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terça-feira, 29 de julho de 2014

Custos e impressões da Croácia

Croácia foi um destino encantador. Logo ao chegar em Dubrovnik, o primeiro pensamento que veio à cabeça foi: por que demoramos tanto tempo para vir aqui?

Conversando com outros turistas durante a viagem, os que conheciam a Croácia a mais tempo foram categóricos: ela já foi um destino pouco conhecido. Alguns anos atrás, era mais agradável viajar por estas bandas. Uma finlandesa disse que faz 10 anos que ela vem para este lado no verão. No começo, a Croácia era mais ou menos como a Macedônia hoje: tinha turistas, mas poucos. Há 5 anos, era mais parecida com Montenegro: muito turista, mas a infraestrutura era boa e nada ficava lotado demais. Agora? Tá difícil de vir no verão. Tanto que a encontramos na Eslovênia...

Essa lotação, e os preços inflados por causa dela, é o único problema do país. Tá certo que a gente visitou na alta temporada, e particularmente não somos fã de multidões (tem gente que gosta e curte). Mas que a Croácia é um destino fantástico, é. Tem atração para todos os gostos.

A Croácia é absurdamente linda. 

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Ônibus de Zadar para Zagreb

Depois de muito tempo, fizemos nos Bálcãs uma viagem padrão europeu: ônibus bom e confortável, com internet gratuita, saída e chegada no horário. Foi o primeiro e único ônibus até agora que chegou na hora marcada. 

Só vimos vantagem: era um ônibus direto, que parou só 10 minutinhos em um posto de gasolina com lanchonete (com direito a burek), tinha banheiros e viajou o tempo todo por uma autoestrada. Que diferença.

Lembranças da derrota brasileira em tudo que é canto. 

Guia passo a passo de como visitar Plitvice a partir de Zagreb por conta própria

Não vou ficar aqui discutindo se é melhor ir de excursão ou por conta própria. Fizemos esse ótimo passeio usando Zagreb como base. Foi muito fácil, e, logicamente, bem mais em conta que qualquer pacote.

Vale a pena ir para a Croácia só para conhecer esse parque? Super vale. Mas como vai ter que ir até a Croácia, aproveite para visitar mais desse país fantástico.

O parque tem diversos banheiros bem limpos e equipados, lanchonetes e lojinhas de lembranças. Já a sinalização é bem confusa. Por outro lado, os funcionários falam ótimo inglês e são muito prestativos.

No total do passeio, gastamos por pessoa as 137 kunas do ônibus mais os salgados 180 kunas da entrada do parque, totalizando 317 kunas. Na nossa cotação do dia, 42,50 euros por pessoa. Metade do preço do mais barato pacote que a gente tinha achado. E foi muito fácil, confortável e tranquilo. Fora que chegamos antes de todos os passeios e pacotes. O que fez uma senhora diferença, já que o parque ficou muito cheio.

O como fazer, passo a passo e muito mais está no nosso sexto livro que em breve estará a venda. Por enquanto pode ir comprando os outros que seguem o mesmo estilo.

Lagos Plitivice em fotos

Depois de explicar como ir de Zagreb para cá, vamos às fotos. Sim, é bonito assim ao vivo. Pena que não deu para curtir como a gente queria por causa da multidão.

Não é para menos que o parque é a principal atração turística da Croácia, que já é um país para lá de lindo e cheio de cidades legais.


domingo, 27 de julho de 2014

Zagreb

Mais uma capital que nos surpreendeu positivamente. Eu achava que Zagreb seria apenas um pit stop (longo, é verdade, pois ficamos uma semana) que usaríamos para recarregar as baterias e nos despedir da Croácia. Mas a cidade nos conquistou. Super agradável, fácil de andar, bonita, toda florida, com ótimas calçadas, belos prédios e um centrinho histórico super charmoso e gostoso.

