Menu

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Buttes-Chamont, o parque mais lindo de Paris

Paris tem vários parques lindos. O Jardim de Luxemburgo, o Parc Monceau, os grandes bosques em volta da cidade, o modernoso parc de la Villette, o super central Tuileries. Mas acho que o meu preferido em Paris em termos de beleza é o Buttes-Chamont.

É um parque muito diferente de todos os outros. E põe diferente nisso! Ele é um parque em estilo inglês, quer dizer, imita a natureza (os parques em estilo francês, que também são legais, têm cara mesmo de planejados: têm canteiros geométricos, árvores enfileiradas, plantas aparadinhas...). Como ele é mais afastado - fica no 19° arrondissement - é raro ver turistas por lá. Uma pena, porque o parque merece.

Em vez de convencer sobre a beleza do parque com palavras, vamos usar fotos. E olhem que todas foram tiradas no inverno! Imagine o parque na primavera ou outono. Deve ser ainda mais lindo.

Depois de visitá-lo recomendo andar até o canal de Saint Martin e de lá passear pelo mesmo até a Place de la République. É um passeio bem agradável, em descida.

O parque tem belas vistas, um lago, uma cachoeira (desligada no inverno),
um morro, ponte suspensa e até a réplica de um templo. 

Do parque se uma bela vista de Montmartre. 
















Em frente ao parque, a bela prefeitura do 19° arrondissement. 
O canal de Saint Martin
Outra região bem legal e não muito visitada pelos turista em Paris.  
Sempre tem barco passando nas eclusas. 
E a Place da la République está finalmente pronta, depois de passar um bom tempo em reforma.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

O início do fim?

O que tem em comum Marrocos, Egito, Jordânia, Israel, Chipre, Rússia, Ucrânia, Sul da Itália com Sicília e Sardenha e a Córsega?

São alguns dos destinos do ano que eu já tinha preparado e que agora ficarão para um futuro incerto. Quando, não sabemos. 


Estamos indo para Lisboa, onde ficaremos uma semana. Depois, dia 3 de março, o destino é voltar para o Brasil, para Belo Horizonte. Para casa, mas não a nossa. A casa de nossos pais, irmãos e amigos. 


A Lud já estava com suas baterias de viagens super gastas. Pensamos que dois meses em Paris só relaxando e descansando seriam o suficiente para animá-la novamente. Mas não foi o caso. 


Confesso que fiquei triste e abatido. Mas, um tempo depois de tomarmos a decisão, comecei a aceitar melhor, e até fiquei animado com o reencontro com a família e amigos. 


Eu imaginava três anos de viagens. Parece que vamos ficar nos dois anos e dois meses. Mas melhor dois anos e dois meses que nada, né?


Ainda temos muito caso para contar no blog. Muitos relatos, resumos e fotos. Fora que ainda temos uma semana de Lisboa pela frente. E quem sabe? Pode ser que depois de chegarmos ao Brasil a gente se anime a conhecer alguns cantos de nosso próprio país ou a viajar pela América Latina. Uma coisa é certa: parar de viajar, nunca.



Por ncrível que pareça, esse cartaz fica na parede do apartamento que alugamos em Paris. Será que era um sinal?

Belleville e uma das mais belas vistas de Paris

No bairro de Belleville, no parque de mesmo nome, está uma das mais belas vistas de Paris. E é um local super fácil de ir, bem legal de passear e de até quem sabe fazer uma refeição diferente. Lemos a dica aqui.

Além da linda vista e do mirante super colorido, dá para aproveitar e passear pelo bairro, que é um caldeirão de culturas diferentes. Mas acho que o mais salta à vista é a comunidade asiática, principalmente a chinesa.

Tem lojas e restaurantes chineses até não poder mais. Descobrimos um que vendia cha siu baau (aquele pãozinho recheado de carne de porco agridoce que comemos em Hong Kong) elogiados: o Chez Alex – Restaurant Wenzhou. Os estrelados Michelin eram deliciosos, e esses eram só gostosinhos, mas foi bom pra matar as saudades. Custaram só 90 centavos de euro cada - um barganha em Paris! Se o seu chinês não estiver afiado, peça em francês mesmo: "brioche au porc à emporter" (brioche de carne de porco para levar).

Para ir, pegue a linha de metrô 11 e desça na estação Pyrénées. Dela, comece a descer a rua de Belleville e vire à esquerda na rue Piat. Você Chega ao mirador, não tem erro. E tem uma boa chance de você ver muitas pessoas praticando tai chi chuan no parque. Mais um indicativo da forte presença asiática no bairro.

Para continuar o passeio, ou desça a rua de Belleville até cair na Place de la République, aproveitando para ver uma  chinatown, ou, se preferir, ande até o parque Buttes-Chaumont, para mim o parque mais lindo da cidade.

É bem perto. Não dá nem 800 metros de caminhada do mirante de Belleville ao parque de Buttes- Chaumont.

Na primeira vez que fomos lá o dia não estava dos mais bonitos. 
Mas mesmo assim a vista é linda. 
Em um dia de super poluição. Onde está a torre? Roubaram? Não, engolida pela poeira. 
E o mirante é super legal. 
O parque é bem inclinado, por isso recomendamos chegar por cima. 
Voltamos lá em um dia de sol. 
E dá uma boa diferença.
Um panorama da cidade. 
Por do sol muito louco em um dia de  poluição.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Promenade Plantée

Ponto para a Lud que descobriu essa linda rota de caminhada aqui em Paris. Conhecida como promenade Plantée ou Coulée Verte, a rota de 3,5 quilômetros atravessa a cidade da place da Bastille até a Périphérique. Dá até para combinar o passeio por ela com o Bois de Vincennes e seu château.

O que achamos mais legal é que o caminho é só para pedestre e ainda é preferencial para o caminhante. Pode, e até tem muita gente, correndo ou fazendo jogging. Mas a preferência é do passeador sem pressa, que está ali para curtir um caminho bacana.

Outra coisa bem interessante é quando a rota parece abrir caminho entre os prédios da região.

A rota de vermelho. Também em vermelho, o château de Vincennes. De branco, a place de la Nation. Azul, a Bastille. 
O início, ou fim da caminhada. 
Poucas vezes - acho que aqui foi a única - precisa parar por causa de um cruzamento. 
No mais o caminho é todo desimpedido. 
E vai abrindo caminho por Paris. 
Até por dentro dos prédios. 
Mesmo sendo inverno, estavam bem bonito os jardins pelos quais passamos. 

Os prédios foram construídos para deixar espaço para o caminho. 
Tem hora que o caminho é bem alto. Dá para ver Paris e seus prédios de um ângulo diferente. 
 Dá para combinar o passeio com uma visita à Place de la Nation, com sua belíssima estátua, com a região de Vincennes, apesar da gente não recomendar o château que é o mais vazio da França, e com a região da Bastille, aproveitando para passear pelo Marais, pela Place de Vosges e pelo Museu Carnavalet.

O Château de Vincennes e a sua catedral. Não recomendamos visitar por dentro. 

Um pedaço do Bois de Vincennes.

E mais do château. 

A estátua da Place de la Nation. Linda. 
E a Place de la Bastille, onde ficava a prisão. 
Place des Vosges, uma das mais lindas de Paris. 
E o legal do inverno é que dá para ver os prédios. Quando as árvores estão com folhas não dá. 
O pequeno parque ao lado da nossa antiga casa no Marais, a Square du Temple.