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sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Guinada de 360 graus

Em 1998, após se casar com o Roberto Justus, Adriana Galisteu disse que sua vida tinha dado uma guinada de 360 graus. Sorte dela que o casamento não foi para frente. Ou seja, ela realmente deu uma volta e terminou no mesmo lugar.

Podemos dizer o mesmo da gente? É que a novidade do terceiro mês em Brasília é que saiu o resultado final do concurso que fiz em agosto. Fui aprovado!

Agora é esperar a nomeação. E, se eu tomar posse, voltarei para a mesma situação que estava em 2010.

Detalhando mais: em 2010, viemos para Brasília porque, após eu ter abandonado a iniciativa privada e decidido tentar a sorte nos mundos dos concursos, chegamos à conclusão que a capital seria o local com maior chance de ser nomeado.

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

E o tempo voa: 2 meses em Brasília

Completamos o segundo mês em Brasília. E novamente novidades não faltam.

Nossa mudança chegou. E lógico que coincidiram várias coisas no mesmo dia. Uma super chuva, a colocação dos armários novos, o pessoal do condomínio querendo consertar os vazamentos do teto, uma confraternização da Lud no serviço e a nossa mudança.

Agora temos todas nossas roupas, nossos utensílios de cozinha e até alguns objetos de decoração que não tínhamos vendido em 2012. Some-se a tudo isso as últimas compras para quase terminar de arrumar a casa: um buffet (usado e comprado na OLX)  para ficar em baixo da tv e que está sendo ótimo para guardar as coisas que vieram de BH, um aspirador de pó, um liquidificador e uma batedeira.

Sim, agora estamos bem equipados. E usando tudo com muita frequência. Como a Lud não tem horário de almoço, todo dia leva de casa algo para comer no serviço rapidamente. E estamos nos saindo razoavelmente bem na cozinha. São basicamente 4 ou 5 pratos diferentes que sabemos fazer que duram as vezes até 3 dias. Mas como não somos de enjoar de comida gostosa, por enquanto está dando certo.

A casa está ficando bem mais limpa. O aspirador está sendo muito usado. Impressionante como tem poeira por aqui. E como o pessoal do condomínio disse que vem nesta semana pintar o teto da cozinha e da área, já vimos que ele continuará seus bons serviços.

E com isso completamos 2 meses sem precisar contratar ninguém até hoje para limpar a casa para a gente. Não é que o que aprendemos no sabático está sendo posto em prática? E acho que está dando certo. Andamos cozinhando, limpando tudo por conta própria e ainda firmes na decisão de não comprar um carro.

Para fechar o mês, recebemos nossa primeira visita. Uma amiga da Lud vinha trabalhar em Brasília pós feriado de Finados e conseguir chegar no domingo para ficar um tempo com a gente. Passou dois dias e uma noite conosco. Como ela já tinha vindo à cidade, mas nunca tido tempo de passear, aproveitamos para experimentar a opção de alugar um veículo. Nós a buscamos no aeroporto, onde pegamos o carro reservado.

Passamos domingo e segunda motorizados e indo para cima e para baixo. Pena que o tempo não ajudou muito. Foram exatamente os dias mais chuvosos até agora desde quando voltamos para cá. Mas deu para curtir muito. E, no final, achamos que ficou mais em conta do que andar de táxi.

Segunda a visita, nossa casa foi aprovadíssima. Os próximos visitantes podem vir que as portas estão abertas.

A sala está praticamente pronta.

Esse sofá é uma delícia. Super achado da Lud.

E levando a visita para passear

Nas poucas horas do feriado que não choveu

Final do dia na beira do lago. 

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Primeiro mês de casa nova em Brasília

Como já falamos, arrumamos um local para morar super rápido. O que não foi rápido foi a nossa mudança.

Ontem completamos um mês no novo lar. Em um mês, muita coisa aconteceu. Compramos uma cama, uma mesa com quadro cadeiras e um sofá. Colocamos telas mosquiteiras em duas janelas da sala, uma em cado quarto, uma na área de serviço e duas no banheiro. 

Refeições por enquanto tem que ser super simples: mal temos copos, pratos e talheres. Fora que panela mesmo é uma só. Além dela, uma frigideira. 
Enfrentamos uma super infiltração na cozinha e na área. Um cano da caixa d'água estourou e pingou muito dentro do apartamento. Lógico que isso foi em um sábado. Detalhe que só na segunda é que o pessoal do condomínio fez algo. Ou melhor, ainda estão fazendo. Até hoje está pingando em alguns lugares. O dono do apartamento disse que assim que consertarem tudo e o teto secar, o condomínio vai pagar a nova pintura do teto. 

Isso para minha infelicidade. Logo depois que mudamos, na primeira semana, o dono arrumou um pintor para pintar algumas paredes. A sujeira que fez na casa foi impressionante. Só não ficamos muito chateados porque nenhum móvel da casa era nosso. 

Mas agora temos uma nova cama, uma linda mesa e um maravilhoso sofá. E não queremos que eles fiquem sujos para sempre do pó branco de parede lixada. Sério, até hoje estamos tirando pó da pintura do mês passado. E olha que pouca coisa foi pintada e lixada. Na cozinha e a área, vão ter que lixar tudo.