Um dos cartões postais da cidade: a igreja com o lindo telhado. 
Zagreb nos passou a sensação de cidade rica europeia. Calçadas largas e com rampas, placas informativas para turistas em todos os cantos, internet gratuita em todo o centro turístico, muitos jardins e tudo muito florido e bem cuidado. Vimos também muitos eventos e festividades acontecendo ou que ainda vão acontecer no verão.

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Split para Zadar de ônibus

Eu achava que andar de van lotada na Albânia seria "a" aventura da viagem pelos Bálcãs. Ledo engano. A viagem de ônibus de Split para Zadar foi em um ônibus relativamente novo e até confortável, mas encheu demais. Nem as vans na Albânia ficavam tão lotadas.

Além de todos os assentos terem sido vendidos, umas 15 pessoas foram de pé na parte mais cheia da viagem. Nunca vi nada igual. Lógico que, dessas 15 pessoas, a maioria se acumulou bem na frente, onde fica o trocador e onde a gente estava. Os assentos eram marcados e, como compramos a passagem com dois dias de antecedência, nossos assentos eram os dois primeiros.

Estação de ônibus de Split. Sempre cheia, não importa a hora do dia.
Também, fica tudo no mesmo lugar: ônibus, trem e barco. 

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Zadar, cidade do órgão marítimo e do chão de led

Gostamos mais de Zadar do que de Split. Pena que o tempo não ajudou. Ficamos um dia e meio na cidade, e em boa parte desse tempo choveu. E o pior, sempre no fim do dia.

É que Zadar é famosa por ter o por do sol mais bonito do mundo, super vermelho. Tem até um poster do Alfred Hitchcock, que visitou a cidade, afirmando isso. Mas não deu para confirmarmos. Nada de sol se pondo para nós, só chuva e nuvens no horizonte.

É verdade que durante uma manhã de sol deu para passear e aproveitar a cidade.

Marina para os pequenos barcos.

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Trogir: bate e volta a partir de Split

Um dos dias que passamos em Split foi usado para passear em Trogir. Muito fácil ir e voltar. Tem ônibus praticamente de 30 em 30 minutos. Fora que dá para ir de ônibus de linha normal, desse que para a cada 100 metros.

A gente foi de ônibus normal e voltou no ônibus de linha. Gastamos 6 euros por pessoa para ir e voltar. Mas nem vale a pena economizar no ônibus de linha. Menos de 1 euro de economia e sem ar-condicionado. Fora isso, mesmo parando bastante, os dois demoraram quase o mesmo tempo: 1 hora para ir de uma cidade para a outra.

São pouco mais de 30 km, mas o trânsito estava horrível, e obras na entrada de Trogir atrapalhavam ainda mais.

Trogir foi mais do mesmo. Parecida com Split. Simpática, bonitinha mas nada de mais. Ainda estávamos com a overdose de Dubrovnik na cabeça.

Bom é cidade assim. Patrimônio da Unesco? Tem que divulgar com letreiros luminosos na porta de entrada. 

O que nos chamou a atenção em Trogir foram as portas de sua catedral. Realmente deslumbrantes. Valeu o passeio. Fora isso, de novo, achei mais do mesmo. Fiquei feliz de não ter separado dois dias só para Trogir como tinha pensado no início do planejamento.

Outro ponto alto da viagem foi usar o euro economizado por pessoa por voltar de ônibus de linha comum em bureks. Sério, a gente não cansa de comer esse croissant dos Bálcãs.

Típica cidade da região. Palmeiras, torres e um belo céu azul. 

Achamos bem parecido com Split. 

Que essas cidades croatas têm chão de pedra sensacionais, têm. 

Janelas triplas góticas venezianas.

Mais uma bela torre. 

Morri de dó ao ver que tiraram o leão de Veneza da parede. Gosto tanto dele, um leão instruído, que lê livros. 

Agradei dessa torre de relógio. 

O ponto alto é a entrada da igreja. Os entalhes na porta são impressionantes. 

