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quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Malditos móveis

Depois que a gente sai viajando por aí, ficamos achando que toda ocasião é oportunidade para sair viajando por aí de novo. Estão demorando para me nomear, o Leo não curte tanto o trabalho dele... por que não tirar uma licença sem vencimentos (outra vez), pedir exoneração (outra vez) e cair no mundo?

Por causa dos móveis, esses malditos. Quando voltamos para Brasília, consideramos seriamente ficar em um apart-hotel, mas todos os que vimos praticamente não tinham cozinha e exigiriam que a gente tivesse um carro, pois ficavam fora de mão. Achamos uma solução ótima, o apartamento mobiliado - só que os móveis do apartamento não eram muito confortáveis, então decidimos trocar a cama de casal, o sofá e a mesa. E comprar um aparador. E um criado-mudo. E uns armários pequenos para a cozinha. Aí já viu...

Sim, a gente poderia vender tudo (de novo). Mas, da outra vez que tiramos um sabático, tínhamos três anos pela frente e a possibilidade de não voltarmos. Dessa vez, se sairmos, temos certeza que voltaremos, por causa do concurso. E teremos que montar casa novamente. (É verdade que, como temos muito menos coisas e seria por menos tempo, talvez role deixar em um guarda-móveis. Ou na casa dos amigos. A considerar.)

De qualquer forma, vamos aguentar mão até fevereiro, quando o Leo finalmente tem férias. Aí poderemos passear alegremente por um mês. Quem sabe isso nos revigora o suficiente para tirar essa ideia maluca de fazer um bis do sabático das nossas cabeças?


quinta-feira, 29 de setembro de 2016

O crachá provisório

Dia desses me dei conta de que ainda estava usando um crachá provisório no trabalho. O permanente ficou pronto em janeiro, mas como tem de buscar em um prédio longe, primeiro enrolei e depois esqueci. 

Ou, basicamente, queria tanto passar no concurso de oficial de chancelaria que me recusei a ver o emprego atual como permanente.

Ou a vida atual como permanente. Desde que chegamos a Brasília, a ideia foi morar em um apê pequeno/comprar poucos móveis/não ter carro/não criar compromissos de longo prazo, porque Brasília é provisória: daqui a pouquinho vamos embora.

Só que o daqui a pouquinho virou um daqui a poucão. Em dois de setembro, completamos um ano na capital. Ainda estou esperando a nomeação. E, mesmo depois que eu for nomeada, serão dois anos antes de sair do país. Isso se não atrasar e os dois anos se tornaram dois anos e meio, três anos...

Ou seja: tenho de encarar a realidade. A estadia em Brasília não é provisória. Não é só um intervalo rápido entre o sabático e o primeiro ciclo de remoções (10 anos no exterior, oba). Vai ser uma parte razoavelmente longa da minha vida. Tenho de dar um jeito de vivê-la da melhor maneira possível, em vez de encarar tudo que acontece como provisório. 

E, como só percebi isso hoje, ainda não sei como fazer, não.

O caminho é mais longo do que a gente esperava...

sábado, 3 de setembro de 2016

1 ano de Brasília!

1 ano morando na capital do país

1 ano sem carro

1 ano sem viajar (visitar a família em BH não vale)

1 ano de trabalho (para a Lud: o Leo voltou em fevereiro)

1 ano de planos, estudos e vitórias (ambos aprovados em concursos)

1 ano de muita paciência (quando é que a gente vai sair viajando de novo?!?)

1 ano vivendo de maneira mais simples (sem faxineira, em um apartamento menor, usando transporte público, comprando só o que precisamos)

1 ano guardando 60% dos nossos salários

1 ano de construção, trabalho e persistência.

1 ano meio besta, pra sermos sinceros. Mas necessário: foi um ano de semear. A colheita virá. 




quinta-feira, 1 de setembro de 2016

O dilema das próximas férias

Em fevereiro do ano que vem, finalmente o Leo terá férias e poderemos viajar, depois de quase dois anos pianinho. Estamos animados com a perspectiva, mas enfrentando algumas dificuldades inesperadas.

A primeira é a nossa principal regra de viagem, "Não repetirás destinos". Quando a gente vai a um lugar muito legal (e que lugar não é muito legal?), ficamos com vontade de voltar. Por isso criamos essa lei: para nos obrigarmos a conhecer países diferentes. O problema é que, hoje em dia, o número de países que a gente conhece é razoavelmente alto, o que elimina um monte de destinos ótimos. 

