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domingo, 30 de novembro de 2014

Trem de Santiago de Compostela até León

Foi uma viagem surpreendente. Para começar, mais uma vez, ficamos impressionados com os trens espanhóis.

Novo, rápido e muito confortável. Bastante espaço para pernas e bagagens, tomadas individuais para carregar equipamentos, tvs nos vagões e até atendentes que passam oferecendo fone de ouvido. Interessante que o de Madri para Santiago não tinha tomadas. Este sim. Vai entender a falta de padrões.

Estação de trem de Santiago. Fica na parte baixa da cidade. É preciso subir escadarias e depois ruas para chegar no centro.  Ainda bem que León é planinha. Estávamos sentido falta. 

sábado, 29 de novembro de 2014

Santiago de Compostela

Santiago era uma cidade que a gente sempre quis conhecer. E finalmente conseguimos. Gostamos, mas acho que por causa das expectativas e do excesso de chuva, ficamos um pouco decepcionados. Ok, eu fiquei. A Lud gostou bastante.

A cidade é pequena, fácil de conhecer, apesar de cheia de morros, e com muitas construções gigantescas. Sério, o que mais me impressionou na cidade foi o tamanho dos prédios. Cada um maior que outro. E todos construídos com pedras grandes, daquelas que as paredes acabam tendo mais de 2 metros de espessura.

O pedaço da Catedral que não está em obra. 

Missa do peregrino em Santiago de Compostela

Uma das coisas mais legais que fizemos na cidade, além de rodar para cima e para baixo, foi assistir à missa de meio-dia na catedral da cidade, a chamada missa do peregrino.

Para começo de conversa, a igreja fica iluminada. E faz uma diferença enorme em relação às duas outras visitas que a gente tinha feito. Segundo que a freira que começou a missa cantou lindamente. A acústica da catedral é legal. Tá certo que tem alto-falante para tudo que é lado, mas o som do órgão ficou bem bonito.

Altar apagado.

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

A Coruña

Ou La Coruña. É que a grafia do título é em galego. Fizemos um bate e volta de Santiago até lá. A ideia era ir a algum lugar por perto com previsão de tempo que não fosse de chuva.

Para A Coruña, a previsão era sol com nuvens. O que no final se tornou um dia nublado. O que, para a região, é motivo de comemoração. Afinal, foi um dia inteiro sem chuva!

Documentando em foto o destino.
E a data. 
No final, a cidade é bem bobinha. Não achamos nada demais. Valeu mais pela super caminhada que fizemos pela cidade: 11 km. Sim, isso mesmo. Muitos quilômetros pela cidade, principalmente pela longa orla marítima. Em 2011, a cidade construiu um passeio na orla com mais de 13 km de extensão. É legal. Se tivesse pelo menos uma nesga de sol teria sido bem mais legal e bonito o passeio.

No mais, a cidade tem um minúsculo centro histórico interessante. Ruas estreitas e de pedestre que levam até uma praça central com um lindo prédio.

Já chegando no centro histórico. Achamos esse prédio legal. 
A praça Maria Pita. Sem dúvida a parte mais bonita do centro histórico. 
Que é minúsculo.

A principal atração da cidade é o Farol de Hércules, o mais antigo farol do mundo em funcionamento contínuo - quase 2000 anos. Tá certo que ele foi restaurado, modernizado e até refeito. Mas funciona desde o original romano.

O nome é por causa de uma das várias lendas locais. Uma delas dizia que na região havia um gigante que aterrorizava a população. Hércules apareceu e passou 3 dias lutando com o gigante até derrotá-lo. Em sua homenagem, foi construído o farol. Tanto que no brasão da cidade aparecem a torre e uma caveira em baixo. Seria a caveira do gigante.

Andamos muito no Paseo Maritimo.

Até o Farol de Hércules.

Outros detalhes de nosso passeio pela cidade: primeiro, sabemos ter andando 11 km porque finalmente baixamos um aplicativo para o tablet  para controle de exercícios físicos. Estamos adorando usá-lo para registrar nossos passeios.

Outro foi que finalmente entendemos os sinais de trânsito para pedestre. Em Santiago também é assim, sinais falantes. Quando ele abre, além de começar a apitar, ele fala para ajudar pessoas com dificuldades visuais. Em Santiago, a gente já tinha entendido "podem atravessar". Mas o que descobrimos em A Coruña é que ele fala antes o nome da rua! Super legal. Quem tem problema de visão escuta que o sinal abriu e de qual rua que abriu. Adoramos. Isso é que é pensar na população como um todo, né?