Mais janelas góticas venezianas. 

Eu e a multidão nos espremendo para ver as portas. 

A vantagem de ser alto: na foto, parece que não tem ninguém. 

Bem bonito, né?

Mais da cidade. 

E mais do detalhe da porta da igreja. 

Realmente gostei dessa torre. 

Para terminar, não seria cidade da costa da Croácia sem foto do mar, né?

domingo, 20 de julho de 2014

Minha teoria da conspiração para o fim da Iugoslávia

Para mim não tem erro. Que esteve por trás do fim da Iugoslávia foi a Nova Zelândia! O quê? Você deve ser perguntar. O que os Kiwis tem com isso? Eu respondo. Para não perderem o título de país mais lindo do mundo.

Nova Zelândia continua sendo o destino mais lindo do mundo em termos de paisagens naturais. Mas só porque a Iugoslávia foi dividida. Sério, se combinar em um único país a Macedônia, Montenegro, Bósnia Herzegovina, Croácia e Eslovênia, não tem para ninguém.

Sério, você vai ter de tudo um pouco. Sem contar que tudo é divino de lindo. Lagos, praias, mares, ilhas, parques, mais lagos, desfiladeiras, alpes e, até mesmo esportes radicais. O pessoal da Eslovênia são bem parecidos com os neozelandeses. Adoram o ar livre e uma dose de adrenalina.

Fica aí minha teoria da conspiração. Uso fotos para comprovar meu argumento.


De ônibus de Sarajevo para Split na Croácia (uma rota escandalosamente linda)

Foi a perna mais cara da viagem terrestre até agora: 30 euros por pessoa, mais o tradicional euro por bagagem despachada. Mas querem saber? Foi a melhor viagem também. E não só porque o ônibus foi bom e confortável, estava muito vazio e foi razoavelmente pontual.

Ele saiu na hora, 7 da manhã, da estação de ônibus de Sarajevo, bem ao lado da estação de trem. O pai da dona do apartamento nos levou até lá. Continuamos com o luxo de transfers gratuitos fornecido pelos donos dos apês que alugamos

A chegada em Split foi às 15:20, com apenas 20 minutos de atraso. E se pensarmos que por estas bandas atraso é normal, eu diria que foi até pouco, ainda mais que enfrentamos um super engarrafamento na fronteira com a Croácia. Sorte nossa é que lá pelas tantas o ônibus furou a fila descaradamente, cortando montes de carros e caminhões pela contramão. E ainda ficamos quase meia hora parados em um trecho da estrada na costa da Croácia, enquanto uma árvore que tinha caído na estrada estava sendo retirada.

O melhor da viagem foi a paisagem.

E a cor desta água?

Split - e como Dubrovnik estragou nossa experiência na Croácia

Depois de Dubrovnik, demos um pulo - muito bom, por sinal - na Bósnia-Herzegovina. E de lá retornamos para a Croácia. Fomos para Split.

O problema é que, depois de Dubrovnik, achamos Split meio boba. Dubrovnik é tão linda, tão sensacional, que elevou nosso patamar de exigências lá para o alto. Acredito que vai demorar alguns dias para conseguirmos baixar as expectativas. 

Revendo o roteiro, o ideal teria sido deixar tanto Dubrovnik quanto Kotor para o fim da viagem. Em termos de logística, não seria fácil, mas em termos de aproveitamento seria bem melhor. Então, fica a dica para futuros viajantes: deixe Dubrovnik para o final! 

Sobre Split, a cidade é legal, embora longe de ser linda como Dubrovnik. O pior foi a lotação: se Dubrovnik já estava cheia, nosso puxadinho pela Bósnia-Herzegovina fez que, quando voltamos para a Croácia, a alta temporada estivesse começado para valer. E gente, que coisa. Me lembrou Florença, Veneza, Roma, lugares que estão sempre abarrotados de turistas.