A outra dificuldade é a questão da oportunidade. Esperamos morar na Ásia, na África e na Europa, e provavelmente também vamos passar pela América do Norte. Então, visitar essas regiões depois, quando estivermos mais perto, está nos parecendo muito mais fácil e barato. 

Um terceiro problema é que, tendo nos acostumado a viajar com calma, com tempo de sobra para explorar as cidades e as atrações, estamos achando que qualquer ritmo que não seja o "muito lento" vai nos deixar com a sensação de correria. Ao mesmo tempo, um ritmo muito lento vai nos permitir visitar muito poucos destinos, porque agora só temos 30 dias de férias, como todo mundo! 

No fim das contas, estamos pensando em lugares que ficam fora de mão sempre, não importa onde estivermos morando, como a Antártica e o Havaí. Terceira opção: América Latina.

Um é frio e molhado

O outro também é molhado. Só que é quente. 

sábado, 27 de agosto de 2016

Mudanças de vida em 6 anos

Há exatamente 6 anos, estávamos empacotando nosso apartamento gigante em Coronel Fabriciano, no interior de Minas Gerais.

Moramos lá por 6 anos, nossos primeiros anos de casado. E foram excelentes. Inicialmente só a Lud iria para Fabri, por causa do trabalho. Eu ficaria em Belo Horizonte e nos encontraríamos nos fins de semana. Rapidamente mudamos de ideia e me mudei também.

Vou confessar: por pouco nossa vida não seguiu o chamado padrão. Chegamos a pensar em ter filhos, em comprar um apartamento e, se bobear, morar no interior de Minas até os filhos crescerem. Adoramos a tranquilidade, a segurança, os amigos e o custo de vida. O que não nos agradava era o calor e a estrada perigosa que tínhamos que enfrentar para ir a BH.

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Um ano sem carro

Vamos completar um ano sem carro. Na verdade, é bem mais: afinal, vendemos o nosso no final de 2012 (e aí fomos viajar). O que vamos fazer mesmo é, em setembro, um ano sem carro em Brasília. 

Resultado: melhor do que o esperado.

Cada dia usamos um carro diferente

sábado, 2 de julho de 2016

Sabático: um bom negócio (inclusive financeiro)

Como vocês sabem, o Leo faz um controle financeiro completo do nosso orçamento. Desde 2005! Ontem ele resolveu fazer uns gráficos e extrair uns dados sobre nossa vida de viagens (com atualização monetária).

O primeiro número legal, que não vai surpreender ninguém, é que nosso principal gasto é com...

viagens: 36% do total de despesas.


O segundo maior item, habitação, vem lá atrás, com 14%.

O Leo também listou duração e despesas: 

De 2005 a 2011, viajamos 145 dias, isto é, uma média de 20,7 dias por ano.

Achei que a gente viajasse mais. Afinal, temos 30 dias de férias por ano! Mas, como a gente mora longe da família, acabamos passando uns dias com eles também. Ah, 2012 não entrou na conta porque foi o último ano pré-sabático. Ano de apertar o cinto! 

De 2013 a fim de fevereiro de 2015 (isto é, o sabático), viajamos 792 dias.

Isso quer dizer que, se continuássemos no mesmo ritmo de 20,7 dias por ano, precisaríamos de um pouco mais 38 anos para viajarmos o mesmo tanto! Mas, mesmo se conseguíssemos viajar todo ano, provavelmente conheceríamos menos lugares. Achamos que não iríamos à Bulgária ou à Albânia. Talvez demorássemos muito para visitar a China e o Japão (ninguém merece as 36 horas de viagem que demora saindo do Brasil). E eu nunca ia conseguir fazer um curso de francês de um mês, porque o Leo iria sempre me convencer que férias são pra passear, não para estudar!

Em questão de valores, o sabático custou 62% de todas as despesas de viagem que fizemos desde 2005. As demais viagens, 38%. Se pensarmos que o sabático foi 38 vezes mais longo, dá pra sentir o drama, né?



No fim das contas, para quem gosta de viajar, um período prolongado é muito interessante, porque se emendam vários passeios em um só. Em vez de ficar indo e voltando do Brasil, você já está na estrada! Ou seja, economiza tempo e dinheiro.

