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terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Balanço geral de 2014

Terminando 2014 e começando 2015 em Paris.
Difícil escolher qual ano foi melhor, se 2013 ou 2014. Só sei que ambos foram fantásticos.

Em números, 2014 foi um ano em que passamos por 25 países, sendo 17 deles inéditos. Em 2013, foram 26, 21 jamais visitados. Na soma total - contando toda nossa vida de viajantes! - tivemos o prazer de conhecer 56 países.

Em 2014 visitamos alguns que amamos. Entram fácil em uma lista de top 10 do sabático: China, Japão, Croácia, Montenegro, Eslovênia e Islândia.

Foi um ano em que passamos por 120 cidades, a maior parte delas inédita. Interessante é que, em comparação com 2013, dormimos mais vezes no mesmo lugar. Por outro lado, fizemos muito mais bate e voltas. Isso explica o porquê de termos conhecido mais lugares do que em 2013, quando visitamos 96 cidades.

2014 foi um ano em que aviões não foram tão frequentes. Desta vez, voamos 18 vezes. Se não me engano, em 2013 foram 41 voos. Uma boa diminuída, não? Em um período do ano, ficamos mais de 100 dias sem pegar um avião, viajando sempre por terra - de trem, ônibus ou minivan.

Em relação aos trens, aumentamos em 1 o número de viagens em relação à 2013. Foram 62 trens em 2014, contra 61 de 2013. Destaque para os trens chineses e espanhóis, aprovadíssimos. Destaque negativo para trem na Sérvia. O povo fuma dentro do trem!

O grande diferencial do ano, além da redução do número de voos, foi o aumento no número de ônibus. Saltamos de 34 em 2013 para 67 em 2014. Muitos bate e voltas foram feitos de ônibus, e foi nosso meio de transporte principal pelos Bálcãs.

Falando em Bálcãs, lá usamos muito as vans e minivans. Elas foram responsáveis por 6 viagens. Sem dúvida as mais marcantes, apertadas e, digamos, emocionantes do ano. Como esquecer das vans pela Albânia ou Macedônia, dos motoristas que fumam, falam ao celular, comem, bebem e batem papo com passageiros ao mesmo tempo em que dirigem?

Outro diferencial foi o uso de carro. Em 2013 fomos só caroneiros, e em poucas oportunidades. Em 2014, pegamos carona 2 vezes: uma paga e outra com amigos. E alugamos carro por 18 dias: 1 dia na Holanda, 7 na França, 8 na Islândia e 2 na Espanha. Realmente, carro dá uma liberdade muito grande - fora a comodidade! E, tirando a Islândia, todas as outras locações foram com mais duas outras pessoas. Nesses países, o aluguel do carro foi barato, e a divisão por 4 passageiros barateou ainda mais.

Para terminar a sessão transporte, tivemos uma viagem de balsa de alta velocidade de Macau para Hong Kong. Muito rápida e com direito a muito balanço. Tomamos Dramin para não enjoar.

As estadias seguiram bem nosso padrão de 2013. Foram 36 noites dormindo em casa de amigos e parentes; apenas 16 em hotéis; 17 em albergues (a maioria na China e no Japão); 7 quartos alugados em casa de pessoas (todas na Islândia); e 283 noites em apartamentos só para nós. Para fechar o ano, passamos 3 noites em aviões, 2 em trens, 1 em ônibus (novamente o Megabus de Londres para Paris). Nada de passar uma noite em aeroporto como em 2013!

Outra grande diferença entre os anos foram os custos. Agora, estamos ainda mais graduados em viajar gastando menos. Tanto que conseguimos passar o ano inteiro usando apenas 76% do orçamento! E olha que em 2014 tivemos a ingrata mudança na regra do IOF, que passou a valer mesmo em cartões pré-pagos. Comparando com 2013, reduzimos os custos em 10%.

Categorizando o custo de mais um ano inteiro de sabático, temos:

5,42 euros de gastos diários com alimentação por pessoa;
2,51 euros de gastos diários com atrações turísticas por pessoa;
10,01 euros de gastos diários com transportes por pessoa;
19,85 euros de gastos diários com hospedagem por pessoa;
7,37 euros de gastos diários em outras categorias. Aqui entra tudo que não se encaixa nas categorias de cima, como saúde, vistos, documentação, presentes, roupas, equipamentos e comunicação.

