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terça-feira, 15 de setembro de 2015

Primeira noite na casa nova

Olha, não foi com a gente esperava. E estávamos super cansados. É que fizemos uma grande limpeza na casa no final do dia. Com o calor absurdo que anda fazendo, foi difícil encarar a poeira da casa.

Mesmo super cansados, fomos premiados na nossa primeira noite com uma seresta. Se já não bastasse o calor para dificultar o sono, um grupo de jovens começou lá pelas 22:00 a tocar violão na praça da quadra, bem perto do nosso bloco. Foram até às quatro da madrugada!

A Lud preferiu olhar a noite com uma visão mais otimista. Primeiro que as músicas estavam boas: a seleção musical dos jovens agradou. Segundo que tivemos uma ótima indicação da segurança da região, já que jovens podem ficar de madrugada na rua sem problema algum.

Nosso primeiro amanhecer na nova casa. 

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Segundo dia de caça ao lar em Brasília

Depois de um primeiro dia um pouco frustante, acordamos para lá de animados. Dois motivos: no final do primeiro dia, recebemos uma mensagem de uma amiga que possui um apartamento em Brasília. Como ela está morando fora, ofereceu a opção de alugarmos o apartamento dela, completamente mobiliado e pronto para morar pelo tempo que necessitarmos.

Dormimos bem mais relaxados, sabendo que teríamos uma opção de segurança. Se não conseguíssemos nada que agradasse, ficaríamos no apartamento dela até achar algo. Só não rolaria de ficar no dela para sempre por causa do tamanho. Para lá de grande. E com um preço bem acima do nosso orçamento. Mas para um curto período de tempo, seria uma solução muito boa. Melhor que ficar em um flat.

O segundo motivo é que finalmente iríamos ver o apartamento mais promissor. Localização que parecia boa, preço bom, dentro do orçamento, e o melhor de tudo: mobiliado. Sim, um apartamento já mobiliado seria uma mão na roda. Não precisaríamos comprar nada com urgência e ainda teríamos a opção de mudar o mais rápido possível.

Detalhe importante é que a Lud já voltou a trabalhar. E foi no final do dia anterior mesmo. Esteve no serviço por causa de uma reunião a que o antigo chefe gostaria que ela fosse. Ela aproveitou para pedir o cancelamento da licença, ficou sabendo de sua nova alocação e pronto: de volta ao serviço. Doeu? Sim, doeu e muito.

Combinamos de nos encontrar no apartamento um pouco antes do horário combinado com o dono. Depois de um longo perrengue que ambos enfrentamos com os ônibus, nos encontramos no local combinado uns 30 minutos antes do horário da visita. Mas só conseguimos com ajuda de táxis. Ela pegou o ônibus que foi para a asa contrária. Acabou pegando um táxi. No meu caso, simplesmente não passava o ônibus que eu precisava para ir do Lago Norte para a Asa Norte. Solução: também tive que recorrer ao táxi.

Chegamos ambos bem depois do que queríamos. A ideia era chegar por volta das 13:00, almoçar na comercial da quadra para já conhecer e depois ir para ver o apartamento no horário combinado, 14:00. Como chegamos perto da hora marcada, deu apenas para rodar um pouco a quadra, principalmente perto do bloco.

Aí a Lud começou a abordar moradores inocentes para perguntar o que eles achavam da quadra. O primeiro se chamava Jesus (ou seja, da próxima vez que nos perguntarem se a gente já encontrou Jesus, vamos responder "já!"). Ele mora há mais de duas décadas no local e gosta muito. Disse que o único senão do local é que as vezes rola um pouco de barulho por causa dos bares que fica na comercial do lado, muito frequentado nas noites de quinta pelo pessoal da UnB. Mas o nosso bloco é mais distante. Fora isso ele foi só elogios.

Já no bloco em que vamos morar conhecemos uma moradora que vive ali há 42 anos. Segundo ela, nunca quis mudar de lugar. Ela também nos apresentou ao zelador do prédio, também morador das antigas. Os dois só falaram bem da quadra. E o zelador nos avisou que o dono do apartamento que íamos olhar já tinha chegado e nos passou o número do apartamento Tocamos o interfone e lá fomos nós, ver o que nos esperava.

Por causa do anúncio com poucas fotos - e nenhuma dos quartos -, não dava para termos certeza de como seria o apartamento por dentro. Primeiro detalhe: terceiro andar sem elevador. Mas isso a gente já sabia, não ligava. Aliás, achamos que vai até fazer bem para a saúde.