Sabemos que um sabático não é pra todo mundo: tem gente que não quer. Tem gente que quer, mas não pode. Mas, para os que querem e podem, olhaí mais uma vantagem.

sábado, 25 de junho de 2016

Tudo de novo!

Decidimos que íamos sair pelo mundo no primeiro semestre de 2011.  Foram quase dois anos anos de preparativos empolgados até embarcamos em um avião rumo à Europa em 31 de dezembro de 2012.

Agora, a partir do dia em que eu tomar posse, começamos nova contagem regressiva de dois anos.

Esse é o tempo mínimo que tenho de ficar no Brasil.

Da outra vez, foi tudo bem dramático.

Fazer um sabático representou uma chacoalhada total em nossas vidas.

Pensamos muito sobre o que era importante para nós, o que valia a pena a pena fazer, e no que estávamos dispostos a abrir mão para alcançarmos nossos objetivos.

Tomávamos um monte de decisões quase diariamente:

o que vamos fazer com nossos objetos? Como podemos guardar mais dinheiro? Onde vale a pena cortar despesas? Que lugares queremos conhecer? Por onde vamos começar? Que experiências são imperdíveis? O que faremos com os casacos de inverno quando for verão? Quantas vezes vamos voltar ao Brasil?

E, claro, foram muitas emoções:

será que vamos conseguir licença no trabalho? Será que não vamos sentir falta do que estamos doando/vendendo? Será que o Leo vai conseguir visto de residência em Portugal? Será que o dinheiro vai dar? Será que vamos dar conta de morar por 6 meses em um apartamentinho de 1 quarto?

Não preciso nem dizer que valeu muito a pena e que a gente faria tudo de novo sem pensar duas vezes.

E agora, vamos passar pelo mesmo processo novamente?

Bem, não exatamente.

A gente vai vivendo e aprendendo, né? Voltamos para o Brasil decididos a vivermos de um jeito diferente do que vivíamos antes do sabático. Primeiro porque já imaginávamos que estaríamos inquietos em pouco tempo e queríamos permanecer razoavelmente portáteis. Segundo porque percebemos que a gente sempre tinha tido muito mais casa/carro/coisas do que precisava e usava, e que poderia ser mais feliz (menos preocupação! Menos dor de cabeça! Mais liberdade!) vivendo de um jeito... não digo "simples", mas "mais simples".

Dessa vez, a maior emoção vai ser esperar a lista de destinos disponíveis, escolher os que mais nos agradam e cruzar os dedos enquanto aguardamos a resposta.


De um lado, é legal, porque estamos mais preparados; por outro, vai ser mais difícil lidar com a ansiedade, pois não teremos muito o que fazer especificamente em relação à partida! Até estudar a língua do destino só vai ser possível depois que for decidido para onde vamos (o que parece que acontece uns dois meses antes da data).

É muito engraçado, porque às vezes a gente tem aquela sensação de "resolvi a vida!" e depois percebe que até resolveu, mas vai demorar mais do que imaginávamos... igual passar no vestibular para o segundo semestre, sabe? No nosso caso, é como passar no vestibular para o quinto semestre!

Exatamente 4 anos atrás, última noite no apê bacaninha, após termos vendido praticamente todos os móveis.

quinta-feira, 9 de junho de 2016

Dinamarca: custos e impressões

Quanto tempo ficamos: 14 noites, todas em Copenhague
Média hospedagem: 26,04 euros por pessoa/dia
Média alimentação: 5,88 euros por pessoa/dia
Média atrações: 1,76 euros por pessoa/dia
Média transporte urbano: 2,20 euros por pessoa/dia
De onde e como viemos: viemos de Budapeste, na Hungria, para Copenhague, a capital da Dinamarca.

Voamos de Budapeste para Copenhague pela Norwegian, eleita a melhor low cost da Europa. Tá certo que não foi tão low cost assim: as passagens custaram 87,20 euros por pessoa.

Procedimento de fronteira: nada. Desce no aeroporto, pega a mala e vai embora. E mesmo chegando bem tarde, depois de meia noite, conseguimos ir de ônibus de linha comum do aeroporto para a nossa casa.

Duração: 1 hora e 40 minutos de voo.

Hospedagem Copenhague: apartamento Airbnb, 52,08 euros por dia.

Para onde e como fomos: fomos de avião para Reykjavik, capital da Islândia.

Procedimento de fronteira: inexistente.