Nota 10 também para o sistema de transporte público. Sensacional o ponto de ônibus. Não só tem todas as informações de rota como tem painel eletrônico que mostra a distância e quanto tempo falta para todos os ônibus de todas as linhas passarem por ali. Legal que você pode até se planejar: "Ah, em 43 minutos vai passar o terceiro ônibus da linha tal. Dá tempo de fazer tudo que quero até lá!". Aprovadíssimo. Seria tão difícil assim termos isso em todas as cidades do mundo?

No mais, ir e voltar de trem a partir de Santiago é facílimo. 11,05 euros a ida e volta,  40 minutos de viagem. Viagem em trens confortáveis e rápidos, que chegam a 160 km por hora.  Na ida fomos em um trem direto. Na volta em um que parou em 3 cidades. Ambos foram rápidos e pontuais. 
A previsão meteorológica dizia que ia dar sol. 
Mas, como não choveu, a gente achou foi é bom. 
A água aqui deve ser gelada. 
A orla principal da cidade. 
Além deste monumento aos surfistas, vimos dois de verdade na água. 
Nada demais a orla principal. Não tem aquele ar de beira de praia. 
Tanto que os prédios na frente da praia não estavam lotados de restaurantes e bares. Pelo contrário. 
O centrinho histórico é bem pequeno. 
Mas a praça San Agustin é uma delícia. Cheia de estátuas...
... e desenhos no chão de pessoas e personagens famosas. 
Nossa super caminhada pela cidade.
Adorando este programinha para marcar a rota caminhada. 

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

O que têm em comum Rotemburgo, Ljubljana e Burgos?

Não posso deixar passar em branco. Preciso registrar aqui até mesmo para eu lembrar no futuro.

O que estas três cidades têm em comum é que são as três cidades em que passei a madrugada acordado, acompanhando meu Galo de longe e conquistando três importantes títulos: Libertadores em 2013, Recopa e Copa do Brasil em 2014. 

Estou começando a achar que sou pé frio. Quando novo, eu ia muito ver jogos nos estádios. Já vi o Galo no Mineirão, Independência, Juiz de Fora e Ipatinga. E sério, foram muito, mas muito mais vitórias que empates e derrotas. 

Mas foi só eu sair do Brasil para o Galo começar a ganhar tudo. Só se deu mal no mundial ano passado. Detalhe, foi exatamente no período em que eu estava no Brasil para passar o natal. 

Acho que vou começar a campanha "Sócio Torcedor Leo no Exterior". Quer que o Galo continue ganhando tudo? É só aderir ao programa de depósitos mensais em minha conta. Com o dinheiro arrecado prometo não voltar ao Brasil e só acompanhar o Galo de longe. 

Rotemburgo foi complicado. Estava sem internet. Haja coração. 
Título da Recopa foi acompanhado pelo computdor em Ljubljana, a deliciosa capital da EsLOVEnia. . 
O título da Copa do Brasil deu para ver pela transmissão da Sportv Portuguesa. '
Adorei, além do resultado, a narração local.

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Apartamentos em Santiago de Compostela, León e Burgos

Continuamos felizes com as opções de apartamentos que estamos arrumando pela Espanha. Ficamos 4 noites em Santiago e 3 em León e em Burgos. Novamente apartamentos saíram muito mais em conta que hotéis ou até mesmo albergues.

Em Santiago, nosso apartamento era em um pequeno e típico prédio da cidade, localizado praticamente ao lado do Museu do Povo Galego. Ou seja, fora da parte pedestre da cidade histórica mas a não mais de 100 metros da entrada dela.

Em Santiago de Compostela, nossa vista da sala.

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Viajando de trem pela Espanha

Interessante como trem é sem dúvida o meio de transporte que a gente mais usa aqui na Europa. Disparado. Mas como a Espanha andava abandonada no sabático, só agora andamos de trem por aqui. E vamos tirar a barriga da miséria.

Em 2007, quando visitamos pela primeira vez a Espanha, só andamos de carro. Éramos 4, estávamos com os pais da Lud, e passeamos só motorizados. Foi ótimo porque nos deu muita liberdade. Dava para acordar em uma cidade, passar por duas pequenas e ir dormir em uma quarta. Só o motorista aqui que não achava bom. Afinal, os companheiros de viagem podiam tirar uma siesta no carro enquanto eu dirigia de uma cidade para outra, normalmente após um delicioso almoço espanhol (com vinho!).