Cama nova. Se a primeira durou de 2001 a 2012, essa tem que durar até 2025!
E mês novo, novidades pela frente. Depois de muito enrolar, os novos armários do apartamento estão sendo instalados hoje. O do nosso quarto foi instalado há 3 semanas. Ficou faltando a moldura dele. Só hoje voltaram para terminar. Além disso, mais 4 armários pequenos estão sendo instalados. Um em cima da geladeira, um para tampar o local onde fica o botijão de gás, um debaixo da pia do banheiro e o último debaixo da pia da área de serviço. 

Esses armários e a pintura eram para serem feitos antes de mudarmos. Mas estávamos com pressa em nos instalar, então combinamos com o dono que não teria problema. Só não sabíamos que o prazo para ficar pronto seria tão longo. 

Pelo menos parece que tudo ficará pronto antes da nossa mudança chegar. Sim, ainda não temos nossas coisas. Estão quase todas em BH, com exceção das coisas que trouxemos na mala com a gente. Na teoria, o aproveitamento de mudança será nesta semana. Será que passaremos o fim de semana prolongado finalmente com quase tudo ponto?

Armário sem a moldura. Ficou assim por mais de 3 semanas. 
E agora finalmente pronto. 

terça-feira, 6 de outubro de 2015

Um mês sem carro

Além de completarmos um mês de retorno a vida normal aqui em Brasília, completamos um mês sem carro. E olha, que faz um pouco de falta. Mas estamos conseguindo viver muito bem sem ele.

A Lud está indo e voltando de ônibus para o trabalho. Já aprendeu os horários e não gasta mais do que 30 minutos para fazer todo o trajeto: sair de casa, descer os 3 andares de escada, andar os 200 metros até o ponto de ônibus, rodar de ônibus exatos 6 quilômetros e 300 metros, andar 100 metros ate a porto do trabalho, pegar o elevador, andar todo o corredor e chegar na sala dela. Nada mal, né?

Também estamos nos virando bem com as compras. Temos um supermercado que fica a mais ou menos 600 metros de casa. A falta do carro só atrapalha em relação à quantidade de compras. Realmente não dá para trazer para casa de uma vez só vários quilos de comida e muito litros de bebida. Mas, como nossos armários de cozinha são pequenos, é até bom: não estamos estocando quase nada. A maioria das coisas que comemos é em fresca. Fora que ir e voltar quase todo dia no supermercado a pé, e encarar os 3 lances de escadas com as compras, ajuda a ficar saudável.

Lud embarcando no ônibus
Tanto que aqui em Brasília estou conseguindo emagrecer novamente. Durante todo o sabático perdi um ótimo peso. Que foi recuperado com acréscimos em BH. Tá certo que um pouco recuperei em Paris e Lisboa. Na verdade foi só decidirmos que era hora de voltar que comecei a ganhar peso. Entretanto, 1 mês em Brasília sem carro e tendo onde caminhar já me fez perder todo o peso adquirido no Brasil em 6 meses.

Além do supermercado perto, já fomos 5 vezes a outros mais longe. E novamente a pé. Um a 1.500 metros, outro a 1.900 metros e o mais longe a  2,3 quilômetros. Esse acaba dando quase 5 quilômetros para ir e voltar.

Duas vezes pegamos um ônibus para ir a supermercados mais distantes. Uma vez fomos no final da Asa Norte; outra, até a Leroy Merlin que fica depois da Asa Sul. E como fomos em horários fora do pico, foi rápido e tranquilo.

Fora isso temos um ótimo sacolão perto de casa, várias opções de comida a quilo e inúmeras padarias e farmácias. Tudo nas comerciais entre as quadras 408 e 409, 209 e 210, e entre 410 e 411. Todas são muito perto de casa.

Também aprendemos que na entrada das quadras 411 e 412 tem uma lanchonete com um cachorro-quente delicioso. E por um ótimo preço. Já fomos 3 vezes lá, e sempre a pé. Resumindo, estamos nos virando bem sem carro.

Só usamos táxi 3 vezes no mês passado. Uma para ir e voltar ao shopping, durante nosso primeiro fim-de-semana por aqui, para comprar um climatizador de ar. Sim, chegamos na época mais quente e seca do ano. Pelo menos já tivemos uns bons 5 ou mais dias de muito chuva para amenizar a secura e o calor. A outra vez foi uma noite que a Lud precisou ficar até de noite no serviço.

56 reais de táxi e 132 de ônibus/metrô foram todos os custos com transporte no primeiro mês morando por aqui. Vamos ver se, na hora que começar a chover mais, sentiremos falta. Por enquanto, diria que o saldo é só positivo. Tanto financeiramente como em qualidade de vida e de saúde.


Andar por caminhos agradáveis e plano ajuda e muito. 

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Primeira noite na casa nova

Olha, não foi com a gente esperava. E estávamos super cansados. É que fizemos uma grande limpeza na casa no final do dia. Com o calor absurdo que anda fazendo, foi difícil encarar a poeira da casa.

Mesmo super cansados, fomos premiados na nossa primeira noite com uma seresta. Se já não bastasse o calor para dificultar o sono, um grupo de jovens começou lá pelas 22:00 a tocar violão na praça da quadra, bem perto do nosso bloco. Foram até às quatro da madrugada!

A Lud preferiu olhar a noite com uma visão mais otimista. Primeiro que as músicas estavam boas: a seleção musical dos jovens agradou. Segundo que tivemos uma ótima indicação da segurança da região, já que jovens podem ficar de madrugada na rua sem problema algum.

Nosso primeiro amanhecer na nova casa. 

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Segundo dia de caça ao lar em Brasília

Depois de um primeiro dia um pouco frustante, acordamos para lá de animados. Dois motivos: no final do primeiro dia, recebemos uma mensagem de uma amiga que possui um apartamento em Brasília. Como ela está morando fora, ofereceu a opção de alugarmos o apartamento dela, completamente mobiliado e pronto para morar pelo tempo que necessitarmos.

Dormimos bem mais relaxados, sabendo que teríamos uma opção de segurança. Se não conseguíssemos nada que agradasse, ficaríamos no apartamento dela até achar algo. Só não rolaria de ficar no dela para sempre por causa do tamanho. Para lá de grande. E com um preço bem acima do nosso orçamento. Mas para um curto período de tempo, seria uma solução muito boa. Melhor que ficar em um flat.

O segundo motivo é que finalmente iríamos ver o apartamento mais promissor. Localização que parecia boa, preço bom, dentro do orçamento, e o melhor de tudo: mobiliado. Sim, um apartamento já mobiliado seria uma mão na roda. Não precisaríamos comprar nada com urgência e ainda teríamos a opção de mudar o mais rápido possível.

Detalhe importante é que a Lud já voltou a trabalhar. E foi no final do dia anterior mesmo. Esteve no serviço por causa de uma reunião a que o antigo chefe gostaria que ela fosse. Ela aproveitou para pedir o cancelamento da licença, ficou sabendo de sua nova alocação e pronto: de volta ao serviço. Doeu? Sim, doeu e muito.

Combinamos de nos encontrar no apartamento um pouco antes do horário combinado com o dono. Depois de um longo perrengue que ambos enfrentamos com os ônibus, nos encontramos no local combinado uns 30 minutos antes do horário da visita. Mas só conseguimos com ajuda de táxis. Ela pegou o ônibus que foi para a asa contrária. Acabou pegando um táxi. No meu caso, simplesmente não passava o ônibus que eu precisava para ir do Lago Norte para a Asa Norte. Solução: também tive que recorrer ao táxi.

Chegamos ambos bem depois do que queríamos. A ideia era chegar por volta das 13:00, almoçar na comercial da quadra para já conhecer e depois ir para ver o apartamento no horário combinado, 14:00. Como chegamos perto da hora marcada, deu apenas para rodar um pouco a quadra, principalmente perto do bloco.

Aí a Lud começou a abordar moradores inocentes para perguntar o que eles achavam da quadra. O primeiro se chamava Jesus (ou seja, da próxima vez que nos perguntarem se a gente já encontrou Jesus, vamos responder "já!"). Ele mora há mais de duas décadas no local e gosta muito. Disse que o único senão do local é que as vezes rola um pouco de barulho por causa dos bares que fica na comercial do lado, muito frequentado nas noites de quinta pelo pessoal da UnB. Mas o nosso bloco é mais distante. Fora isso ele foi só elogios.

Já no bloco em que vamos morar conhecemos uma moradora que vive ali há 42 anos. Segundo ela, nunca quis mudar de lugar. Ela também nos apresentou ao zelador do prédio, também morador das antigas. Os dois só falaram bem da quadra. E o zelador nos avisou que o dono do apartamento que íamos olhar já tinha chegado e nos passou o número do apartamento Tocamos o interfone e lá fomos nós, ver o que nos esperava.

Por causa do anúncio com poucas fotos - e nenhuma dos quartos -, não dava para termos certeza de como seria o apartamento por dentro. Primeiro detalhe: terceiro andar sem elevador. Mas isso a gente já sabia, não ligava. Aliás, achamos que vai até fazer bem para a saúde.

O apartamento era do jeito que a gente queria: 72 metros quadrados dividido em uma sala, cozinha, área, um banheiro e dois quartos. E nos quartos cabe cama de casal! Além disso, tem o quartinho de empregada, mas ele fica tancando. É onde o dono guarda algumas coisas dele.

Uma coisa que achamos bem legal foi justamente o dono e sua disposição. Não queremos a cama de casal que está no quarto? Sem problema, ele tira. Dispensamos a mesa redonda de vidro e as duas cadeiras? Ele tira. Para completar os móveis, o apartamento tem a cozinha toda equipada, com geladeira, fogão, microondas e máquina de lavar roupa. Na sala a já citada mesa,  um sofá de dois lugares e uma tv fixada na linda parede de tijolos.