Língua e comunicação: dinamarquês. Mas todo mundo fala inglês. E não é inglês mais ou menos não: é um inglês melhor que muito nativo de língua inglesa.

Custo total: 47,30 euros por pessoa/dia. Achei um custo para lá de baixo para um dos destinos europeus em que eu esperava ter que deixar um rim. E olhe que, desse valor, quase 18 euros por dia são custos dos voos para chegar e sair do país e casacos de inverno para a visita à Islândia.

Transportes: Só ficamos em Copenhague. Usamos bastante o sistema de ônibus da cidade. Funciona muito bem - só é meio caro. Andamos 15 vezes de ônibus, ou seja, foram necessários 30 passagens. Os custos foram de pouco mais de 2 euros por passagem, porque comprávamos o cartão de transporte com 10 viagens promocionais.

Aproveitando, vejam como é o horário do rush por lá.




Índice LudLeo de facilidade de viajar por conta própria: 9.99/10

Voltaríamos? Sim! Afinal, só conhecemos a capital. E mesmo a Copenhague eu voltaria. É uma senhora cidade. Não é para menos que vira e mexa ela ganha o título de melhor capital do mundo ou fica entre as três primeiras.

Recomendado para: quem quer visitar muitos, muitos museus. Não imaginava que Copenhague tivesse tanta variedade, e todos excelentes. Além de, claro, conhecer um dos melhores locais do mundo para se viver.

Impressões: interessante como Copenhague me surpreendeu. Passamos 14 dias morando em um bairro residencial, em uma casa de dinamarqueses de verdade, em uma região com muitos imigrantes. Deu para conhecer de forma razoável várias partes da cidade.

Achei a cidade diferente do que eu imaginava. Pensei que seria tudo muito parecido, mas a cidade possui regiões bem diferentes, com arquiteturas variadas. Eu achava que Copenhague inteira seria como esta foto (por sinal um dos lugares mais turísticos da cidade):


Também fiquei impressionado com a quantidade de imigrantes. Gente de toda parte do mundo. E me pareceu que todo mundo vive bem, sem muita discriminação.

Realmente, a cidade é um paraíso para viver. Dá para ver na cara das pessoas: todo mundo sempre com um ar feliz. Fomos muito bem recebidos e atendidos por todos com quem tivemos contato. E com um inglês perfeito.

Agora, fomos em pleno verão. Em 2013, quando passamos o alto verão na França e na Alemanha, morremos de calor. Dessa vez, em 2014 na Dinamarca, sentimos até frio. O clima pode ser um dos únicos problemas da cidade. Se no verão já deu para até usar um agasalho, imagina no inverno. Sem contar que o tempo mudava o tempo. Era o famoso "quatro estações em um único dia".

Tempo mudando. 

Depois de passarmos 30 dias morando em Amsterdã, achávamos que já tínhamos vivido na cidade mais amiga da bicicleta do mundo. Nada, Copenhague é a dona do título. Todo mundo pedala para cima e para baixo.

Confesso que sabíamos pouco sobre as atrações - só aquele básico de turista não muito informado: a Pequena Sereia, o parque de diversões Tivoli.  Mas tem muito mais coisa legal em Copenhague! Museus, por exemplo. E são senhores museus, todos tem um ou dois dias de graça na semana. Quer coisa melhor?

Agora, realmente é um lugar que pode ficar muito caro visitar. No nosso caso, ficou em conta porque demos muita sorte com a estadia e fizemos todas as refeições em casa, o que foi bom porque os supermercados tinham preços para todos os gostos e bolsos. Fora que quase todo dia cada supermercado perto da nossa casa - e eram uns 4 diferentes - tinha promoções especiais.

Talvez a atração mais famosa da cidade.

Mas gostamos mais dessa estátua. 
Deliciosas ruas de pedestre do centro da cidade. 
Se for à Copenhague, não deixe de fazer a visita guiada da prefeitura. 
A prefeitura por dentro.
Muitos museus bons.
E todos com a possibilidade de visitar de graça em certos dias da semana.
Reparem que nem em dia de sol forte parece verão. Olhem as roupas das pessoas.
Subir na torre dessa igreja é bem legal. É pela escadinha por fora!
Sol e chuva foi uma constante.
O palácio real também merece uma visita.
Nosso prédio super típico. Saudades do nosso apartamento dinamarquês. Todo Ikea e todo de madeira. 

quinta-feira, 26 de maio de 2016

Albânia: custos e impressões

Quanto tempo ficamos: 4 noites. 2 em Berat e 2 em Tirana
Média hospedagem: 20 euros por pessoa/dia
Média alimentação: 3,44 euros por pessoa/dia
Média atrações: 0,09 euros por pessoa/dia
Média transporte urbano: 0,45 euros por pessoa/dia

De onde e como viemos: de Ohrid na Macedônia para Berat na Albânia.