Em 2009, estivemos apenas em Barcelona. Ano passado, só visitamos Valência. Ou seja, não precisamos ir de uma cidade para outra. Mas, desta vez, viagens de trem não faltarão.

A primeira, que já fizemos, foi de Madri para Santiago de Compostela. Foi a mais longa e demorada também: 5 horas e meia de trem! E olha que o trem é de alta velocidade. Em certos momentos ele chegou a andar a 240 km por hora! É que a Espanha é um país maiorzinho. Tem distâncias grandes. De Madri para Santiago são mais de 600 km.

Nosso trem tinha com destino final A Coruna (é La Coruña, mas em galego).

sábado, 22 de novembro de 2014

Custo de vida em Madri

Olha, nosso mês morando em Madri foi uma maravilha para nossas finanças. Foi excelente em termos de passeios e turismo, e ainda melhor em termos de alimentação. Como comemos e bebemos bem aqui! Mas, se bobear, o melhor mesmo foi o bolso. Ficou muito em conta nossa experiência madrilenha.

A sala do confortável apartamento.
Dizem que Barcelona é que é cara na Espanha, pois é o centro econômico do país. E que os preços em Madri são mais em conta do que na capital da Cataluna. E  deve ser verdade. Em dezembro, depois de passar por Barcelona por poucos dias, saberemos mais.

A grande diferença é que Madri é Madri.

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Super guia de Madri em fotos

É, depois de mais de um mês em Madri, podemos afirmar: gostamos e muito da cidade.

Em nossa primeira visita à cidade, por quatro dias em 2007, achamos Madri a cidade espanhola que menos nos agradou entre as várias que conhecemos: Sevilha, Granada, Córdoba, Toledo, Segóvia, Ávila e Salamanca. Fora um monte de pequenas cidades pelas quais passamos mas não dormimos.

Ruas estreitas e super antigas. São a cara de Madri.

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Museo Lázaro Galdiano e a Fundação Mapfre

Nossos últimos museus gratuitos em Madri. O Lázaro Galdiano custa 6 euros mas, para variar, tem horário gratuito: todos os dias de 15:30 às 16:30, com exceção de terças, quando fecha, e domingo, que é de 14:00 às 15:00. Já a Fundação Mapfre é sempre gratuita.

Foi difícil ver tudo que este ótimo museu exibe em apenas uma hora. É que o seu Galdiano e a esposa colecionavam de tudo. Pinturas, leques, prataria, esculturas, cerâmica, esmaltados, jóias, medalhas, moedas, móveis, vitrais, tudo que o dinheiro pudesse comprar.

A mansão que virou museu.

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Parque Europa em Torrejón de Ardoz

Torrejón de Ardoz é uma pequena cidade na periferia de Madri. Eu diria que o aeroporto da capital espanhola fica mais perto dela... do que de Madri. Ir e voltar de lá foi bem fácil. Foi só a gente pegar o ônibus 224A no intercambiador de transporte da Avenida das Américas. A passagem de ônibus custa 2,60 euros a perna por pessoa.

Falando do intercambiador, estou apaixonado pela organização do transporte público de Madri. No centro da cidade o metrô leva para praticamente qualquer lugar (também existem rotas de ônibus mas não me pareceram muitas, pelo menos dentro da cidade).

As estações intercambiadoras são tudo de bom. Sempre dá para chegar nelas de metrô. E delas você pega um ônibus para o local desejado da periferia ou para outras cidades. A eficiência, organização e trânsito da cidade agradecem.

Fomos à Torrejón para visitar o Parque de Europa. É uma antiga área abandonada da cidade que foi totalmente recuperada em 2010. A cidade construiu um lindo parque, gratuito e aberto ao público. Lá, além de muitas atrações para crianças, como vários brinquedos diferentes (gratuitos e pagos), existem umas 15 réplicas de locais famosos do continente.

Além da Puerta de Alcalá e uma representação da típica plazas mayor (praça principal) das cidades espanholas,tem a ponte de Londres, o portão de Brandenburgo de Berlim, a torre Eiffel de Paris, a Fontana de Trevi de Roma, a pequena sereia de Copenhague e até mesmo a torre de Belém de Lisboa.

O parque estava muito vazio quando fomos. Afinal, era uma quinta-feira de tarde. As atrações pagas estavam fechadas, e só tinha um restaurante aberto. Mas as crianças estavam se divertindo nos parquinhos de brinquedos infantis. Pelo que vimos também há várias fontes e cascatas de água.

Mapa do parque.

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

O museu do Prado

O Prado foi o último dos três mais famosos museus de Madri que visitamos. Foi nossa segunda vez, ou melhor, terceira.

A primeira vez foi em 2007, quando conhecemos Madri. Agora voltamos duas vezes. É, duas.

É que tem horário gratuito todo dia. Sempre tem fila na porta, mas não se assuste. Quando ela começa a andar (6 da tarde), ela é rápida. E como o museu é enorme, a massa se dilui e dá pra visitar com calma.

Já que podíamos voltar de graça, dividimos nossa visita em duas etapas. É que o museu é grande, tipo muito, e chega uma hora que a cabeça não dá mais conta de absorver. Depois de apreciar inúmeros quadros quadros flamencos e espanhóis, resolvemos ir embora e deixar um andar inteiro do prédio para uma segunda visita.

O museu possui muitos quadros de Rubens. É porque ele era o artista preferido do Carlos V, ou I (nosso amigo Habsburgo que herdou um monte de territórios, entre eles os tronos do Império Austro-Húngaro e da Espanha)!

O Prado informa ser museu com o maior acervo do pintor, que produziu um número absurdo de obras: mais de 1.500!

Logo no início do segundo andar tem dois quadros de Adão e Eva no paraíso, um de Ticiano e outro de Rubens. Ticiano pintou primeiro; depois, Rubens fez uma cópia. Como os dois estão expostos lado a lado, fica fácil de perceber a evolução da pintura, a diferença entre gerações e estilos. É uma aula de historia da arte fácil de ver e admirar.

Outra coisa que adoramos no museu é uma estátua de bronze do rei Carlos V/I na rotunda de entrada do segundo andar. Ela possui uma armadura destacável! Nunca tínhamos visto isso. A estátua pode ficar nua, estilo deus grego. Legal demais.

A sensacional estátua de Carlos I cuja armadura é removível. 
Também aprovamos as informações ao lado dos quadros e obras. Boas explicações sobre tudo. É tão ruim museu que só põe o nome do quadro e não explica detalhes! Agora, foi engraçado e difícil acostumar com o jeito espanhol de traduzir os nomes dos artistas. Bosch é El Bosco, Dürer é Durero...

domingo, 16 de novembro de 2014

Algumas atrações menores em Madri

Passar um mês por aqui nos deu a oportunidade de sair do roteiro tradicional de turismo.

Visitamos várias atrações menos famosas. Entre elas, a igreja dos alemães, o mirador do Palácio das Comunicações, o museu do Traje, o museu das Américas, a exposição sobre a história da escrita e evolução dos livros na Biblioteca Nacional  e a estação de metrô transformada em museu.

Foi bem legal ir à estação de metrô de Chamberi. Ela foi desativada quando aumentaram o número de vagões em cada trem. Como ela é curta e em curva, não deu para ser expandida.

Ela é hoje um museu sobre a história do metrô de Madri. Vimos um vídeo muito interessante sobre sua construção e ampliação vários dados estatístico. Além disso, há várias fotos antigas e propagandas antigas que achamos muito divertidas.

Ele é aberto só às sextas e fins de semana. A entrada é gratuita. Não é uma atração imperdível, mas para quem tem tempo, está por perto e tem interesse nesse tipo de história, vale a pena. Nós gostamos.




sábado, 15 de novembro de 2014

Bate e volta em Toledo a partir de Madri

Fácil, rápido e barato. Ainda mais se for de ônibus. Fora que você vai visitar uma das cidades mais legais da Espanha:

Toledo!

Existe também a opção de ir de trem. Parece que demora 30 minutos. Mas o valor é bem mais alto: 20,15 euros para a ida e volta. Para mais informações, basta acessar o site da empresa espanhola de trens, a Renfe.

Já o ônibus, indo e voltando no mesmo dia, sai por menos de 10 euros por pessoa. Economia substancial. Ainda mais se pensarmos que o ônibus é bom e rápido. No site da empresa que faz o trajeto, a informação era que a vigem demoraria 1 hora. Fomos em 44 minutos e voltamos em 49. E o ônibus é confortável e fácil de pegar. Ele sai da estação de ônibus que fica na Plaza Elíptica. E não faltam ônibus e linhas de metrô que passam por lá.