O banheiro é reformadíssimo. Nada a ver com a maioria dos que a gente visita aqui em Brasília. E tem um box com dois chuveiros (ótimo para tomar banho junto ou servir de backup para quando uma resistência queimar), uma banheira, e vaso e pia novinhos.

Um dos quartos tem uma cama de casal que parece flutuar no ar. Explico: pegue uma pirâmide baixa e faça um corte no meio dela, de forma paralela à base. Descarte a parte do alto, vire o que sobrou de cabeça para baixo e use como base da cama. Dá a impressão que o colchão está no ar, ainda mais porque ele é bem baixo.

O outro quarto está vazio. Tem só um armário embutido, meio maltratado. No quarto onde está a cama de casal, o armário foi arrancado e daqui uns dias será instalado um novinho! Para completar, todas as janelas da casa têm persianas, menos a da área de serviço. O que é mais que normal né? Além disso tem um pufe preto, um banquinho de madeira e alguns objetos do dia a dia, como vassoura e rodo, produtos de limpeza, saco de lixo, utensílios de cozinha. Ou seja, está praticamente pronto para mudar.

Só falta mesmo a instalação do armário do quarto, um armário no banheiro e outro na cozinha. Depois, uma boa limpeza. O dono falou que tudo isso será feita na semana que vem, junto com um pequeno serviço de pintura. Mas quem disse que a gente queria esperar? Combinamos com ele de fechar amanhã no cartório o contrato, pegar a chave e mudar na sexta mesmo.

Nossa futura nova sala. Já mobiliada. 

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

A procura por apartamentos em Brasília

Enquanto eu estudava, Lud procurava apartamentos para alugarmos em Brasília. Lendo um dos nossos antigos blogs, vimos que, da primeira vez que mudamos para cá, demoramos 10 dias para conseguir alugar e entrar no apartamento. Desta vez viemos com a intenção de reduzir e muito esse tempo.

Aprendemos com os erros passados. Saímos à procura desta vez munidos de protetor solar, garrafa de água, lista de apartamentos que realmente estão disponíveis para alugar e que nos agradam (nada de apartamentos que o anúncio existem mas o mesmo tinha "acabado de ser alugado" segundo a imobiliária). Ah, e demos preferências no primeiro dia para apartamentos com chave na portaria ou que o agente da imobiliária nos encontraria na porta.

O primeiro apartamento parecia muito promissor: valor total dentro do nosso limite orçamentário, excelente localização, tamanho perfeito segundo a metragem e fotos que indicavam um apartamento bem bonito. E chave na portaria. Que beleza!

Chegamos lá e começaram as decepções: o apartamento tem quartos minúsculos. Não tinha como colocar uma cama que não fosse encostada na parede. Ou seja, alguém ficaria "preso" na hora de dormir. Sério, nenhum dos dois quartos dava para colocar cama de casal, muito menos queen, com a cabeceira na parede e as laterais da cama livre. Um dos lados teria sempre que ficar grudado na parede. Imagina querer colocar um criado mundo do lado então?

Para piorar, a cozinha e a área estavam bem pior que nas fotos. Na verdade, um dos destaques das fotos da cozinha era uma bela coifa de metal. Na verdade o ex-morador levou a coifa embora. No local colocou o mais medonho, encardido, destruído e com fios para todos os lados Sugar que já vi na vida.

Outros pontos negativos: banheiro sem janela, apartamento com janelas pequenas e só de um lado do prédio. Nada de ventinho gostoso por ali.

O segundo apartamento foi o vencedor do dia. O agente nos recebeu na porta. Super pontual e muito simpático. Além disso, a localização do apartamento é boa, o preço excelente (menor valor de aluguel do dia), cozinha bem legal e banheiro muito bom - com janela de verdade! E o apartamento é de canto e vazado.

Já os defeitos incluem os 3 andares de escada sem elevador, a necessidade de pintar o apartamento inteiro antes de mudar e de trocar um armário de posição no quarto para caber a cama onde ela deve ficar. Pelo menos o armário não era embutido. E tanto ele quanto o do outro quarto são bem novos.

Mas pior mesmo é saber que  demoraria praticamente uma semana para ficar em condições de mudarmos. E ficar mais de uma semana na casa da Andreia, dormindo na cama dela enquanto ela dorme no sofá, não é uma opção. Somos abusados demais, não.

Após a segunda visita, iríamos ver mais 2 na mesma quadra. Só que o primeiro, que parecia bem legal pelas fotos, não podia receber visitas no dia. Nem no seguinte. Os antigos moradores estavam fazendo a mudança nessas datas. Isso explicava as ótimas fotos do apartamento, mobiliado, que permitiam que a gente visse que o quarto era tudo de bom em relação ao tamanho.

O outro, o corretor nos encontraria na porta. A imobiliária é bem perto. Pediu para ligarmos um pouco antes. Ligamos e para nossa surpresa ele não poderia aparecer. Estava em Goiânia. Olha que tínhamos marcado com ele por telefone 2 dias antes. Custava ter avisado? Pelas fotos seria o apartamento mais top do dia. Logicamente o mais caro também. No limite perfeito do orçamento que definimos.

Restava apenas mais um da lista do primeiro dia. 310 sul, lá fomos nós. Chave na portaria. Chiquérrima por sinal. Prédio lindão, porteiro, pessoal da limpeza, hall nos trinques, elevador reformado. Aí chegamos no apartamento e qual a nossa surpresa? Parecia muito melhor nas fotos. Fora a questão do tamanho. Mais um com quartos onde não cabe uma cama de casal. Além disso, o banheiro era bem medonho. Escuro com força e sem janela - só aqueles vãos para o miolo do prédio.

O saldo do dia foi bem pior do que imaginávamos. Mas, como relembrar é viver, resolvemos almoçar no antigo restaurante perto da nossa casa antiga. Comidinha conhecida e gostosa animou um pouco os ânimos. Ser reconhecidos pela dona do local também. De lá, resolvemos voltar no nosso antigo prédio da 104 sul. Quem sabe o nosso antigo apartamento estava alugando e por um preço camarada? Quem não arrisca não petisca!

Não, não estava. Mas nosso antigo porteio está lá ate hoje. Nos reconheceu e contou de um outro apartamento para alugar, no quinto andar do prédio. Chave na portaria. Sorte né? Fomos lá ver.

Olha, não era mais bonito que o mais barato do dia. Mas já tinha a cozinha mobiliada com todos os eletrodomésticos que precisaríamos, menos uma máquina de lavar roupa. A sala já tinha sofás. O banheiro estava reformado e é amplo e bonito. Preço? Só com a proprietário. Pegamos o telefone e ligamos. Afinal, sabemos que o local é maravilhoso para morar em Brasília. Porém o preço estava acima do nosso limite. Não muito. Talvez desse para negociar. Resolvemos deixar o apartamento como uma opção de reserva, caso nada desse certo.

Resumo do dia: não ficamos tão felizes como esperávamos ficar. Mas amanhã o dia promete mais. Vamos ver um já mobiliado com um preço muito bom, bem localizado e que na teoria estará pronto para mudar.

Quarto na foto parece bom. Mas tenta colocar uma cama de casal nele para ver.

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Quase mil dias depois

Depois de 984 dias longe, estamos voltando hoje para Brasília. Quase 160.000 quilômetros percorridos. Muitos países, muitas cidades, muitos locais lindos, outros um pouco menos. Foi uma aventura sensacional.

Segundo nossas estatísticas, quase 7% do nosso tempo de vida. Acho que posso dizer que foram os 7% mais fantásticos que eu poderia imaginar. E sempre com a minha perfeita companheira de vida, a Lud.

Agora é hora de começar uma nova etapa. E sabem que estou mais ansioso, mais assustado, mais preocupado agora do que em dezembro de 2012, quando largamos tudo? Acho que é porque na lá atrás, pelo menos para os primeiros 120 dias a gente já tinha roteiro e local para morar definido. Hoje, sabemos apenas que seremos muito bem recebidos por uma amiga para lá de especial que mora em Brasília agora.

(Andreia, não se preocupe: não vamos ficar aí 120 dias, não!)

Agradecimento especial para nossos pais. Foram praticamente 6 meses de hospedagem. Fomos tratados a pão-de-ló (ou bolos caseiros, pratos especiais, comidinhas típicas...).

Céu azul e ipês de Brasília. Combinação das mais lindas. 

sábado, 22 de agosto de 2015

Custo financeiro total do sabático

Depois de muita conta, muito acerto e muita pesquisa em nossas planilhas de controle financeiro, chegamos ao custo total do sabático.

Duração: 792 dias de viagem. Custo total por pessoa: incríveis 48,58 euros por dia. Dentro desse valor estão todos os custos - de equipamentos comprados antes da viagem a novo passaporte, vistos, documentos, carteira internacional de motorista, medicamentos, seguro de viagem, roupas, equipamentos, presentes e até custos com procurações.

A divisão por categorias ficou assim:

Euro cotado no valor médio de toda a viagem: 2,90 reais.

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

E depois de uma grande viagem, como é que fica a vida?

Quando eu pesquisava a turma que saía viajando pelo mundo, prestava uma atenção especial no que eles falavam a respeito da volta. E o povo dizia:

- que dá a maior tristeza;

- que sentem a maior falta de de viajar;

- que as pessoas que ficaram não entendem o que eles estão sentindo.

Além disso, alguns:

- estavam completamente sem grana;

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Ter ou não ter (carro)?

Eu costumo dizer que meu minimalismo é bem instrumental - vendemos tudo porque queríamos sair viajando, oras. Mas a simplicidade faz a gente ver as coisas de um jeito meio diferente e refletir sobre as decisões que a gente toma.

Na prática, isso significa que percebemos que várias das nossas escolhas "sobravam": a gente tinha mais carro, mais casa e mais coisas do que precisava - e usava (porque às vezes você não precisa precisa, mas usa e gosta, então está valendo).

Quando falo que nossas escolhas "sobravam", não estou usando como base de comparação o mínimo necessário, não (passei por essa fase, mas saí dela, rs). A minha base é uma vida legal, confortável e significativa, que faça sentido para nós, nossas personalidades e preferências.