Vista da nossa varanda em Berat.

quarta-feira, 18 de maio de 2016

Central do Textão

Como bons mineiros, somos desconfiados. Como bons introvertidos, resistimos a projetos coletivos e aglomerações (estamos até hoje pensando se queremos nos filiar a alguma associação de blogueiros de viagem). Mas como foi a Tina Lopes que nos chamou pra fazer parte do Central do Textão, a gente 1) ficou todo pimpão de ter sido convidado e 2) topou, porque a gente é quietinho mas não é bobo.

É um monte de gente legal escrevendo um monte de coisa legal sobre um monte de temas legais. É um jeito de fugir do Facebook e das curtidas e das hashtags. É uma maneira de recriar um tempo em que as pessoas escreviam seus blogs sem pretensões (inclusive financeiras). Vai lá!

terça-feira, 17 de maio de 2016

Eslovênia: custos e impressões

Quanto tempo ficamos: 11 noites. 7 em Ljubljana e 4 em Maribor
Média hospedagem: 21,72 euros por pessoa/dia
Média alimentação: 6,22 euros por pessoa/dia
Média atrações: 6,52 euros por pessoa/dia
Média transporte urbano:  0! euros por pessoa/dia

De onde e como viemos: Viemos de Zagreb, na Croácia, para Ljubljana, a capital da Eslovênia.

Viajamos de trem entre as das capitais, Zagreb e Ljubljana. Fácil, confortável, rápido e com estações supercentrais. Fomos a pé do apartamento de Zagreb para a estação na Croácia e, já em Ljubljana, fomos a pé para o apartamento alugado no nosso primeiro destino na Eslovênia.

Bled disputa com Ohrid o título de lago mais lindo da viagem.

sexta-feira, 13 de maio de 2016

Daqui pra frente

O Leo andou chateado e aproveitou para escrever uns posts-desabafo. Agora as coisas no trabalho e na dentista melhoraram, o resultado do concurso saiu, e ele está feliz de novo. A verdade é que não existe estado de perfeita satisfação, né? Eu achava que, depois de sair viajando, ia voltar uma pessoa totalmente realizada. Rá rá. Lego engano. 

Dito isso, não queríamos deixar a impressão que, depois de um sabático, a pessoa fica infeliz e desajustada pra sempre. Não fica. A não ser que ela se resigne a voltar para a vida antiga, e encare o período de viagens com uma janela de oportunidade que jamais se repetirá. (Ou talvez nem assim: o ser humano se acostuma com tudo, então é provável que depois de um tempo ela volte a sorrir.)

A gente não voltou para a vida antiga. Voltamos para uma vida mais simples e menos estressante. Voltamos tendo certeza que queremos mais mudanças e mais aventuras. Voltamos decididos a viver com conforto - não com luxo - e a guardar dinheiro para financiar um certo grau de liberdade. 

Novos horizontes.



quarta-feira, 11 de maio de 2016

Final feliz: Lud & Leo pelo mundo, segunda etapa!

Tem coisas que mudam a gente pra sempre. Uma delas é sair viajando. Aposto que existem pessoas que voltam alegremente para suas vidas de antes, confortáveis e tranquilas, mas não é com todo mundo que isso acontece. 

Com a gente não foi. 

Aí, plano B, né.

Itamaraty, novo lugar de trabalho!

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(continuação do post)

Final feliz: Lud & Leo pelo mundo, segunda etapa! 

Pesquisamos, discutimos, arrancamos os cabelos, conversamos com um monte de gente que mora e trabalha fora e concluímos que, pra gente, a melhor solução, o melhor custo/benefício, a melhor mistura de aventura e segurança seria um de nós, ou ambos, se tornar Oficial de Chancelaria, um cargo do Serviço Exterior Brasileiro.

Detalhe: para ser Oficial de Chancelaria é necessário ser aprovado em um concurso que não acontecia desde 2008. 

Mas uma hora ele ia acontecer de novo, né? E aconteceu, no momento certo: o edital saiu dois meses depois de a gente ter voltado para Brasília e, portanto, organizado nossa vida direitinho. 

Hoje, depois de várias etapas, resultados parciais, curso de formação, choro e ranger de dentes, saiu o resultado final: passei! Estamos superfelizes.

Isso quer dizer que vamos morar fora, só que, dessa vez, com salário. Isso quer dizer que vamos passar até 10 anos no exterior, em três países diferentes, antes de voltar para o Brasil (para ficar dois anos, e então o ciclo começa de novo). Isso que dizer que uma vez pelo mundo, sempre pelo mundo!

Visitas serão bem-vindas.

* * *

Atualização do Leo: a Lud não só passou, ela passou em segundo lugar.  Parabéns, meu amor!

sábado, 7 de maio de 2016

5 bons hábitos que adquirimos no sabático

1) Limpar a própria casa, cuidar da própria roupa: tanto o Leo e eu fomos aqueles filhos mimados que nunca se ocuparam dos serviços domésticos. Quando saímos da casa de nossos pais, contratamos uma diarista. Viajando, a gente teve de se virar. Aprendi que é um trabalho chato, pesado e repetitivo. Hoje, valorizo quem faz, recebendo para isso ou não.

Desde que voltamos, e tendo escolhido um apartamento pequeno, somos nós mesmos que cuidamos da limpeza (o Leo mais que eu, confesso). Não vou dizer que fica uma maravilha, mas fica razoável, e a gente se sente autônomo e responsável.

Pensamos em decorar a casa assim, mas ia dar muito trabalho tirar a poeira do lustre.

terça-feira, 3 de maio de 2016

A verdade sobre a vida pós-sabático parte III

Por diversas razões (que serão devidamente esclarecidas no momento certo), meu suplício atual tem data para acabar: daqui a dois anos. Só que isso complica um pouco as coisas. O que fazer até a data D chegar? Largar tudo para investir em outra carreira? Afinal, daqui a dois anos essa nova carreira será colocada em pausa. Estudar para outros concursos? Convenhamos que as opções são limitadas.

Mais um ótimo Gurulino que encontrei no caminho de casa.



quinta-feira, 28 de abril de 2016

A verdade sobre a vida pós-sabático parte II

Antes de qualquer coisa, obrigado a todos que deram sugestões, que se solidarizaram comigo e que entraram em contato para oferecer um ombro amigo. Aviso que já ajudou.

O tempo anda ajudando. Foto do meu ponto de ônibus por volta das 7:30.

sábado, 23 de abril de 2016

A verdade sobre a vida pós-sabático

Aqui é o Leo. Confesso que estou tendo uma dificuldade enorme de me readaptar a vida normal. As coisas não fazem muito sentido para mim. Trabalhar de segunda à sexta, de 8:00 às 17:00... E olha que nem posso reclamar muito. Tenho um emprego que paga absurdamente bem para os padrões brasileiros. E a carga horário é para lá de tranquila: 8 horas por dia com uma hora de almoço.

Nem a lindeza da região que moramos em Brasília está me ajudando a ser feliz.
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(continuação do post) 

Tá certo que o serviço é chato demais. Mas aí a culpa é minha que não gosto dele. Tem gente que faz basicamente a mesma coisa e adora. Fora que é muito tranquilo. O ambiente de trabalho é excelente, a infraestrutura melhor ainda e o local onde trabalho super fácil de ir e voltar. São só 8 minutos dentro do ônibus e em sentido contrário ao fluxo normal do trânsito de Brasília. Ou seja, sempre vazio. Ah, e tem o detalhe que eu tenho um emprego né? Tem gente correndo atrás e não consegue.

Fora que sei que tem trabalhos muito piores. Já imaginou trabalhos braçais, no sol de Brasília, ganhando uma ninharia? E também penso muito no meu "merecimento" de ter o trabalho que hoje tenho. Afinal, tive uma ótima infância, em que meus pais me deram do bom e do melhor, de comida a brinquedos, de amor a educação. Minha única obrigação era ir à aula e aprender. E meus pais nem eram muito exigentes. Pelo contrário, em retrospectiva acho que foram até permissivos demais (não tem jeito né, filho nunca está satisfeito com os pais).

Sim, ando super emburrado. Além de achar o trabalho chato, acho que as pessoas dão valor demais a coisas bobas. No trabalho, os colegas se afligem diante de qualquer inconveniente, e muita gente com que convivo só quer saber de consumir e reclamar que não tem dinheiro pra nada.

Bom, e aqui estou eu hoje. Trabalhando em algo que não gosto para juntar dinheiro. Na teoria o dinheiro serviria para comprar lindos e coloridos produtos novos que me encheriam de felicidade. Mas eu não quero nada disso! Parafraseando um dos personagens do ótimo filme Monthy Python e o Cálice Sagrado: "Mas eu não quero todas essas cousas! Eu só quero... cantar!".  Ou seja, por enquanto me irrito durante 9 ou 10 horas diárias da minha preciosa vida para juntar dinheiro que espero que seja útil em algum momento do futuro. Afinal, uma hora devo precisar, né? Posso querer algo bonito, novo e brilhante. Nem que seja, sei lá, um tratamento médico caríssimo.

Sim, o sabático me estragou. Acho que as pessoas se importam muito com o que para mim não importam mais. Não estou pregando que sou um ser superior e iluminado, viu? Pelo contrário. Eu é que estou destoando da massa. Logo, o errado sou eu. E não sei o que fazer. Até tento me encaixar, mudar ou colocar uma máscara para viver quase 12 horas do meu dia. Mas confesso que é difícil. O pior é que cada dia que passa estou achando pior.

Não sei aonde quero chegar neste post. Tanto que vou parar por aqui, perdido tanto nas palavras como na vida. E deixo com vocês uma frase de meu concunhado (não canso de rir toda vez que penso nela): "Se todo mundo fizesse o que gosta, o mundo seria uma bosta". Será que seria mesmo?


Sim, sei que estou reclamando de barriga cheia. 

segunda-feira, 11 de abril de 2016

Edam e Volendam: duas cidades ótimas para visitar no mesmo dia

Edam e Volendam são duas agradáveis cidades holandesas bem próximas a Amsterdã - pouco mais de 20 km. Para visitar, é só pegar o ônibus que sai da estação central de trem da capital holandesa.

terça-feira, 5 de abril de 2016

Marken

Marken é uma minúscula e fofa cidade holandesa bem perto de Amsterdã. Atualmente não moram nem 2 mil pessoas por lá. Se bobear, ela recebe mais turistas por dia do que moradores.

Visitamos a cidade no mesmo dia em que fomos a Muider. Como passamos boa parte do dia em Muider, chegamos em Marken já no meio para final da tarde. E a maioria dos turistas já estava indo embora, o que foi ótimo. Como podem ver nas fotos, tem hora que parece até uma cidade fantasma. Só que linda e muito bem cuidada.

Parece um cartão postal ou uma pintura.

quarta-feira, 30 de março de 2016

Muiderslot: castelo de filme na Holanda

Muiderslot é o famoso castelo de filme. Tem fosso, tem torres, tem ponte levadiça. E é fácil de visitar a partir de Amsterdã.

Para ir, é só pegar o ônibus até a cidade de Muiden. Atenção: o ônibus sai da estação Amstel e não da estação Central de Amsterdã (mas dá para ir de uma à outra de metrô).



quinta-feira, 24 de março de 2016

Haarlem

Se você só tiver tempo para visitar uma cidade além de Amsterdã, Haarlem é uma excelente pedida. Para começar ela é grudada. Mal dá 15 minutos de trem de estação central à estação central. Fácil demais.

Haarlem é a antiga capital da região norte da Holanda. Ela era o "point" na Holanda durante a período da loucura por tulipas. Era o maior centro de comercialização da flor na Holanda e, consequentemente, no mundo.

Haarlem.

domingo, 20 de março de 2016

Polônia: custos e impressões

A Real Catedral Basílica dos santos Estanislau e Venceslau em Cracóvia. Ou simplesmente Catedral de Wawel.
 Foi aqui que o João Paulo II celebrou sua primeira missa como padre, em 1946.
Quanto tempo ficamos: 9 noites. 2 em Poznan, 3 em Varsóvia e 4 em Cracóvia
Quando fomos: 11 a 20 de agosto de 2014
Média hospedagem: 21,72 euros por pessoa/dia
Média alimentação: 3,31 euros por pessoa/dia
Média atrações: 3,32 euros por pessoa/dia
Média transporte urbano: 0,80 euros por pessoa/dia

segunda-feira, 14 de março de 2016

Zaanse Schans

Um passeio bem legal perto de Amsterdã. Esse museu a céu aberto é composto por 35 casas, moinhos, celeiros e museus datados dos séculos XVIII e XIX. Além de tudo ser autêntico (as construções foram trazidas de outros lugares da Holanda), a paisagem também é bonita, com os típicos moinhos holandeses enfeitando o horizonte.


sexta-feira, 11 de março de 2016

Het Loo: o palácio de verão da Casa de Orange

Het Loo foi a residência real construída pelo Guilherme III de Orange e sua esposa, a Maria II da Inglaterra. Esse Guilherme aí é bisneto de Maurício de Nassau. Ele e a Maria II da Inglaterra, além de serem os reis da Holanda, foram também reis da Inglaterra, Escócia e Irlanda. Nada mal, né?

Como também não é nada mal esse palácio, que serviu por muito tempo de residência de verão da Casa de Orange, futura família real holandesa. Desde 1984 o palácio está aberto à visitação, com interiores decorados com móveis, objetos de decoração e quadros da família real holandesa.

quarta-feira, 9 de março de 2016

Islândia: custos e impressões

Todos os dias na Islândia tinha arco-iris. 
Quanto tempo ficamos: 8 noites. 1 nos arredores de Reykyavik, 5 em locais diferentes ao longo da rota que contorna todo o país e, para terminar 2 noites em Reykyavik. 
Quando fomos: 27 de agosto a 4 de setembro de 2014
Média hospedagem: 33,56 euros por pessoa/dia
Média alimentação: 7,16 euros por pessoa/dia
Média atrações: 3,01 euros por pessoa/dia
Média transporte urbano: 34,52 euros por pessoa/dia (aluguel de carro + combustível)

domingo, 6 de março de 2016

Giethoorn, uma cidade ainda mais especial na Holanda

A Holanda tem várias cidades para lá de especiais, mas Giethoorn bate recorde. Se toda, ou quase toda, cidade holandesa tem seus canais, Giethoorn só tem canal. É uma cidade onde não passa carro. Ah, então é como Veneza? Por aí. A diferença é que Giethoorn é muito, muito menor. E muito, muito mais isolada.

Giethoorn é essa lindeza.

quinta-feira, 3 de março de 2016

Aniversário: 1 ano que voltamos para o Brasil

Vai dizer que é fácil? Não, não é fácil. Depois que a empolgação do retorno passa – você reencontra os amigos, conta um monte de história, toma guaraná, come pão de queijo – e a vida entra nos eixos – apartamento alugado, móveis comprados, trabalho retomado -, dá uma angústia, sim. 

Nós éramos felizes. E sabíamos. 

terça-feira, 1 de março de 2016

Leiden

A cerca de 30 minutos e 9 euros de passagem está Leiden, mais um ótimo destino para conhecer usando Amsterdã como base.

Leiden é onde está a mais antiga universidade da Holanda. Até Einstein passou um tempo por lá. Mas o mais famoso morador da cidade foi Rembrandt. Ele nasceu na simpática cidade Leiden e lá estudou quando pequeno.

Quando chegamos estava nublado. No decorrer do dia, o tempo melhorou

sábado, 27 de fevereiro de 2016

China: custos e impressões

A bucólica Zhujiajiao. Valeu a pena sair da zona de conforto para ir para lá. 

Quanto tempo ficamos: 18 noites. 6 em Pequim, 1 em um trem, 2 em Xi An, 4 em Xangai, 1 em Macau e 4 em Hong Kong
Quando fomos: 10 a 28 de março de março de 2014
Média hospedagem: 23,42 euros por pessoa/dia
Média alimentação: 5,85 euros por pessoa/dia
Média atrações: 4,74 euros por pessoa/dia
Média transporte urbano:   2,78 euros por pessoa/dia

De onde e como viemos: Voamos pela Turkish Airlines de Nice para Pequim com escala em Istambul.

Voo para lá de longo. Imagino que, saindo do Brasil, seja barra pesada chegar à China. Mas demos sorte: como fizemos o check-in do voo mais longo em Nice bem mais cedo, conseguimos voar na espaçosa saída de emergência. 

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Keukenhof: muitas fotos

Mais fotos do parque e do lindo campo de tulipas que fica em frente ao estacionamento dele. Boas lembranças de maio de 2014.