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sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Segundo dia de caça ao lar em Brasília

Depois de um primeiro dia um pouco frustante, acordamos para lá de animados. Dois motivos: no final do primeiro dia, recebemos uma mensagem de uma amiga que possui um apartamento em Brasília. Como ela está morando fora, ofereceu a opção de alugarmos o apartamento dela, completamente mobiliado e pronto para morar pelo tempo que necessitarmos.

Dormimos bem mais relaxados, sabendo que teríamos uma opção de segurança. Se não conseguíssemos nada que agradasse, ficaríamos no apartamento dela até achar algo. Só não rolaria de ficar no dela para sempre por causa do tamanho. Para lá de grande. E com um preço bem acima do nosso orçamento. Mas para um curto período de tempo, seria uma solução muito boa. Melhor que ficar em um flat.

O segundo motivo é que finalmente iríamos ver o apartamento mais promissor. Localização que parecia boa, preço bom, dentro do orçamento, e o melhor de tudo: mobiliado. Sim, um apartamento já mobiliado seria uma mão na roda. Não precisaríamos comprar nada com urgência e ainda teríamos a opção de mudar o mais rápido possível.

Detalhe importante é que a Lud já voltou a trabalhar. E foi no final do dia anterior mesmo. Esteve no serviço por causa de uma reunião a que o antigo chefe gostaria que ela fosse. Ela aproveitou para pedir o cancelamento da licença, ficou sabendo de sua nova alocação e pronto: de volta ao serviço. Doeu? Sim, doeu e muito.

Combinamos de nos encontrar no apartamento um pouco antes do horário combinado com o dono. Depois de um longo perrengue que ambos enfrentamos com os ônibus, nos encontramos no local combinado uns 30 minutos antes do horário da visita. Mas só conseguimos com ajuda de táxis. Ela pegou o ônibus que foi para a asa contrária. Acabou pegando um táxi. No meu caso, simplesmente não passava o ônibus que eu precisava para ir do Lago Norte para a Asa Norte. Solução: também tive que recorrer ao táxi.

Chegamos ambos bem depois do que queríamos. A ideia era chegar por volta das 13:00, almoçar na comercial da quadra para já conhecer e depois ir para ver o apartamento no horário combinado, 14:00. Como chegamos perto da hora marcada, deu apenas para rodar um pouco a quadra, principalmente perto do bloco.

Aí a Lud começou a abordar moradores inocentes para perguntar o que eles achavam da quadra. O primeiro se chamava Jesus (ou seja, da próxima vez que nos perguntarem se a gente já encontrou Jesus, vamos responder "já!"). Ele mora há mais de duas décadas no local e gosta muito. Disse que o único senão do local é que as vezes rola um pouco de barulho por causa dos bares que fica na comercial do lado, muito frequentado nas noites de quinta pelo pessoal da UnB. Mas o nosso bloco é mais distante. Fora isso ele foi só elogios.

Já no bloco em que vamos morar conhecemos uma moradora que vive ali há 42 anos. Segundo ela, nunca quis mudar de lugar. Ela também nos apresentou ao zelador do prédio, também morador das antigas. Os dois só falaram bem da quadra. E o zelador nos avisou que o dono do apartamento que íamos olhar já tinha chegado e nos passou o número do apartamento Tocamos o interfone e lá fomos nós, ver o que nos esperava.

Por causa do anúncio com poucas fotos - e nenhuma dos quartos -, não dava para termos certeza de como seria o apartamento por dentro. Primeiro detalhe: terceiro andar sem elevador. Mas isso a gente já sabia, não ligava. Aliás, achamos que vai até fazer bem para a saúde.

O apartamento era do jeito que a gente queria: 72 metros quadrados dividido em uma sala, cozinha, área, um banheiro e dois quartos. E nos quartos cabe cama de casal! Além disso, tem o quartinho de empregada, mas ele fica tancando. É onde o dono guarda algumas coisas dele.

