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quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Malásia: custos e impressões

Quanto tempo ficamos: 4 noites,todas em Kuala Lumpur
Média hospedagem:   12,67 euros por pessoa/dia
Média alimentação:   7,26 euros por pessoa/dia
Média atrações:   9,31 euros por pessoa/dia
Média transporte urbano:   1,72 euros por pessoa/dia

De onde e como viemos: Voamos de Frankfurt na Alemanha para Kuala Lumpur com escala em Abu Dhabi. Voo da Etihad Airlines. A ida e volta custou 688 euros por pessoa. Ainda bem que na época o Euro valia 2,95 reais.

Duração: 13 hora e 20 minutos de voo na soma dos dois voos.

Hospedagem Kuala Lumpur: Albergue  reservado no site hostelworld. 25,34  euros a noite.

Para onde e como fomos: Pegamos um trem noturno para Cingapura. Custou 10 euros por pessoa!

Custo total: 39,67 euros por pessoa/dia.

Índice LudLeo de facilidade de viajar por conta própria: 8/10. Difícil de falar já que só conhecemos a capital e dela pegamos um trem para Cingapura. Mas foi tudo ultrafácil. Fomos do aeroporto para o hotel usando transporte público, compramos a passagem de trem do Brasil mesmo, conseguimos nos comunicar bem em inglês e na base da mímica.

Voltaríamos? Sim!

Cingapura: custos e impressões

Quanto tempo ficamos: 4 noites,todas em Cingapura, a cidade estado.
Média hospedagem: 17,59 euros por pessoa/dia
Média alimentação: 8,55 euros por pessoa/dia
Média atrações: 4,10 euros por pessoa/dia
Média transporte urbano: 6,51 euros por pessoa/dia

De onde e como viemos: viemos de Kuala Lumpur na Malásia. Passamos a noite em um trem noturno com beliches. Até conseguimos dormir razoavelmente.

Duração: 10 horas e 50 minutos.

Hospedagem Cingapura: albergue  reservado no site hostelbookers. 33,62  euros a noite.

Para onde e como fomos: voamos para Phukert de JetStar. 96,54 euros por pessoa.


Custo total: 37,15  euros por pessoa/dia.

Índice LudLeo de facilidade de viajar por conta própria: 9/10. Superfácil. Tudo muito organizado, todos falam inglês, e tem muita informação na internet. Tá certo que o inglês pode ser meio difícil de entender alumas vezes por causa do sotaque.

Voltaríamos? Sem dúvida!

Tailândia: custos e impressões

Quanto tempo ficamos: 11 noites, 3 em Phuket, 3 em Chiang Mai, 1 em um trem e 4 em Bangkok.
Média hospedagem:   16,81 euros por pessoa/dia
Média alimentação:   12,77 euros por pessoa/dia
Média atrações:   5,01  euros por pessoa/dia
Média transporte urbano:   5,02 euros por pessoa/dia

De onde e como viemos: Voamos de Cingapura para Phuket pela Jetstar.

Duração: 1 hora e 45 minutos.

Hospedagem Phuket: 1° noite no hotel reservado no site agoda. 46  euros a noite.
Hospedagem Phuket: Outras duas noites hotel reservado no site booking. 150  euros a noite.
Hospedagem Chiang Mai: Hotel reservado no site booking. 21,22  euros a noite.
Noite no trem: 20,33 euros por pessoa trem com beliche.
Hospedagem Bangkok: Hotel reservado no site booking. 33,97 euros a noite.

Para onde e como fomos: Voamos para Hanói no Vietnã pela AirAsia 98,88 euros por pessoa.

Custo total: 68,55  euros por pessoa/dia.  O que encareceu foram as duas noites no super hotel com praia particular para qual resolvemos mudar depois da primeira noite em Phuket. Só aí foram 300 euros gastos. E nesse hotel os custos com as refeições foram salgadas, mais 60 euros para a conta. Além disso tivemos o gastos de 158 euros para cada um dos voos de Phuket para Chiang Mai e depois de Bangkok para Hanói no Vietnã.


Índice LudLeo de facilidade de viajar por conta própria: 9/10. Tailândia está super preparada para o turista, principalmente o turista mochileiro e o turista independente.

Voltaríamos? Sem pensar duas vezes! 

Camboja: custos e impressões

Quanto tempo ficamos: 5 noites, 2 em Phnom Penh e 3 em Siem Reap.
Média hospedagem: 10,26 euros por pessoa/dia
Média alimentação: 9,59 euros por pessoa/dia
Média atrações: 7,10  euros por pessoa/dia
Média transporte urbano: 4,99 euros por pessoa/dia

De onde e como viemos: De ônibus vindos de Saigon no Vietnã.

Duração: 6 horas e 30 minutos

Hospedagem Phnom Penh: Hotel reservado no site booking. 26,03 euros a noite.
Hospedagem Siem Reap: Hotel reservado no site booking. 16,83  euros a noite.

Para onde e como fomos: De volta à Frankfurt na Europa. Primeiro voamos para Kuala Lumpur pela AirAsia 2 horas de voo e 69,90 euros por pessoa. De lá voamos de volta para Abu Dhabi e depois Frankfurt no voo da Etihad.

Custo total: 51,90  euros por pessoa/dia.  Bem em conta, mesmo os ingressos para o Angkor Wat somado ao tuk tuk que ficou 2 dias e meio a nossa disposição ter custado praticamente 100 euros no total. E se tirar o custo da passagem de avião para voltarmos para Kuala Lumpur, a média diária cai para 37,92 euros.

Índice LudLeo de facilidade de viajar por conta própria: 7,5/10. Na verdade depende. Se for apenas para Angkor Wat, é hiper ultra fácil. E da capital Phnom Penh para lá também é mole. Para se aprofundar mais no país é precisa um pouco mais de pesquisa e paciência.

Voltaríamos? Sim!

Sérvia: custos e impressões

Quanto tempo ficamos: 6 noites. 4 em Belgrado e 2 em Nis.
Média hospedagem: 17,62 euros por pessoa/dia
Média alimentação: 6,25 euros por pessoa/dia
Média atrações: 0,22 euros por pessoa/dia
Média transporte urbano: 0! euros por pessoa/dia

De onde e como viemos: Timissoara na Romênia para Belgrado, a capital da Sérvia.

Contratamos o serviço da empresa Geatours que faz todos os dias o transfer de uma cidade para a outra. Custa 20 euros por pessoa.

A viagem foi muito boa. Cabiam 8 pessoas além do motorista, e éramos só 4.A van era bem espaçosa. Estrada bem estreita mas tranquila, em ambos os países. A van nos pegou na porta de nosso hotel em Timissoara e nos deixou na porta do apartamento que alugamos em Belgrado. 

Duração: 2 horas e 40 minutos

Procedimento de fronteira: Totalmente sem incidentes. Para primeiro na fronteira da Romênia, o motorista pega o passaporte de todos e entrega para a fiscal que estava lá. Ela olha, fala o nome das pessoas só para ver se bate com as fotos e logo depois devolve tudo. Aí a van anda uns 100 metros e repete o procedimento na fronteira da Sérvia. Tanto eu quanto a Lud entramos sem problema e sem necessidade de visto, em com meu passaporte brasileiro e ela com o português. 

Hospedagem Belgrado: Apartamento alugado no site airbnb. 39 euros por noite.

Hospedagem Nis: Apartamento alugado no site airbnb. 28 euros por noite.

Para onde e como fomos: Saímos de Nis e fomos para Skopje, a capital da Macedônia.

Fomos de ônibus com a passagem custando 12,50 euros por pessoa. A empresa que usamos chama-se Nis Express. Compramos no dia anterior, mas daria para comprar na hora mesmo, pois tinha vários lugares vagos, pois ainda não estávamos na alta temporada.

O ônibus demoraria quatro horas no total para fazer o pouco mais de 200 km, mas demorou cinco.


A viagem de ônibus foi muito boa. Como ele saiu com apenas 60% de passageiros, deu para cada um de nós ocupar dois lugares. Com isso o conforto mais que duplicou.


A viagem foi super tranquila e com belas paisagens. O sudeste da Sérvia é bem bonito. Vales com campos verdes entre montanhas altas.


Procedimento de fronteira: Dois momentos. Primeiro entra um funcionário da aduana sérvia e recolhe os passaportes pessoalmente de cada um dos passageiros. Depois ele devolve para o funcionário do ônibus (são dois motoristas no ônibus se revezando), que entrega para os passageiros.

Aí o ônibus anda 50 metros e repete tudo de novo, agora com um funcionário da Macedônia. E antes que alguém pergunte porque o funcionário do ônibus não entrega direto ele para o fiscal da alfândega, é porque ele pega de cada um e confere a foto.

O processo todo demorou uma hora porque tinha fila e estavam revistando os veículos e bagageiros.

Língua e comunicação: Achamos para lá de interessante. A língua oficial é o sérvio e o alfabeto é o cirílico. Só que tem muita coisa escrita em alfabeto latino. Tem até um jornal impresso que sai um dia em cirílico, outro em latim. Com isso fica mais fácil ler algumas coisas, já que não é necessário traduzir o alfabeto. Então para achar nome de atrações e ruas é bem mais fácil.

Muita gente fala inglês. Não tivemos o menor problema para ir à supermercados, comprar passagens de trem na estação, comer em restaurantes.

Custo total: 33,24 euros por pessoa/dia. Foi muito em conta. E olha que tivemos alguns gastos extras que apesar de computados para a Sérvia foram usados em toda a viagem como a compra de protetor solar e recarga do chip de celular internacional.

Transportes: Dois momentos bem distintos. O trem que usamos para ir e voltar à Novi Sad de Belgrado foi ótimo, rápido e para lá de pontual. Já o que usamos para ir de Belgrado para Nis foi normal, nada demais. Porém hiper atrasado, hiper lento e com muitas pessoas fumando dentro de trem. Foi muito, muito ruim. Devíamos ter ido de ônibus como sugeriu o dono do apartamento de Belgrado. É que depois do trem para Novi Sad, achamos que se fosse no mesmo nível seria perfeito. Erro nosso. No mais não usamos transporte dentro das cidades. Mesmo para ir para às estações de trem do e para o apartamento, e para a estação de ônibus de Nis fomos de carona com os proprietários dos lugares que alugamos.

Belgrado, bate e volta em Novi Sad e Nis. O roteiro pela Sérvia.

Nota para o país: 7/10

Índice LudLeo de facilidade de viajar por conta própria: 8/10

Voltaríamos? Acho que não. Já vi o que queria, pelo menos em relação ao que sei. Pode ser que pesquisando mais descubra algum lugar fantástico que não tenha conhecido.

Impressões: O forte da Sérvia para nós foi o povo. Super simpático e prestativo. Com o decorrer da viagem, aprendemos que é o forte de toda a população da ex-Iugoslávia. Em Belgrado a dona do apartamento fez um prato típico para no receber. Ainda brindaram nossa chegada com uma rakia. O marido, saiu para caminhar com a gente e mostrar a região do apartamento. Ficamos quase 2 horas na rua. Foi praticamente um free walking tours. Para completar, no dia de ir embora ele nos levou até a estação de trem no carro dele.

Em Nis foi a mesma coisa. O dono do apartamento nos pegou na estação de trem, deu uma super volta pela cidade no carro dele contando as histórias e mostrando os lugares. No dia de ir embora foi nos buscar, nos levou na estação de ônibus, ajudou a embarcarmos e tudo mais.

Em termos de cidades, Nis não tem praticamente nada para fazer. Mas foi uma boa parada para quebrar o que seria uma longa viagem até a Macedônia. Belgrado vale e muita a visita. Gostamos bem. E Novi Sad foi um achado. Excelente passeio de ida e volta. A cidade é bem fofa. Daria até para passar alguns dias por lá.

Em relação aos custos foi mais um país muito em conta. Estadias bem baratas, comidas na rua muito em conta mas em bons restaurantes com valores mais elevados. Aproveitando, os fãs de bares vão curtir e muito a Sérvia. Belgrado pareceu para nós a capital mundial dos bares. Final de tarde as ruas lotam, os bares e cafés lotam e os pipoqueiros fazem a festa. Sim, eles adoram comer uma pipoca por lá.

Romênia: custos e impressões

Quanto tempo ficamos: 13 noites. 4 em Bucareste, 4 em Brasov, 2 em Sighisoara, 2 em Sibiu e 1 em Timissoara.
Média hospedagem:  18,68 euros por pessoa/dia
Média alimentação:  6,30 euros por pessoa/dia
Média atrações:  3,47 euros por pessoa/dia
Média transporte urbano:  1,03 euros por pessoa/dia

De onde e como viemos: Veliko Tarnovo na Bulgária para Bucareste.

Compramos as passagens de trem com antecedência de um dia em Veliko Tarnovo. O trem sai de Gorna, cidade perto de Veliko Tarnovo. Pegamos um táxi que nos cobrou 5,23 euros. A passagem de trem de Gorna para Bucareste custou 14,57 euros por pessoa. Apesar da longa viagem para a curta distância, a viagem é tranquila e o trem apesar de velho não é desconfortável. Só sofremos um pouco com o forte calor e ausência de vagões climatizados.

Duração: 6 horas e 45 minutos de viagem. Mais 10 minutos do táxi de Veliko Tarnovo até Gorna.

Procedimento de fronteira: Ocorrem duas vezes: primeiro na cidade de Ruse, a última da Bulgária, os fiscais entram no trem, pegam os passaportes, carimbam a saída e avisam pelo rádio para alguém dar baixa no sistema. Já na primeira cidade romena o procedimento se repete, mas na Romênia os fiscais descem do trem com os passaportes e depois retornam com eles carimbados.

Hospedagem Bucareste: Apartamento alugado no site airbnb. 39,25 euros por noite.

Hospedagem Brasov: Apartamento alugado no site airbnb. 32,50 euros por noite.

Hospedagem Sighsoara: Hotel Pensiune Bastion. 35 euros por noite. 

Hospedagem Sibiu: Hotel The Council. 56 euros por noite.

Hospedagem Timissoara: Hostel Nord. 28 euros por noite.

Para onde e como fomos: Timissoara para Belgrado na Sérvia.

Contratamos o serviço da empresa Geatours que faz todos os dias o transfer de uma cidade para a outra. Custa 20 euros por pessoa. A outra opção era tentar o trem, mas não conseguimos muitas informações. Só que custaria por volta de 11 euros e seria necessário trocar de trem na fronteira. Mas os horários foi impossível descobrir.

A viagem foi muito boa. Cabiam 8 pessoas além do motorista, e éramos só 4. E a van era bem espaçosa. A viagem começou às 10:20 e terminou por volta de 13:00. Estrada bem estreita mas tranquila, em ambos os países. A van nos pegou na porta de nosso hotel e nos deixou na porta do apartamento que alugamos em Belgrado. 

Procedimento de fronteiraTotalmente sem incidentes. Para primeiro na fronteira da Romênia, o motorista pega o passaporte de todos e entrega para a fiscal que estava lá. Ela olha, fala o nome das pessoas só para ver se bate com as fotos e logo depois devolve tudo. Aí a van anda uns 100 metros e repete o procedimento na fronteira da Sérvia. Tanto eu quanto a Lud entramos sem problema e sem necessidade de visto, em com meu passaporte brasileiro e ela com o português. 


Língua e comunicação: A língua oficial é o romeno. Dá para ler algumas coisas, pois existe certa semelhança com línguas latinas. Falar e escutar é bem mais difícil. Não tivemos problema em nenhum momento. Mesmo nas cidades menores. Até mesmo na minúscula Medias, onde perdemos uma conexão de trem, conseguimos comunicar de forma razoável em inglês.

Custo total: 36,92 euros por pessoa/dia. Surpresa na Romênia foi nossa multa que tomamos no ônibus de Bucareste que nos custou 11 euros. Outra coisa interessante para relatar da Romênia são os gastos com direito de fotografar atrações. 14,26 euros para poder tirar fotos no Castelo de Peles e Sinaia e o Parlamento em Bucareste;

Transportes: Sem dúvida os mais precários de todas nossas viagens. Comprar com antecedência é um conceito que não existe. Local de saída e chegada é ali, na próxima esquina, ou na próxima praça. Tudo meio que no pergunta que alguém sabe. Lógico que existem as rodoviárias de onde saem os principais ônibus. Mas as vans e furgões, o principal meio de transporte público da galera entre as cidades é na base do informalismo puro. E tudo bem antigo, pequeno, apertado e lotado até não caber nem mais uma criança de colo no colo da criança não tão de colo. A vantagem é o custo. É tão barato que você quase está recebendo para viajar. As estradas são terríveis, o trânsito bem caótico. Mas tudo em velocidade para lá de baixa.



Nota para o país: 7.5/10

Índice LudLeo de facilidade de viajar por conta própria: 7/10.

Voltaríamos? Sim! Confesso que esperava um pouco mais. Imaginava que a Romênia seria para mim o que a Polônia foi em 2013. Mas a Romênia agradou, principalmente o interior. Gostaria de explorar outras regiões do país, principalmente a remota região de Bucovina. Porém não é uma região fácil de ir por conta própria sem alugar um carro. Pelo que vi, depender de transporte público para ir para lá não é para os fracos. E alugar um carro para dirigir pela Transfagarasan deve ser interessante. E explorar a região dos Cárpatos.

Recomendado para: Quem quer conhecer um país com muita história (inclusive a origem da lenda do Drácula), visitar muitas cidades coloridas e com uma arquitetura bem diferente e viajar em um destino com preços ainda muito em conta para padrões europeus. E se você gosta de carne de porco, poderá comer muito, mas muito bem na Romênia.

Impressões: Bucareste é legal mas foi o local que mais nos decepcionou. É que esperávamos mais. A cidade ainda tem muitos prédios abandonados ou com necessidade de reformas pelo lado de fora. Mas nosso guia nos contou que o problema é que após a redemocratização do país, muitos imóveis ainda não possuem dono ou os mesmos estão na justiça brigando para recuperá-los. Com isso, é raro quem queira investir na reforma. Mas o gigante prédio do Parlamento e outras partes bem legais valem a pena conhecer.

Já o interior foi o que imaginávamos. Brasov, Sighsoara e Sibiu são lindas. Muito agradáveis, fácil de passear a pé por toda a parte turística, com preços bem em contas e comida excelente.

Os transportes são um pouco melhores que os da Bulgária mas ainda deixam muito a desejar em termo de velocidade para o resto da Europa. Mas os trens são confortáveis, apesar de antigos.

Tínhamos lido muito sobre matilhas de cachorros, ou o perigo dos ciganos. Não vimos nada disso. Vimos poucos cães nas ruas e todos que vimos tinham identificação nas orelhas o que indicava que era cuidados e vacinados. Ciganos foi até uma decepção. Não vimos quase nenhum. Só mesmo no trem entre Medias e Sibiu é que vimos uma grande família. Acho que nos reparamos neles. Mas eles nem registraram a gente.

Em relação aos custos, ainda é uma região bem barata da Europa. Tanto que comemos bem fora de casa. Coisa que fizemos muito pouco na Europa. E além de comer muito, comemos muito bem.  Carne de porco e tudo feito com queijo cascaval é delicioso.

Os transportes também são baratos. Tanto que gastamos 45 euros por pessoa com todas nossos trechos de trem: Bucareste-Brasov-Sighisoara-Sibiu-Timissoara. Única coisa que não gostei é que para tirar fotos em alguns lugares, paga-se, e caro. E as atrações pagas também são um pouco salgadas para a região.

Montenegro: custos e impressões

Quanto tempo ficamos: 8 noites. 3 em Ulcinj e 5 em Kotor.
Média hospedagem: 26,37 euros por pessoa/dia
Média alimentação: 5,9 euros por pessoa/dia
Média atrações: 0! euros por pessoa/dia
Média transporte urbano: 0,31euros por pessoa/dia

De onde e como viemos: Tirana na Albânia para Ulcinj em Montenegro.

Pegamos um furgão de rua que custou 2,85 euros por pessoa de Tirana até Shkoder, cidade albanesa na fronteira com Montenegro. De lá pegamos um micro-ônibus com custo de 4 euros para chegar em Ulcinj. Ambos transportes podem ser pagos em moeda local ou euro. Todas as passagens são compradas na hora, dentro do transporte. Não existe opção de comprar com antecedência.

Duração: 3 horas e 30 minutos, incluindo o tempo de imigração.

Procedimento de fronteira: Foi rápido - uns 20 minutos. O ônibus furou a longa fila de carros (preferência para transporte coletivos!); nosso motorista desceu com os passaportes dos passageiros, entrou numa cabine, saiu para fumar um cigarrinho, retornou e pronto, liberados para entrar em Montenegro.

Hospedagem Ulcinj: Hotel Apartmani Corona

Hospedagem Kotor: apartamento alugado no site do airbnb.

Informações de ambas estadias aqui. 

Para onde e como fomos: Kotor para Dubrovnik na Croácia.

Ônibus direto de Kotor para Dubrovnik. Demorou 3 horas e 30 minutos contando com o tempo da fronteira, que foi longo. A viagem é ótima, a paisagem linda tanto em Montenegro como na Croácia. A estrada é estreita, com muitas curvas mas muito bem sinalizada e de ótima qualidade. Custou 14 euros por pessoa.

Procedimento de fronteiraDo lado de Montenegro, um dos três funcionários do ônibus pegou os passaportes, desceu e logo depois voltou com tudo liberado. 

No controle de fronteira da Croácia a coisa é mais demorada: desce um por um do ônibus, vai pessoalmente na cabine de controle, tem o passaporte verificado e é liberado, devendo andar para frente onde deve-se esperar o ônibus. Meu caso não demorou 1 minuto. O da Lud com passaporte português nem 10 segundos. Algumas pessoas demoraram mais. Enquanto espera os outros passageiros, tem a opção de brincar com os gatinhos que moram por ali.


Língua e comunicação: A língua falada por todos é o montenegrino. Mas nos comunicamos o tempo todo em inglês e em tudo que é lugar. Muito fácil a comunicação.

Custo total: 35,45 euros por pessoa/dia. O que ajudou a manter os baixos custos foram as refeições feitas em casa, principalmente em Kotor e não termos gasto nada em atrações turísticas.

Dá para ver no mapa que ainda temos muito para explorar desse ótimo país. 
Transportes: Bem melhores que a Albânia. Sem comparação. Ainda não é padrão Europa Ocidental mas muito perto. Ônibus não tão antigos, belas janelas panorâmicas, bom espaço. Não usamos transporte dentro das cidades. Em Ulcinj pegamos um táxi quando chegamos para irmos ao hotel. Foi tranquilo, barato e confiável. Na volta o dono do hotel nos deu carona.


Nota para o país: 9.0/10

Índice LudLeo de facilidade de viajar por conta própria: 8/10

Voltaríamos? Leo: Definitivamente. O país ainda tem muito que quero explorar; Mais cidades na costa, mais cidades à beira dos lagos, monastérios nos altos das montanhas, um famoso parque com um cânion e muito mais. Fora que para Kotor volto quantas vezes der. Conseguiu ser ainda mais belo que Ohrid na Macedônia.

Recomendado para: Quem gosta de lugares que estão começando a ser o novo centro do turismo Europeu. Alemães, Holandeses e a galera dos países Nórdicos estão deixando um pouco outros destinos para explorar Montenegro. E está aí uma lista de turistas espertos, que conhecem a Europa como poucos e sabem explorar os bons lugares antes deles ficarem caros e cheios demais. Seja esperto também e faça como eles.

ImpressõesForam 8 noites com gostinho de quero mais. E só 2 cidades conhecidas: Ulcinj, bem ao sul, perto da Albânia, e Kotor, no meio da costa. Ou seja, difícil falar sobre o país. O que dá para falar é: o que vimos é muito lindo.

Ulcinj não é nada demais. Foi um local legal para relaxar e tentar curtir o mar, mas a água estava muito fria e mais da metade do tempo por lá foi de chuvas. Acabou que o que mais gostamos de lá foi comer, bem e muito barato ainda.

Já Kotor... Que lugar divino. Foram 5 dias. Infelizmente o último foi de chuva incessante. E com isso, os planos de conhecer outros destinos foram literalmente por água abaixo. É que nos dias anteriores, quando tentamos passear de barco para ir a outras cidades, chegamos muito em cima da hora e o único barco que tinha já estava lotado.