12 comentários:

  1. Sobre o IOF: Leo e Lud, vcs já pesquisaram sobre a possibilidade de abrir uma conta em uma das filiais do Banco do Brasil na Europa? Para mim, foi a melhor solução. Pagava IOF de 1% e sem taxas para saques dentro da Europa...

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    Respostas
    1. Flávia, mesmo depois da mudança de IOF do final de 2013 o envio de dinheiro entre uma conta do BB no Brasil para outra conta do BB no exterior continua sem pagar o IOF?

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    2. Muito bom o resumo! A cada dia invejo mais essas suas viagens! :)
      Intrometendo um pouco no assunto IOF... Eu transfiro dinheiro entre minhas contas do HSBC Brasil/Canada e o IOF cobrado é de 0,38%.

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  2. meus queridos e amados filhos
    Milbeijos

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  3. O iof pago é bem baixo, dá cerca de 1%. Tenta se informar em uma agência da cidade onde vc estiver. Eu recebi minha bolsa em reais no Brasil, por isso pesquisei a forma mais econômica. Para mim, no final das contas, valeu abrir uma conta no BB. Mesmo porque para fechar eu posso fazer daqui do Brasil.

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  4. Flávia e Felipe,

    muito obrigada pelas dicas. Quando viemos, pesquisamos loucamente uma maneira de enviar dinheiro pra cá com a menor quantidade de taxas/tarifas. Cogitamos tanto abrir uma conta no BB em Portugal quanto uma no HSBC na França (viramos clientes deles por isso, inclusive), mas no fim das contas ambas as instituições exigem dos clientes um endereço, isto é, domicílio fixo... e é justamente isso o que a gente não tem! rs

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  5. Sua irmã tá na Alemanha né? Dá uma olhada se consegue abrir com o endereço dela. A minha conta do HSBC Canada foi aberta ainda do Brasil, com o endereço do meu irmão. Se me lembro bem, não me pediram nenhum comprovante de endereço nem nada. Se ja tiverem conta no HSBC no Brasil e bom relacionamento com o gerente (pq depende muito da boa vontade deles ja que não é uma operação corriqueira e a maioria nem sabe que isso é possível), as vezes eles podem te orientar. O sistema de transferencia online do HSBC é muito simples, através do Global View, onde vc vê todas as suas contas num único site.

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  6. Felipe, great minds think alike! Pensamos nisso também, sabe? Mas o HSBC nos enrolou legal (na hora de abrir a conta, eles diziam que sabiam tudo e que dariam toda a assistência; depois que saímos do país, tudo ficou difícil e na prática ninguém sabia nada). E a irmã voltou pro Brasil. Que bom que a sua experiência com eles foi positiva.

    De qualquer forma, muito bacana a sua vontade de ajudar. Obrigada, viu? Por curiosidade, você sabe qual é taxa de câmbio que o HSBC usa pra converter os seus reais em dólares canadenses? Ficamos pensando que é aí que o banco ganha um dinheirinho (ou um dinheirão).

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  7. Não tem que agradecer! Isso não é nada perto do tanto que vcs ajudam tanta gente com seus posts. Acredito que a maior parte dessas ajudas vcs nem ficam sabendo! :)
    Eu mesmo já cansei de "roubar" informação daqui, principalmente os "links úteis"!

    Em relação ao câmbio, não conheço os detalhes, mas fiz uma transferência em 31 de dezembro e a taxa foi 1 BRL ~= 0.409 CAD.
    Fiz uma pesquisa rápida aqui e parece que o fechamento do câmbio no mesmo dia foi 1 BRL ~= 0.437 CAD.

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  8. OI, Lud e Leo. Eu abri a conta no BB da Espanha com meu endereço do Brasil. Estranho eles exigirem isso de vocês...

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  9. Me colocando na conversa: quando vcs tentaram abrir a conta vcs pediram a opcao de conta para "nao-residentes"? Nao sei se todos os bancos tem, mas uma grande parte sim, e ai vcs dao o endereco do Brasil.
    Nos EUA sei que quase todos os bancos abrem nessa modalidade.
    Bia

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  10. Bia e Flávia,
    acho que tudo depende da situação e da boa vontade do gerente, rs. Com a gente não rolou, e olha que tentamos, muito. Quem sabe da próxima vez, agora que temos as dicas de vocês?
    Beijos

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