Uma coisa que achamos bem legal foi justamente o dono e sua disposição. Não queremos a cama de casal que está no quarto? Sem problema, ele tira. Dispensamos a mesa redonda de vidro e as duas cadeiras? Ele tira. Para completar os móveis, o apartamento tem a cozinha toda equipada, com geladeira, fogão, microondas e máquina de lavar roupa. Na sala a já citada mesa,  um sofá de dois lugares e uma tv fixada na linda parede de tijolos.

O banheiro é reformadíssimo. Nada a ver com a maioria dos que a gente visita aqui em Brasília. E tem um box com dois chuveiros (ótimo para tomar banho junto ou servir de backup para quando uma resistência queimar), uma banheira, e vaso e pia novinhos.

Um dos quartos tem uma cama de casal que parece flutuar no ar. Explico: pegue uma pirâmide baixa e faça um corte no meio dela, de forma paralela à base. Descarte a parte do alto, vire o que sobrou de cabeça para baixo e use como base da cama. Dá a impressão que o colchão está no ar, ainda mais porque ele é bem baixo.

O outro quarto está vazio. Tem só um armário embutido, meio maltratado. No quarto onde está a cama de casal, o armário foi arrancado e daqui uns dias será instalado um novinho! Para completar, todas as janelas da casa têm persianas, menos a da área de serviço. O que é mais que normal né? Além disso tem um pufe preto, um banquinho de madeira e alguns objetos do dia a dia, como vassoura e rodo, produtos de limpeza, saco de lixo, utensílios de cozinha. Ou seja, está praticamente pronto para mudar.

Só falta mesmo a instalação do armário do quarto, um armário no banheiro e outro na cozinha. Depois, uma boa limpeza. O dono falou que tudo isso será feita na semana que vem, junto com um pequeno serviço de pintura. Mas quem disse que a gente queria esperar? Combinamos com ele de fechar amanhã no cartório o contrato, pegar a chave e mudar na sexta mesmo.

Nossa futura nova sala. Já mobiliada. 

6 comentários:

  1. Gostei da sala nao acho que devem mudar a mesa ...bem legal. Depos postem mais fotos ok?Mil beijos

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  2. Gostei da sala nao acho que devem mudar a mesa ...bem legal. Depos postem mais fotos ok?Mil beijos

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  3. Notícia boa!
    Boa sorte aí BSB pessoal!
    Maurício.

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  4. Que beleza não ter que preocupar com coisas da cozinha! O resto é ir com calma, que daqui a pouco o apto já está a cara de vcs... Beijo!

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  5. Boa tarde, como você faz para se mudar tanto? Pede a conta do emprego, e manda currículos pelo Brasil todo? E costuma pagar aluguel? Qual o custo mensal? To louco pra viver uma aventura como a de vocês, mas tenho medo de ficar sem dinheiro.

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    Respostas
    1. Anônimo, primeiro a gente juntou um bocado de dinheiro, apertando o cinto mesmo. Depois minha esposa conseguiu uma licença do trabalho (eu pedi demissão com o propósito de estudar para concursos quando voltasse). Ou seja, a gente tinha uma certa segurança = o emprego dela garantido na volta.

      Acho que o pulo do gato foi adotar uma vida simples, gastando bem menos do que a gente ganhava. Isso continuou na viagem (tínhamos um orçamento e ficamos abaixo dele) e está valendo até hoje.

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      http://ludleopelomundo.blogspot.com.br/2015/04/custo-financeiro-total-do-sabatico.html, http://ludleopelomundo.blogspot.com.br/p/com-que-grana.html e a tag http://ludleopelomundo.blogspot.com.br/search/label/custo%20de%20vida.

      E sim, pagamos aluguel. Achamos que vale mais a pena do que comprar um apê/fazer um finaciamento e ficar preso em uma cidade só. Mas isso é porque a gente é bem controlado com dinheiro. Sabemos que não é pra todo mundo.

      Boa sorte nos seus planos. Se precisar de umas dicas, é só pedir.

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