Mas dá para falar também das vistas sensacionais que tivemos durante as viagens de ônibus. A costa é muito bonita. E o mais legal é que o país é muito montanhoso - montanhas bem altas que chegam praticamente dentro do mar. Sei que fomos embora com vontade de voltar para ver cidades pelas quais só passamos, como Budva, a quase ilha de Sveti Stefan, Perast e várias outras que vimos pelos caminhos. Sem dúvida foi, em termos de beleza natural, um dos países top da Europa. Talvez só a Noruega consiga ganhar - mas os preços em Montenegro são muito melhores! Vou até fazer um elogio que é o maior que um país pode receber: me lembrou a Nova Zelândia, o lugar mais lindo do mundo para mim até agora.

Bósnia-Herzegovina: custos e impressões

Quanto tempo ficamos: 5 noites. 4 em Sarajevo e 1 em Mostar
Média hospedagem: 14,10 euros por pessoa/dia
Média alimentação: 6,50 euros por pessoa/dia
Média atrações: 0! euros por pessoa/dia
Média transporte urbano: 0! euros por pessoa/dia

De onde e como viemos: Viemos de ônibus de Dubrovnik na Croácia até Mostar. Custo de 16,32 euros por pessoa. Ônibus bom, confortável e vistas maravilhosas.

Duração: 3 horas e 40 minutos total de viagem, incluindo o tempo na fronteira.

Procedimento de fronteira: Existe sim. E são vários. Cruzamos a fronteira 3 vezes. Em duas um policial apenas subiu no ônibus e rapidamente liberou-o para continuar a viagem. Na terceira e última fronteira sim foi demorado e teve o procedimento de checagem de passaportes. Foram 45 minutos e uma fila absurdamente grande dos dois lados. Tudo foi feito pelo motorista do ônibus. Sem custo e sem necessidade de visto. 

Hospedagem Mostar: Um ótimo e barato apartamento alugado pelo airbnb. 30,25 euros por noite.

Hospedagem Sarajevo: Excelente hostel botique. Ficamos em um quarto só para nós dois. Banheiros compartilhados. Café da manhã incluso. Casa histórica e restaurada. Excelente atendimento e preço. 31,50 euros por noite.

Para onde e como fomos: Split, de volta à Croácia. 30 salgados euros por pessoa e 8 horas e 20 minutos de viagem. Mas que viagem maravilhosa. Paisagens divinas, ônibus confortável, moderno, espaçoso e praticamente vazio.

Compramos as passagens na véspera na rodoviária da cidade. A empresa foi a Eurolines.

Procedimento de fronteira: Apenas uma vez. Mesma da ida. Mesma demora e mesmos procedimentos.

Nosso roteiro pela Albânia. De onde viemos e para onde fomos. 
Língua e comunicação: A língua é o bósnio. Na verdade, para nós pareceu tudo igual nessa região: bósnio, sérvio, croata, montenegro. Fácil de falar o básico como bom dia, obrigado e por favor. Não tivemos problemas de comunicação algum. Muitos falavam pelo menos um pouco de inglês. Até mesmo os pais da dona do nosso apartamento de Sarajevo, que eram mais velhos.

Custo total: 33,82 euros por pessoa/dia, incluindo os custos para chegar em Mostar vindo de Dubrovnik e para ir de Sarajevo para Split. Sem eles, o custo cai para 24,39 euros por pessoa/dia.

Transportes: Muito bons. Os dois ônibus foram excelentes. Estradas boas e vistas lindas. O trem de Mostar para Sarajevo é super lento, bem antigo mas tem uma rota maravilhosa, passa por um trecho sensacional de curvas, túneis e subidas e descidas. Não usamos transporte público dentro das cidades.

Nota para o país: 8.5/10

Índice LudLeo de facilidade de viajar por conta própria: 8/10

Voltaríamos? Sim! Gostaria de ter passado mais tempo em Mostar. Também gostaria de explorar mais do país. As paisagens são belíssimas.

Recomendado para: Quer ir para a Turquia mas tem receio de estranhar demais? Aqui é onde a Europa e a Turquia se encontram. Quer conhecer um país que sofreu absurdamente em uma das guerras mais sangrentos (competição ridícula né, ver qual guerra é mais sangrenta ou idiota)? Vai para lá. Quer conhecer um povo para lá de simpático e prestativo, super amigável e sempre com um sorriso no rosto? Vai logo para a Bósnia-Herzegovina. Quer comer burek até cansar? Vai para lá. Quer ver mesquitas, escutar  chamado para a reza? Aqui tem tudo isso. Fora que você poderá visitar o local onde morreu Francisco Ferdinando, herdeiro do império Áustro-Húngaro que foi o estopim para o início da Grande Guerra? Foi em Sarajevo!

Impressões:






















Macedônia: custos e impressões

Quanto tempo ficamos: 6 noites. 3 em Skopje e 3 em Ohrid
Média hospedagem: 15 euros por pessoa/dia
Média alimentação:  6,80 euros por pessoa/dia
Média atrações:  2,20 euros por pessoa/dia
Média transporte urbano:  0,92 euros por pessoa/dia

De onde e como viemos: De Nis na Sérvia para para Skopje, a capital da Macedônia.

Fomos de ônibus com a passagem custando 12,50 euros por pessoa. A empresa que usamos chama-se Nis Express. Compramos no dia anterior, mas daria para comprar na hora mesmo, pois tinha vários lugares vagos, pois ainda não estávamos na alta temporada.

A viagem de ônibus foi muito boa. Como ele saiu com apenas 60% de passageiros, deu para cada um de nós ocupar dois lugares. Com isso o conforto mais que duplicou.

A viagem, foi super tranquila e com belas paisagens. O sudeste da Sérvia é bem bonito. Vales com campos verdes entre montanhas altas.

Duração: 5 horas de viagem, incluindo aí 1 hora parados na fronteira.

Procedimento de fronteira: Dois momentos. Primeiro entra um funcionário da aduana sérvia e recolhe os passaportes pessoalmente de cada um dos passageiros. Depois ele devolve para o funcionário do ônibus (são dois motoristas no ônibus se revezando), que entrega para os passageiros.

Aí o ônibus anda 50 metros e repete tudo de novo, agora com um funcionário da Macedônia. E antes que alguém pergunte porque o funcionário do ônibus não entrega direto ele para o fiscal da alfândega, é porque ele pega de cada um e confere a foto.

O processo todo demorou uma hora porque tinha fila e estavam revistando os veículos e bagageiros.
Hospedagem Skopje: Apartamento airbnb. 38 euros por noite.

Hospedagem Ohrid: Apartamento airbnb. 21 euros por noite.

Para onde e como fomos: Ohrid para Berat na Albânia.

Talvez o trecho mais difícil e complicado de todas nossas viagens até agora. Mas deu certo, conseguimos e sobrevivemos. Acabamos contratando um serviço de transfer que nos levou de Ohrid para Struga e de lá outra van que ia para Tirana nos deixou em Elbasan. Lá pegamos um furgão até Berat

Procedimento de fronteira: Motorista pegou os passaportes e resolveu tudo. Não foi necessário visto para entrar em Montenegro. Fila bem grande. Demorou 20 minutos porque transporte públicos têm preferência em relação à carros.

Língua e comunicação: Dizem que é diferente do sérvio, mas para nós era a mesma coisa. Diferença mesmo foi a ausência das placas com alfabeto latim. Pela Macedônia tava tudo escrito em cirílico mesmo. Mas a gente já estava mais acostumados. Foi uma diversão brincar de tentar traduzir placas. E era uma felicidade só quando conseguíamos.

Custo total: 30,12 euros por pessoa/dia. Lugar bom e barato!

Transportes: O ônibus entre a Sérvia e a Macedônia foi ótimo. Já o ônibus de Skopje para Ohrid acabou sendo uma pequena van por causa da baixa temporada e menos passageiros. Então não foi tão bom quanto poderia ser. Usamos o transporte público em Skopje para ir à Matka e ao alto da montanha Vodno. Muito fácil, barato e confortável. E mesmo com tudo escrito em cirílico.