A mudança - Assim, voltamos de viagem decididos a morar em um apartamento menor e a dirigir um carro mais econômico. E não é por falta de grana, não - embora, se fosse, não seria vergonha nenhuma. Ao contrário, seria inteligência (primeira regra da educação financeira: viva abaixo de seus meios). É porque de fato constatamos que é mais barato e mais fácil adquirir e manter uma casa e um carro mais simples.

Parênteses: sim, sabemos que é um privilégio poder optar por menos. Muita gente não pode se dar a esse luxo. E sim, morar longe da família facilita esse tipo de escolha - não tem a comparação diária com o carro do ano da prima fulana e o espertofone novo do tio sicrano. Fecha parênteses.

O fato de que vamos para Brasília ajuda, é claro: é possível morar razoavelmente perto do trabalho e a cidade é totalmente plana, então um motor 1.0 dá conta. Aí, de novo, não estou falando do mínimo necessário: quero um apartamento pequeno, mas com banheiro e cozinha reformados, porque as monstruosidades dos anos 60 ninguém merece; e o carro vai ter ar-condicionado, porque em Brasília faz um calor de lascar. 

O carro - Conversamos com gente que entende de carro. Escutamos: "carro barato e econômico? HB20, não tem erro!". Explicamos que não achávamos que 40 mil era barato. No fim das contas, as opiniões convergiram no Palio 1.0, usado - porque preço de carro cai assim que ele sai da concessionária.E aí toca a procurar carro (nem preciso dizer que é difícil achar o que queremos comprar pelo preço que estamos dispostos a pagar). E a botar na ponta do lápis os custos com IPVA, DPVAT, seguro e gasolina. E a lembrar da chatice das manutenções, das trocas de pneus, dos problemas mecânicos que às vezes aparecem...

A alternativa - Então a gente pensa na outra possibilidade: que tal não ter carro? Não temos filhos, nem dificuldades de locomoção. Como ainda vamos nos instalar na cidade onde vamos trabalhar, podemos nos organizar, isto é, tentar morar perto do emprego, perto do comércio, perto do transporte público.Também estamos dispostos a não ficar pão-durando na hora de pegar táxi, seja para ir a um lugar mais distante, seja porque está chovendo. Este site calcula quanto custa manter um carro. Segundo ele, se comprássemos um Paliozinho usado por 20 mil, gastaríamos, hoje, 8 mil reais por ano com a teteia. Conforme nossos controles financeiros, antes de viajarmos, gastávamos quase 6 mil reais por ano. Então daria pra andar bem de táxi, né?

A decisão - Afinal, ter ou não ter (carro)? Não conseguimos nos decidir. Então, o que fazer? Um experimento prático, claro. Nos primeiros tempos em Brasília, vamos ficar a pé (e de ônibus, e de táxi, e de carona). Depois de algumas semanas, teremos dados suficientes para confrontarmos os pós e contras... e bater o martelo.

Será a zebrinha nossa futura melhor amiga?
Foto daqui

terça-feira, 26 de maio de 2015

As 10 atrações mais em conta do sabático

Nossa curiosidade apertou e fomos pesquisar quais foram as atrações pagas mais em conta do sabático. E olhem o que achamos:


1° lugar: R$ 1,04 - entrada do Museu de Belas-Artes de Ho Chi Minh

Foi um dos lugares em que mais passamos calor na viagem. 

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Ainda com birra dos preços da América Latina - ou os 10 passeios mais caros do sabático


Sim, estou emburrado. Olha só: vamos pegar de novo o preço do trem de ida e volta entre Cusco e Machu Picchu: R$ 480,00. Aí você pode falar: "Ah, mas o passeio de trem é lindo. E o trem é super bom.". Ok, concordo.

Só que a gente já fez um super passeio na Noruega, o famoso Norway in a Nutshell. Saímos de Oslo em um trem muito confortável e com janelas panorâmicas; pegamos o para lá de panorâmico trem de Myrdal para Flam - o famoso Flam Express; cruzamos os fiordes de barco; pegamos um ônibus do outro lado do fiorde; para terminar, pegamos mais um trem. Tudo isso para chegar em Bergen. Custo: 430 reais por pessoa.

Esse foi o passeio mais caro de todo o sabático. Detalhe: na Noruega, país absurdamente caro. Não no Peru, que é um país baratinho.

Belas paisagens vistas do trem. As janelas são gigantes. 

terça-feira, 19 de maio de 2015

Saudades da China ou como viajar pela América do Sul custa caro

Olha, tem dado saudades da China ultimamente. Isso porque ando pesquisando onde ir, quando ir, onde ficar e o que fazer em nossa possível viagem pela América do Sul.

Nossa viagem pela China foi ótima, e para lá de barata. Estadias legais e em conta e o mais interessante: as atrações são uma barganha.

Pequim nos surpreendeu positivamente. 
Confesso que estou assustado com o preço para visitar Machu Picchu e com os valores dos pacotes para passear pelo Salar de Uyuni, pelo deserto do Atacama. Tudo custa caro.

quinta-feira, 7 de maio de 2015

As 10 cidades que mais visitamos - Parte II

Continuando a lista das cidades em que passamos mais tempo, na quinta posição temos uma cidade que já conhecíamos e que não tínhamos achado lá essas coisas: Madrid.

O urso símbolo da cidade. 
Em 2007 passamos 4 dias na cidade em pleno verão europeu. Ou seja, temperaturas altíssimas, na casa dos quarenta graus. Foi uma viagem que fizemos com os pais da Lud. E como vínhamos da Andaluzia que tínhamos adorado, achamos na época Madrid meio sem graça.

Eu queria muito dar uma nova chance para ela e a Lud aprovou a ideia de ficar lá um mês. Na verdade foi até mais, ficamos 32 dias. E olha, saímos de Madrid com uma outra opinião da cidade.


domingo, 3 de maio de 2015

As 10 cidades que mais visitamos - Parte I

Como já contamos, passamos por 212 cidades durante nosso sabático. (Até agora. Vai que a gente anima a cair na estrada de novo?)

Decidimos fazer a lista das 10 cidades em que mais passamos tempo. Não preciso nem dizer que cada uma delas será para sempre lembrada com muito carinho. Algumas nos conquistaram mesmo: são lugares em que moraríamos sem pensar duas vezes!

A 10° cidade onde mais ficamos já é uma "de morar": Budapeste. No total do sabático, passamos 10 dias por lá. A capital da Hungria é, para nós, uma das cidades mais lindas da Europa - e do mundo.

Ah, Budapeste! 

quinta-feira, 16 de abril de 2015

As 5 estadias mais baratas do sabático

Depois da lista das 5 estadias mais caras do sabático, chegou a hora de falarmos das 5 mais em conta.

Não vamos considerar as noites gratuitas em casa de amigos e parentes. Ou a noite que passamos no aeroporto de Bergen sem gastar nada. Na lista, só locais que pagamos para dormir.

Na quinta posição, e por incrível que pareça, o albergue mais barato do sabático: o hostel Han Tang Inn em Xi An, China. O interessante é que as outras 4 estadias mais em conta não são albergues. Afinal, temos a impressão de que hostel é o que há para economizar, né? No entanto, conseguimos ficar em  em hotéis e apartamentos pagando menos do que em albergues.

Só a cama é que era dura. Fora isso, ótimo albergue. (Obs: cama dura é o normal da China.) 

sábado, 11 de abril de 2015

As 5 estadias mais caras do sabático

Dos 134 locais pagos em que dormimos, fizemos o levantamento dos 5 mais caros. 2 Apartamentos e 3 hotéis figuram na lista:

A quinta estadia mais cara foi um apartamento em Dublin por 4 dias. É, cidade cara, mas poderia ter sido mais. Ficamos 8 noites na cidade: as 4 primeiras nesse apartamento e as 4 últimas em um quarto na casa de uma família. Se as primeiras 4 noites custaram 95,25 euros por casal a noite, as 4 seguintes seriam ainda mais caras por causa da data: feriado de St. Patrick's.

A menina está abismada com o preço do apartamento ou com o desfile de St Patrick's? Talvez com os dois. 

quinta-feira, 2 de abril de 2015

Como demos sorte em nosso sabático

Não digo sorte em relação aos destinos, à falta de acidentes, a não termos ficado doentes, a não termos perdido nem um voo ou transporte e nem uma mala. Sim, deu tudo certo nesses quesitos. Tivemos sorte, sim. Mas o planejamento e preparação ajudaram e muito.

Quero falar em relação à época escolhida por nós. O acerto começou com a cidadania portuguesa. Se fôssemos antes, não teríamos a cidadania. Por isso, não teríamos a opção de ficar tanto tempo na Europa. Teríamos que sair mais de lá. A regra é clara: a cada 180 dias, o turista só pode ficar por lá 90. Sem a cidadania, teríamos que viajar muito mais para fora da União Europeia.

Logicamente outra questão fundamental em relação à época do sabático foi nossa situação de trabalho. Lud tinha acabado um projeto super legal e importante. Eu estava super desanimado e infeliz no trabalho. Portanto, fiquei feliz por deixar para trás algo que não estava me animando e a Lud, com a sensação de dever cumprido. Inclusive o dever cumprido é que a conseguir a licença...

Demos sorte em relação aos valores de moedas. Quando começamos a nos preparar, chegamos a comprar euros por 2,25 reais. Tá certo que o real desvalorizou muito ultimamente. Mas nosso custo médio, mesmo com IOF passando a ser cobrado no final do nosso primeiro ano de viagem, ficou em 2,90 reais por euro.

Para terem ideia, em dezembro de 2008 viajamos para Suíça, Áustria e República Tcheca. Na época, chegamos a pagar 3,40 reais por euro. Portanto, o euro voltando a este patamar hoje mostra como o real estava super valorizado; e como nos demos bem. Foi só voltarmos ao Brasil que o real desvalorizou incrivelmente...

Usamos 26 moedas diferentes durante todo o período. E pegamos todas em épocas bem favoráveis para o real.

Demos sorte também em relação ao momento político mundial. Sei não. Estou com a sensação que em breve as coisas vão piorar. Pegamos um mundo bem tranquilo: nada de brigas ou problemas sérios por onde passamos. Agora temos até uma ameaça de retorno de uma guerra fria.

É que em 9 de maio a Rússia vai comemorar 70 anos do fim da II Guerra Mundial. Os convidados são a China, o Irã, a Venezuela, a Turquia, o Egito, a Coreia do Norte, a Bielorrússia e até da Grécia. Sei lá, pode ser o início de uma nova fase de tensão entre países. Ainda mais com dois membros da OTAN dando as caras na comemoração. Seria uma busca da Rússia em ocupar o lugar de destaque nas relações internacionais que perdeu desde o final dos anos 80?

Fora isso, tivemos atendado afetando turistas na Tunísia, os atentados em Paris (quando estivemos por lá), a ameaça do Estado Islâmico, a epidemia do ebola, avião caindo na Europa... Muita coisa ruim rolando por aí. Espero que seja tudo fogo de palha. O mundo é muito lindo e todo mundo que queira e possa deveria poder aproveitar. O turismo é muito importante para a economia mundial. E de alguns países então, é o carro chefe de suas receitas.

Sinceramente, se o sabático fosse começar agora, acho que a gente seria um pouco mais cauteloso em relação a destinos. Mas o que iria agravar mesmo a situação seria a variação cambial. Tá certo que teríamos mais dinheiro guardado, mas esse dinheiro valeria menos... E tem outra coisa (falo de experiência própria): quanto mais a gente tem, mais é difícil de largar o osso.

É, o planejamento não poderia ter sido melhor. Acho que época melhor também não teria sido possível. Só se tivéssemos começado um ano antes, no início de 2012 e não de 2013. Mas aí o pessoal do trabalho da Lud não a teria liberado e...

Em suma: deu tudo muito certo.

Foi em nosso 13° dia em Paris que ocorreu o atentado contra o Charlie Hebdo.

quarta-feira, 11 de março de 2015

Subindo a Torre Eiffel pelas escadas

Eu já tinha subido na torre pelo método tradicional - elevador - em 2007. A vista é muito boa. Mas, para ser sincero, é tão alto que as vezes até fica sem graça. Fora que a poluição e o tempo podem deixar a vista bem mais ou menos.

Durante os dois meses em Paris, fiquei com vontade de ir de novo. A vista é um atrativo, um incentivo à parte. Mas o que eu queria mesmo era vencer o desafio de subir pelas escadas.

O site oficial diz que são 704 degraus da base até o segundo andar da torre. Para ir ao topo, o terceiro andar, pelas escadas, tem de comprar o complemento do ingresso no segundo andar da torre. E aí só elevador até o topo.

Nos dois meses que passamos aqui, escadas não faltaram. Teve as do Arco do Triunfo, as da Catedral de Notre Dame de Paris (3 vezes!) e muito mais. Mas nenhuma delas chega perto de ter mais de 700 degraus. Por isso achei que seria um desafio bem difícil.

Não é que não foi nada? Foi bem mais tranquilo que subir de escada no Arco ou na Catedral. É que, apesar dos muitos degraus, as escadarias da torre são abertas, possibilitando que você se distraia o tempo todo. Lógico que cansa, que é puxado. Mas dá para parar a cada dois lances, ler informações sobre a torre e sua construção, apreciar ângulos diferentes... Ou seja, o tempo passa e você, quando vê, já chegou ao primeiro andar.

Como tem coisa legal no primeiro andar além da vista! Muitos cartazes e filmes sobre a torre e a importância dela. Uma lista enorme de cópias suas pelo mundo. Vídeos mostrando várias celebridades que já visitaram e eventos que já ocorreram. E um ringue de patinação no gelo!

Vi um pedaço de uma corrida de bicicleta pelas escadarias. Sim, a pessoa subiu de bicicleta as escadas! Super incentivo para continuar a viagem para o segundo andar. E, de novo, a vista ajuda a passar o tempo. E um rapaz subindo com sua mala - sim, uma mala! - incentiva ainda mais.

Chegando ao segundo andar, a satisfação de conseguir chegar somada à vista dá uma sensação muito boa. E nem dá para suar muito. Pelo menos no inverno! É até o contrário, pois fazia muito frio. Quando fui, estava fazendo apenas 2 graus nos termômetros. Mas, à medida em que se sobe, o vento faz a sensação térmica despencar. Por isso, vá bem agasalhado, com luvas, gorro e cachecol.

O segundo andar tem, a meu ver, a melhor vista. É que não é tão alto quanto o terceiro. Ainda dá para ver bem os prédios e locais famosos da cidade. Não que o terceiro não mereça ser visitado - é que acho que uma vez só tá bom!

Gostei tanto que confesso que fiquei com vontade de ir de novo. Até porque a economia é legal: custa só 5 euros! E antes que achem maluquice, saibam tinha fila! Sim, fila para subir pelas escadas. Um número considerável de gente acha que é uma boa ideia.

O desafio.