O apartamento era do jeito que a gente queria: 72 metros quadrados dividido em uma sala, cozinha, área, um banheiro e dois quartos. E nos quartos cabe cama de casal! Além disso, tem o quartinho de empregada, mas ele fica tancando. É onde o dono guarda algumas coisas dele.

Uma coisa que achamos bem legal foi justamente o dono e sua disposição. Não queremos a cama de casal que está no quarto? Sem problema, ele tira. Dispensamos a mesa redonda de vidro e as duas cadeiras? Ele tira. Para completar os móveis, o apartamento tem a cozinha toda equipada, com geladeira, fogão, microondas e máquina de lavar roupa. Na sala a já citada mesa,  um sofá de dois lugares e uma tv fixada na linda parede de tijolos.

O banheiro é reformadíssimo. Nada a ver com a maioria dos que a gente visita aqui em Brasília. E tem um box com dois chuveiros (ótimo para tomar banho junto ou servir de backup para quando uma resistência queimar), uma banheira, e vaso e pia novinhos.

Um dos quartos tem uma cama de casal que parece flutuar no ar. Explico: pegue uma pirâmide baixa e faça um corte no meio dela, de forma paralela à base. Descarte a parte do alto, vire o que sobrou de cabeça para baixo e use como base da cama. Dá a impressão que o colchão está no ar, ainda mais porque ele é bem baixo.

O outro quarto está vazio. Tem só um armário embutido, meio maltratado. No quarto onde está a cama de casal, o armário foi arrancado e daqui uns dias será instalado um novinho! Para completar, todas as janelas da casa têm persianas, menos a da área de serviço. O que é mais que normal né? Além disso tem um pufe preto, um banquinho de madeira e alguns objetos do dia a dia, como vassoura e rodo, produtos de limpeza, saco de lixo, utensílios de cozinha. Ou seja, está praticamente pronto para mudar.

Só falta mesmo a instalação do armário do quarto, um armário no banheiro e outro na cozinha. Depois, uma boa limpeza. O dono falou que tudo isso será feita na semana que vem, junto com um pequeno serviço de pintura. Mas quem disse que a gente queria esperar? Combinamos com ele de fechar amanhã no cartório o contrato, pegar a chave e mudar na sexta mesmo.

Nossa futura nova sala. Já mobiliada. 

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

A procura por apartamentos em Brasília

Enquanto eu estudava, Lud procurava apartamentos para alugarmos em Brasília. Lendo um dos nossos antigos blogs, vimos que, da primeira vez que mudamos para cá, demoramos 10 dias para conseguir alugar e entrar no apartamento. Desta vez viemos com a intenção de reduzir e muito esse tempo.

Aprendemos com os erros passados. Saímos à procura desta vez munidos de protetor solar, garrafa de água, lista de apartamentos que realmente estão disponíveis para alugar e que nos agradam (nada de apartamentos que o anúncio existem mas o mesmo tinha "acabado de ser alugado" segundo a imobiliária). Ah, e demos preferências no primeiro dia para apartamentos com chave na portaria ou que o agente da imobiliária nos encontraria na porta.

O primeiro apartamento parecia muito promissor: valor total dentro do nosso limite orçamentário, excelente localização, tamanho perfeito segundo a metragem e fotos que indicavam um apartamento bem bonito. E chave na portaria. Que beleza!

Chegamos lá e começaram as decepções: o apartamento tem quartos minúsculos. Não tinha como colocar uma cama que não fosse encostada na parede. Ou seja, alguém ficaria "preso" na hora de dormir. Sério, nenhum dos dois quartos dava para colocar cama de casal, muito menos queen, com a cabeceira na parede e as laterais da cama livre. Um dos lados teria sempre que ficar grudado na parede. Imagina querer colocar um criado mundo do lado então?

Para piorar, a cozinha e a área estavam bem pior que nas fotos. Na verdade, um dos destaques das fotos da cozinha era uma bela coifa de metal. Na verdade o ex-morador levou a coifa embora. No local colocou o mais medonho, encardido, destruído e com fios para todos os lados Sugar que já vi na vida.

Outros pontos negativos: banheiro sem janela, apartamento com janelas pequenas e só de um lado do prédio. Nada de ventinho gostoso por ali.

O segundo apartamento foi o vencedor do dia. O agente nos recebeu na porta. Super pontual e muito simpático. Além disso, a localização do apartamento é boa, o preço excelente (menor valor de aluguel do dia), cozinha bem legal e banheiro muito bom - com janela de verdade! E o apartamento é de canto e vazado.

Já os defeitos incluem os 3 andares de escada sem elevador, a necessidade de pintar o apartamento inteiro antes de mudar e de trocar um armário de posição no quarto para caber a cama onde ela deve ficar. Pelo menos o armário não era embutido. E tanto ele quanto o do outro quarto são bem novos.

Mas pior mesmo é saber que  demoraria praticamente uma semana para ficar em condições de mudarmos. E ficar mais de uma semana na casa da Andreia, dormindo na cama dela enquanto ela dorme no sofá, não é uma opção. Somos abusados demais, não.

Após a segunda visita, iríamos ver mais 2 na mesma quadra. Só que o primeiro, que parecia bem legal pelas fotos, não podia receber visitas no dia. Nem no seguinte. Os antigos moradores estavam fazendo a mudança nessas datas. Isso explicava as ótimas fotos do apartamento, mobiliado, que permitiam que a gente visse que o quarto era tudo de bom em relação ao tamanho.

O outro, o corretor nos encontraria na porta. A imobiliária é bem perto. Pediu para ligarmos um pouco antes. Ligamos e para nossa surpresa ele não poderia aparecer. Estava em Goiânia. Olha que tínhamos marcado com ele por telefone 2 dias antes. Custava ter avisado? Pelas fotos seria o apartamento mais top do dia. Logicamente o mais caro também. No limite perfeito do orçamento que definimos.

Restava apenas mais um da lista do primeiro dia. 310 sul, lá fomos nós. Chave na portaria. Chiquérrima por sinal. Prédio lindão, porteiro, pessoal da limpeza, hall nos trinques, elevador reformado. Aí chegamos no apartamento e qual a nossa surpresa? Parecia muito melhor nas fotos. Fora a questão do tamanho. Mais um com quartos onde não cabe uma cama de casal. Além disso, o banheiro era bem medonho. Escuro com força e sem janela - só aqueles vãos para o miolo do prédio.

O saldo do dia foi bem pior do que imaginávamos. Mas, como relembrar é viver, resolvemos almoçar no antigo restaurante perto da nossa casa antiga. Comidinha conhecida e gostosa animou um pouco os ânimos. Ser reconhecidos pela dona do local também. De lá, resolvemos voltar no nosso antigo prédio da 104 sul. Quem sabe o nosso antigo apartamento estava alugando e por um preço camarada? Quem não arrisca não petisca!

Não, não estava. Mas nosso antigo porteio está lá ate hoje. Nos reconheceu e contou de um outro apartamento para alugar, no quinto andar do prédio. Chave na portaria. Sorte né? Fomos lá ver.

Olha, não era mais bonito que o mais barato do dia. Mas já tinha a cozinha mobiliada com todos os eletrodomésticos que precisaríamos, menos uma máquina de lavar roupa. A sala já tinha sofás. O banheiro estava reformado e é amplo e bonito. Preço? Só com a proprietário. Pegamos o telefone e ligamos. Afinal, sabemos que o local é maravilhoso para morar em Brasília. Porém o preço estava acima do nosso limite. Não muito. Talvez desse para negociar. Resolvemos deixar o apartamento como uma opção de reserva, caso nada desse certo.

Resumo do dia: não ficamos tão felizes como esperávamos ficar. Mas amanhã o dia promete mais. Vamos ver um já mobiliado com um preço muito bom, bem localizado e que na teoria estará pronto para mudar.

Quarto na foto parece bom. Mas tenta colocar uma cama de casal nele para ver.

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Quase mil dias depois

Depois de 984 dias longe, estamos voltando hoje para Brasília. Quase 160.000 quilômetros percorridos. Muitos países, muitas cidades, muitos locais lindos, outros um pouco menos. Foi uma aventura sensacional.

Segundo nossas estatísticas, quase 7% do nosso tempo de vida. Acho que posso dizer que foram os 7% mais fantásticos que eu poderia imaginar. E sempre com a minha perfeita companheira de vida, a Lud.

Agora é hora de começar uma nova etapa. E sabem que estou mais ansioso, mais assustado, mais preocupado agora do que em dezembro de 2012, quando largamos tudo? Acho que é porque na lá atrás, pelo menos para os primeiros 120 dias a gente já tinha roteiro e local para morar definido. Hoje, sabemos apenas que seremos muito bem recebidos por uma amiga para lá de especial que mora em Brasília agora.

(Andreia, não se preocupe: não vamos ficar aí 120 dias, não!)

Agradecimento especial para nossos pais. Foram praticamente 6 meses de hospedagem. Fomos tratados a pão-de-ló (ou bolos caseiros, pratos especiais, comidinhas típicas...).

Céu azul e ipês de Brasília. Combinação das mais lindas.