Nota para o país: 9/10

Índice LudLeo de facilidade de viajar por conta própria: 7.5/10. A língua pode ser uma barreira maior que outros lugares da Europa.

Voltaríamos? Com certeza absoluta. Posso voltar hoje? Macedônia foi um dos destinos mais surpreendentes de toda a viagem. O País é muito barato e tem muito a oferecer. Amei tanto a esquisita capital com sua nova arquitetura e o paraísos das estátuas como apaixonei por Ohrid. Dá para passar dias e dias naquele lago divino. Um dos lugares mais belos da Europa. Fora que não dá para esquecer o país onde comemoramos 10 anos de casamento né?

Recomendado para: Todo mundo. Macedônia é o destino a ser conhecido da Europa desconhecida. Vá enquanto é barato. Mas se o preço subir, vá do mesmo jeito. Destino imperdível. Pelo menos para nós.

Impressões: Ah, se fosse fácil chega na Macedônia eu iria todo ano. E no mínimo umas duas vezes. Adorei o país. Que por sinal investe maciçamente no turismo. E tem tudo para dar certo. O país é muito bonito, esta se organizando para isso, o povo é legal, gosta do turista e atrações não faltam. Não é para menos que o país anda sendo invadido por turistas europeus de outros países como Alemanha e países nórdicos. Eles iam tudo para a Croácia. Agora estão começando a descobrir a Macedônia e arredores. E fica a dica, eles sabem muito bem o que estão fazendo. Se tem um turista esperto para descobrir lugares bons e baratos, ainda não lotados e na moda são eles.

Croácia: custos e impressões

Quanto tempo ficamos: 16 noites. 3 em Dubrovnik, 4 em Split, 2 em Zadar e 7 em Zagreb
Média hospedagem:  26,22 euros por pessoa/dia
Média alimentação:  4,98 euros por pessoa/dia
Média atrações:  3,07 euros por pessoa/dia
Média transporte urbano:  0,12 euros por pessoa/dia

De onde e como viemos: Viemos de Kotor, em Montenegro  para Dubrovnik.

Ônibus bom com belíssimas paisagens. Estrada estreita, com muita curva mas com muito boa. Vai beirando o lago por quase todo o trajeto. Já na parte da Croácia passa uma boa parte à beira mar, com vistas tão belas quanto. Foram 3 horas de viagem.

Também chegamos de ônibus vindo de Sarajevo na Bósnia indo para Split.

Duração: 2 horas até Shkoder na fronteira e depois mais 1 hora e 30 minutos.

Procedimento de fronteira:  Motorista pegou os passaportes e resolveu tudo. Não foi necessário visto para entrar em Montenegro. Fila bem grande. Demorou 20 minutos porque transporte públicos têm preferência em relação à carros.

Hospedagem Dubrovnik: Apartamento airbnb. 59 euros por dia.

Hospedagem Split: Apartamento airbnb. 57 euros por dia.

Hospedagem Zadar: Apartamento airbnb. 44,50 euros por dia.

Hospedagem Zagreb: Apartamento airbnb. 49 euros por dia.

Todas as informações das estadias aqui.

Para onde e como fomos: Primeiro para Mostar na Bósnia-Herzegovia. Depois saímos definitivamente do país indo de Zagreb para Ljubljana na Eslovênia.


Saímos às 12:35 e chegamos às 15:10: apenas 5 minutos de atraso. Trem bem vazio.

Procedimento de fronteira: Controle de passaporte demorado e uma super revista no trem pela polícia da Eslovênia. Mas fora o tempo, nada demais a relatar. Lud com o passaporte Português nem é incomodada. Eu, com o meu brasileiro, dá para ver que os fiscais pelo menos olham a foto e olham para mim. 

Língua e comunicação: Mais uma língua em teoria diferente, o croata. Mas no fundo, falar bom dia, boa tarde, obrigado e tchau por essas bandas é sempre igual. Inglês é bem falado e compreendido. Não tivemos o menor contra tempo para comunicarmos.

Custo total: 43,83 euros por pessoa/dia. Aqui na Croácia as estadias começaram a pesar mais no bolso. O mesmo para os deslocamentos. Para chegar em Dubrovnik de Kotor, ir de Dubrovnik para Mostar, depois Sarajevo para Split, Split para Trogir ida e Volta, Split para Zadar, Zadar para Zagreb, ida e volta à Plitvice e depois o trem de Zagreb para Ljubljana custaram para cada um 120 euros.

Transportes: O preço subiu e a qualidade também. Ônibus bons e até alguns excelentes. O trem para Ljubljana já foi mais perto dos padrões da Europa ocidental. Os poucos ônibus urbanos que pegamos foram tranquilos. Não usamos táxi.

Nota para o país: 9/10

Índice LudLeo de facilidade de viajar por conta própria: 9/10

Voltaríamos? Claro. Croácia é um super destino. Muito preparado para o turismo, muitas atrações, ótimo clima, ótimas paisagens, várias atrações. Gostaria de experimentar os lagos de Plitvice em outra época do ano, talvez vê-los congelados no inverno.

Recomendado para: Quem quiser visitar um super destino europeu, já totalmente mapeado e fácil de viajar, com boa estrutura turística mas com um pouco de estranhamento ainda. Lógico que isso trás junto preços mais europeus também. Não tem ainda os custos de uma Itália ou Inglaterra. Mas é bem mais caro que muitos países europeus.

Vietnã: custos e impressões

Quanto tempo ficamos: 10 noites, 3 em Hanói, 1 em um trem, 1 em Hue, 2 em Hoi An e 3 em Saigon.
Média hospedagem:   8,71 euros por pessoa/dia
Média alimentação:   9,57 euros por pessoa/dia
Média atrações:   4,23 euros por pessoa/dia
Média transporte urbano:   1,63 euros por pessoa/dia

De onde e como viemos: Voamos de Bangkok na Tailândia para Hanói, capital do Vietnã.

Voo da AirAsia que custou 98,87 euros por pessoa. 

Duração: 1 hora e 40 minutos de voo.

Hospedagem Hanói: Hotel reservado no site booking. 19,83 euros a noite.
Noite no trem : 94 euros para os dois.
Hospedagem Hue:  Hotel reservado no site booking. 11,21 euros a noite.
Hospedagem Hoi An:  Hotel reservado no site booking. 21,04 euros a noite.
Hospedagem Saigon:  Hotel reservado no site booking. 17,48 euros a noite.

Para onde e como fomos: Pegamos um ônibus e fomos de Saigon para Phnom Penh, capital do Camboja.

Custo total: 50,97 euros por pessoa/dia. O que encareceu a visita ao Vietnã foram o voo para chegar lá (quase 99 euros por pessoa), o tem de Hanoi para Hue (47 euros por pessoa) e voo de Da Nang para Saigon (84 euros por pessoa por dia).

Nota para o país: 7/10

Índice LudLeo de facilidade de viajar por conta própria: 6.5/10. O difícil é conseguir comprar sem ajuda de uma agência ou hotel local passagens de trem ou avião estando fora do Vietnã.

Voltaríamos? Sim! Gostamos muito. 

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Guinada de 360 graus

Em 1998, após se casar com o Roberto Justus, Adriana Galisteu disse que sua vida tinha dado uma guinada de 360 graus. Sorte dela que o casamento não foi para frente. Ou seja, ela realmente deu uma volta e terminou no mesmo lugar.

Podemos dizer o mesmo da gente? É que a novidade do terceiro mês em Brasília é que saiu o resultado final do concurso que fiz em agosto. Fui aprovado!

Agora é esperar a nomeação. E, se eu tomar posse, voltarei para a mesma situação que estava em 2010.

Detalhando mais: em 2010, viemos para Brasília porque, após eu ter abandonado a iniciativa privada e decidido tentar a sorte nos mundos dos concursos, chegamos à conclusão que a capital seria o local com maior chance de ser nomeado.

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Japão: custos e impressões

Quanto tempo ficamos: 12 noites, 6 em Kyoto e 6 em Tóquio.
Média hospedagem:   27,98 euros por pessoa/dia
Média alimentação:   6,87 euros por pessoa/dia
Média atrações:   8,74 euros por pessoa/dia
Média transporte urbano:   4,82 euros por pessoa/dia

De onde e como viemos: Voamos de Seul para Osaka no Japão pela PeachAirlines. De lá ônibus até Kyoto.

Procedimento de fronteira: Super tranquilo. Nem brasileiros ou portugueses precisam de visto anteriormente. Só receber seu carimbo no passaporte e vai curtir a Coreia do Sul.

Duração: 1 hora e 35 minutos de voo e depois 55 minutos de ônibus.

Hospedagem Kyoto: Albergue reservado pelo hostelbookers. 52,08 euros por dia.
Hospedagem Tóquio: Apartamento airbnb. 52,08 euros por dia.

Para onde e como fomos: Voltamos à Europa. Voamos para Istambul e de lá para Amsterdã na Holanda.

Procedimento de fronteira: Primeiro na Turquia, onde a fila é sempre grande mas funciona bem. Não precisamos de visto mas existe um bom controle. Depois em Amsterdã. Super rápido e fácil. Afinal, voltamos à União Europeia. E sempre vale lembrar: Lud tem passaporte Português e eu tenho a autorização de residencial em Portugal.

Língua e comunicação: Japonês, é claro! Olha, das línguas asiáticas é a mais fácil de entender algo, de aprender a falar algo. Afinal, ela não é tonal como as outras. Então falar bom dia, boa tarde, obrigado, por favor é obrigação. Fora que é tão gostoso dar e receber bom dia. Os japoneses são super educados e prestativos. Mas o inglês não é muito falado não. Mas andamos para cima e para baixo, tudo por conta própria e não tivemos o menor problema.

Custo total: 59,54 euros por pessoa/dia. E depois a gente achava que o Japão ia ser absurdo de cara. Que nada. Conseguimos fazer de forma bem econômica e aproveitando muito, mas muito mesmo. Caro mesmo foi a visita ao parque da Disney em Tóquio 46 euros para cada um e o custo do transporte público.

Transportes: Andamos de trem normal, trem bala, metrô, ônibus urbano, ônibus interurbano, só não andamos de táxi. Todos são excelentes e relativamente fáceis de usar. Metrô é mais complicadinho por causa da quantidade de linhas, das diferentes operadoras e dos tamanhos das estações, principalmente quando junta estação de trem e de metrô no mesmo lugar. Mas é bem sinalizado e o pessoal para lá de prestativo.

Nota para o país: 9.9/10. Só não ganha 10 porque é muito longe!

Índice LudLeo de facilidade de viajar por conta própria: 8/10. É fácil mas a língua é uma barreira; Fora que não é tanta gente que fala inglês não. Bem menos que imaginávamos. Mas mesmo um japonês que não fale inglês vai fazer de tudo e mais um pouco para te ajudar se você pedir ajuda. Ou até mesmo se não pedir e estiver com cara de perdido.

Voltaríamos? Sim! Ainda tem muito para explorar. E como fomos na época das cerejeiras em flor, o ideal seria visitar o Japão no outono. Fora que o castelo de Himeji estava em obras quando visitamos o Japão. Mas já deve ter acabado ou perto de acabar.

Recomendado para: Todos que gostam de viajar. O Japão deve entrar na sua lista de destinos obrigatórios. É longe mas vale o esforço. Mas já que vai para tão longe, tente se programar para ir ou na época das cerejeiras em flor ou na época da mudança de cores das árvores no outono. São épocas ainda mais mágicas para se visitar o Império do Sol Nascente.

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

E o tempo voa: 2 meses em Brasília

Completamos o segundo mês em Brasília. E novamente novidades não faltam.

Nossa mudança chegou. E lógico que coincidiram várias coisas no mesmo dia. Uma super chuva, a colocação dos armários novos, o pessoal do condomínio querendo consertar os vazamentos do teto, uma confraternização da Lud no serviço e a nossa mudança.

Agora temos todas nossas roupas, nossos utensílios de cozinha e até alguns objetos de decoração que não tínhamos vendido em 2012. Some-se a tudo isso as últimas compras para quase terminar de arrumar a casa: um buffet (usado e comprado na OLX)  para ficar em baixo da tv e que está sendo ótimo para guardar as coisas que vieram de BH, um aspirador de pó, um liquidificador e uma batedeira.

Sim, agora estamos bem equipados. E usando tudo com muita frequência. Como a Lud não tem horário de almoço, todo dia leva de casa algo para comer no serviço rapidamente. E estamos nos saindo razoavelmente bem na cozinha. São basicamente 4 ou 5 pratos diferentes que sabemos fazer que duram as vezes até 3 dias. Mas como não somos de enjoar de comida gostosa, por enquanto está dando certo.

A casa está ficando bem mais limpa. O aspirador está sendo muito usado. Impressionante como tem poeira por aqui. E como o pessoal do condomínio disse que vem nesta semana pintar o teto da cozinha e da área, já vimos que ele continuará seus bons serviços.

E com isso completamos 2 meses sem precisar contratar ninguém até hoje para limpar a casa para a gente. Não é que o que aprendemos no sabático está sendo posto em prática? E acho que está dando certo. Andamos cozinhando, limpando tudo por conta própria e ainda firmes na decisão de não comprar um carro.

Para fechar o mês, recebemos nossa primeira visita. Uma amiga da Lud vinha trabalhar em Brasília pós feriado de Finados e conseguir chegar no domingo para ficar um tempo com a gente. Passou dois dias e uma noite conosco. Como ela já tinha vindo à cidade, mas nunca tido tempo de passear, aproveitamos para experimentar a opção de alugar um veículo. Nós a buscamos no aeroporto, onde pegamos o carro reservado.

Passamos domingo e segunda motorizados e indo para cima e para baixo. Pena que o tempo não ajudou muito. Foram exatamente os dias mais chuvosos até agora desde quando voltamos para cá. Mas deu para curtir muito. E, no final, achamos que ficou mais em conta do que andar de táxi.

Segunda a visita, nossa casa foi aprovadíssima. Os próximos visitantes podem vir que as portas estão abertas.

A sala está praticamente pronta.

Esse sofá é uma delícia. Super achado da Lud.

E levando a visita para passear

Nas poucas horas do feriado que não choveu

Final do dia na beira do lago. 

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Primeiro mês de casa nova em Brasília

Como já falamos, arrumamos um local para morar super rápido. O que não foi rápido foi a nossa mudança.

Ontem completamos um mês no novo lar. Em um mês, muita coisa aconteceu. Compramos uma cama, uma mesa com quadro cadeiras e um sofá. Colocamos telas mosquiteiras em duas janelas da sala, uma em cado quarto, uma na área de serviço e duas no banheiro. 

Refeições por enquanto tem que ser super simples: mal temos copos, pratos e talheres. Fora que panela mesmo é uma só. Além dela, uma frigideira. 
Enfrentamos uma super infiltração na cozinha e na área. Um cano da caixa d'água estourou e pingou muito dentro do apartamento. Lógico que isso foi em um sábado. Detalhe que só na segunda é que o pessoal do condomínio fez algo. Ou melhor, ainda estão fazendo. Até hoje está pingando em alguns lugares. O dono do apartamento disse que assim que consertarem tudo e o teto secar, o condomínio vai pagar a nova pintura do teto. 

Isso para minha infelicidade. Logo depois que mudamos, na primeira semana, o dono arrumou um pintor para pintar algumas paredes. A sujeira que fez na casa foi impressionante. Só não ficamos muito chateados porque nenhum móvel da casa era nosso. 

Mas agora temos uma nova cama, uma linda mesa e um maravilhoso sofá. E não queremos que eles fiquem sujos para sempre do pó branco de parede lixada. Sério, até hoje estamos tirando pó da pintura do mês passado. E olha que pouca coisa foi pintada e lixada. Na cozinha e a área, vão ter que lixar tudo.

Cama nova. Se a primeira durou de 2001 a 2012, essa tem que durar até 2025!
E mês novo, novidades pela frente. Depois de muito enrolar, os novos armários do apartamento estão sendo instalados hoje. O do nosso quarto foi instalado há 3 semanas. Ficou faltando a moldura dele. Só hoje voltaram para terminar. Além disso, mais 4 armários pequenos estão sendo instalados. Um em cima da geladeira, um para tampar o local onde fica o botijão de gás, um debaixo da pia do banheiro e o último debaixo da pia da área de serviço. 

Esses armários e a pintura eram para serem feitos antes de mudarmos. Mas estávamos com pressa em nos instalar, então combinamos com o dono que não teria problema. Só não sabíamos que o prazo para ficar pronto seria tão longo. 

Pelo menos parece que tudo ficará pronto antes da nossa mudança chegar. Sim, ainda não temos nossas coisas. Estão quase todas em BH, com exceção das coisas que trouxemos na mala com a gente. Na teoria, o aproveitamento de mudança será nesta semana. Será que passaremos o fim de semana prolongado finalmente com quase tudo ponto?

Armário sem a moldura. Ficou assim por mais de 3 semanas. 
E agora finalmente pronto. 

terça-feira, 6 de outubro de 2015

Um mês sem carro

Além de completarmos um mês de retorno a vida normal aqui em Brasília, completamos um mês sem carro. E olha, que faz um pouco de falta. Mas estamos conseguindo viver muito bem sem ele.

A Lud está indo e voltando de ônibus para o trabalho. Já aprendeu os horários e não gasta mais do que 30 minutos para fazer todo o trajeto: sair de casa, descer os 3 andares de escada, andar os 200 metros até o ponto de ônibus, rodar de ônibus exatos 6 quilômetros e 300 metros, andar 100 metros ate a porto do trabalho, pegar o elevador, andar todo o corredor e chegar na sala dela. Nada mal, né?

Também estamos nos virando bem com as compras. Temos um supermercado que fica a mais ou menos 600 metros de casa. A falta do carro só atrapalha em relação à quantidade de compras. Realmente não dá para trazer para casa de uma vez só vários quilos de comida e muito litros de bebida. Mas, como nossos armários de cozinha são pequenos, é até bom: não estamos estocando quase nada. A maioria das coisas que comemos é em fresca. Fora que ir e voltar quase todo dia no supermercado a pé, e encarar os 3 lances de escadas com as compras, ajuda a ficar saudável.

Lud embarcando no ônibus
Tanto que aqui em Brasília estou conseguindo emagrecer novamente. Durante todo o sabático perdi um ótimo peso. Que foi recuperado com acréscimos em BH. Tá certo que um pouco recuperei em Paris e Lisboa. Na verdade foi só decidirmos que era hora de voltar que comecei a ganhar peso. Entretanto, 1 mês em Brasília sem carro e tendo onde caminhar já me fez perder todo o peso adquirido no Brasil em 6 meses.

Além do supermercado perto, já fomos 5 vezes a outros mais longe. E novamente a pé. Um a 1.500 metros, outro a 1.900 metros e o mais longe a  2,3 quilômetros. Esse acaba dando quase 5 quilômetros para ir e voltar.

Duas vezes pegamos um ônibus para ir a supermercados mais distantes. Uma vez fomos no final da Asa Norte; outra, até a Leroy Merlin que fica depois da Asa Sul. E como fomos em horários fora do pico, foi rápido e tranquilo.

Fora isso temos um ótimo sacolão perto de casa, várias opções de comida a quilo e inúmeras padarias e farmácias. Tudo nas comerciais entre as quadras 408 e 409, 209 e 210, e entre 410 e 411. Todas são muito perto de casa.

Também aprendemos que na entrada das quadras 411 e 412 tem uma lanchonete com um cachorro-quente delicioso. E por um ótimo preço. Já fomos 3 vezes lá, e sempre a pé. Resumindo, estamos nos virando bem sem carro.

Só usamos táxi 3 vezes no mês passado. Uma para ir e voltar ao shopping, durante nosso primeiro fim-de-semana por aqui, para comprar um climatizador de ar. Sim, chegamos na época mais quente e seca do ano. Pelo menos já tivemos uns bons 5 ou mais dias de muito chuva para amenizar a secura e o calor. A outra vez foi uma noite que a Lud precisou ficar até de noite no serviço.

56 reais de táxi e 132 de ônibus/metrô foram todos os custos com transporte no primeiro mês morando por aqui. Vamos ver se, na hora que começar a chover mais, sentiremos falta. Por enquanto, diria que o saldo é só positivo. Tanto financeiramente como em qualidade de vida e de saúde.


Andar por caminhos agradáveis e plano ajuda e muito. 

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Primeira noite na casa nova

Olha, não foi com a gente esperava. E estávamos super cansados. É que fizemos uma grande limpeza na casa no final do dia. Com o calor absurdo que anda fazendo, foi difícil encarar a poeira da casa.

Mesmo super cansados, fomos premiados na nossa primeira noite com uma seresta. Se já não bastasse o calor para dificultar o sono, um grupo de jovens começou lá pelas 22:00 a tocar violão na praça da quadra, bem perto do nosso bloco. Foram até às quatro da madrugada!

A Lud preferiu olhar a noite com uma visão mais otimista. Primeiro que as músicas estavam boas: a seleção musical dos jovens agradou. Segundo que tivemos uma ótima indicação da segurança da região, já que jovens podem ficar de madrugada na rua sem problema algum.

Nosso primeiro amanhecer na nova casa. 

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Segundo dia de caça ao lar em Brasília

Depois de um primeiro dia um pouco frustante, acordamos para lá de animados. Dois motivos: no final do primeiro dia, recebemos uma mensagem de uma amiga que possui um apartamento em Brasília. Como ela está morando fora, ofereceu a opção de alugarmos o apartamento dela, completamente mobiliado e pronto para morar pelo tempo que necessitarmos.

Dormimos bem mais relaxados, sabendo que teríamos uma opção de segurança. Se não conseguíssemos nada que agradasse, ficaríamos no apartamento dela até achar algo. Só não rolaria de ficar no dela para sempre por causa do tamanho. Para lá de grande. E com um preço bem acima do nosso orçamento. Mas para um curto período de tempo, seria uma solução muito boa. Melhor que ficar em um flat.

O segundo motivo é que finalmente iríamos ver o apartamento mais promissor. Localização que parecia boa, preço bom, dentro do orçamento, e o melhor de tudo: mobiliado. Sim, um apartamento já mobiliado seria uma mão na roda. Não precisaríamos comprar nada com urgência e ainda teríamos a opção de mudar o mais rápido possível.

Detalhe importante é que a Lud já voltou a trabalhar. E foi no final do dia anterior mesmo. Esteve no serviço por causa de uma reunião a que o antigo chefe gostaria que ela fosse. Ela aproveitou para pedir o cancelamento da licença, ficou sabendo de sua nova alocação e pronto: de volta ao serviço. Doeu? Sim, doeu e muito.

Combinamos de nos encontrar no apartamento um pouco antes do horário combinado com o dono. Depois de um longo perrengue que ambos enfrentamos com os ônibus, nos encontramos no local combinado uns 30 minutos antes do horário da visita. Mas só conseguimos com ajuda de táxis. Ela pegou o ônibus que foi para a asa contrária. Acabou pegando um táxi. No meu caso, simplesmente não passava o ônibus que eu precisava para ir do Lago Norte para a Asa Norte. Solução: também tive que recorrer ao táxi.

Chegamos ambos bem depois do que queríamos. A ideia era chegar por volta das 13:00, almoçar na comercial da quadra para já conhecer e depois ir para ver o apartamento no horário combinado, 14:00. Como chegamos perto da hora marcada, deu apenas para rodar um pouco a quadra, principalmente perto do bloco.

Aí a Lud começou a abordar moradores inocentes para perguntar o que eles achavam da quadra. O primeiro se chamava Jesus (ou seja, da próxima vez que nos perguntarem se a gente já encontrou Jesus, vamos responder "já!"). Ele mora há mais de duas décadas no local e gosta muito. Disse que o único senão do local é que as vezes rola um pouco de barulho por causa dos bares que fica na comercial do lado, muito frequentado nas noites de quinta pelo pessoal da UnB. Mas o nosso bloco é mais distante. Fora isso ele foi só elogios.

Já no bloco em que vamos morar conhecemos uma moradora que vive ali há 42 anos. Segundo ela, nunca quis mudar de lugar. Ela também nos apresentou ao zelador do prédio, também morador das antigas. Os dois só falaram bem da quadra. E o zelador nos avisou que o dono do apartamento que íamos olhar já tinha chegado e nos passou o número do apartamento Tocamos o interfone e lá fomos nós, ver o que nos esperava.

Por causa do anúncio com poucas fotos - e nenhuma dos quartos -, não dava para termos certeza de como seria o apartamento por dentro. Primeiro detalhe: terceiro andar sem elevador. Mas isso a gente já sabia, não ligava. Aliás, achamos que vai até fazer bem para a saúde.

O apartamento era do jeito que a gente queria: 72 metros quadrados dividido em uma sala, cozinha, área, um banheiro e dois quartos. E nos quartos cabe cama de casal! Além disso, tem o quartinho de empregada, mas ele fica tancando. É onde o dono guarda algumas coisas dele.

Uma coisa que achamos bem legal foi justamente o dono e sua disposição. Não queremos a cama de casal que está no quarto? Sem problema, ele tira. Dispensamos a mesa redonda de vidro e as duas cadeiras? Ele tira. Para completar os móveis, o apartamento tem a cozinha toda equipada, com geladeira, fogão, microondas e máquina de lavar roupa. Na sala a já citada mesa,  um sofá de dois lugares e uma tv fixada na linda parede de tijolos.

O banheiro é reformadíssimo. Nada a ver com a maioria dos que a gente visita aqui em Brasília. E tem um box com dois chuveiros (ótimo para tomar banho junto ou servir de backup para quando uma resistência queimar), uma banheira, e vaso e pia novinhos.

Um dos quartos tem uma cama de casal que parece flutuar no ar. Explico: pegue uma pirâmide baixa e faça um corte no meio dela, de forma paralela à base. Descarte a parte do alto, vire o que sobrou de cabeça para baixo e use como base da cama. Dá a impressão que o colchão está no ar, ainda mais porque ele é bem baixo.

O outro quarto está vazio. Tem só um armário embutido, meio maltratado. No quarto onde está a cama de casal, o armário foi arrancado e daqui uns dias será instalado um novinho! Para completar, todas as janelas da casa têm persianas, menos a da área de serviço. O que é mais que normal né? Além disso tem um pufe preto, um banquinho de madeira e alguns objetos do dia a dia, como vassoura e rodo, produtos de limpeza, saco de lixo, utensílios de cozinha. Ou seja, está praticamente pronto para mudar.

Só falta mesmo a instalação do armário do quarto, um armário no banheiro e outro na cozinha. Depois, uma boa limpeza. O dono falou que tudo isso será feita na semana que vem, junto com um pequeno serviço de pintura. Mas quem disse que a gente queria esperar? Combinamos com ele de fechar amanhã no cartório o contrato, pegar a chave e mudar na sexta mesmo.

Nossa futura nova sala. Já mobiliada. 

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

A procura por apartamentos em Brasília

Enquanto eu estudava, Lud procurava apartamentos para alugarmos em Brasília. Lendo um dos nossos antigos blogs, vimos que, da primeira vez que mudamos para cá, demoramos 10 dias para conseguir alugar e entrar no apartamento. Desta vez viemos com a intenção de reduzir e muito esse tempo.

Aprendemos com os erros passados. Saímos à procura desta vez munidos de protetor solar, garrafa de água, lista de apartamentos que realmente estão disponíveis para alugar e que nos agradam (nada de apartamentos que o anúncio existem mas o mesmo tinha "acabado de ser alugado" segundo a imobiliária). Ah, e demos preferências no primeiro dia para apartamentos com chave na portaria ou que o agente da imobiliária nos encontraria na porta.

O primeiro apartamento parecia muito promissor: valor total dentro do nosso limite orçamentário, excelente localização, tamanho perfeito segundo a metragem e fotos que indicavam um apartamento bem bonito. E chave na portaria. Que beleza!

Chegamos lá e começaram as decepções: o apartamento tem quartos minúsculos. Não tinha como colocar uma cama que não fosse encostada na parede. Ou seja, alguém ficaria "preso" na hora de dormir. Sério, nenhum dos dois quartos dava para colocar cama de casal, muito menos queen, com a cabeceira na parede e as laterais da cama livre. Um dos lados teria sempre que ficar grudado na parede. Imagina querer colocar um criado mundo do lado então?

Para piorar, a cozinha e a área estavam bem pior que nas fotos. Na verdade, um dos destaques das fotos da cozinha era uma bela coifa de metal. Na verdade o ex-morador levou a coifa embora. No local colocou o mais medonho, encardido, destruído e com fios para todos os lados Sugar que já vi na vida.

Outros pontos negativos: banheiro sem janela, apartamento com janelas pequenas e só de um lado do prédio. Nada de ventinho gostoso por ali.

O segundo apartamento foi o vencedor do dia. O agente nos recebeu na porta. Super pontual e muito simpático. Além disso, a localização do apartamento é boa, o preço excelente (menor valor de aluguel do dia), cozinha bem legal e banheiro muito bom - com janela de verdade! E o apartamento é de canto e vazado.

Já os defeitos incluem os 3 andares de escada sem elevador, a necessidade de pintar o apartamento inteiro antes de mudar e de trocar um armário de posição no quarto para caber a cama onde ela deve ficar. Pelo menos o armário não era embutido. E tanto ele quanto o do outro quarto são bem novos.

Mas pior mesmo é saber que  demoraria praticamente uma semana para ficar em condições de mudarmos. E ficar mais de uma semana na casa da Andreia, dormindo na cama dela enquanto ela dorme no sofá, não é uma opção. Somos abusados demais, não.

Após a segunda visita, iríamos ver mais 2 na mesma quadra. Só que o primeiro, que parecia bem legal pelas fotos, não podia receber visitas no dia. Nem no seguinte. Os antigos moradores estavam fazendo a mudança nessas datas. Isso explicava as ótimas fotos do apartamento, mobiliado, que permitiam que a gente visse que o quarto era tudo de bom em relação ao tamanho.

O outro, o corretor nos encontraria na porta. A imobiliária é bem perto. Pediu para ligarmos um pouco antes. Ligamos e para nossa surpresa ele não poderia aparecer. Estava em Goiânia. Olha que tínhamos marcado com ele por telefone 2 dias antes. Custava ter avisado? Pelas fotos seria o apartamento mais top do dia. Logicamente o mais caro também. No limite perfeito do orçamento que definimos.

Restava apenas mais um da lista do primeiro dia. 310 sul, lá fomos nós. Chave na portaria. Chiquérrima por sinal. Prédio lindão, porteiro, pessoal da limpeza, hall nos trinques, elevador reformado. Aí chegamos no apartamento e qual a nossa surpresa? Parecia muito melhor nas fotos. Fora a questão do tamanho. Mais um com quartos onde não cabe uma cama de casal. Além disso, o banheiro era bem medonho. Escuro com força e sem janela - só aqueles vãos para o miolo do prédio.

O saldo do dia foi bem pior do que imaginávamos. Mas, como relembrar é viver, resolvemos almoçar no antigo restaurante perto da nossa casa antiga. Comidinha conhecida e gostosa animou um pouco os ânimos. Ser reconhecidos pela dona do local também. De lá, resolvemos voltar no nosso antigo prédio da 104 sul. Quem sabe o nosso antigo apartamento estava alugando e por um preço camarada? Quem não arrisca não petisca!

Não, não estava. Mas nosso antigo porteio está lá ate hoje. Nos reconheceu e contou de um outro apartamento para alugar, no quinto andar do prédio. Chave na portaria. Sorte né? Fomos lá ver.

Olha, não era mais bonito que o mais barato do dia. Mas já tinha a cozinha mobiliada com todos os eletrodomésticos que precisaríamos, menos uma máquina de lavar roupa. A sala já tinha sofás. O banheiro estava reformado e é amplo e bonito. Preço? Só com a proprietário. Pegamos o telefone e ligamos. Afinal, sabemos que o local é maravilhoso para morar em Brasília. Porém o preço estava acima do nosso limite. Não muito. Talvez desse para negociar. Resolvemos deixar o apartamento como uma opção de reserva, caso nada desse certo.

Resumo do dia: não ficamos tão felizes como esperávamos ficar. Mas amanhã o dia promete mais. Vamos ver um já mobiliado com um preço muito bom, bem localizado e que na teoria estará pronto para mudar.

Quarto na foto parece bom. Mas tenta colocar uma cama de casal nele para ver.