A região do porto e do calçadão é show de bola.

sábado, 19 de julho de 2014

Feliz aniversário, Leo!

Hoje o Leo faz 40 anos! Estamos em Ljubljiana, na Eslovênia, uma cidade fofa e cheia de belezas naturais em volta. Perfeita para comemorar!

Como quando a gente começou a namorar ele tinha 19, isso quer dizer que estamos há 21 anos juntos. Bom demais!

Só posso agradecer por esses maravilhosos anos. O Leo é uma pessoa especial: está sempre de bom-humor, topa qualquer programa, faz amigos fácil e ainda é o rei das rotas e uma bússola humana! Melhor companhia para viajar não há. Sem contar que ele carrega malas pesadas e as coloca nos maleiros altos dos trens (as nossas e a dos velhinhos que a gente encontra pelo caminho).

Não posso deixar de falar de sua capacidade para organizar viagens e controlar gastos. As planilhas do Leo são obras de arte. Além de registrar tudo, ele extrai delas balanços, totais e conclusões utilíssimas.

Meu amor, parabéns! Obrigada por ter me escolhido como companheira nesta jornada!

O Leo também é um ímã de cachorrinhos.

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Custos, impressões e estadia na Bósnia Herzegovina

Adorei com muita força a Bósnia Herzegovina. Achei as duas cidades que visitamos super relaxadas e agradáveis, comida muito gostosa e barata, ótimas opções de estadia também em conta, paisagens deslumbrantes, pessoas super simpáticas e atenciosas e ainda a chance de reencontrar um amigo que a gente não via a mais de dois anos e que nos levou para cima e para baixo em Sarajevo.

Apesar de ser um país bem pobre, achamos a infraestrutura do país, herança da época da Iugoslávia, muito boa. Ótimas estradas, nada de falta de energia, ainda muita coisa destruída da época da guerra mas que aos poucos eles vão tentando arrumar.

Os custos foram excelentes. A Bósnia Herzegovina ganhou o título de destino mais barato do ano até agora, batendo até mesmo a Albânia. As estadias foram as mais baratas do ano, e nem por isso ruins. Ao contrário: o apartamento de Sarajevo foi excelente.

Preços de um restaurante bem no centrinho da cidade, ao lado da catedral católica. 

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Bósnia Herzegovina e as marcas da guerra

Não dá para passar pela Bósnia Herzegovina sem lembrar e ser lembrado da horrível guerra da década de 90. O país está se reconstruindo aos poucos, mas as cicatrizes ainda estão em todos os cantos. É fácil ver prédios destruídos, marcas de bala e o pior, muitos cemitérios.

E não são os típicos cemitérios que estamos acostumados a ver, não - são lugares que viraram cemitério simplesmente porque não tinha mais onde enterrar as pessoas.

Confesso que me deixou muito triste caminhar entre vários túmulos com datas entre 92 e 95. E ver que muita gente nasceu na mesma época ou até mesmo depois de mim. É um ótimo lembrete de como devemos curtir a vida ao máximo possível e não deixar nada para amanhã.

Esse prédio de estacionamentos era o local onde os atiradores de elite
ficavam em Mostar, atirando em todo mundo que aparecesse. 

Prédios destruídos da época da guerra existem em todo lado. 

Fora os prédios e casas com marcas de balas. 

Fora os cemitérios. 

Esse era um morro em que as crianças brincavam em Sarajevo. Virou cemitério.



terça-feira, 15 de julho de 2014

Comércio turco na Bósnia Herzegovina

Uma das coisas mais legais de Mostar e Sarajevo são suas ruas de pedestres lotadas de lojinhas ao estilo turco. Até a gente que não compra nada ficou balançado. Ficamos imaginando o tempo todo nossas mães, que adoram ver lojas e produtos bonitos, ficando doidas e não querendo ir embora jamais.

Algumas fotos para ilustrar o que estamos falando: