do nosso apartamento. 

O mural na frente do Museu de História é um dos pontos altos da cidade.
Observem as mulheres empunhando armas.  

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Como está sendo acompanhar a Copa fora do Brasil

Durante o planejamento do nosso roteiro para o período da Copa, nos organizamos para ver os jogos: só fizemos reservas em apartamentos e hotéis que tivessem aparelho de televisão e cabo ou satélite, e não programamos deslocamentos para os dia de Brasil em campo.

Assistimos ao primeiro jogo do Brasil em Ohrid. Foi ótimo: tv grande, canal transmitindo o jogo (infelizmente em alemão), um microondas para fazer uma pipoca e muita gritaria na rua. Como Ohrid é uma cidade super turística, tinha gente do mundo inteiro por lá, e nas ruas todos os bares e restaurantes estavam preparados com tvs ou telões. Sendo o nosso apartamento a uma quadra do centrão de pedestre da cidade, a gente escutava a galera comemorando cada gol. Lógico que no primeiro jogo do Brasil o gol mais comemorado foi da Croácia. Afinal, Croácia e Macedônia já foram parte do mesmo país, a Iugoslávia.

Bandeiras do Brasil para tudo que é canto. 

Berat, Albânia: a cidade das mil janelas

Berat quer dizer "cidade branca" (como Belgrado!) e também é conhecida como "a cidade das mil janelas". Quer saber a razão? Olha a foto aí embaixo:


Como tínhamos que cruzar a Albânia para ir direto de Ohrid, na Macedônia, para Montenegro, fomos investigar o que o país tinha de bacana. Logo apareceu Berat, que é patrimônio mundial. Achamos que valia a parada (e valeu!).


quarta-feira, 25 de junho de 2014

Os perrengues dos Bálcãs

A gente está gostando do nosso passeio pelos Bálcãs, disso não há dúvida. Mas devo confessar que já fizemos viagens menos complicadas. Temos enfrentado:

1) falta de luz, em Ohrid, na Macedônia, em Tirana, na Albânia e em Ulcinj, em Montenegro. Em Ohrid, choveu, estávamos fora do prédio e a maneira de entrar era passar um token na frente do painel eletrônico. Muito moderno, mas incapacitante em casos de falta de energia. Depois de um tempo aguardando na porta, o síndico apareceu e abriu pra gente. Aí subimos os seis andares do prédio até nosso apartamento a pé, felizes por não estarmos em um andar ainda mais alto. Ficamos sem tevê e internet por um bom tempo, mas o importante é que estávamos abrigados da chuva.

Em Tirana foi pior: a luz acabou no meio do jogo do Brasil, só no nosso apartamento. Ligamos para o dono do apê, que nos avisou que estava fora da cidade e, portanto, não podia vir nos socorrer. Mas nos deu instruções, em uma ligação telefônica muito ruim, a respeito das chaves de luz do prédio. Depois de duas visitas ao andar térreo, no elevador mais lento do mundo (que demorava loucamente pra chegar ao nono andar também), descobrimos umas janelinhas nos painéis de força e ligamos todas as chaves caídas, inclusive de andares que não eram o nosso, já que a identificação das chaves era péssima. Gastamos uma boa meia hora nisso, mas conseguimos terminar de ver o jogo. Pelo menos não perdemos nenhum gol (era Brasil e México, terminou zero a zero).

Em Ulcinj choveu, a luz acabou. Mas voltou rapidinho.

2) falta de água em Ohrid. Se ficar sem luz é ruim, ficar sem água é dramático. Escovamos os dentes com água mineral de manhã e fomos passear. Quando voltamos, o dono do apartamento tinha deixado dois galões de cinco litros de água na porta e mandado uma mensagem explicando que o problema no fornecimento de água era na cidade inteira. Previsão de retorno: 5 da tarde. Até encher a caixa d'água do prédio, na verdade foi às 6.

Meu consolo é que pude cantar com a maior sinceridade aquela música do Legião Urbana: "ontem faltou água/anteontem faltou luz".

3) falta de informação sobre os transportes. A gente gosta de viajar com tudo planejado e de preferência reservado, mas nos Bálcãs não teve jeito: tivemos que chegar aos lugares para descobrir como dar o próximo passo. A falta de informação é tão grande que às vezes nem os donos dos apartamentos, que costumam ser uma fonte ótima, sabem como ir de uma cidade para outra. Ou seja, não é só uma questão de sites na língua local que o google translator não dá conta de traduzir; não tem o que a gente quer saber na internet mesmo. Temos nos virado com as orientações (bem incompletas) dos fóruns de discussão em sites de viagem. E perguntando, claro, porque quem tem boca vai a Roma.

4) transportes realmente desconfortáveis. Nós não somos frescos, mas temos cozinhado muito nas minivans sem ventilação dessas bandas. E andado espremidos (o Leo está acostumado, mas a Lud não). E sendo sacudidos (há estradas boas, e há estradas bem ruins). E encarado fumaça de cigarro na fuça. Quer saber? Os transportes no Vietnã e no Camboja são bem melhores.

Como ir de Ohrid, na Macedônia, para Berat, em Montenegro, sem passar por Tirana

Em Ohrid demos adeus à Macedônia, que ficará para sempre em nossos corações. País lindo, com muito potencial turístico, super barato e que esperamos que no futuro receba cada vez mais visitantes.

De lá, o plano original era seguir para Montenegro. Mas entre os dois tínhamos ou a Albânia ou o Kosovo. Aí eu pensei: "Nossa, nunca imaginei que iria à Albânia em minha vida. Mas já que estamos tão perto... vamos lá ver de qual é?".

A van novinha em folha que nos levou de Ohrid a Elbasan. Nas horas e dias futuros tivemos uma saudade enorme dela. 
Portanto, de Ohrid iríamos para a Albânia. Para onde exatamente? Tirana tem fama de ser pouco atraente (para não dizer feiosa) mas, afinal, é a capital. Nas pesquisas, muitos blogs e fóruns de discussão diziam que, se a pessoa tivesse que escolher um só destino na Albânia, que escolhesse Berat. Fechamos então em Tirana e Berat.

terça-feira, 24 de junho de 2014

Custos e impressões finais da Sérvia e da Macedônia

Não ficamos tanto tempo nos dois países - só seis noites em cada um. Fomos embora com vontade de ficar mais.

A Sérvia nos passou a impressão de ser bem mais rica do que a gente imaginava. Olhando os números do país a gente vê que nem é assim. Já Bulgária e Romênia (com algumas exceções na Romênia, como Brasov) não tinham o tradicional ar europeu. Não que seja ruim: é legal variar e conhecer lugares diferentes.

Só que a Sérvia tem aquela cara de país organizado: calçadas largas e lisinhas, ruas muito limpas, parques e jardins floridos.

Também achamos muito interessante o fato de os sérvios usarem o alfabeto cirílico E o  latino. Pela rua, tem placas e letreiros dos dois. Nosso anfitrião em Belgrado nos contou de um jornal diário que um dia é impresso em cirílico, no outro em latino.

Belgrado nos surpreendeu demais. 

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Com oir para Ohrid a partir de Skopje

É, transporte público por estes lados é complicado. Depois do trem atrasadíssimo e super lento de Belgrado para Nis, a gente resolveu ir de ônibus para Skopje.

Foi uma viagem ótima, ônibus até novo, espaçoso e pontual. Só atrasou na fronteira mas aí não é culpa do ônibus, né? Depois desta viagem ótima, chegando na estação de ônibus de Skopje, não pensamos duas vezes. Vamos comprar a passagem para Ohrid de ônibus.

Lago Ohrid, outro lugar maravilhoso na Macedônia. 

Ohrid

Se eu já tinha gostado de Skopje, Ohrid completou minha paixão pela Macedônia. Que lugar sensacional. Tanto a Macedônia como Ohrid, principalmente.

Ohrid tem coisa para agradar a todos os tipos de turistas: belas paisagens, muitos restaurantes e bares, acomodações para todos os gostos, igrejas e mais igrejas (existe quase uma para cada dia do ano, algumas muito lindas), cidade histórica com restos de uma muralha, fortaleza no alto do morro toda murada, restos de um teatro romano, ruas de pedestres para lá de agradáveis e o principal, o maravilhoso lago de águas super transparentes. Mas vou deixar as fotos falarem por nós.

Ah, quase ia esquecendo. Foi em Ohrid que conhecemos o gatinho mais fofo e carente do mundo!

Nosso companheiro de caminhada pela cidade antiga. 
Cedinho, na beira do lago. 



Passeio de barco pelo lago Ohrid

No nosso segundo dia na cidade de Ohrid vimos as propagandas no cais da cidade de passeios de barco pelo lago: 10 euros por pessoa para um passeio de 10:00 até 16:00. Achamos barato, como tudo por aqui, nos lembramos de como gostamos do que fizemos na Grécia e resolvemos embarcar no dia seguinte.

O passeio foi muito bom. O barco era confortável, e navegar no lago foi uma tranquilidade só. Não balançou nada. Saiu na hora precisa, razoavelmente cheio. No meio do caminho ele parou em outro cais e entrou mais gente. Aí ficou bem cheio, mas ainda tinha um bom espaço, principalmente na parte de baixo, na área coberta.

Quase 1 hora e 45 minutos depois de sair de Ohrid, chegamos ao destino final, o monastério de São Naum. Fica praticamente na fronteira com a Albânia. Além do monastério, bem antigo e legal, lotado de pavões, a região tem um rio que deságua no lago, com águas muito claras, uma prainha bem agradável, um complexo de barraquinhas e alguns restaurantes. Tudo muito bem arrumado e cuidado.

Primeiro visitamos o monastério. Na igrejinha, para variar, é proibido tirar fotos. Lá, na teoria, é possível escutar o coração do santo batendo ao encostar o ouvido na sua tumba. Para ser sincero, não escutamos nada. Dizem que dá para escutar sim, mas é o som de uma gota de água caindo em algum lugar dentro da igrejinha. Hoje só um religioso ainda mora no monastério, mas já foram várias dezenas.

Do lado de fora, no monastério, jardins muito bonitos e bem cuidados e um restaurante com uma vista para lá de linda. E nem muito caro. Outra coisa muito legal são os pavões. São muitos, e ficamos impressionados de ver como elas sobem no alto das árvores e até mesmo na torre da igreja.

Depois fomo para a beira do lago. Queríamos nadar, mas achamos muito fria a água. Botamos só os pés e pernas mesmo.

Depois resolvemos almoçar em um restaurante que tem um deque dentro do rio. Local lindo. A comida estava boa e muito em conta para um local tão turístico: 8 euros. Sim, para duas pessoas. Dois pratos mais uma porção de batata frita com queijo e um refrigerante.

Pós almoço curtimos mais a beira do lago, fizemos um passeio na beira do rio e resolvemos depois relaxar no jardim do monastério, na sombra, lendo livros.

O barco voltou às 15:30, chegando um pouco antes das 17:00 na cidade.

Gostamos bem do passeio. O lago é muito lindo e fotogênico, todo cercado de montanhas. Foi legal chegar pertinho da margem da Albânia. A região do monastério é bem legal, a infraestrutura do local bem bacana e o barco muito bom e confortável.

Na volta, vimos que o barco tem um barzinho que vende bebidas alcoólicas e não alcoólicas. Não vimos o preço. Também percebemos que o barco tem também um sistema de som que vinha contando sobre os locais à margem do lago, como a casa de campo da presidência do país. Alguma dúvida que o lago Ohrid é o lugar para ir passear na Macedônia?





Apartamento BBB em Ohrid

Ohrid é o paraíso na Macedônia, tanto em beleza como em lugar pra ficar. Como tem oferta! Para completar, estivemos lá fora da alta temporada, o que nos ajudou conseguirmos um apê para lá de bom, super bem localizado e por um preço incrível: 21 euros por noite! Sim, para o casal! Por isso ganhou a etiqueta BBB: bom, bonito e barato.

E a gente tinha uma bela vista. 

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Como ir para Skopje a partir de Nis na Sérvia

Depois do lentíssimo trem de Belgrado para Nis, não pensamos duas vezes: para Skopje, na Macedônia, iremos de ônibus. Ainda mais que o trem era exatamente o mesmo: depois de chegar em Nis, ele continua até Skopje (e chega sabe-se lá que horas da noite).

A viagem de ônibus foi muito boa. Como ele saiu com apenas 60% de passageiros, deu para cada um de nós ocupar dois lugares. Com isso o conforto mais que duplicou.

O ônibus demoraria quatro horas no total para fazer o pouco mais de 200 km, mas demorou cinco. É que na fronteira entre Sérvia e Macedônia foi super demorado: uma hora parado para procedimentos alfandegários.

Estação de ônibus de verdade. 




Voltando a viagem, foi super tranquila e com belas paisagens. O sudeste da Sérvia é bem bonito. Vales com campos verdes entre montanhas altas.


Skopje, o destino onde comemoramos 10 anos de casamento!

Comemoramos os 9 anos de casados na França, na linda cidade de Colmar. Isso depois de ter morado um mês em Paris. Aí ficou a dúvida. Se comemoramos 9 anos na França, qual destino seria ainda melhor? Não tive dúvida, planejei nossa viagem para comemorarmos 10 anos em Skopje, a capital da Macedônia! Super romântico de minha parte, não é? Confessem, marido melhor impossível.

Museu de Arqueologia
Brincadeiras à parte, acabou coincidindo da nossa data de comemoração cair quando estávamos em Skopje. E olha, foi muito melhor que a encomenda.


A montanha Vodno, a maior cruz do mundo e uma ótima vista de Skopje

Skopje fica entre duas montanhas. Uma delas é o bem alto Monte Vodno, com mil metros de altura. A cidade de Skopje, na sua base, fica a 240 metros. Ou seja, no alto do monte se tem uma maravilhosa vista de toda a região. Dá para ver muito longe.

O ônibus que chega ao Monte Vodno.

Como ir ao lago Matka, pertinho de Skopje

O lago (e cânion) Matka está no topo da lista dos passeios a fazer em Skopje. O rio corre entre duas montanhas cheias de verde. Perto da represa, há um belo restaurante e o ponto inicial de várias trilhas, que levam a cavernas e monastérios.

Não é difícil chegar. Há muitos sites desatualizados que dizem que basta pegar o ônibus 60; na verdade, você tem de pegar o 5, no centro de Skopje, e trocar 14 pontos depois pelo 60, que chega ao lago. O chato é que o 60 tem poucos horários e é meio atrasadinho. Como a gente tem muito tempo, para nós foi tranquilo. O legal é que a gente tinha lido os tais sites desatualizados que mandavam pegar o ônibus 60; quando a Lud entrou em uma padaria na frente do ponto para confirmar que ele passava ali, uma moça escutou, explicou que tínhamos que pegar o 5 e, como ela também entrou nele, até nos indicou o lugar onde devíamos saltar.

A região é muito bonita. Quando rasa, a água é tão transparente que dá para enxergar perfeitamente o fundo do rio. Quando vira do lago, ela reflete as montanhas e fica verdinha.

A trilha que fizemos foi a de iniciantes e acompanhava o rio o tempo todo. Ela não é difícil, está quase toda calçada e tem guarda-corpo em toda a extensão. Deu para tirar uma fotos lindas.

Dizem que fica lotado nos fins-de semana. Por isso, fomos em um dia de semana e estava bem vazio e sossegado.

O ponto onde se troca o 5 pelo 60 fica do outro lado da rua.
Na placa está escrito "Servis" em cirílico. É uma oficina mecânica. 

Apartamento em Skopje

Senhor apartamento em Skopje. Localizado bem no centrinho, do lado da embaixada da Itália. Muito perto mesmo da praça Macedônia, o centro da cidade (acho que deviam ser uns 150 m). Tudo por perto, das atrações turísticas a supermercados e transportes.

Nosso prédio. 
Preço para lá de convidativo: 38 euros a noite para o casal. E isso para um apartamento muito bonito e confortável, com elevador e ar condicionado, o que anda fazendo a diferença nos dias de extremo calor por aqui. E olha que o verão está longe ainda. E a seleção inglesa reclamando de jogar no calor de 30 graus em Manaus... Vem para os 35 da Macedônia!


segunda-feira, 16 de junho de 2014

Indo para Nis a partir de Belgrado de trem. Não, não faça isso.

Passagem só de ida para duas pessoas. Baratinho...
Depois de fazer o bate e volta para Novi Sad de trem a gente resolveu ir para Nis de Belgrado também usando a estrada de ferro, contra todos os conselhos tanto do dono do apê de Belgrado quanto o de Nis. Eles disseram que o trem era muito antigo e lento.

Ora, a gente foi para Nis e apesar de o trem ser antigo, foi super agradável e confortável. Lento? Sim, demorou quase duas horas para fazer os quase 100 km entre as duas cidades. Mas cumpriu os horários e foi barato. Por isso pensamos: "Estamos na estação de trem, gostamos da viagem à Novi Sad, foi pontual e confortável, é baratinho, embora comprar a passagem para Nis". A tabela de horários dizia: saída de Belgrado 7:50, chegada a Nis 11:50.


Nis

O que viemos fazer em Nis? Confesso que mesmo depois de passar uns dias por lá ainda não sei. Sem dúvida o destino mais bobo do sabático até agora: tirou o trono de Glasgow e Berlim. Ah, adoro sacanear Berlim. Afinal, ela me sacaneou tanto...

A ideia original era parar no meio do caminho entre Belgrado e Skopje. Como Nis, uma das grandes cidades sérvias, era praticamente no meio da rota e passagem obrigatória de ônibus e trens, resolvemos dar uma parada lá.

Acho que a gente veio a Nis comer.

No fim valeu a pena porque, como temos tempo, essas quebras ajudam a não cansar. A cidade não tinha muitos atrativos, ainda mais depois de Belgrado e Novi Sad. Confesso que fica difícil para qualquer uma se destacar depois de dois destinos tão bons.


Nosso apartamento em Nis

Arrumamos um apartamento super bem localizado, com um dono para lá de legal, o Milan, que nos buscou na estação de trem, rodou de carro pelo centro explicando a cidade e no final nos e levou à estação de ônibus (e nos ajudou a entrar, porque tem roleta e você tem de escanear a faixa de barras da passagem).

O apê foi muito barato, muito arrumado e muito pequeno também. Foram 28 euros por noite, 14 por pessoa, preço para lá de convidativo.

domingo, 15 de junho de 2014

Zaandam, o NOSSO paraíso de compras na Holanda

Antes que alguém venha falar que não tem como Zaandam ser um paraíso de compras, quero deixar bem claro que foi o Nosso paraíso. É que no primeiro dia em Amsterdam, que na verdade foi o primeiro meio dia, com um jetlag para lá de horrível, a gente consegui dar uma ótima volta pela nosso bairro.

E nessa volta aproveitamos para fazer uma grande compra de supermercado. Mas algumas coisas ficaram para trás porque não achamos. Outras porque a gente não sabia que iria precisar, como uns tupperwares que o apartamento não tinha.

Fora isso, já faz um tempão que estou atrás de um filtro polarizador para nossa câmera. Lógico que achei em vários lugares. Mas o pão duro aqui queria pagar pouco.

Outra coisa que a gente ambicionava eram umas roupas básicas para repor as que já estavam super gastas. Uma calça jeans para a Lud, umas camisas para mim e meias para nos dois.

No segundo dia em Amsterdam, um dia estranhíssimo em termos de tempo, fazia sol, fazia frio, chovia, parava, chovia mais e por aí ia. Para completar a maioria dos museus estavam fechados ou com filas para lá de gigantes como o museu da Anne Frank.

A gente rodou bem pela cidade. Foi ótimo. Até reencenamos fotos que tiramos em 2006 quando fizemos nossa primeira viagem por conta própria, que por sinal tinha sido para a Holanda.

Quando a chuva deu uma nova apertada, resolvemos pegar na estação central de Amsterdam o trem para Zaandam. Rápido e barato. 13 minutos e 2,50 euros por pessoa. E o motivo mesmo da gente ir lá era porque só lá tem loja da Primark por aqui. Além disso, a cidade tem umas casas super interessantes e um hotel que levou o esquema dos prédios ao extremo.

E quando chegamos na cidade, fomos super recompensados. Para começar, adoramos as casas e o hotel. Muito legal. Pena que o tempo não estava ajudando. E isso fica tudo de frente para a estação de trem. Inclusive a Primark. E de cara já achamos nela tudo que a gente queria. 3 camisas para mim, 1 calça para Lud e 7 pares de meia para a Lud e 5 para mim. Custo? 25 euros por tudo isso. Sim, é isso mesmo. A Primark é absurda de barata.

E o que a gente acha em frente da Primark? Uma loja da Saturn. E o que a gente acha lá? O último filtro polarizado do tamanho da nossa câmera. Por metade do preço que vimos por tudo que é canto.

E continuando na rua? Uma lojinha de tudo por 1 euro. Saímos de lá com a posse de 3 tupperwares. E no supermercado em frente? 2 caixas do nosso cereal matinal que não achávamos em nenhum lugar. Resumo da ópera, voltamos para casa carregados e felicíssimos.

Custo de vida Atenas: supermercado

Depois da Turquia, onde praticamente não fizemos compras de supermercado, aqui em Atenas a ida em um Carrefour do lado de casa foi uma das atrações do primeiro dia.

Difícil entender muita coisa. Sabe os rótulos? Eram grego pra nós (piada infame)! Lógico que embalagens e fotos ajudam. Mas e a diaba da manteiga com sal? Como escreve isso em grego?

Vamos as compras. Gastamos 38,34 euros em:

4 maçãs bem grandes: 1 euro
1 cerveja grega de 500 ml
2 litros de suco de pêssego
3 iogurtes, gregos logicamente
1 vidro de mel
1 pacote de purê de batata instantâneo
500 g de salmão empanado
1 pizza de 400 g congelada
1 lata de atum
1 pão de forma
1 pacote de torradas
300 g de queijo gouda
200 g de presunto
1 caixinha de cream cheese
60 g de chocolate ao leite Lacta: 88 centavos

Não deu para saber o preço de cada uma das coisas, porque o papel de impressão e a tinta são dos mais vagabundos que já vi na vida. Daqueles de 1980. Fora isso, as coisas também estavam em grego. Só o chocolate rolou de achar o preço. É que chocolate em grego é sokoláta!

Custo de viajar na Polônia

Pizza Hut Lisboa - 16,35
Pizza Hut Malásia 8,58
Pizza Hut Uk - 17,50
Polonia - 10 euros dando muita gorjeta

Segundo dia em Vilnius

Mas um dia de tempo bem fresco e nublado. Como vamos ficar 4 dias inteiros por aqui e a previsão para os próximos dois é de muito sol, nosso objetivo do dia era continuar nosso descanso, acertar contas de banco, terminar de acertar uns roteiros e comprar nossa passagem de ônibus para Riga.

Saímos por volta de uma da tarde para ir só na estação comprar a passagem. Mas a caminhada estava tão agradável, a cidade tão convidativa, mesmo com o tempo ruim, que quando vimos passamos quase 4 horas explorando suas ruas.

Vimos várias das inúmeras igrejas da cidade, entre elas a Catedral de Vilnius, a muito bonita por foraCatedral de Santa Ana, uma igreja ortodoxa que para variar são super legais por dentro, muitos prédios com arquitetura barroca, caminhamos pela principal rua de pedestre da cidade com inúmeras lojas legais e restaurantes convidativos, vimos o Dawn Gate, único portão do antigo muro da cidade medieval, um local hiper sagrado para o povo da cidade, que inclusive estava em massa nele acompanhando uma missa.

Também achamos uma nova calça jeans para mim, presente de aniversário da Isa, comprado na Mark's Spencer. Que aqui na Lituânia é super barata e com roupas muito em conta.

Também é em conta o restaurante rodízio brasileiro que teremos que ir no próximo dia por aqui. Sério, rodízio por 10 euros? Vou matar e muito a saudade de carne.

E o melhor sorvete da cidade segundo os guias especializados em Vilnius? 2 euros por 2 deliciosas bolas de sorvete mais uma enorme casca de sorvete deliciosa com chocolate dentro no seu final.

Lógico que o objetivo principal que era ir na estação de ônibus comprar as passagens foi alcançado.

De noite ainda demos mais uma volta para ver se as ruas e principais pontos da cidade são legais e iluminados. Não, não são. Uma pena. 

Vilnius e seus excelente preços

Acho que a Lituânia está sendo o país mais barato deste trecho da viagem. Talvez só perca para a Polônia.

E para minha sorte, minha calça jeans rasgou aqui, onde comprar outra foi fácil e barato. Mesmo na Marks & Spencer, loja cara, deu para comprar uma. E olha que tinha calça de 17 euros por lá. Acabei comprando uma nova por 25 euros. 

Também aproveitei os preços bem em conta para comprar um super casaco de inverno, já que eu não tinha um como a Lud. Preço, 90 euros. Bem mais em conta que o dela que foi comprado na promoção em Frankfurt. Mas o dela é ainda mais quente que o meu. Talvez aí o motivo da diferença.

Mas supermercado e comida de rua também são bem em conta por aqui. Inclusive, vimos que uma promoção grande do Mc Donalds por aqui custa 4 euros.



E falando de comida, fomos num rodízio brasileiro, onde matei a saudade de carne, arroz e feijão, e saiu por 34 litas, ou 9,8 euros. Sorvetes, na melhor sorveteria da cidade, custam 1 euro a bola. Isso na casquinha com recheio de chocolate no fim. Se for no copo é ainda mais barato. 

Já os tradicionais imas de geladeira que compro para meu irmão, que chegam a custar 7 euros na Noruega (o máximo que vimos até agora) custam a partir de 1 euro por aqui. Só não são mais baratos que os imas de 0,75 euros de Poznan na Polônia. 

Mas talvez o maior achado da cidade seja a loja Humanas. Eles vendem roupas de segunda mão por preços incríveis. E só vendem produtos muito bem cuidados, totalmente limpos e desinfetados (propaganda deles) e muitas vezes você até acha coisas novas com a etiqueta original. E tudo produto de marca boa.

A Lud aproveitou uma manhã aqui para ir lá garimpar roupas. E saiu de lá com duas novas calças jeans para ela, uma para mim e ainda três blusas para ela. Total da conta: 38 euros. E o melhor, o dinheiro das vendas ajuda instituições de caridade. Assim é que é bom fazer compras.

Se Vilnius não é lá muito turística, pelo menos está sendo um ótimo destino para descansarmos no final deste roteiro, com um excelente e barato apartamento, comidas e bebidas gostosas a bons preços e possibilidade de fazer compras sem sair do orçamento.

Os preços estratoféricos de Oslo

Incrível como a Noruega consegue ser absurdamente cara. Sério, não sei como as pessoas vivem por aqui. Nem a supermercado direito a gente está indo. É que, já imaginando os preços, trouxemos de Helsinki uns almoços (massas Maggi delícia) e sanduíches (de pão de forma, queijo e presunto) que sobraram. Com isso, nossa necessidade de compras em Oslo foram reduzidas.

Nossas compras: 

As torradas suecas pelas quais pagamos 1,65 euros em Helsinki custaram aqui 2,5 euros. 
Em Estocolmo, que já achamos bem cara, pagamos 3,3 euros por 400g de queijo gouda fatiado. Aqui em Oslo, por 300g foram 4 euros. 
10 ovos em Helsinki custaram 1,85 euros. Em Oslo, 3 euros, por 6 ovos! Sério, 50 centavos de euro por ovo. Sim, ovo de galinha, normal. Nem eram ovos de ouro, ou de chocolate. 
70g de rúcula também em Helsinki custou 1,39 euros. Em Oslo, 2,30 euros por 65g. 

Um pacote com 8 pães pequenos de cachorro quente, e bem vagabundinhos, custou 2 euros.
As salsichas também custaram 2 euros e a gente considerou a barganha da viagem. Ainda mais por 10 salsichas. Mas elas foram bem diferente do que a gente andava comendo por aqui - a qualidade não era lá essa coisa. 

Os iogurtes também foram "baratos", uma vez que estavam na promoção, saindo pela metade do preço: 4 potes de 150 g  por 1,60 euros. Na compra seguinte, apelamos para pote um de 500 ml em embalagem conômica por 2,20 euros.

Presunto (100 g de um presunto estilo Brasil e não estilo Europa): saiu por 3,30 euros.
250g de manteiga: custaram 3,20 euros
Um pacote de pão de forma dev750 g : 4,10 euros

E a gente não comprou em supermercado chique e caro não. Pelo contrário. Diria até que andamos bem e comparamos preços de 4 lugares diferentes. 

sábado, 14 de junho de 2014

Como chegar em Belgrado vindo de Timissoara na Romênia

Originalmente a gente tinha pensado em ir de Timisoara para Belgrado de trem também, mas o medo de atrasos e a falta de informação confiável, além da necessidade de trocar de trem na fronteira e não ter dinheiro sérvio para comprar a passagem, nos fez ir de van. 

O dono do apê em Belgrado nos recomendou uma empresa que faz todos os dias o percurso Timisoara-Belgrado, porta a porta. Por 20 euros por pessoa te pegam onde quiser em Timisoara e deixam onde quiser em Belgrado. O trem, pelo que conseguimos descobrir, custaria 11 euros por pessoa. Bem mais barato.  (A empresa é a Geatours - http://www.geatours.rs/eng/temisvar.htm)

Mas a van valeu a pena. A viagem foi muito boa. Cabiam 8 pessoas além do motorista, e éramos só 4. E a van era bem espaçosa: minhas pernas couberam com folga. 

Nossa van. Muito boa e confortável. Bastante espaço para
pernas. Só tinha lugar para 7 passageiros. 

Belgrado

Grata surpresa. Não tínhamos ideia do que esperar de Belgrado, mas uma coisa é certa: não imaginávamos que seriam tão legal. Adoramos a capital da Sérvia. Achamos muito bonita e agradável. Disparado a melhor capital dos países que visitamos pelos Bálcãs até agora.

Esse papo de que Bucareste é a Paris do leste é furada total. Para começar, o título é de Budapeste e ninguém tira. Mas se alguém pode ameaçar Budapeste é Belgrado.

Nosso apartamento em Belgrado: o melhor anfitrião do mundo

Nosso apartamento em Belgrado foi bom. Quarto ótimo, cama e travesseiros bem gostosos. Mesmo rolando uma obra no pátio interno da casa, um jardim que os donos estão reformando, não tivemos o menor problema de barulho e dormimos como anjos nossas 4 noites.

Ótimo comida caseira e um brinde com raki. 
A sala era ótima, com um sofá cama delicioso, que dava preguiça de sair de casa, uma mesa enorme de escritório com cadeiras acolchoadas, uma tevê grande com vários canais em muitas línguas (ótimo para assistirmos Roland Garros), um antigo e maravilhoso sistema de som, internet boa e rápida.


sexta-feira, 13 de junho de 2014

Novi Sad

O trocadilho é bem óbvio, mas não resisto: essa cidade sérvia devia mudar o nome para Novi Happy. O lugar é gostoso e agradável, o centro histórico é colorido e bonito. É uma cidade feliz!

Fizemos um bate e volta a partir de Belgrado até lá. Apesar de todo mundo recomendar ônibus por essas bandas e reclamarem dos trens, dizendo que são lentos e antigos, a gente é partidário dos transportes ferroviários e resolveu pegar o trem. Foi super tranquilo. E o preço então, uma maravilha: 4,10 euros por pessoa. A ida e a volta!

Sério, como pode ter tristeza no nome de uma cidade
destas?
Foram aproximadamente uma hora e quarenta e cinco minutos de viagem. Ok, para menos de 100 km é muito. Mas eu prefiro trem a ônibus: tem muito mais espaço para as pernas, dá para levantar, andar e ainda não chacoalha tanto. Ou seja, rola de ler sem enjoar.


quinta-feira, 12 de junho de 2014

Sacando dinheiro na Sérvia

Post rápido só para a gente não esquecer e ficar documentado. Foi super fácil sacar dinheiro na Sérvia.

No primeiro caixa rápido que vimos - e tem caixa para tudo que é lado -, colocamos o cartão, digitamos a senha de 6 dígitos e pronto, dinheirinho na mão. Por enquanto, só na Bulgária, dentre todos os nossos destinos até hoje,  a senha funcionou com apenas 4 dígitos.

Segundo o senhor que alugou o apartamento para a gente, é possível pagar coisas com euro, mas não é vantajoso. Não tentamos, então não podemos confirmar.

Dinares sérvios

Nossa cotação de saque acabou sendo 1 euro = 114 dinares sérvios. Aqui na Sérvia, tanto quanto na Bulgária e na Romênia, estamos vendo que vale mais a pena vir com euro no bolso e trocar em qualquer casa de câmbio pela rua. São muitas, e o valor da cotação nelas é bem bom. Aqui em Belgrado ficam por volta de 115 dinares sérvios por euro. Só evite as grudadas nas estações, porque nessas o câmbio é normalmente ruim.

quarta-feira, 11 de junho de 2014

Romênia: resumo de nossa viagem, custos e impressões finais

A Romênia era um dos destinos menos comuns na Europa que me cativava muito. A vontade de conhecer era grande. E valeu a pena? Sim. Alcançou as expectativas? Sim e não.

Nem dúvida de onde vem esse chocolate, né?
É que Bucareste deixou um pouco a desejar. Já o interior da Romênia foi bem como eu imaginava: bem bonito, mais arrumado e mais bem cuidado que a capital.

terça-feira, 10 de junho de 2014

De Sibiu para Timisoara e o adeus à Romênia

Os planos eram terminar nosso passeio pela Romênia em Sibiu e ir para a Sérvia. Só, que apesar das distâncias não serem das maiores, os transportes são bem lentos. Por isso, fomos de Sibiu para Timisoara de trem, passamos a noite em um pequeno - mas melhor do que esperávamos - hotel na frente da estação e, na manhã seguinte, seguimos viagem para Belgrado.

Timisoara. Pelo menos não estava chovendo. 

Onde já Sibiu chover tanto

O trocadilho com o nome da cidade Sibiu é infame, mas merecido: como choveu. No primeiro dia não parou um minuto. No segundo e último dia parou um pouco, mas ficou aquele nublado que vira e mexe vira garoa.

Chuva deu trégua, correr para passear. 
Sibiu é uma cidade grande. Foi durante muito tempo a capital da Transilvânia. Era lá que ficava o governador a mando do rei húngaro, que tinha o título de príncipe da região

Hotel em Sibiu

Demos muita sorte com nossa estadia em Sibiu. Durante o planejamento dessa parte da viagem, a gente resolveu se dar um upgrade e em pelo menos uma cidade ficar em um hotel melhorzinho (quando a gente reservou, achou que o de Sighisoara seria razoável, afinal custou 38 euros por noite). Sibiu foi a escolha. E não poderíamos ter escolhido melhor.

Vista da nossa mesa de café da manhã
É que em Sibiu choveu, choveu muito. Com isso ficamos bastante tempo presos dentro do hotel. Mas como o quarto era grande e confortável, e havia um ótimo café da manhã incluído na diária, nem ficamos tristes demais.

domingo, 8 de junho de 2014

Sighisoara

De Brasov fomos de trem, tranquilo e semipontual para a pequena cidade de Sighisoara.

Bem pequena mesmo. Se Brasov já não é das maiores, cerca de 300 mil habitantes, Sighisoara tem muito menos. É um décimo do tamanho e da população. A cidade antiga fica no alto de um morro. A cidade nova cresceu na parte de baixo no seu entorno.

Rua que liga a cidade baixa à alta. No caminho, a torre da cidade. 
O morro, as ruas de pedrinha para subir o morro, a chuva fina que caía e os ótimos preços dos táxis aqui na Romênia não nos deixaram dúvida: fomos de táxi para o hotel. Custou 7 lei, nem 2 euros. Um dos mais bem gastos da viagem.


Nosso hotel em Sighisoara: um dos melhores do sabático

Olha, para lá de surpreendente. O Pensiune Bastion é um hotel pensão barato (35 euros a noite) e super bem localizado.

Exterior simples mas bem cuidado. 
Que era bem localizado a gente já sabia. Era só olhar no mapa. E parecia bom também: todas as resenhas na internet, com raras exceções, falavam bem. Só  algumas pessoas reclamavam do café da manhã que, como não estava incluso na nossa diária, e era bem caro (25 lei, 6 euros) em relação ao preço da noite, nem pensamos duas vezes. Dispensamos.

Conhecendo Medias na Romênia

A gente tinha nem ideia que essa cidade existia. Mas, como precisamos trocar de trem a caminho entre Sighisoara e Sibiu lá, e perdemos a conexão por causa do atraso do primeiro trem, tivemos que passar 3 horas e meia em Medias. Detalhe: a gente tinha uma hora entre um trem e outro, e Medias fica a apenas 30 kms de Sighisoara. Atrasou bem, né? Pena que ainda não aprendi a reduzir o tamanho do arquivo dos filmes que a gente faz com a câmera. Se tivesse, colocava aqui um para mostrar a (falta de) velocidade do trem.

Se os trens atrasam, em compensação os romenos são invariavelmente simpáticos. Quando chegamos à modesta estação e fomos ao guichê perguntar do trem para Sibiu, que já tinha saído, a atendente ficou indignada. Em um inglês precário, ela nos explicou que como o trem para Sibiu saia dali, se o pessoal de Bucareste tivesse avisado que tinha gente para fazer conexão (imagino que via sistema, quando venderam a passagem), eles segurariam o trem para nos esperar. Ela chegou  a ligar em Bucareste e dar bronca.

E não terminou aí: como não tinha guarda bagagem na estação, ela e a colega deixaram a gente colocar nossas malas na sala delas. E fomos passear pela cidade.

Que achamos arrumadinha. Tinha um centro histórico e uma praça bem bonita, cheia de flores.

Almoçamos em uma lanchonete ao lado da estação. Batatas fritas com queijo cascaval (um queijo romeno super gostoso) e um hambúrguer de frango. Nada demais porém bem barato.

Ah, e lógico que o trem não saiu no horário. Atrasou quase meia hora. Se o da manhã tivesse atrasado assim, a gente não teria perdido. Lado positivo, além de conhecer outra cidade romeno que não estava no roteiro? O custo da viagem. Apenas 4,30 euros por pessoa.

Adivinhem o que tem na cidade? Sim, mesmo cidades minúsculas tem sua grande igreja ortodoxa. 

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Como ir para Brasov de trem a partir de Bucareste

Outra coisa que me surpreendeu positivamente na Romênia: as viagens de trem. Toda pesquisa prévia que fiz pela internet falava que os trens são horríveis, velhos, caindo aos pedaços, desconfortáveis, lentos, e por aí vai. A única coisa positiva que li era gente falando que eram um pouco melhor que na Bulgária. E se na Bulgária já não achei tão ruim...

Não é nenhuma super estação. Mas é arrumada, dá de mil na de Sófia, tem até McDonalds
 e o melhor, as padarias com os deliciosos e baratos pãezinhos romenos. 

Brasov: linda!

Dizem os romenos que vir à Romênia e não visitar Brasov é como ir a Roma e não ver o papa (se bem que a gente nunca viu o moço. Alguém já?). E olha, devemos concordar. A cidade é linda!

Essas cadeiras são para o cinema na praça. 
Passamos 3 dias e meio por lá. Deu tempo e sobrou para curtir a cidade. Sem contar que ainda fizemos passeios para Bran e Sinaia usando Brasov como base.

O centro histórico é muito fotogênico e agradável. A cidade é muito fofa, muito bem cuidada e muito bem localizada. E fica entre duas montanhas, uma delas a bem alta Tampa, o que embeleza ainda mais o local.


Sergiana, o paraíso da carne de porco em Brasov

Só de lembrar a gente fica com água na boca. Que refeição maravilhosa fizemos neste restaurante de Brasov... Sem dúvida o melhor restaurante do ano. Ok, a gente anda comendo muito pouco fora de casa, mas, mesmo se comesse muito, o Sergiana estaria no topo da lista.

Grande, confortável e lotado 
Chegamos em Brasov vindos de Bucareste bem na hora do almoço, por volta de 13:00. Até localizar o apartamento, pegar as chaves, conseguir fazer a internet funcionar e sair de casa, chegamos ao restaurante Sergiana às três da tarde.

Ele fica bem na entrada da cidade antiga, no porão de um prédio (a entrada fica na rua). Mesmo depois das 15 horas, tinha fila de espera (era um sábado), e olha que o restaurante é muito grande, além de bonito e confortável. 

Vai um torresmo aí? Cortesia da casa. 



Não esperamos nem 15 minutos. Fomos levados para uma mesa na área de não fumantes e lá recebemos um cardápio gigante. O que tinha de opção de comida era impressionante, e muitas opções de carne de porco (que foi o que fomos comer). 

Nosso apartamento em Brasov

De novo demos um pouco de azar. Talvez tenha tomado o título do apê de Bucareste como o menos bom do ano. Vamos aos pontos positivos:

Muito bem localizado: não tinha como ser melhor. Do lado da praça principal, fácil de chegar de ônibus ou de táxi e tudo pertinho. Entrada e saída bem tranquila. Nada de estresse para pegar ou devolver a chave.

Muito espaço. Silencioso de noite. Banheiro bom. Muita água para lá de quente.

Já os não tão bons:

A cozinha, dava para cozinhar mas também podia ser melhor. Faltaram equipamentos, como um pano de prato e alguns utensílios.

O chuveiro não tem onde colocar a mangueira da água. Ou seja, tem que ficar segurando com uma mão. Acho isso tão milênio passado. Custa colocar um gancho? Tão simples e barato e melhora a qualidade dos banhos em 1000%. É uma coisa que às vezes não entendo na Europa.

E o pior: nada de internet. Na propaganda dizia que tinha. Mas, ao chegarmos lá, deu para ver que eles usam a internet dos vizinhos. Como os vizinhos mudaram a senha... Eles até arrumaram um pen drive para a gente com acesso à internet. Mas é chato. Não é tão rápido, tem limite de banda e só serve para o laptop, não para o tablet.

De novo, pelo preço que pagamos, estava bom até demais. Mesmo se colocarmos na conta o chip de celular que compramos para o tablet acessar a internet na conta da hospedagem, foram 139 euros para 2 pessoas por 4 noites. Nada mal, né?

Vista do nosso quarto. Para variar, choveu. É primavera, né? Não dá para escapar das chuvas.

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Castelo Peles em Sinaia

Depois da decepção do castelo de Bran, fizemos as pazes com os castelos visitando este em Sinaia.

O castelo de Peles é bonito e com força. Não é bem um castelo, mas uma super mansão/palácio de verão do primeiro rei da Romênia, o Carol I. E como é bem novo, mal passou dos 100 anos de idade, está muito novo e bonito. 

Foi o primeiro palácio europeu a ter aquecimento (as lareiras são ornamentais), luz elétrica e até aspirador de pó! 

Mas tudo isso não tira a beleza do local. Pena que, para variar, o céu fechou e não só choveu como caiu até granizo enquanto subíamos o morro para chegar lá. Tivemos que nos abrigar sob o teto de uma garagem esperar o tempo melhorar antes de continuar o caminho. 

São várias opções de visitas. Fizemos a mais simples e barata, e achamos que valeu demais. Em vez de fazer a visita guiada, a gente fez por conta própria. Ganhamos um folheto explicativo e podemos explorar o local no nosso ritmo. O ruim da visita guiada é que você fica grudado com um grupo grande, o que atrapalha a curtir o local, explorar os detalhes e principalmente tirar fotos. 

Mais uma atração em que é necessário pagar à parte para fotografar. É mais caro que a entrada: 20 lei para visitar, 32 para fotografar. Mas pagamos felizes. Tiramos centenas de fotos, mesmo o local não sendo muito bem iluminado.

Do lado dele tem outro castelo/mansão usada por um dos netos do rei que construiu o Peles, chamado Pelinsor. Estava fechado, então só vimos por fora. Dizem que não é nem de perto como o de Peles em termos de beleza, então acho que não perdemos nada. 

A cidade onde fica Pele, Sinaia, é bem fofa. Vimos muitas construções bem legais. Fora que o local tem uma paisagem deslumbrante. Pena, de novo, que o dia não ajudou as fotos externas. 

Nota Lud&Leo para a atração: 8 em 10. 

Fomos e voltamos de trem a partir de Brasov. Fácil e barato: uma hora de viagem, 35 lei a ida e apenas 14 a volta. É que na volta achamos um trem que não precisava marcar assento. E era bem parecido com o da ida.



quarta-feira, 4 de junho de 2014

Bran, o castelo do Drácula

Vamos começar a dar nota Lud&Leo para as atrações que a gente anda visitando. Este castelo, o primeiro do nosso sistema, começou mal. Ganha 4 em 10. Isso com boa vontade.

Sem dúvida a melhor foto que tiramos dele. 
Não achamos nada demais. Primeiro: não tem nada a ver com o Drácula ou mesmo com o Vlad, personagem real que inspirou um pouco a história. Existe a possibilidade que ele tenha passado uma noite aqui, e só. Segundo: o castelo não tem nada de ameaçador. Terceiro: também não achamos nada bonito por fora. Para terminar, por dentro é besta que dói. Além de lotado.


Como ir de ônibus de Brasov para Bran

Muito fácil, rápido e até confortável. Aqui foi ônibus de verdade - nada dos mini-ônibus que pegamos pela Bulgária. Fomos para Bran para visitar o famoso castelo que tem lá.

Ônibus de verdade. A passagem é comprado do motorista.
O ônibus sai da rodoviária 2 de Brasov. A gente imagina que um táxi do centro histórico para lá deve ficar em 8 lei (uns 2 euros). A gente acabou indo de ônibus público mesmo. Foi rápido e só um pouco mais em conta: 2 lei por pessoa. Como somos 2, ficou em 4 (1 euro).

domingo, 1 de junho de 2014

Como ir para Bucareste de trem a partir de Veliko Tarnovo na Bulgária

Pesquisamos na internet e confirmamos no Centro de Informações Turísticas de Veliko Tarnovo: a maneira mais confortável de ir de Veliko para Bucareste é de trem. Tem um que sai na parte da manhã e outro que é noturno.

O ponto vermelho indica onde comprar a passagem. É em frente ao prédio da Faculdade de Artes. 
A opção não confortável são dois ônibus. O primeiro para em  Ruse, na fronteira, e depois você pega um de lá para Bucareste. Depois de ter meus joelhos apertados nas viagens de ônibus recentes, trem é minha pedida.

O lugar de comprar a passagem é nos Correios. Lá nos fomos, torcendo para aceitarem cartão de crédito, a gente preservar nossos últimos 60 leva (uns 30 euros) em cash e não precisar sacar mais dinheiro na Bulgária, já que o Visa Travel Money cobra 2,5 euros em todo saque.

Bucareste

Eu queria gostar muito de Bucareste, mas confesso que é difícil. Acabou sendo um pouco aquém do que eu esperava. Talvez o maior problema tenha sido as expectativas. Mas valeu como porta de entrada da Romênia.

O Romanian Athenaeum. Sem dúvida o prédio mais lindo  da cidade. 
Vamos às partes boas primeiros. O povo é muito simpático, gentil e prestativo. A cidade tem construções bem bonitas. Realmente eles tentaram imitar Paris. Além da arquitetura, a cidade tem uma avenida mais larga e mais comprida que a Champs-Elysée (por alguns centímetros, mas é), a cadeia de padarias Paul e até agências do Crédit Agricole. 


Como andar de ônibus em Bucareste: complicações inesperadas

Como sempre, a gente pesquisou em um monte de sites como usar o transporte público em Bucareste. Achamos que estávamos fazendo tudo direitinho, mas tomamos uma bela multa no ônibus. Contudo, não tema: com as nossas explicações, você não vai passar essa raiva (e esse prejuízo).

O cartão de transporte Multiplu.
Quem não é residente na Bucareste tem uma única opção para usar ônibus, trams e tróleis: comprar o cartão Multiplu nos quiosques da RATB, a empresa controladora. Não tem pra todo lado, não: a gente viu duas na saída da estação de trem norte (Bucurest Nord), e só. O Multiplu não vale para o metrô.

Palácio do Parlamento de Bucareste

Ou, em romeno, Palatul Parlamentului. É o segundo maior prédio administrativo do mundo, só perde para o Pentágono em Washington. E o primeiro que pode ser visitado! Em volume, é o terceiro. Perde para o enorme prédio da NASA no Cabo Canaveral (a gente já viu e é realmente gigante) e a pirâmide de Tepanapa no México. É maior que a pirâmide de Quéops no Egito!

Aqui a gente devia estar a uns 800 metros dele. 

O prédio é ao mesmo tempo amado e odiado pelos locais. Encabeça a lista dos 10 prédios mais lindos da cidade e também a dos 10 mais feios. Sinceramente, para mim pode ficar no topo da lista mais feliz mesmo. Lógico que ele não md traz nenhuma recordação ruim, nenhuma lembrança de tempos do governo ditatorial. De massacres e da fortuna que foi gasta para construir esta imensidão (estimada em 4 bilhões de euros!), em um período no qual boa parte da população chegou a passar fome.

Nosso apartamento em Bucareste

Foi sem dúvida o menos bom do ano. Não vou falar que foi ruim - é que este ano só ficamos em lugar ótimo. Mais uma vez alugamos via site do airbnb. O apartamento foi este daqui.

Nosso prédio. Tombado pelo patrimônio
Para começar, ele não era onde a propaganda dizia ser. Era uns três quarteirões mais distante - ou seja, três quarteirões a mais para andar em direção ao centro antigo. É verdade que o ponto de ônibus para ir e voltar da estação de trem era praticamente na porta e achamos perto um bom supermercado. Mas em termos de localização, eu recomendaria algo mais próximo do centro antigo.