Estação de ônibus da Plaza Elíptica.

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Como ir de ônibus de Madri a Manzanares El Real

Mais um bate e volta bem fácil de fazer. Basta pegar o ônibus 724 na estação de ônibus que fica na Plaza Castilla em Madri. A única dificuldade que tivemos foi achar de onde saía o ônibus: a estação é gigante, com vários andares - inclusive subterrâneos -; cada andar tem três "islas"; e para ir de uma isla para outra tem de subir um andar e descer lá na frente. A sorte é que na terra do espanhol a gente consegue balbuciar "Sete veinte cuatro?" e entender a resposta.

A praça é modernosa.

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Palácio Real de Aranjuez

Outro palácio que visitamos no horário gratuito. Atualmente são todas as quartas e quintas, de 15:00 às 18:00. Mas é sempre bom confirmar no site oficial do palácio.

Fomos de trem suburbano a partir de Madri: é o mesmo que vai ao El Escorial, a partir da estação da Puerta del Sol. A linha C3 faz El Escorial-Madri-Aranjuez, então dessa vez pegamos na outra direção.

A viagem demora menos que uma hora, e custa 8 euros por pessoa a ida e volta. Dá para ir e voltar no mesmo dia tranquilamente.

Chegando a Aranjuez, caminhamos até o palácio. E ele é enorme, bem parecido com o de Madri. Tanto em tamanho como por dentro. Fora que ele tem jardins imensos à sua volta. Só não demos conta de explorar muito os jardins porque mesmo no outono estava um solão danado e quente demais.

O palácio virou a residência campestre dos reis católicos após a reconquista da Espanha. É que ele já existia e pertencia antes à Ordem de Santiago.

A família real normalmente passava toda a primavera por aqui, vindo logo depois da semana santa e ficando até julho. Isso começou na época do Carlos I e só foi terminar quase no final dos 1800 com a rainha Isabel II.

Inicialmente, cada rei construiu ou renovou um pedaço do que já existia, incluindo o desvio do rio para formar canais atrás do palácio e no enorme jardim da sua fachada norte.

Por dentro a visita começou meio decepcionante. Mas era porque até entrar mesmo no palácio passamos por algumas salas vazias. A entrada principal mesmo já é legal: a típica escadaria no meio do prédio com o teto todo decorado.

Das escadarias começa o passeio pelo palácio. E ele tem uma decoração bem moderna, pois a última reforma e decoração é do tempo da rainha Isabel II. Ou seja, já no século XIX.

De novo, uma pena não poder tirar fotos. A sala de baile, a sala do trono e principalmente a sala de fumar são show. A sala de fumar então, é ao estilo mouro, exatamente como Alhambra, em Granada. A diferença é que em Alhambra as decorações perderam a tinta e estão todas brancas; na sala de fumar, é tudo colorido, das paredes ao teto. Parece um caleidoscópio gigante. Ficamos imaginando como seria Alhambra originalmente... Nem o palácio de Topkaki em Istambul vimos uma sala deste estilo tão linda.

A gente acha que ela deve ter sido renovada recentemente. Até porque nem no livro a respeito do palácio à venda na loja do final da visita tem foto dela. Uma pena. E as que achamos na internet não fazem justiça à beleza do lugar.

Dá para ver que o estilo lembra o de Madri.
E a fachada principal é tão grande quanto.
Só as cores que são diferentes. 
A fachada sul dá para esta enorme praça, cercada por um lado por um comprido prédio cheio de pórticos. 
Esta é a fachada sul.
Dá para ver um pouco mais do prédio lateral gigante. 
Olha como ele é comprido. 
Gostamos do palácio. E reparem no céu azul.
Nem uma nuvem. 
Já a fachada norte dá para um gigantesco jardim. 
Dizem que na primavera ele é maravilhoso. 
Esse jardim tem inúmeras fontes. 
E o acesso é gratuito. É independente do Palácio. 
Pena que algumas fontes estavam sem água. 
Mais prédios que cercam a praça do palácio. 
Mais um jardim. Este tem a estátua da rainha Isabel II criança. Tão raro algo assim. 
Detalhe da fachada principal e da entrada do palácio. 
Única foto razoável que achamos da sala de fumar. E mesmo assim está longe de retratar a beleza do local.